{"id":1156,"date":"2019-04-30T06:00:00","date_gmt":"2019-04-30T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/polemicas-que-marcaram-carreira-de-senna-na-f1\/"},"modified":"2019-04-30T06:00:00","modified_gmt":"2019-04-30T09:00:00","slug":"polemicas-que-marcaram-carreira-de-senna-na-f1","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/polemicas-que-marcaram-carreira-de-senna-na-f1\/","title":{"rendered":"Pol&ecirc;micas que marcaram carreira de Senna na F1"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p><big>Nesta pr&oacute;xima quarta-feira (1&ordm;), o mundo recorda os 25 anos da morte de Ayrton Senna. Tricampe&atilde;o mundial de F&oacute;rmula 1, o brasileiro perdeu a vida com o grave acidente sofrido na curva Tamburello nas voltas iniciais do GP de San Marino, em &Iacute;mola.<\/big><\/p>\n<p><big>Senna foi o autor de momentos que marcaram para sempre a hist&oacute;ria do esporte a motor e fizeram o povo brasileiro ter orgulho de si mesmo justamente por conta dos seus feitos ao redor do mundo.<\/big><\/p>\n<p><big>Como n&atilde;o lembrar, por exemplo, da incr&iacute;vel primeira volta do GP da Europa de 1993, na pista molhada de Donington Park? E a rea&ccedil;&atilde;o no GP do Jap&atilde;o que o coroou pela primeira vez como campe&atilde;o do mundo, em 1988? As vit&oacute;rias &eacute;picas nos GPs do Brasil de 1991 e 1993, al&eacute;m dos triunfos nas ruas de Monte Carlo igualmente fazem parte do imagin&aacute;rio dos f&atilde;s de Ayrton e da F1 como um todo.<\/big><\/p>\n<p><big>Contudo, ainda que tivesse sido genial nas pistas, Senna era t&atilde;o humano, cometia suas falhas e tinha frustra&ccedil;&otilde;es como qualquer um de n&oacute;s, sendo que algumas delas s&atilde;o igualmente t&atilde;o lembradas quanto seus feitos na carreira.<\/big><\/p>\n<p><big>A seguir, o <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong> lista dez fatos controversos da trajet&oacute;ria do tricampe&atilde;o do mundo, sendo alguns bem conhecidos e outros pouco divulgados ao longo da hist&oacute;ria.<\/big><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20194291242948_AyrtonSennaWilliamsF1_O.jpg\" width=\"980\" height=\"649\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\">\n<p>10 &ndash; &ldquo;Puta merda, bem na minha vez cagaram no carro&rdquo;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>A frase foi dita por Senna ao jornalista Flavio Gomes, que fez a cobertura&nbsp;do primeiro teste do piloto na Williams, em uma fria manh&atilde; de janeiro de 1994 no circuito do Estoril, em Portugal. Depois de dois anos de incontest&aacute;vel dom&iacute;nio com o &lsquo;carro de outro planeta&rsquo;, a Williams lidava com o banimento de sistemas importantes como controle de tra&ccedil;&atilde;o e a revolucion&aacute;ria suspens&atilde;o ativa.<\/p>\n<p>A performance do FW16 escancarou a frustra&ccedil;&atilde;o do brasileiro, que naquele momento tinha a certeza que n&atilde;o teria um carro t&atilde;o bom quanto tiveram Nigel Mansell e Alain Prost nos anos anteriores.<\/p>\n<p>Guardadas as devidas propor&ccedil;&otilde;es, Senna era um pouco como Fernando Alonso, sobretudo nos seus &uacute;ltimos anos de F1. Como o espanhol, Ayrton era extremamente competitivo e n&atilde;o tinha papas na l&iacute;ngua, sobretudo para apontar problemas de performance. Naquele ano, o brasileiro come&ccedil;ava sem sorrisos uma trajet&oacute;ria t&atilde;o esperada com a Williams, mas que inesperadamente viria a ser muito curta.