{"id":1110,"date":"2019-06-19T06:00:00","date_gmt":"2019-06-19T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/mesmo-esporte-outro-ponto-de-vista\/"},"modified":"2019-06-19T06:00:00","modified_gmt":"2019-06-19T09:00:00","slug":"mesmo-esporte-outro-ponto-de-vista","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/mesmo-esporte-outro-ponto-de-vista\/","title":{"rendered":"Mesmo esporte, outro ponto de vista"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p>Andar em simulador virou coisa trivial no automobilismo moderno. N&atilde;o s&oacute; porque os equipamentos se tornaram mais populares e acess&iacute;veis &ndash; comparativamente falando &ndash;, mas tamb&eacute;m por virar parte do cotidiano de pilotos profissionais. A atividade, antes recebida com um tanto de d&uacute;vida, virou chave no desenvolvimento de atualiza&ccedil;&otilde;es e de acertos. Para o brasileiro S&eacute;rgio Sette C&acirc;mara, piloto de testes da McLaren, &eacute; um outro tipo de chave: o para tentar um espa&ccedil;o na F&oacute;rmula 1, mas n&atilde;o sem antes encarar uma leva de novidades.<\/p>\n<p>Tudo come&ccedil;a na carga hor&aacute;ria. Antes de 2019, Sette C&acirc;mara teve uma carreira focada em categorias formadoras. Focar na F2 ou em uma F3 bastava. Agora, al&eacute;m de defender a DAMS na porta de entrada da F1, S&eacute;rgio precisa dar um jeito de separar tempo para o trabalho de bastidores na McLaren. &ldquo;Agora eu tenho uma nova responsabilidade, preciso viajar bastante, agora com o simulador da McLaren. Com essas viagens por conta do simulador, aumentou bastante a intensidade do ano&rdquo;, diz Sette C&acirc;mara, entrevistado pelo <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong>.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2018111295686_SEMO3_O.jpg\" width=\"1200\" height=\"675\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>S\u00e9rgio Sette C\u00e2mara vive momento de aprendizado ao lado da McLaren (S\u00e9rgio Sette C\u00e2mara faz p\u00f3dio duplo em Macau, 2016 (Foto: Red Bull))<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p>Uma olhada na calculadora seguida de uma em um mapa vai bastar para entender o que &ldquo;intensidade&rdquo; quer dizer. A F2 tem 12 fins de semana. Com quatro dias de atividades em cada &ndash; levando em conta a quinta-feira, mesmo sem andar na pista &ndash;, s&atilde;o 48 dias apenas no envolvimento direto. Com a McLaren, Sette C&acirc;mara diz fazer at&eacute; 40 dias de atividades no simulador &ndash; j&aacute; s&atilde;o quase 90, isso sem contar treino f&iacute;sicos e visitas ao simulador da DAMS na F2. A cereja no bolo &eacute; o fato de S&eacute;rgio morar pr&oacute;ximo de Barcelona, na Espanha, enquanto representa a brit&acirc;nica McLaren e a francesa DAMS.<\/p>\n<p>&ldquo;Acredito que no ano inteiro eu fa&ccedil;o de 35 a 40 dias [na McLaren] e at&eacute; agora tem sido com algumas semanas mais intensas do que outras&rdquo;, conta. &ldquo;&Eacute; um n&uacute;mero considerado bem elevado para um piloto, isso de fazer 40 dias. Em simulador de F&oacute;rmula 1, &eacute; bem elevado. Claro, tem os finais de semana, mas tem tamb&eacute;m agosto, que fica parado, e uma parte de dezembro e janeiro tamb&eacute;m. [&#8230;] Acredito que tenho feito bem essas duas fun&ccedil;&otilde;es. Tem vezes que &eacute; dif&iacute;cil conciliar tanto tempo de simulador, mas temos feito as coisas direitinho, ent&atilde;o fico satisfeito&rdquo;, frisa.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o grande desafio que eu tenho, sabe? Trabalhar, me dedicar, mas algumas vezes a gente acaba se saturando<\/p>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p>Fazer um bom trabalho, seja como titular ou como reserva, tem l&aacute; suas demandas. S&eacute;rgio Sette C&acirc;mara, apesar de todas as responsabilidades, ainda &eacute; um jovem de 21 anos, completados recentemente, em maio. Por mais que o esporte pare&ccedil;a algo l&uacute;dico por vezes, como uma esp&eacute;cie de sonho a ser vivido, &eacute; ineg&aacute;vel que o peso das cobran&ccedil;as n&atilde;o &eacute; um f&aacute;cil de ser carregado.