{"id":1072,"date":"2019-07-31T06:00:00","date_gmt":"2019-07-31T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/400-uma-mochila-e-um-sonho\/"},"modified":"2019-07-31T06:00:00","modified_gmt":"2019-07-31T09:00:00","slug":"400-uma-mochila-e-um-sonho","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/400-uma-mochila-e-um-sonho\/","title":{"rendered":"$ 400, uma mochila e um sonho"},"content":{"rendered":"\n<p>Ricardo Juncos hoje &eacute; um conhecido chefe de equipe dos EUA, mais especificamente da Indy, do Road to Indy e do IMSA SportsCar. Dono da Juncos, o argentino nascido em Tigre, na Grande Buenos Aires, passou por bem mais do que uma mera adapta&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s para o outro.<\/p>\n<p>Hoje com 44 anos, Ricardo tem origens em uma fam&iacute;lia que respira corrida, desde o pai, que era piloto, passando por outros parentes que eram apaixonados por automobilismo. Foi assim, crescendo em meio a trof&eacute;us, fotos, capacetes e carros, que Juncos deu seus primeiros passos e descobriu sua voca&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Mas o in&iacute;cio de trajet&oacute;ria n&atilde;o foi nada convencional para algu&eacute;m que tinha um pai correndo at&eacute; ter nascido. &Eacute; claro que o hoje dono de equipe sempre gostou de guiar, sonhou ser piloto, mas sua voca&ccedil;&atilde;o parecia mesmo ser outra.&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o de gra&ccedil;a, Ricardo tratou de estudar fundo a parte t&eacute;cnica, a engenharia de carros, desenhos dos motores. Na realidade, acabou tomando gosto por aquilo que antes era apenas um meio de assegurar uma vaguinha correndo em uma categoria nacional.&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197291944440_Ricardo Juncos 5_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1066\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>&ldquo;Queria ser piloto, ent&atilde;o fiz muita coisa relacionada a escolinhas de automobilismo, trabalhando junto dos mec&acirc;nicos. Com 17 anos, abri meu pr&oacute;prio neg&oacute;cio para arrumar carros de rua e isso foi crescendo em Buenos Aires, tamb&eacute;m na Argentina e fui botando dinheiro nas escolinhas de pilotos e buscando patrocinadores para poder correr. Em 1997, comecei na F-Renault na Argentina e corri tr&ecirc;s anos l&aacute;, depois fazendo mais dois anos de prot&oacute;tipos em 2000 e 2001, em um carro que n&oacute;s faz&iacute;amos tudo, o chassi, motor, desenho dele, tudo era nosso. E naquele momento as coisas iam muito bem. Minha vida foi assim basicamente desde os meus 3, 4 anos de idade at&eacute; quando fui embora de l&aacute;, em 2002&quot;, conta o dirigente em entrevista exclusiva ao GRANDE PREMIUM.<\/p>\n<p>S&oacute; que a carreira de Ricardo como piloto teve prazo de validade e os neg&oacute;cios, que funcionavam t&atilde;o bem por meia d&eacute;cada, foram rapidamente para o ralo. De uma hora para a outra.&nbsp;<\/p>\n<p>Foi assim, com a famosa crise pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica que se intensificou na Argentina em 2001, que a jornada de Juncos tomou rumos completamente inesperados. Em nova fun&ccedil;&atilde;o, com novo sonho, em novo continente, em outra realidade financeira.<\/p>\n<p>&quot;N&oacute;s perdemos tudo na Argentina com a Crise de 2001. Come&ccedil;amos vendendo tudo, as ferramentas, os carros, ficamos praticamente sem nada. A&iacute; eu tinha um amigo que era eletricista em Miami, nada a ver com automobilismo, mas falei com ele e ele me disse para ir para l&aacute;, que tinha um sof&aacute; para eu dormir. Estava quase zerado, minha av&oacute; me emprestou $ 400, que era tudo que ela tinha e foi assim que peguei o avi&atilde;o, com $ 400, uma mochila e mais nada. Assim come&ccedil;ou tudo&rdquo;, explica.