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p> (Ayrton Senna no primeiro teste com o novo carro da Williams (Foto: Williams\/LAT))<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p><big><strong>9 &ndash; A famosa briga com Reginaldo Leme<\/strong><\/big><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p><big>As maiores pol&ecirc;micas da carreira de Ayrton Senna aconteceram nos bastidores. E uma das que mais repercutiram envolveu o principal comentarista de F1 no Brasil, Reginaldo Leme. A briga aconteceu em 1990, ano do bicampeonato de Senna, e foi relembrada pelo jornalista em entrevista a Bruno Vicaria no <strong>GRANDE PR&Ecirc;MIO<\/strong>, feita e publicada em 2008.<\/big><\/p>\n<p><big>O <strong>GP*<\/strong> reproduz na &iacute;ntegra a resposta de Regi sobre o caso.<\/big><\/p>\n<p><em><big>Chegou no ouvido dele muita informa&ccedil;&atilde;o de coisa que tinha acontecido e n&atilde;o partido exatamente de mim. Por exemplo: em Monza, Monza [ressaltando o local], em 1990, terminada a corrida, fui jantar com um grupo de amigos num restaurante que &iacute;amos sempre, pr&oacute;ximo ao hotel. E l&aacute; estavam v&aacute;rias pessoas: jornalistas, amigos do Ayrton e um ex-piloto, M&aacute;rio Patti Jr., o Keko, que correu de F-3 com o Nelson Piquet. Ele n&atilde;o gostava muito do Ayrton. Quando falaram na mesa sobre as namoradas do Ayrton, esse Keko, que j&aacute; estava meio alto, come&ccedil;ou a falar: &#039;Que namorada, que nada&#039;. Houve uma rea&ccedil;&atilde;o na mesa e vi que a situa&ccedil;&atilde;o ficou ruim. Peguei o Keko, tirei-o da mesa e falei: &#039;Keko, voc&ecirc; est&aacute; sendo indelicado. Tem muitas pessoas a&iacute; que s&atilde;o amigas dele&#039;. Ele entendeu a situa&ccedil;&atilde;o, pegou um t&aacute;xi e foi embora para o hotel dele. Ele foi parar ali n&atilde;o sei nem como.<br \/>\n<br \/>\nBom&#8230; A&iacute; acabou essa parada toda, passou, e foi para a minha surpresa que, um dia, o pai do Ayrton, Seu Milton, e o primo dele, cujo nome esqueci agora, mas n&atilde;o tem a menor import&acirc;ncia, me chamaram para conversar. Eles tinham umas d&uacute;vidas, tal, e comentaram sobre um programa em que eu tinha sido entrevistado pelo Marco Antonio Rocha na TV Record. Quando me perguntaram sobre o Alain Prost, respondi que ele era um cara decente, digno, rival do Senna, mas era um cara bacana, que dava aten&ccedil;&atilde;o para a imprensa e bastante aten&ccedil;&atilde;o para mim, um jornalista brasileiro. S&oacute; isso. Eles me disseram: &#039;Voc&ecirc; &eacute; o &uacute;nico brasileiro que fala bem do Prost no pa&iacute;s&#039;. Eu falei: &#039;Bom, acho que &eacute; m&eacute;rito meu, pois conhe&ccedil;o melhor o cara do que os outros&#039;. Os caras viraram bichos. Como se eu n&atilde;o pudesse falar bem do franc&ecirc;s. Bom&#8230; Sa&iacute; de l&aacute; meio estremecido com eles e, evidentemente, essa conversa foi relatada ao Ayrton. Em seguida, veio o GP da Espanha, em Jerez. A Globo resolveu fazer o &#039;Globo Rep&oacute;rter&#039;&nbsp;com o Ayrton Senna e quem o fez foi o Ernesto Rodrigues, autor do melhor livro j&aacute; publicado do Senna na hist&oacute;ria. Jamais haver&aacute; outro t&atilde;o bom, t&atilde;o fiel. E a&iacute;, o Ernesto, que era f&atilde; do automobilismo, curiosamente do Piquet, mas era um jornalista de verdade, fiel, correto, foi incumbido de fazer o programa. E ele me passou uma mensagem por telex dizendo que eu teria de deixar todas as mat&eacute;rias do &#039;JN&#039;&nbsp;e do &#039;Sinal Verde&#039;&nbsp;para o Galv&atilde;o, e fazer as entrevistas e os textos do &#039;Globo Rep&oacute;rter&#039;. O Galv&atilde;o n&atilde;o gostou. Ele achou que ele tinha de participar. Direito dele de defender isso, mas era ordem da Globo. Estava seguindo ordens.