<\/p>\n<p>&ldquo;Essa quest&atilde;o acaba sendo o grande desafio que eu tenho atualmente, sabe? Trabalhar, me dedicar, dar tudo que eu tenho, mas algumas vezes a gente acaba se saturando&rdquo;, reconhece. &ldquo;Por mais que pare&ccedil;a que &lsquo;ah cara, voc&ecirc; s&oacute; est&aacute; pilotando um carro de corrida&rsquo;&#8230; Se for pensar, &eacute; assim em qualquer esporte, para um jogador de futebol tamb&eacute;m. Fica jogando bola e &eacute; considerado um hobby, uma distra&ccedil;&atilde;o. Mesmo assim, quando voc&ecirc; faz algo profissionalmente, em alto n&iacute;vel, tudo pode ser estressante. Balancear essas duas coisas &eacute; uma coisa que eu considero essencial. &Eacute; um equil&iacute;brio que a gente est&aacute; sempre buscando&rdquo;, explica.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2019618166968_D7Q8ZF4XYAAG9hf_O.jpg\" width=\"1200\" height=\"800\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">O contato<\/p>\n<p>&Eacute; evidente que o principal trabalho de Sette C&acirc;mara na McLaren &eacute; ajudar no desenvolvimento do MCL34, s&oacute; que isso n&atilde;o &eacute; tudo. Existe uma quest&atilde;o importante do ponto de vista do piloto, que &eacute; o desenvolvimento pr&oacute;prio &ndash; ao anunciar a contrata&ccedil;&atilde;o do mineiro no fim de 2018, o diretor-esportivo Gil de Ferran destacou a quest&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o &agrave; equipe como uma das mais importantes. Nas entrelinhas, fica clara a import&acirc;ncia de desenvolver as habilidades do brasileiro em Woking.<\/p>\n<p>E o simulador se encaixa como uma luva na miss&atilde;o. Sette C&acirc;mara tem n&atilde;o s&oacute; o contato com um carro de F1 &ndash; mesmo que virtual &ndash; como tamb&eacute;m com o estilo de pilotagem de dois pilotos dos mais conceituados, os titulares Carlos Sainz Jr. e Lando Norris.<\/p>\n<p>&ldquo;Consegui absorver principalmente novas t&eacute;cnicas de guiar, t&ocirc; vendo os dados de v&aacute;rios pilotos&rdquo;, revela S&eacute;rgio. &ldquo;Do Sainz, do Norris, de outros pilotos. Ent&atilde;o esse ano est&aacute; abrindo meus olhos para diferentes t&eacute;cnicas que voc&ecirc; pode ter quando guia. Voc&ecirc; v&ecirc; pilotos de diferentes gera&ccedil;&otilde;es e como eles se adaptam ao mesmo carro, mas vindo de escolas completamente diferentes. &Eacute; realmente algo que abre os olhos, at&eacute; porque a gente n&atilde;o percebe que d&aacute; para mudar&rdquo;, reflete.<br \/>\n (Sainz e Sette C\u00e2mara (Foto: McLaren))<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p>&ldquo;Uma das coisas que a McLaren quer fazer &eacute; me preparar como piloto, ent&atilde;o l&aacute; &eacute; um livro aberto, mostrando tudo que se pode fazer com um carro. Como um carro de F1 &eacute; mais complexo, tem v&aacute;rias ferramentas de acerto que eu nunca tinha visto antes [&#8230;] Caso eu suba para a F&oacute;rmula 1 um dia, &eacute; uma grande vantagem j&aacute; estar sendo apresentado a essas t&eacute;cnicas&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>Junto da experi&ecirc;ncia profissional, vem tamb&eacute;m um bom contato pessoal. Norris e Sainz s&atilde;o dois velhos conhecidos de Sette C&acirc;mara &ndash; o primeiro por conta da parceria na Carlin na F2 em 2018, o segundo por conta do ano como j&uacute;nior da Red Bull em 2016, quando Carlos ainda era piloto da Toro Rosso. O ambiente mudou completamente, mas a rela&ccedil;&atilde;o segue boa e prop&iacute;cia para o aprendizado.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; muito boa [a rela&ccedil;&atilde;o] com o Norris. Tor&ccedil;o muito por ele, um cara nota mil&rdquo;, afirma Sette C&acirc;mara. &ldquo;Poderia ter uma tens&atilde;o, por achar que posso tomar o lugar se ele ir mal e eu ir bem, mas acho que eu confio no meu trabalho e ele confia no trabalho dele. Com o Sainz, j&aacute; tinha passado alguns dias com ele na Red Bull, j&aacute; sabia que ele era um cara nota mil. Agora na McLaren passei a ter mais tempo como ele. Pelo que vi, ele [Sainz] e o Norris se d&atilde;o muito bem, e eu tamb&eacute;m me dei bem&rdquo;, considera.