<br \/>\n (Ricardo Juncos (Foto: IndyCar))<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197291944398_Ricardo Juncos 8_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1066\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Conex&atilde;o Brasil-Argentina<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A passagem gloriosa de Juncos nos EUA teve v&aacute;rios fatores, entre eles uma rela&ccedil;&atilde;o com o Brasil. Basicamente, em todas as fases de desenvolvimento que teve na terra do Tio Sam, algum brasileiro apareceu.<\/p>\n<p>Batalhador e iluminado, o argentino j&aacute; chegou na Fl&oacute;rida para atuar na equipe de kart de Christian Fittipaldi e dali para frente n&atilde;o parou mais. Foi sendo promovido, arrumando seu espa&ccedil;o e o or&ccedil;amento at&eacute; conseguir ter o pr&oacute;prio time de forma&ccedil;&atilde;o de pilotos.<\/p>\n<p>&ldquo;Por uma for&ccedil;a do destino, minha rela&ccedil;&atilde;o com o Brasil teve um cap&iacute;tulo importante. Cheguei em Miami e virei mec&acirc;nico em uma equipe de kart sem receber nada por duas semanas, fui praticamente um ajudante para o Andr&eacute; Martins, que era s&oacute;cio do Christian Fittipaldi. Conheci Fernando Paiva, que era o empres&aacute;rio do Christian e do Cristiano da Matta, ele conseguiu a entrevista com a equipe. Assim come&ccedil;ou tudo l&aacute; nos EUA, minha carreira, ent&atilde;o j&aacute; sem ser piloto, tive de largar isso, n&atilde;o conhecia ningu&eacute;m, n&atilde;o falava nada de ingl&ecirc;s, n&atilde;o tinha dinheiro, j&aacute; tinha 27 anos, era imposs&iacute;vel. Meu sonho de piloto acabou, mas come&ccedil;ou a outra etapa&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>&ldquo;Comecei de mec&acirc;nico, virei chefe dos mec&acirc;nicos e depois o chefe da equipe do Christian no kart. Em setembro de 2003, come&ccedil;ou a Juncos Racing, em Miami, com apenas um piloto, um menino de 8 anos. Logo depois veio o Spencer Pigot, o meu segundo piloto na Juncos. E a&iacute; fomos crescendo: 2, 4, 8, at&eacute; chegar a 40 e poucos pilotos, 19 t&iacute;tulos entre 2003 e 2008 e muitos regionais, nacionais, at&eacute; conseguir vender o chassi Juncos na Inglaterra&quot;, completa sobre os primeiros passos do time.<br \/>\n (Juncos (Foto: IndyCar))<\/p><\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>A rela&ccedil;&atilde;o com a p&aacute;tria<\/strong><\/h2>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&Eacute; claro que a partir de setembro de 2003 as coisas foram realmente acontecendo na forma&ccedil;&atilde;o do que hoje &eacute; um projeto bastante consolidado, mas, apesar da prosperidade e do trabalho &aacute;rduo, Ricardo nunca esqueceu de suas ra&iacute;zes.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Al&eacute;m de manter contato sempre com familiares e amigos de inf&acirc;ncia, Juncos segue ligado no automobilismo da sua terra e procura pilotos para a equipe, como Agust&iacute;n Canapino, no IMSA, e Nicol&aacute;s Dapero, anos atr&aacute;s na Pro Mazda e na Indy Lights.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&quot;Minha rela&ccedil;&atilde;o com a Argentina e o automobilismo de l&aacute; sempre vai ser boa, tenho muitos amigos l&aacute;. Trouxemos o Agust&iacute;n Canapino para correr as 24 Horas de Daytona, acompanho o Super TC2000, tento acompanhar a Stock Car Brasil tamb&eacute;m. &Eacute; um automobilismo que funciona muito bem na Argentina, eles ganham dinheiro, conseguem patrocinadores, a Argentina tem um n&iacute;vel muito bom de pilotos e da parte t&eacute;cnica. Comparando com o Brasil, acho que n&atilde;o h&aacute; tanto alcance para os argentinos no automobilismo internacional, mas o nacional &eacute; muito forte, funciona muito bem. &Eacute; uma pena que nossos pa&iacute;ses enfrentem essas crises financeiras que parecem que n&atilde;o acabam nunca&quot;.