<br \/>\n<br \/>\nE a&iacute;, se ele tivesse conversado comigo ou mesmo se convers&aacute;ssemos ele, Ernesto, Senna e eu, a gente chegaria a um acordo, faria meio-a-meio, pois eu adorava fazer o &#039;Sinal Verde&#039;, n&atilde;o queria deixar de faz&ecirc;-lo. Mas n&atilde;o teve isso. Imediatamente, a ala do Senna tomou a decis&atilde;o de que ele n&atilde;o faria comigo a entrevista do &#039;Globo Rep&oacute;rter&#039;. O Ernesto foi at&eacute; o Ayrton para marcar a entrevista comigo. O Senna disse: &#039;Est&aacute; bem, mas com o Reginaldo eu n&atilde;o vou fazer. S&oacute; fa&ccedil;o se for com o Galv&atilde;o&#039;. Papel do Ernesto: comunicar &agrave; Globo de que o Galv&atilde;o faria o programa. Para ele, n&atilde;o importava quem, ele precisava que a entrevista fosse feita. Foi correto, me chamou, relatou a situa&ccedil;&atilde;o e eu disse: &#039;&Eacute; evidente que voc&ecirc; precisa do Ayrton no programa, o resto n&atilde;o interessa, eu fa&ccedil;o o resto e ainda fico com o &#039;JN&#039;&nbsp;e &#039;Sinal Verde&#039;, quanto a isso est&aacute; &oacute;timo pra mim, mas &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o muito estranha o cara, seja quem for, come&ccedil;ar a impor regras para jornalistas&#039;. Ali foi decretado um rompimento.<br \/>\n<br \/>\nA corrida seguinte era o Jap&atilde;o. E, no Jap&atilde;o, o Galv&atilde;o talvez n&atilde;o fosse, o que acabou acontecendo. Naquela &eacute;poca, o avi&atilde;o sa&iacute;a de S&atilde;o Paulo e fazia uma escala antes no Rio. Estava esperando a ala carioca entrar, entre eles o Celso Itiber&ecirc;, e o Galv&atilde;o n&atilde;o entrou. N&atilde;o sabia se ele iria, pois n&atilde;o estava falando com ele, e pensei: &#039;Bom, ele deve ir amanh&atilde;, ou j&aacute; foi&#039;. O Celso sentou ao meu lado no avi&atilde;o, ficamos conversando e ele me confirmou que o Galv&atilde;o n&atilde;o estaria no Jap&atilde;o. Acabei sabendo tamb&eacute;m que o Ayrton n&atilde;o daria entrevista para mim. O Celso sabia disso, eu n&atilde;o. O Edgard Mello Filho tamb&eacute;m sabia, segundo me disse depois. At&eacute; ent&atilde;o eu pensava que aquilo da Espanha tinha sido um caso isolado, coisa do &#039;Globo Rep&oacute;rter&#039;. Pensei: quando chegar l&aacute;, resolvo o problema. Cheguei l&aacute;, olha a situa&ccedil;&atilde;o: teve o treino de sexta-feira, fiz todas as minhas entrevistas e, quando chegou a vez do Senna, com c&acirc;mera e microfone, ele falou: &#039;Com voc&ecirc; eu n&atilde;o falo&#039;. E passou reto.<br \/>\n<br \/>\nAinda comentei: &#039;N&atilde;o &eacute; comigo que voc&ecirc; vai falar, &eacute; com o telespectador, com o brasileiro&#039;. Ele nem respondeu. Fechei minha mat&eacute;ria sem ele, mandei o sat&eacute;lite e comecei a entrar em contato com a Globo, relatando o que aconteceu. Disse que teria uma solu&ccedil;&atilde;o e eles me perguntaram qual. Propus o Celso, que era do &#039;O Globo&#039;, da casa. Ele fez a entrevista e eu fiz o resto da mat&eacute;ria. Por sinal, o cinegrafista japon&ecirc;s cortou o bon&eacute; do Banco Nacional. E, claro, o Senna acabou me culpando por isso. Eu que nem cheguei perto na hora da entrevista. Era mais uma das tantas que eles imaginavam e faziam virar verdade. E haveria ainda tantas outras, que passei a n&atilde;o me incomodar mais. Um dia talvez eles ca&iacute;ssem na real&#039;.<\/big><\/em><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20194291254597_SennaEddieIrvine_O.jpg\" width=\"1200\" height=\"675\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n<p>8 &ndash; Treta com Eddie Irvine<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>A cena aconteceu no GP do Jap&atilde;o de 1993. Eddie Irvine teve da Jordan a chance de estrear na F1 em um circuito que conhecia bem, Suzuka. O irland&ecirc;s fez um bom trabalho e, logo no seu debute, terminou em sexto, marcou um ponto e chamou a aten&ccedil;&atilde;o do paddock. O novato tamb&eacute;m chamou a aten&ccedil;&atilde;o de Ayrton Senna, mas por um lado negativo.