{"id":1129,"date":"2019-05-29T06:00:00","date_gmt":"2019-05-29T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/irmaos-de-pele\/"},"modified":"2019-05-29T06:00:00","modified_gmt":"2019-05-29T09:00:00","slug":"irmaos-de-pele","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/irmaos-de-pele\/","title":{"rendered":"Irm&atilde;os de pele"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p><big>Curitiba, 6 de fevereiro de 1986. Cristina Lopes Afonso era namorada de Uilson Isao Miyashiro. Naquele dia, o oftamologista n&atilde;o aceitou o t&eacute;rmino do relacionamento e, ap&oacute;s uma discuss&atilde;o, Uilson jogou &aacute;lcool&nbsp;e ateou fogo ao corpo da estudante. Cristina&nbsp;sobreviveu, mas teve 85% do corpo queimado.<\/big><\/p>\n<p><big>As marcas da tentativa de feminic&iacute;dio s&atilde;o bem vis&iacute;veis no corpo da hoje vereadora &mdash; em segundo mandato na C&acirc;mara de Goi&acirc;nia pelo PSDB &mdash; e fisioterapeuta. Cristina tem atualmente 54 anos.<\/big><\/p>\n<p><big>O agressor se apresentou &agrave; pol&iacute;cia, confessou o crime, mas escapou do flagrante e seguiu a vida por muito tempo em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. <\/big><\/p>\n<p><big>A condena&ccedil;&atilde;o definitiva a Uilson s&oacute; foi anunciada NESTE ANO, em 28 de fevereiro &mdash;&nbsp;tr&ecirc;s meses atr&aacute;s,&nbsp;33 anos ap&oacute;s a tentativa de feminic&iacute;dio, portanto. O m&eacute;dico foi condenado em Curitiba a uma pena-base de 21 anos, atenuada para 13 anos e 10 meses em regime fechado.<\/big><\/p>\n<p><big>O caso de Cristina ganhou repercuss&atilde;o e recebeu uma ajuda inesperada. Niki Lauda, j&aacute; consagrado como tricampe&atilde;o mundial de F&oacute;rmula 1, que teve estampada na &nbsp;pele as marcas das queimaduras sofridas em raz&atilde;o do acidente no GP da Alemanha de 1976, no circuito de N&uuml;rburgring-Nordschleife,&nbsp; tomou conhecimento das agress&otilde;es sofridas pela brasileira por meio de amigos em comum, e se comoveu com o drama da estudante.<br \/>\n<br \/>\nNesta quarta-feira (29) em que acontece o&nbsp;funeral de Lauda, na mesma Viena onde se recome&ccedil;ou a vida, Cristina relembra a si e a Niki.<\/big><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 23.4px\">por<b> CRISTINA LOPES AFONSO&nbsp;<\/b><\/span><br \/>\n&nbsp;<\/h2>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p><big>Eu cursava Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica na Universidade Federal do Paran&aacute; na d&eacute;cada de 80. No fim do curso, tinha&nbsp;um namorado e fiquei com ele por, mais ou menos, um ano e meio. Ele j&aacute; era m&eacute;dico, formado. Tivemos um desentendimento de fim de relacionamento e eu resolvi que iria&nbsp;sair do Brasil. Inconformado com o fim do namoro, ele me fazia uma viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica: dizia que ia se matar e&nbsp;que a vida para ele n&atilde;o tinha sentido. Eu realmente achava que ele ia fazer isso e que eu era a respons&aacute;vel por ele. Eu&nbsp;tinha de ajud&aacute;-lo de alguma forma. At&eacute; o dia que ele usou &aacute;lcool e fogo.<br \/>\n<br \/>\nEle&nbsp;tentou me matar.<\/big><\/p>\n<p><big>O crime aconteceu&nbsp;em 6 de fevereiro de 1986 e fui transferida de Curitiba para Goi&aacute;s no dia 10 daquele m&ecirc;s. A gente viveu esse processo da recupera&ccedil;&atilde;o, o processo de salvar e resguardar a vida em Goi&acirc;nia, distante do Paran&aacute;. O agressor foi denunciado pela minha fam&iacute;lia, foi &agrave; pol&iacute;cia, fez uma confiss&atilde;o, disse que estava sob forte depress&atilde;o e tentou matar a namorada. Vivi todo esse processo aqui em Goi&acirc;nia. Quando voltei a Curitiba, entendi que n&atilde;o seria f&aacute;cil a condena&ccedil;&atilde;o do agressor. Ele teve a pris&atilde;o preventiva decretada, mas fugiu.