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197291944124_Ricardo Juncos 3_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1065\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Ricardo Juncos segue vendo de perto o que acontece na Argentina (Ricardo Juncos (Foto: IndyCar))<\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>O amigo e quase filho Franzoni<\/strong><\/h2>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A rela&ccedil;&atilde;o de Ricardo com o Brasil recentemente ganhou um cap&iacute;tulo bastante especial, mas repleto de lutas e complica&ccedil;&otilde;es. Conhecido de longa data, desde os tempos de kart, o jovem Victor Franzoni finalmente conseguiu chegar ao time em 2017, na Pro Mazda.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Acontece que Franzoni, assim como a Juncos, nunca teve uma condi&ccedil;&atilde;o financeira est&aacute;vel e sempre precisou batalhar muito para ficar no Road to Indy. Ao <strong>GRANDE PR&Ecirc;MIO<\/strong>, por exemplo, <a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/indy\/noticias\/conta-giro-estrela-solitaria-do-brasil-na-base-da-indy-franzoni-trabalha-ate-de-mecanico-para-manter-sonho-vivo\">o paulista chegou a revelar que precisava se desdobrar entre piloto e mec&acirc;nico<\/a> para bancar os custos do programa.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Mas as coisas finalmente se encaixaram em 2017, quando Jeff Green fez a ponte para a dupla. Green era um dos pilotos veteranos, j&aacute; na casa dos 50 anos, que estavam no Road to Indy por hobby. O americano, ent&atilde;o, praticamente adotou Victor e bancou o brasileiro na Juncos<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197301554911_Victor Franzoni_O.PNG\" width=\"678\" height=\"428\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Victor Franzoni e Ricardo Juncos seguem juntos (Victor Franzoni)<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2019730163509_IMSA_O.PNG\" width=\"540\" height=\"558\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">&quot;Victor &eacute; um grande amigo. Conhe&ccedil;o faz muito tempo, ele era mec&acirc;nico da equipe que corria contra o meu filho. Sempre acompanhei ele na USF2000, correu contra a gente na Pro Mazda e a&iacute; conseguimos finalmente achar um jeito de correr juntos na Pro Mazda em 2017. Isso aconteceu por causa do Jeff Green, companheiro bem mais velho do Victor e algu&eacute;m que eu conhecia muito, um cara que tinha o or&ccedil;amento, ajudou muito o Victor e nos deu a chance de tentar vencer a Pro Mazda, a Indy Lights e colocar o Victor na Indy, era aquilo ou nada&rdquo;, conta Juncos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ricardo, que trata Victor com muito carinho, relembra com dor do que foi 2018, logo ap&oacute;s triunfar de forma dominante com Franzoni na Pro Mazda, quando a Juncos perdeu o segundo piloto &agrave;s v&eacute;speras da temporada e, de quebra, viu a morte de Green em um acidente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Obviamente, sem or&ccedil;amento, sem poder testar, sem ter telemetria a comparar e at&eacute; sem poder danificar o carro, Franzoni n&atilde;o foi campe&atilde;o de uma Lights que tinha nomes como Pato O&rsquo;Ward e Colton Herta. Para Juncos, o brasileiro andou bem, mesmo sem conquistar o t&iacute;tulo daquele que considera o ano mais forte recente da categoria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;Ficamos em uma situa&ccedil;&atilde;o delicada, n&atilde;o vencemos o campeonato, obviamente, mas o Victor &eacute; como se fosse um filho para mim. Sempre que posso eu ajudo ele, o acho muito talentoso e uma grande pessoa, o que &eacute; muito importante. Agora a gente segue tentando fazer coisas juntos, mas o automobilismo infelizmente &eacute; assim, muitos &oacute;timos pilotos ficam pelo caminho por falta de recurso, talvez seja o caso dele, mas ele segue vivo, segue batalhando&quot;, completa sobre o brasileiro que esteve com o time no Canad&aacute; correndo de IMSA.