<\/p>\n<p>O brasileiro, que havia vencido aquela corrida &mdash; sua pen&uacute;ltima vit&oacute;ria na F1 &mdash;, acusou o irland&ecirc;s de n&atilde;o ter aberto passagem quando se encaminhava para colocar uma volta no retardat&aacute;rio. A briga chegou &agrave;s vias de fato, com socos e gritaria.<\/p>\n<p>Senna e Irvine come&ccedil;aram a se estranhar ainda nos treinos livres, quando o brasileiro reclamou de ter sido atrapalhado em voltas r&aacute;pidas. Na corrida, Eddie &lsquo;tirou&rsquo; volta de Senna em duas oportunidades, custando tempo de volta ao brasileiro, ent&atilde;o l&iacute;der e futuro vencedor do GP. Ayrton se sentiu prejudicado injustamente e deu um soco em Eddie durante discuss&atilde;o acalorada.<\/p>\n<p>28 anos depois, em janeiro deste ano, Irvine falou sobre o epis&oacute;dio &agrave; BBC. &ldquo;Isso ofuscou minha estreia incr&iacute;vel, porque era a &uacute;nica coisa que as pessoas falavam&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Eu fiquei pensando &lsquo;poxa, eu terminei em sexto na minha estreia com uma Jordan, que basicamente n&atilde;o tinha pontuado o ano inteiro&rsquo;. Eu nunca abaixei a cabe&ccedil;a para outras pessoas, nem nunca vou fazer. Acho que &eacute; por isso que essa situa&ccedil;&atilde;o foi t&atilde;o longe. Eu sempre estou pronto para um desafio, sempre pronto para fazer diferente. Nunca estive conformado. Quando o Senna tentou me colocar no meu lugar me bloqueando [nos treinos livres], eu simplesmente fui l&aacute; e o bloqueei de volta na volta seguinte&rdquo;, recordou o piloto que, curiosamente, era grande f&atilde; de Ayrton e teve a pintura do seu capacete inspirada no de Senna.<\/p>\n<p>&ldquo;Eu n&atilde;o me importo com quem quer que voc&ecirc; seja. Eu estou l&aacute; por mim, voc&ecirc; est&aacute; l&aacute; por voc&ecirc;. N&atilde;o tente me intimidar porque isso n&atilde;o vai funcionar. Mandei essa mensagem bem clara e ele ficou muito irritado. Depois fiz o que fiz na corrida, que foi a coisa certa. Damon Hill bloqueou o Senna, na verdade. N&atilde;o fui eu, mas as coisas que aconteceram antes o deixaram t&atilde;o enfurecido que eu acho que ele s&oacute; queria uma desculpa [para brigar]. Eu n&atilde;o coloquei o rabinho entre as pernas, ent&atilde;o no domingo ele tentou jogar a culpa em mim, sendo que era do Damon&rdquo;, completou.<\/p>\n<p>Na corrida seguinte, o GP da Austr&aacute;lia, Senna admitiu que &ldquo;nada justifica bater em algu&eacute;m&rdquo;. Meses mais tarde, durante testes de pr&eacute;-temporada da F1 no Estoril, Senna e Irvine voltaram a se encontrar. Desta vez, num clima bem mais ameno, os dois selaram a paz com um aperto de m&atilde;os.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p> (Ayrton Senna e Eddie Irvine (Foto: F1\/Twitter))<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><big><strong>7 &ndash; &ldquo;V&ecirc; se aprende&rdquo; &ndash; Senna &lsquo;causa&rsquo; em M&ocirc;naco e leva invertida de Lauda<\/strong><\/big><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p><big>Outra passagem pol&ecirc;mica de Ayrton Senna aconteceu no fim de semana do hist&oacute;rico GP de M&ocirc;naco de 1984, a primeira grande atua&ccedil;&atilde;o do brasileiro na F1. Na quinta-feira, quando tradicionalmente come&ccedil;am as atividades de pista no Principado, Ayrton vinha mais lento e atrapalhou uma volta r&aacute;pida de Niki Lauda, com o austr&iacute;aco a bordo da McLaren.<\/big><\/p>\n<p><big>Em document&aacute;rio publicado pelo Canal Brasil, Lauda recordou o epis&oacute;dio. &ldquo;Ele estava andando devagar, olhando pelo retrovisor. Acabou destruindo minha volta. No box, disse a ele: &lsquo;Por que voc&ecirc; fez isso? Por que n&atilde;o cooperou? Voc&ecirc; &eacute; novo na F1. Normalmente a gente se afasta para que os outros se classifiquem, &eacute; assim que funciona&rsquo;&rdquo;. Senna deu de ombros para Lauda e mostrou o dedo do meio.