<\/big><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2019528844113_Cristina e Nikke Lauda_2_O.jpg\" width=\"859\" height=\"486\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>Cristina Lopes Afonso viu de perto a generosidade de Niki Lauda em 1987  (Cristina Lopes Afonso e Niki Lauda em 1987 em Viena (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o))<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p><big>A escolha por Goi&acirc;nia se deu, na verdade, por uma dificuldade enfrentada por minha fam&iacute;lia e por mim. Poucos profissionais tinham a capacidade de atender v&iacute;timas de queimaduras. &Agrave;quela &eacute;poca, rar&iacute;ssimas eram as pessoas que sobreviviam a um trauma como eu sobrevivi. Depois daquilo, tive muita dificuldade em morar em Curitiba. Ter sa&iacute;do de l&aacute; me ajudou muito porque voc&ecirc; acaba se distanciando de l&aacute;, sai um pouco da mem&oacute;ria de dor, de trauma, de conflito. Goi&acirc;nia foi tudo de bom.<br \/>\n<br \/>\nNo ano seguinte, uma amiga que tamb&eacute;m tinha feito Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, a Elcie Helena Rodrigues, e seu irm&atilde;o, o T&uacute;lio, me ligaram de Viena. Eles me disseram que seria muito importante falar com Niki Lauda, que morava l&aacute;. Ele tinha ido ao Baile da &Oacute;pera de Viena, conheceu o piloto, falou sobre minha hist&oacute;ria e detalhou o que havia acontecido. Lauda ficou muito comovido e me convidou para ir &agrave; &Aacute;ustria.<br \/>\n<br \/>\nViajei pela companhia dele, a Lauda Air, em 1987. Fiquei cerca de 40 dias l&aacute;. Tive uma consulta com um dermatologista especializado em queimaduras &ndash; na &Aacute;ustria, o tratamento de queimaduras &eacute; subordinado &agrave; dermatologia, enquanto no Brasil faz parte da especialidade de cirurgia pl&aacute;stica. Lauda foi muito receptivo e gentil. Ele me estendeu a m&atilde;o no sentido de mobilizar a opini&atilde;o p&uacute;blica. Fiz uma mat&eacute;ria muito grande para uma televis&atilde;o austr&iacute;aca e para uma emissora norte-americana a partir da proximidade com ele, que era tricampe&atilde;o mundial e vivenciou as queimaduras de maneira cruel por conta de seu acidente grave. As queimaduras marcaram muito a vida dele. Ele ainda vivia uma fase de tratamento, com sequelas para a vida toda, pulmonares, renais e f&iacute;sicas. Niki n&atilde;o fechava a p&aacute;lpebra e fez uma cirurgia pl&aacute;stica aqui no Brasil com o Ivo Pitanguy no Rio de Janeiro.<\/big><\/p>\n<div class=\"embed-responsive embed-responsive-16by9\">[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=zkhORCZaGy0]<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2019528121530_CrisNiki4.jpg_O.jpeg\" width=\"612\" height=\"800\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">&nbsp;<br \/>\nLauda ficou muito impressionado com meu caso e com minha recupera&ccedil;&atilde;o. Fiz alguns tratamentos dermatol&oacute;gicos e j&aacute; estava numa fase em que tinha minha pr&oacute;pria rotina de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos, de massagens, de uso da malha compressiva. Havia criado uma disciplina em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento. O Brasil &eacute; muito avan&ccedil;ado no tratamento das queimaduras e &eacute; uma refer&ecirc;ncia. Na verdade, o tratamento n&atilde;o foi o ponto principal da nossa rela&ccedil;&atilde;o, mas, sim, a sensibiliza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s queimaduras, a forma como ela aconteceu, o crime em si e a mobiliza&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica.<\/p>\n<p>Toda essa hist&oacute;ria mexe muito. Niki foi muito solid&aacute;rio e me ofereceu ajuda.<\/p>\n<p>A coragem que Lauda teve de enfrentar as pistas de novo &eacute; um est&iacute;mulo para qualquer pessoa que tenha vivido o processo. Voc&ecirc; fica com medo de &aacute;lcool, fica com medo de chama, carrega um trauma na sua vida. Ter voltado &agrave;s pistas e ter sido campe&atilde;o novamente &eacute; de uma coragem e determina&ccedil;&atilde;o exemplar para o mundo inteiro. A hist&oacute;ria de outra pessoa assim mexe muito.<\/p>\n<p>Isso me estimulou a voltar a estudar. Eu acabei me formando em Fisioterapia para ter a miss&atilde;o de trabalhar com queimados. Participei da funda&ccedil;&atilde;o do primeiro curso de forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria em Fisioterapia no Centro-Oeste brasileiro, fiz parte do N&uacute;cleo de Prote&ccedil;&atilde;o aos Queimados e tive um protagonismo nesta causa e na causa de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; mulher. Isso foi se naturalizando com a chegada &agrave; pol&iacute;tica. Foi quando decidi ser candidata &agrave; vereadora. Eu me elegi pela primeira vez em 2012.<br \/>\n&nbsp;<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p><big>Entendi melhor que a apela&ccedil;&atilde;o no Brasil, a pena, &eacute; muito branda. Naquela &eacute;poca, para o que era estipulado de pena no Brasil, aquele criminoso pegou uma puni&ccedil;&atilde;o exemplar, mas as regras e o ordenamento jur&iacute;dico no Brasil s&atilde;o muito complicados. A condena&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; direta, de inocente ou culpado: s&atilde;o sete pessoas sorteadas que v&atilde;o ouvir a defesa, a acusa&ccedil;&atilde;o, o r&eacute;u, a v&iacute;tima, e a partir da&iacute; tomam uma decis&atilde;o. S&oacute; que &eacute; uma decis&atilde;o tomada por quesitos. E s&atilde;o esses quesitos que, somados, definem a pena.<br \/>\n<br \/>\nEle pegou 21 anos e 9 meses, mas com a atenua&ccedil;&atilde;o da pena, que j&aacute; acontece no c&aacute;lculo, caiu para 13 anos e 10 meses. Para a lei brasileira, foi uma pena extraordin&aacute;ria. Para a v&iacute;tima, &eacute; revoltante. Ele nunca deveria ter sa&iacute;do da cadeia. Mas para o ordenamento jur&iacute;dico, foi importante. O caso virou jurisprud&ecirc;ncia. Muitos advogados de condena&ccedil;&atilde;o de agressores usam meu caso para condenar outros agressores. Para mim, j&aacute; &eacute; uma conquista enorme.<br \/>\n<br \/>\nHoje as mulheres t&ecirc;m mais coragem de denunciar. Antes havia mais vergonha, mais preocupa&ccedil;&atilde;o com o que os outros iriam pensar, tamb&eacute;m depend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica. Existiam v&aacute;rios fatores que impediam a mulher de denunciar. O rompimento desses elos facilita a den&uacute;ncia. Hoje voc&ecirc; tem &oacute;rg&atilde;os apropriados como as delegacias da mulher, conselhos da mulher, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas para as mulheres. &Eacute; um avan&ccedil;o que vem ajudando muito.