<br \/>\n (Juncos IMSA)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2018351346328_juncos_O.jpg\" width=\"2400\" height=\"1600\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">A aventura Indy<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre 2003 e 2017, muita &aacute;gua rolou e diversos campeonatos foram disputados pela equipe de origem argentina. Dos t&iacute;tulos no kart passando pela Star Mazda &ndash; hoje Pro 2000 &ndash; e pela Indy Lights, foram longos anos at&eacute; que, finalmente, a chance chegou.<\/p>\n<p>E chegou logo com dois carros, sem medo de ousar, fincando p&eacute; na categoria. Ricardo v&ecirc; o desenvolvimento todo at&eacute; chegar l&aacute; como natural e que a Juncos faz o poss&iacute;vel para se manter ativa em uma categoria com custos elevados, mas que vale a pena.<\/p>\n<p>&quot;Meu objetivo na Indy &eacute; me estabelecer como equipe em tempo integral, ter sucesso como tivemos na Lights, na Pro 2000. Mas &eacute; muito dif&iacute;cil, &eacute; uma categoria com equipes poderosas, grandes pilotos, grandes or&ccedil;amentos, ent&atilde;o, mesmo que a gente consiga patroc&iacute;nio, bom piloto, acho que podemos levar uns cinco anos at&eacute; vencermos uma corrida. Mas acho que a Indy, em termos esportivos, est&aacute; muito acima da F1, est&aacute; no topo do mundo. O carro &eacute; um pouco mais pesado, mais lento, mas acho que enquanto espet&aacute;culo e esporte est&aacute; bem acima e s&oacute; tende a ganhar nos pr&oacute;ximos anos e seguir evoluindo&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>&ldquo;E n&oacute;s estamos evoluindo tamb&eacute;m,&nbsp;vamos trabalhando nos sistemas internos e buscando assinar com um piloto bom para alcan&ccedil;armos objetivos maiores. Mas &eacute; aquilo, n&eacute;? Se acontecer, &oacute;timo, se isso n&atilde;o acontecer, tudo bem. &Eacute; o que sempre digo: perdi tudo na Argentina, nunca imaginei chegar onde cheguei, ent&atilde;o, est&aacute; tudo bem caso as coisas n&atilde;o saiam como imaginamos&quot;, completa<\/p>\n<p>&nbsp;\n <\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197291944487_Ricardo Juncos 4_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1066\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n&nbsp;<\/p>\n<p>Da boa estreia na Indy 500 com dois top-20 com Sebasti&aacute;n Saavedra e o velho conhecido Pigot at&eacute; hoje foram 15 provas disputadas no topo do automobilismo americano, mas a Juncos ainda n&atilde;o est&aacute; no patamar que deseja e nem com os pilotos que quer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E toda a situa&ccedil;&atilde;o piorou de forma consider&aacute;vel ap&oacute;s tudo que aconteceu nas duas semanas das 500 Milhas de Indian&aacute;polis de 2019, mais precisamente, das duas vezes em que Kyle Kaiser estampou o carro no muro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&quot;Ainda n&atilde;o sabemos como vai ser nosso resto do ano na Indy. Batemos nosso melhor carro nos treinos livres da Indy 500, a&iacute; corremos com o segundo carro e o Kaiser bateu de novo. Ent&atilde;o, temos praticamente um carro e meio destru&iacute;do. Agora estamos em processo de recuperar o dinheiro do piloto, que &eacute; respons&aacute;vel pelos danos. Estamos recuperando o carro e tamb&eacute;m trabalhando com patrocinadores, mas &eacute; muito dif&iacute;cil para a gente ter um programa na Indy e ficar dependendo dos pilotos que t&ecirc;m dinheiro, afinal, normalmente os pilotos que levam dinheiro n&atilde;o s&atilde;o os melhores&rdquo;, reconhece.