<\/big><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<div class=\"embed-responsive embed-responsive-16by9\">[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=n9P-ijOq_Hs]<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><big>Veio o s&aacute;bado e, com ele, o troco. &ldquo;Na hora da classifica&ccedil;&atilde;o para o grid, fiz o tempo mais r&aacute;pido e fiquei na pista, andando devagar, olhando no retrovisor, esperando por Ayrton. Ele veio na curva como um louco e eu estava no meio da pista e parei o carro. Acelerei de novo e destru&iacute; a volta dele. Nos boxes, ele ficou louco. E eu disse a ele: &lsquo;Aqui&rsquo;&rdquo;, retribuindo tamb&eacute;m o gesto obsceno antes de completar: &ldquo;V&ecirc; se aprende&rdquo;.<\/big><\/p>\n<p><big>Da&iacute; em diante, os dois mantiveram uma rela&ccedil;&atilde;o harm&ocirc;nica. O primeiro ano de Senna na F&oacute;rmula 1 marcou a consagra&ccedil;&atilde;o de Lauda como tricampe&atilde;o. O austr&iacute;aco encerrou sua carreira como piloto no ano seguinte.<\/big><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201711121557968_000_Mvd781613_O.jpg\" width=\"1080\" height=\"583\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Massa foi o \u00fanico brasileiro depois de Senna a vencer um GP de F1 em Interlagos (AFP)<\/div>\n<\/div>\n<p><big><strong>6 &ndash; O aut&oacute;grafo negado a Felipe Massa<\/strong><\/big><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p><big>Felipe Massa, vice-campe&atilde;o do mundo em 2008 e &uacute;nico brasileiro a vencer na F1 em Interlagos depois de Senna, viveu uma grande desilus&atilde;o com o tricampe&atilde;o quando ainda era uma crian&ccedil;a. Quando tinha cerca de oito anos, Massa viu o &iacute;dolo de perto em um clube em Ilhabela, litoral de S&atilde;o Paulo.<\/big><\/p>\n<p><big>E l&aacute; foi o menino, de papel e caneta nas m&atilde;os e mais dois amigos ao lado, todos prontos para pedir um aut&oacute;grafo ao astro da F&oacute;rmula 1. No entanto, Ayrton se negou a atender Felipe. &ldquo;Foi um golpe&rdquo;.<\/big><\/p>\n<p><big>&ldquo;No dia em que o Senna n&atilde;o quis me dar um aut&oacute;grafo, eu fiquei triste, mas aquilo me serviu de li&ccedil;&atilde;o, me fez enxergar algumas situa&ccedil;&otilde;es. &Agrave;s vezes acontece de eu n&atilde;o poder dar um aut&oacute;grafo, por exemplo. Mas, quando &eacute; uma crian&ccedil;a, dificilmente eu nego&rdquo;, chegou a dizer o piloto anos depois, em entrevista coletiva.<\/big><\/p>\n<p><big>Foi a &uacute;nica vez que Massa encontrou o tricampe&atilde;o na vida. O menino chegou a passar a torcer para Nelson Piquet, um dos grandes rivais de Ayrton, mas sempre manteve sua admira&ccedil;&atilde;o pelos feitos de Senna na pista.<\/big><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2019429138348_SennaProstImola1989_O.jpg\" width=\"1703\" height=\"1080\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n<p>5 &ndash; Senna descumpre acordo com Prost e detona&nbsp;guerra na McLaren<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>A hist&oacute;ria completou 30 anos exatamente h&aacute; uma semana. Depois de ter sido parte de um incidente ao ser &lsquo;espremido&rsquo; por Riccardo Patrese e Gerhard Berger na largada do GP do Brasil, prova que abriu a temporada 1989 da F1, Ayrton Senna prop&ocirc;s um acordo ao companheiro de McLaren, Alain Prost, para evitar que problemas nas largadas pudessem prejudicar a equipe. Era um tratado de n&atilde;o-agress&atilde;o no qual um n&atilde;o ultrapassaria o outro na primeira curva ap&oacute;s a largada. E esse acordo come&ccedil;aria a valer a partir da corrida seguinte, o GP de San Marino, em 23 de abril.