<br \/>\n<br \/>\nA nossa sociedade &eacute; t&atilde;o arcaica e &eacute; t&atilde;o machista que ela n&atilde;o conversa com os homens. Um exemplo simples &eacute; a gravidez na adolesc&ecirc;ncia. Todo mundo conversa com a menina: a m&atilde;e, o pai, o conselho tutelar, a professora conversa&#8230; mas com o menino, ningu&eacute;m conversa. &Eacute; como se o filho nascesse s&oacute; da parte da mulher. Em Salvador, por exemplo, h&aacute; uma iniciativa pioneira chamada Papo de Homem, que s&atilde;o n&uacute;cleos que debatem o tema com os homens. Hoje trabalho com um grupo reflexivo de homens agressores. Muitos me falam que podiam bater, mas n&atilde;o podiam demonstrar fraqueza; &eacute; aquela coisa do homem provedor e vencedor. Isso &eacute; imposto ao homem e ele, dentro da sua fragilidade, se defende agredindo, batendo, usando a arma que ele tem, que &eacute; a for&ccedil;a f&iacute;sica. O homem acaba ganhando a discuss&atilde;o ganhando no grito.<\/big><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201952898538_DraCristinaGoiania_O.jpg\" width=\"960\" height=\"640\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Dra. Cristina hoje \u00e9 vereadora em Goi\u00e2nia e atua em defesa das mulheres e das minorias (Dra. Cristina discursa na C\u00e2mara de Vereadores de Goi\u00e2nia (Foto: Facebook))<\/div>\n<\/div>\n<p><big>A gente vive um momento muito dif&iacute;cil e perigoso hoje no Brasil. Voc&ecirc; tem uma ministra que diz que a mulher tem de ser subserviente ao homem, que o homem &eacute; o mandat&aacute;rio da casa e que a mulher deve obedi&ecirc;ncia a ele. Isso significa que, se o homem der um murro, a mulher tem de aceitar e ficar quieta. Uma ministra de estado&#8230; Estamos vivendo um momento em que as for&ccedil;as conservadoras querem conservar o poder atrav&eacute;s de dogmas e temor para implantar o medo. N&oacute;s temos de ser proativas e trabalhar com processos culturais e reflex&otilde;es para mudar essa realidade.<br \/>\n<br \/>\nEsse decreto do armamento &eacute; um erro. As pessoas est&atilde;o sendo autorizadas a praticar a viol&ecirc;ncia. A elei&ccedil;&atilde;o teve como s&iacute;mbolo uma arma e a pessoa com a m&atilde;o no gatilho. No subconsciente das pessoas, est&aacute; autorizada a viol&ecirc;ncia, est&aacute; autorizada a dar um tiro na outra. Vejo tudo isso com muita preocupa&ccedil;&atilde;o. Mas, ao mesmo tempo, tenho muita disposi&ccedil;&atilde;o para trabalhar. Porque precisamos trabalhar.<br \/>\n<br \/>\nE foi no trabalho que recebi a not&iacute;cia da morte de Lauda. Estava em uma reuni&atilde;o e fiquei muito consternada e triste. O mundo perde um grande homem e um grande atleta, que marcou a fase de profissionaliza&ccedil;&atilde;o do automobilismo. Encarei sua morte com um grande pesar.<br \/>\n<br \/>\nSigo em frente. Estou buscando dominar o conhecimento para poder fazer o melhor. &Eacute; um exerc&iacute;cio de cidadania. E a pol&iacute;tica &eacute; quem toma as decis&otilde;es que afetam ou que privilegiam nossa popula&ccedil;&atilde;o. Precisamos, muito, trabalhar.<\/big><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristina Lopes Afonso conta como sofreu tentativa de feminic&iacute;dio e teve 85% do corpo queimado pelo ex-namorado e como Niki Lauda a ajudou na recupera&ccedil;&atilde;o<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":"","42wp_breaking_news":false},"categories":[1],"tags":[],"42wp_author":[47117],"class_list":["post-1129","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","42wp_author-gabriel-curty"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1129\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1129"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}