{"id":61069,"date":"2011-06-02T15:07:45","date_gmt":"2011-06-02T18:07:45","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/sem-autor\/noticias\/aqueles-domingos\/"},"modified":"2026-06-17T00:15:52","modified_gmt":"2026-06-17T03:15:52","slug":"aqueles-domingos","status":"publish","type":"42wp_blog","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/flavio-gomes\/f1\/aqueles-domingos\/","title":{"rendered":"AQUELES DOMINGOS"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gp Canad\u00e1 1991 - \u00daltima Volta - Rede Globo\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QXbycQLWHRE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>S\u00c3O PAULO<\/strong><em> (l\u00e1 vem&#8230;)<\/em> &#8211; 2 de junho de 1991. Hoje faz 20 anos da \u00faltima vit\u00f3ria de Piquet na F-1. Como pude esquecer? Ainda bem que me lembraram pelo Twitter. E a mesma alma caridosa me mandou esta primeira p\u00e1gina do caderno de esportes do &#8220;Jornal da Tarde&#8221; a\u00ed embaixo, que lembra que o triunfo representava a s\u00e9tima vit\u00f3ria consecutiva de brasileiros no Mundial. Foram duas de Nelson em 1990 (Jap\u00e3o e Austr\u00e1lia, ambas pela Benetton), quatro de Senna em 1991 (EUA, Brasil, San Marino e M\u00f4naco pela McLaren) e Piquet de novo em Montreal, tamb\u00e9m com a Benetton. Notem a cobertura do &#8220;JT&#8221;: <a href=\"http:\/\/blogs.estadao.com.br\/arquivo\/2011\/06\/02\/inesquecivel-piquet\/\">seis p\u00e1ginas, mais a capa do caderno de esportes<\/a>!<\/p>\n<p>Outros tempos, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Essa corrida do Canad\u00e1 foi hist\u00f3rica porque Mansell liderou de ponta a ponta e na \u00faltima volta parou ningu\u00e9m sabe direito por qu\u00ea. Dizem que ao acenar para a torcida alegremente desligou a chave geral do carro. Nunca foi devidamente esclarecida a quest\u00e3o. <\/p>\n<p>(O v\u00eddeo a\u00ed no alto est\u00e1 com as imagens invertidas, n\u00e3o sei por qu\u00ea. Mas enquanto n\u00e3o achar outro, vai esse mesmo, porque tem a narra\u00e7\u00e3o original da Globo.)<\/p>\n<p>N\u00e3o estive naquela prova. Eram meus \u00faltimos dias como editor de Esportes da &#8220;Folha&#8221;, j\u00e1 estava decidido que o Mario Andrada e Silva, que estava voltando de Paris, iria assumir a editoria e eu iria par seu lugar como rep\u00f3rter especial. A corrida seguinte, no M\u00e9xico, foi minha primeira como correspondente exclusivo para a F-1. Detalhe irrelevante, mas \u00e9 que me lembrei disso agora.<\/p>\n<p>Nelson deixaria a F-1 no fim daquele ano, o mesmo da estreia de Schumacher pela Jordan na B\u00e9lgica. Na etapa seguinte, em Monza, ele passaria a ocupar o lugar de Roberto Moreno na Benetton e, dizem tamb\u00e9m, aposentou Piquet. Claro que n\u00e3o foi assim t\u00e3o simples. Nelson j\u00e1 estava mesmo pensando em parar e a chegada do alem\u00e3o talvez tenha precipitado as coisas, porque o tricampe\u00e3o n\u00e3o recebeu nenhuma boa proposta para continuar e acabou optando pela retirada sem grandes dramas. A\u00ed foi disputar as 500 Milhas em Indian\u00e1polis, houve o terr\u00edvel acidente \u00a0nos treinos, voltou ao IMS em 1993, de muletas, e o resto \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Piquet sempre foi um piloto excepcional e um personagem idem. Nos meus primeiros anos de F-1, ele estava mais arredio do que de costume porque tinha deixado a Williams, pegou uma Lotus capenga, Senna come\u00e7ou a fazer muito sucesso, aquelas coisas. Mas ele tinha atitudes que julgo inesquec\u00edveis e fazem parte do meu pequeno rol de historietas pouco importantes que guardo com carinho.<\/p>\n<p>Em 1989, eu j\u00e1 tinha come\u00e7ado com esse neg\u00f3cio de correr de carro antigo e estava fazendo uma carretera DKW. Meu mec\u00e2nico era o Miguel Crispim, g\u00eanio da Vemag que, nos anos 70, foi uma esp\u00e9cie de pai de Piquet na F\u00f3rmula-V\u00ea. Nelson vinha de Bras\u00edlia numa Kombi, muitas vezes n\u00e3o tinha onde dormir, ficava com o Crispim, que o ajudava nos boxes, os dois ficaram amigos do peito.<\/p>\n<p>A\u00ed eu estava em Monza para a corrida, cruzei com o Nelson no paddock, ele estava puto porque tinha andado mal no treino, algo assim, mas o chamei. &#8220;Nelson, Nelson!&#8221;, e ele, apressado, &#8220;N\u00e3o enche o saco, baixinho&#8221;, e eu: &#8220;Hei, n\u00e3o quero te entrevistar, n\u00e3o&#8221;. Tirei um pequeno papel do bolso, dei a ele e disse: &#8220;\u00d3, o Crispim mandou te entregar, \u00e9 o telefone dele, pediu pra voc\u00ea ligar&#8221;. Piquet parou na hora, abriu um sorriso luminoso, pegou o papel e falou, &#8220;Puta que pariu, onde anda o neg\u00e3o, voc\u00ea tem falado com ele?&#8221;, e a gente ficou conversando um temp\u00e3o sobre meu DKW, sobre a oficina do Crispim na Sa\u00fade e tudo mais.<\/p>\n<p>Grande Nelson.<\/p>\n<p><a href=\"\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/piquet91.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-134937\" title=\"piquet91\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/piquet91.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"804\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO (l\u00e1 vem&#8230;) &#8211; 2 de junho de 1991. Hoje faz 20 anos da \u00faltima vit\u00f3ria de Piquet na F-1. Como pude esquecer? Ainda bem que me lembraram pelo Twitter. 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