<\/p>\n<p>Senna e Prost, como j&aacute; era esperado, dominaram os treinos e garantiram a primeira fila do GP de San Marino, com o brasileiro fazendo a pole com 1min26s010, superando o companheiro de McLaren por 0s225. Para se ter ideia do quanto a McLaren estava &agrave; frente das rivais, o &lsquo;melhor do resto&rsquo;, Nigel Mansell, de Ferrari, se colocou em terceiro lugar no grid, mas com diferen&ccedil;a de 1s642 para Senna.<\/p>\n<p>Senna fez boa largada e manteve a dianteira sem problemas S&oacute; que a corrida foi interrompida por conta de um terr&iacute;vel acidente sofrido por Berger, que bateu sua Ferrari contra o muro da curva Tamburello. Segundos depois, o carro vermelho foi consumido pelas chamas. Um inc&ecirc;ndio de propor&ccedil;&otilde;es b&iacute;blicas, com a temperatura dentro do carro chegando a 1.000&ordm;C. Por sorte e toda a efici&ecirc;ncia do macac&atilde;o antichamas, Berger sobreviveu e escapou com apenas algumas queimaduras leves nas m&atilde;os.<\/p>\n<p>Quando foi dada a relargada, Prost tracionou melhor que Senna e assumiu a lideran&ccedil;a. Uma lideran&ccedil;a que n&atilde;o durou muito tempo. O brasileiro pegou o v&aacute;cuo na sa&iacute;da da curva Tamburello e encostou de vez na McLaren #2, colocando de lado na curva Villeneuve para fazer a ultrapassagem pouco depois, na Tosa. Estava quebrado o acordo que o pr&oacute;prio Senna havia proposto dias atr&aacute;s. Nascia ali, definitivamente, a maior rivalidade da F1 em todos os tempos.<\/p>\n<p>Prost sentiu-se tra&iacute;do por Senna. &ldquo;Ele argumentou que n&atilde;o era a largada, era a relargada, ent&atilde;o o acordo n&atilde;o se aplicava. Ele tinha suas pr&oacute;prias regras, e algumas vezes elas eram muito&#8230; bem, vamos dizer, estranhas. Foi ideia de Ayrton, para in&iacute;cio de conversa, e eu n&atilde;o tinha problemas com ela. Depois, no entanto, eu disse que era o fim. Continuaria a trabalhar com ele, em assuntos t&eacute;cnicos, mas no que se referia &agrave; nossa rela&ccedil;&atilde;o pessoal, era o fim. E a atmosfera na equipe ficou muito ruim, claro&rdquo;, disse o &lsquo;Professor&rsquo;.<\/p>\n<p>Senna, em fala divulgada pela McLaren, se defendeu e julgou como correta a manobra sobre o companheiro de equipe. &ldquo;Acho que h&aacute; uma diverg&ecirc;ncia de interpreta&ccedil;&atilde;o do conceito deste acordo e, acima de tudo, uma despropor&ccedil;&atilde;o entre as consequ&ecirc;ncias da manobra de ultrapassagem e a sua rea&ccedil;&atilde;o depois. Na relargada, ele partiu um pouco melhor que eu, mas estava imediatamente atr&aacute;s para tirar proveito a partir do v&aacute;cuo. Assim, ganhei velocidade e fiz minha manobra bem antes da zona de frenagem. Minha ultrapassagem foi iniciada, na minha opini&atilde;o, bem antes da primeira curva e, como resultado, fora dos termos do nosso acordo&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O que eu deveria ter feito? Tirar o p&eacute; em linha reta porque eu estava indo mais r&aacute;pido que ele? Estamos correndo, sim ou n&atilde;o? E eu freei mais tarde do que ele; eu estava melhor colocado, e isso &eacute; tudo. Jamais quis trair nosso acordo, nem por um segundo eu achei que isso foi desonesto. O acordo sempre foi de que nenhuma manobra de ultrapassagem aconteceria na freada da primeira curva. Minha ultrapassagem foram iniciada durante a reta e, na primeira curva, ficamos lado a lado&rdquo;, declarou o ent&atilde;o campe&atilde;o do mundo.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p> (Alain Prost e Ayrton Senna no GP de San Marino de 1989 (Foto: McLaren))<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><big><strong>4 &ndash; A guerra fria entre Senna e Piquet<\/strong><\/big><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p><big>Ayrton Senna e Nelson Piquet jamais chegaram a ser rivais propriamente ditos dentro das pistas, j&aacute; que eram de gera&ccedil;&otilde;es um tanto distintas. Ayrton estava chegando &agrave; F1 no momento em que Piquet era o bicampe&atilde;o mundial. E um ano depois de Nelson chegar ao tri, o paulista iniciava uma hist&oacute;ria de tr&ecirc;s t&iacute;tulos mundiais com a McLaren.