<\/p>\n<p> (Ricardo Juncos (Foto: IndyCar))<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>&ldquo;Isso &eacute; um problema bem grave porque precisamos de resultados. Acho que temos uma boa equipe e um bom carro, mas precisamos de um piloto bom para colocar o carro na frente e ainda n&atilde;o temos. Sem patrocinador, sem piloto do mais alto n&iacute;vel, &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o muito dif&iacute;cil. Ano passado, fizemos 12 corridas com tr&ecirc;s pilotos: Kaiser, Ren&eacute; Binder e Alfonso Celis Jr. Isso serviu bastante para entendermos coisas da categoria, foi bom para mim enquanto dono de equipe&rdquo;, segue.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>As batidas de Kaiser comprometeram consideravelmente os planos do time para 2019 e, por mais que novas corridas n&atilde;o sejam descartadas, o olhar j&aacute; est&aacute; mais voltado para o futuro.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&ldquo;Acho que mostramos muita coisa boa na Indy 500 desse ano, fomos muito r&aacute;pidos com o carro branco, a gente estava acreditando que teria uma participa&ccedil;&atilde;o ainda melhor. Tecnicamente acho que estamos bem, mas precisamos de um piloto para poder demonstrar isso. Meu objetivo &eacute; seguir trabalhando duro nos patrocinadores, conseguimos alguns &oacute;timos parceiros na Indy 500 depois da batida, agora estamos tentando mais uma corrida ou duas esse ano, mas, principalmente, focados no ano que vem&quot;, arremata.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197301623312_Kyle Kaiser_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1066\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">A inesquec&iacute;vel Indy 500 2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em meio a tantas dificuldades, uma inesperada e com dimens&otilde;es gigantescas que, no final, se transformou em conto de fadas. Ningu&eacute;m no grid da Indy teve uma hist&oacute;ria mais bonita e dram&aacute;tica que a da Juncos em 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em poucos dias, a pequena equipe perdeu patrocinador e, de quebra, ainda viu o carro ser destru&iacute;do em um acidente de Kaiser. Muita gente duvidou at&eacute; que o time pudesse participar da classifica&ccedil;&atilde;o e, consequentemente da corrida, mas n&atilde;o internamente, de jeito nenhum, por mais impactante que tenham sido os seguidos golpes sofridos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&quot;A gente sabia que estaria na corrida mesmo sem patroc&iacute;nio. J&aacute; t&iacute;nhamos acordo com a Firestone, com a Chevrolet, n&atilde;o dava mais para voltar atr&aacute;s, a multa que a gente tomaria seria quase igual ao que faltava para fazer a corrida. O que aconteceu &eacute; que t&iacute;nhamos um acordo antigo com uma empresa inglesa para a Indy 500 e por isso o carro era branco, mas foi chegando perto da corrida e n&atilde;o vinha a confirma&ccedil;&atilde;o, at&eacute; que eles entraram em contato e disseram que n&atilde;o poderiam estar conosco. E ainda o pai do Kaiser n&atilde;o estava bem financeiramente&rdquo;, explica.<br \/>\n (Kyle Kaiser)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>&ldquo;A&iacute; foi um momento de choque total, sab&iacute;amos que est&aacute;vamos em uma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, tiramos o carro da pista, mas tamb&eacute;m n&atilde;o poder&iacute;amos desistir da prova. Acontece que o carro estava muito bom desde a primeira ida para a pista. A gente melhorou o carro que classificamos em 17&ordm; ano passado, estava muito bom mesmo. S&oacute; que tudo isso com o Kaiser, era o pai dele que bancava batidas, essas coisas, a gente n&atilde;o tinha como cobrir. Ent&atilde;o, se os patrocinadores n&atilde;o aparecessem, eles teriam de bancar a corrida&rdquo;, segue.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&ldquo;Bom, a&iacute;, com o carro voando como estava, dei uma entrevista ao Marshall Pruett [da revista RACER] e aquilo mudou tudo, foi uma chuva de liga&ccedil;&otilde;es de empresas interessadas. Foi a primeira vez que eles nos procuraram e n&atilde;o o contr&aacute;rio. E, quando a gente bateu o carro, aumentou o n&uacute;mero de empresas procurando, querendo fazer parte da hist&oacute;ria. Foram 15 patrocinadores no carro na corrida, conseguimos ajudar o pai do Kaiser naquilo e, principalmente, construir uma rela&ccedil;&atilde;o com as marcas para o futuro&quot;, completa.