<\/p>\n<p>Quem ganha com a harmonia &eacute; a McLaren, mas Sette C&acirc;mara tamb&eacute;m leva suas doses de li&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m de aprender sobre novos estilos de pilotagem ou sobre o funcionamento de uma equipe de F1, o mineiro tamb&eacute;m aprende sobre trabalho em equipe.<\/p>\n<p>&ldquo;Acho que essa &eacute; uma das coisas que a McLaren gosta, que o piloto de testes conhe&ccedil;a muito bem um dos titulares, que &eacute; o Lando [Norris], e tamb&eacute;m tenha uma rela&ccedil;&atilde;o boa com o Sainz. Equipe &eacute; comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; todo mundo se entendendo. Na F2, meu papel &eacute; quest&atilde;o de &lsquo;eu&rsquo;. Eu ser o mais r&aacute;pido, eu sou o cara que vai l&aacute;, eu sou quem ganha. Na F1, meu papel &eacute; entender que quem est&aacute; guiando &eacute; o Norris e o Sainz. Quando eu vou no carro, &eacute; para entender que &eacute; a dire&ccedil;&atilde;o que eles pedem, n&atilde;o a que eu quero&rdquo;, indica.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2019618166447_D6nSyt3WwAAE5yn_O.jpg\" width=\"1200\" height=\"800\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n&nbsp;<\/p>\n<p>O teste<\/p>\n<p>O ponto alto da passagem de Sette C&acirc;mara pela McLaren at&eacute; aqui foi a apari&ccedil;&atilde;o no teste coletivo p&oacute;s-GP da Espanha, em Barcelona. Fazia muito sentido: &eacute; importante que pilotos de simulador guiem o carro &lsquo;real&rsquo; para avaliar a correla&ccedil;&atilde;o e o realismo do equipamento virtual. Al&eacute;m disso, claro, era a chance de testar a pilotagem do brasileiro.<\/p>\n<p>O problema &eacute; que o teste n&atilde;o correu t&atilde;o bem quanto se esperava. Problemas mec&acirc;nicos fizeram S&eacute;rgio dar apenas 19 voltas, aparecendo em 13&ordm; dentre os 13 pilotos que foram &agrave; pista. Junto da alegria de voltar a um F1, a chatea&ccedil;&atilde;o de quebrar sem saber quando vai ter uma nova chance.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o, n&atilde;o existe nenhuma previs&atilde;o de retorno por enquanto&rdquo;, revela. &ldquo;Eu recebi a not&iacute;cia [do teste em Barcelona] por volta de duas semanas antes e acabou sendo uma coisa meio espont&acirc;nea. N&atilde;o sei se existe um retorno. Mesmo assim, &eacute; como eu disse. At&eacute; algumas semanas antes do treino eu n&atilde;o estava sabendo que ia acontecer&rdquo;, conta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p> (Sergio Sette C\u00e2mara (Foto: McLaren))<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Com ou sem problemas mec&acirc;nicos, com ou sem novas oportunidades em testes, Sette C&acirc;mara se anima por fazer uma contribui&ccedil;&atilde;o &ndash; ainda que pequena &ndash; para o momento alentador da McLaren na F1.<\/p>\n<p>&ldquo;Essa &eacute; uma equipe muito grande, com muito trabalho sendo feito. Acredito que eu tenho feito um bom trabalho no simulador. Tenho sido profissional, me adaptando ao que eles me pedem sempre, mas acaba sendo uma contribui&ccedil;&atilde;o pequena. S&atilde;o muitas pessoas e cada contribui&ccedil;&atilde;o &eacute; importante, mas &eacute; muito dif&iacute;cil responder [sobre a import&acirc;ncia da atividade no simulador]&rdquo;, reflete.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S&eacute;rgio Sette C&acirc;mara teve um primeiro semestre de novidades, como o posto de piloto de testes na McLaren. &Eacute; um momento chave para o brasileiro, que busca aprender ao mesmo tempo em que faz malabarismo com atividades da F2<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1539],"42wp_author":[47118],"class_list":["post-1110","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","tag-dams","42wp_author-vitor-fazio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1110\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1110"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}