<\/big><\/p>\n<p><big>Fora das pistas, os dois pilotos rivalizavam em termos de aten&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia e dos f&atilde;s, gerando a rivalidade entre os sennistas e os piquetistas. Rivalidade que foi incendiada no come&ccedil;o de 1988. Senna havia &lsquo;sumido&rsquo; por algumas semanas antes de estrear pra valer com a McLaren.<\/big><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<div class=\"embed-responsive embed-responsive-16by9\">[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RMIAXVAdOgY]<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><big>Na chegada a Jacarepagu&aacute;, palco da prova inaugural daquela temporada, Ayrton deu uma entrevista ao jornalista S&eacute;rgio Rodrigues, do &lsquo;Jornal da Tarde&rsquo; e aproveitou para dar uma alfinetada daquelas no rival: o piloto alegou que sumiu para que Piquet, tricampe&atilde;o do mundo, pudesse aparecer.<\/big><\/p>\n<p><big>A frase de Senna foi parar na manchete do consagrado jornal carioca e enfureceu Piquet, que apelou e disse ao jornalista Eloir Maciel que Ayrton havia sumido para n&atilde;o ter de explicar porque n&atilde;o gostava de mulher. A guerra estava declarada.<\/big><\/p>\n<p><big>O clima sempre foi de provoca&ccedil;&atilde;o entre ambos, novamente em momentos bem distintos. Senna chegava ao auge da carreira com a conquista dos seus t&iacute;tulos, o &uacute;ltimo dos tr&ecirc;s alcan&ccedil;ado no mesmo ano da despedida de Piquet da F1. Os dois jamais foram pr&oacute;ximos, com algumas provoca&ccedil;&otilde;es, da parte de Nelson, acontecendo mesmo depois da morte de Senna.<\/big><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20194291316606_AyrtonSennaNelsonPiquet_O.jpg\" width=\"1280\" height=\"720\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Ayrton Senna e Nelson Piquet nutriam antipatia m\u00fatua  (Ayrton Senna e Nelson Piquet nutriam antipatia m\u00fatua (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o))<\/div>\n<\/div>\n<p><big><strong>3 &ndash; O famoso veto a Derek Warwick na Lotus<\/strong><\/big><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\"><\/div>\n<p><big>Na mesma &eacute;poca em que Ayrton Senna despontava com sua carreira na F1, passando a ter grande destaque a partir de 1985, ano da conquista das suas primeiras vit&oacute;rias, um prod&iacute;gio brit&acirc;nico come&ccedil;ava a chamar a aten&ccedil;&atilde;o: Derek Warwick. O piloto correu pela Renault no fim do primeiro ciclo da escuderia francesa na F1, entre 1984 e 1985, faturando quatro p&oacute;dios.<\/big><\/p>\n<p><big>A performance de Warwick atraiu a Lotus, uma das mais fortes equipes do meio dos anos 1980, e que contava com os motores da Renault. Assim, o piloto fechou acordo com a escuderia para a temporada 1986. Mas Derek n&atilde;o chegou a pilotar para a Lotus. Tudo por conta do veto de Ayrton Senna.<\/big><\/p>\n<p><big>O epis&oacute;dio, um dos mais pol&ecirc;micos da carreira de Senna na F1, foi relembrado por Warwick em uma coluna escrita pelo piloto &agrave; revista brit&acirc;nica &lsquo;Autosport&rsquo;.<\/big><\/p>\n<p><big>&ldquo;Assinei com a Lotus no fim de 1985 para 1986 para pilotar junto a Senna e nos mesmos termos. Senna decidiu que eu era uma amea&ccedil;a e trabalhou com os patrocinadores para romper meu contrato. Cheguei &agrave; Lotus e me disseram que n&atilde;o iam assinar sua parte no contrato e que Senna tinha pressionado os patrocinadores, de modo que n&atilde;o podiam ir contra isso&rdquo;, escreveu.