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<h2><strong>A motiva&ccedil;&atilde;o durante a tormenta<\/strong><\/h2>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&quot;Sempre tento transmitir para eles a minha paix&atilde;o por isso, eles tamb&eacute;m sabem da minha hist&oacute;ria pessoal, do que passei, do que a Juncos passou at&eacute; chegar aqui. Eles sentem como se fosse com eles. A&iacute;, quando se tem 18 ou 20 pessoas apaixonadas por isso e se unindo como se fosse um time de futebol, voc&ecirc; fica forte, eles estavam at&eacute; mais positivos do que eu mesmo. A equipe nunca parou, ningu&eacute;m pensou que ficar&iacute;amos de fora, seguimos trabalhando. A&iacute;, quando conseguimos a classifica&ccedil;&atilde;o, foi um momento &uacute;nico&rdquo;.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&Eacute; assim que Juncos resume como foram os dias entre perda de patroc&iacute;nio, batida de Kaiser e a milagrosa classifica&ccedil;&atilde;o do americano por 0s013 em cima de ningu&eacute;m menos que Fernando Alonso e a McLaren no Bump Day. Afinal, al&eacute;m de todos os problemas para arrumar o carro e arcar com os custos, ainda tinha o importante fator motivacional para quem estava sonhando em aparecer na maior corrida do mundo.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&ldquo;Ficamos em &uacute;ltimo no primeiro dia, mas sab&iacute;amos o motivo daquilo, o problema &eacute; que n&atilde;o t&iacute;nhamos tempo e est&aacute;vamos fisicamente mortos, faltava energia para seguir. Acho que a nossa decis&atilde;o de n&atilde;o fazer o treino livre de manh&atilde; foi chave, ganhamos os minutos extras para seguir arrumando o carro e a&iacute; buscamos os mil&eacute;simos que nos colocaram na corrida e, n&atilde;o bastasse isso, ainda tiramos a McLaren e o Alonso, o que explodiu ainda mais no mundo todo&quot;, cita o argentino.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197291944799_Ricardo Juncos 2_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1280\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">A equipe de futebol Juncos (Juncos (Foto: IndyCar))<\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>O milagre da remontagem do carro<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A chegada surpresa de v&aacute;rios patrocinadores e a motiva&ccedil;&atilde;o da equipe n&atilde;o seriam suficientes se faltasse um outro fator: uma efici&ecirc;ncia inacredit&aacute;vel na hora de remontar um b&oacute;lido que fosse competitivo a ponto de deixar outros tr&ecirc;s pilotos de fora no Bump Day.<\/p>\n<p>&quot;A gente tinha dois carros completos montados em dezembro. Em Austin, Kaiser correu com o carro de mistos, s&oacute; que depois de l&aacute; a gente desmontou o carro todo, praticamente tiramos tudo e guardamos para servir de reposi&ccedil;&atilde;o para a Indy 500. A&iacute;, quando o Kaiser bate o carro branco, fica praticamente destru&iacute;do, uns 80% perdidos. Pegamos o chassi pelado do outro carro e precisamos remontar tudo, hoje eu acho que foi um erro nosso ter tirado tudo do carro&rdquo;, reconhece.<\/p>\n<p>&ldquo;S&oacute; que tamb&eacute;m tinham componentes diferentes de um carro para o outro e trocamos algumas pe&ccedil;as, mas outras n&atilde;o tinham como, n&atilde;o havia tempo, ent&atilde;o a gente sabia que o segundo carro n&atilde;o seria r&aacute;pido como o primeiro, al&eacute;m disso ainda pegamos a pista na pior hora, o Pigot classificou com 22&ordm;C e a gente com 33&ordm;C, estava muito calor, a performance caiu e ainda est&aacute;vamos com o radiador errado, o motor muito quente. Quando fomos classificar, j&aacute; sab&iacute;amos que ter&iacute;amos 70 cavalos a menos, talvez sem esse problema a gente at&eacute; entrasse de cara na corrida, em 28&ordm;, 30&ordm;, n&atilde;o muito r&aacute;pido, mas acho que dava. S&oacute; que fomos bem lentos e precisamos do segundo dia, aquele sofrimento todo, mas deu certo, o carro estava l&aacute; e aconteceu o milagre&quot;, completa<\/p>\n<h2><strong>Do drama &agrave; consagra&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/h2>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Seguindo a cronologia da verdadeira saga que a Juncos viveu na Indy 500 de 2019, chegamos ao segundo dia de classifica&ccedil;&atilde;o, o domingo do Bump Day. E, como Ricardo lembrou, a equipe sequer fez o treino livre da manh&atilde;, o que parecia um problema, mas, l&aacute; na frente, se revelou uma tremenda sacada.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Quando Kaiser concluiu o quarto giro e somou 2min38s331, inacredit&aacute;veis 0s013 abaixo da marca de Alonso, o IMS veio abaixo. Uma vibra&ccedil;&atilde;o intensa como se fosse um gol e muita, muita emo&ccedil;&atilde;o por parte do pessoal da Juncos. O grande momento da carreira de Ricardo e, certamente, de muita gente que estava ali envolvida.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&quot;Acho que a volta da classifica&ccedil;&atilde;o do Kaiser, quando nos garantimos, foi, sim, o maior momento da minha carreira. Tivemos v&aacute;rios momentos, tudo que voc&ecirc; possa imaginar, mas esse foi muito impressionante. Foi estranho, mesmo os americanos que estavam na arquibancada estavam gritando e torcendo pela gente, depois disso foi at&eacute; dif&iacute;cil andar, todo mundo queria abra&ccedil;ar, cumprimentar, tirar foto, algo que nunca tinha acontecido com a gente, at&eacute; porque somos de outro pa&iacute;s, temos muitos f&atilde;s latinos, mas foi diferente na Indy 500&rdquo;, conta.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&ldquo;Acho que a hist&oacute;ria toda, a equipe menor, o carro branco, o carro batido, o nosso esfor&ccedil;o dia e noite trabalhando e todo mundo vendo aquilo, empolgado para ver se daria certo, foi uma loucura. Ali que eu tomei consci&ecirc;ncia do tamanho do nosso feito e nem sabia ainda que o Alonso tinha sido eliminado. A&iacute;, quando vimos isso, ficou tudo ainda maior. A McLaren foi para l&aacute; para ganhar a corrida, n&atilde;o s&oacute; para participar. Queriam a Tr&iacute;plice Coroa do Alonso, n&atilde;o era como a gente, os menores, mas que tinham a torcida naquele momento. A for&ccedil;a do p&uacute;blico foi muito importante, foi tudo muito especial ali&quot;, relembra.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197291943429_Ricardo Juncos_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1066\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">A festa da Juncos no Bump Day (Juncos (Foto: IndyCar))<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197291944819_Ricardo Juncos 7_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1066\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">As duas grandes paix&otilde;es nacionais<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em meio &agrave; avalanche de patrocinadores que foram se juntando ao carro depois do milagre da reconstru&ccedil;&atilde;o e da classifica&ccedil;&atilde;o de Kaiser, um deles chamou a aten&ccedil;&atilde;o por ser completamente inusitado: o River Plate, enorme clube argentino,&nbsp;colocou o escudo da equipe em partes como o bico do carro #32, tendo um destaque no estilo Chelsea na Sauber de 2012. Mas de onde veio aquilo? Bom, o dirigente e torcedor dos Millonarios explica que a rela&ccedil;&atilde;o vai bem al&eacute;m de um patroc&iacute;nio pontual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&quot;A ideia de fazer uma parceria com o River Plate veio de um contrato que tenho com eles al&eacute;m das pistas. Meu filho joga no River desde os 13 anos, tenho muitos contatos no clube e o River j&aacute; queria expandir para os EUA. A&iacute; veio a ideia de fazer centros de treinamentos, academia de jogadores aqui nos EUA e conseguimos firmar contrato. Estamos cuidando dessa parte, essa transi&ccedil;&atilde;o deles para c&aacute;, &eacute; bom para os dois lados, o River vai conseguir entrar em um mercado importante, um futebol que est&aacute; crescendo&rdquo;, explica Juncos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;A&iacute; veio a Indy 500 e conversamos para que o escudo estivesse no carro, &eacute; bom que o americano vai conhecendo o time, que &eacute; bem famoso na Argentina, Brasil, M&eacute;xico, mas n&atilde;o aqui, que se fala mais em clubes europeus. E acho que o impacto na Argentina foi muito bom tamb&eacute;m, foi algo in&eacute;dito, nenhum outro clube de l&aacute; tinha sido estampado em uma corrida t&atilde;o importante. Juntamos as duas grandes paix&otilde;es do argentino: futebol e corridas. E em nada menos que na maior corrida do mundo, foi uma grande estrat&eacute;gia e hoje eles continuam conosco no nosso carro no SportsCar com o mesmo objetivo, de seguir promovendo o River Plate pelos EUA&quot;.<br \/>\n (Juncos (Foto: IndyCar))<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20197301649196_Ricardo Juncos_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1066\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n&nbsp;<\/p>\n<p>Um batalhador apaixonado<\/p>\n<p>O patroc&iacute;nio costurado com o River, mais do que isso, a parceria com o clube do cora&ccedil;&atilde;o para a cria&ccedil;&atilde;o de um projeto todo nos EUA mostra bem o perfil de Ricardo Juncos. 2019 pode n&atilde;o ter sido como sonhou, como planejou, mas foi o ano em que a Juncos entrou no cora&ccedil;&atilde;o do f&atilde; de automobilismo, afinal, a batida de Kaiser na Indy 500 foi min&uacute;scula perto da hist&oacute;ria gigantesca de supera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para fechar a entrevista, o GRANDE PREMIUM achou melhor que o pr&oacute;prio Ricardo se definisse como &eacute; hoje e como sempre foi. O homem dos $ 400, da mochila e de um sonho gigantesco &eacute; um &oacute;timo homem de neg&oacute;cios e de muita vis&atilde;o, mas, acima de tudo, apaixonado e agradecido por tudo aquilo que faz.<\/p>\n<p>&quot;Sou um cara muito intenso, n&atilde;o paro nunca, minha cabe&ccedil;a est&aacute; sempre a 2000 km\/h. Sou um apaixonado por corrida, por carro de corrida, pela m&aacute;quina, mas tamb&eacute;m como piloto, pela arte de guiar um carro. Isso me fascina. Sempre agrade&ccedil;o muito por poder fazer o que gosto, poder ganhar dinheiro fazendo o que amo, acho isso muito raro hoje em dia, preciso agradecer mesmo. Sou um cara normal, nada me mudou, sou o mesmo de quando morava na Argentina, tenho os mesmos amigos de inf&acirc;ncia, simplesmente estamos em um pa&iacute;s diferente, aproveitando a oportunidade que existe aqui. Sou um maluco, trabalho muito, n&atilde;o paro nunca mesmo. Acho que Ricardo Juncos &eacute; mais ou menos assim&quot;.<\/p>\n<p> (Ricardo Juncos)<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O GRANDE PREMIUM conta a hist&oacute;ria de Ricardo Juncos, argentino que perdeu tudo e, praticamente zerado, iniciou a constru&ccedil;&atilde;o da equipe que encantou Indian&aacute;polis em 2019<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":"","42wp_breaking_news":false},"categories":[1],"tags":[4156],"42wp_author":[47117],"class_list":["post-1072","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","tag-ricardo-juncos","42wp_author-gabriel-curty"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1072\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1072"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}