<\/big><\/p>\n<p><big>&ldquo;De modo que fiquei sem um cockpit porque nesse momento todos estavam ocupados. Para ser sincero, quando olho para tr&aacute;s me dou conta de que a decis&atilde;o de Senna e da Lotus estagnou minha carreira&rdquo;, lamentou. Warwick s&oacute; voltou &agrave; F1 na sexta corrida de 1986, depois de ter fechado contrato com a Brabham. Mas o projeto do BT55 foi um fracasso, e Warwick jamais pontuou. No ano seguinte, foi para a Arrows, onde ficou at&eacute; 1989.<\/big><\/p>\n<p><big>&ldquo;Nunca me recuperei realmente em termos de voltar a estar em uma equipe de ponta. Ainda que a Arrows em 1989 tenha sido brilhante e definitivamente tenhamos lutado acima das nossas possibilidades. Houve definitivamente chances de vencer, mas o pit-stop no Brasil e a quebra de motor no Canad&aacute; acabaram com elas&rdquo;, acrescentou o ex-piloto, que curiosamente conseguiu correr pela Lotus, mas apenas em 1990, quando a equipe j&aacute; havia entrado na fase decadente da sua hist&oacute;ria na F1.<\/big><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2016109167115_Senna x Schumi_O.jpg\" width=\"514\" height=\"297\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n<p>2 &ndash; Duelo de tit&atilde;s: a briga com Michael Schumacher<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>Senna j&aacute; estava consagrado como tricampe&atilde;o, enquanto Michael Schumacher fazia sua primeira temporada completa na F1. O brasileiro se mostrava impressionado com o talento do jovem alem&atilde;o, que &lsquo;chegou chegando&rsquo; e teve em 1992 um ano melhor que Senna no conjunto da obra.<\/p>\n<p>A impetuosidade de Schumacher o levava a cometer erros, como no GP da Fran&ccedil;a daquele ano. Na primeira volta, Michael perdeu o ponto da freada da sua Benetton e acertou o carro de Senna no hairpin, tirando o brasileiro da corrida. Durante o tempo de interrup&ccedil;&atilde;o da corrida voltas depois, Ayrton foi tirar satisfa&ccedil;&atilde;o com o alem&atilde;o, mas, diante das c&acirc;meras, n&atilde;o passou disso.<\/p>\n<p>Foi em outro epis&oacute;dio, no mesmo ano, em que o tricampe&atilde;o de fato ficou perto de agredir Schumacher. O ocorrido foi durante um teste realizado em Hockenheim. Senna, j&aacute; &lsquo;mordido&rsquo; pelas manobras do alem&atilde;o corridas atr&aacute;s, se irritou porque julgou ter sido bloqueado pelo piloto da Benetton e partiu para os boxes da equipe anglo-italiana para discutir com Michael.<\/p>\n<p>Segundo relatos, Senna s&oacute; n&atilde;o agrediu Schumacher porque a &lsquo;turma do deixa disso&rsquo; apaziguou os &acirc;nimos.<\/p>\n<p>Schumacher foi o &uacute;ltimo grande rival de Senna na F1.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p> (Senna foi tirar satisfa\u00e7\u00f5es com Schumacher (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o))<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><big><strong>1 &ndash; A batida proposital que confirmou o bicampeonato<\/strong><\/big><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p><big>No auge da rivalidade entre Senna e Prost, dois momentos foram especialmente marcantes e muito pol&ecirc;micos. O primeiro deles decidiu o t&iacute;tulo mundial em favor do &lsquo;Professor&rsquo; no GP do Jap&atilde;o de 1989, quando este &lsquo;fechou a porta&rsquo; para Senna na entrada da chicane, evitando ser ultrapassado pelo brasileiro. Prost abandonou, enquanto Senna conseguiu voltar &agrave; prova, mas teve seu carro empurrado pelos fiscais de pista e cortou a chicane.<\/big><\/p>\n<p><big>Senna fez uma incr&iacute;vel recupera&ccedil;&atilde;o nas voltas finais em Suzuka: foi aos boxes para trocar a asa dianteira avariada, voltou, ultrapassou Alessandro Nannini, da Benetton, e partiu para uma vit&oacute;ria redentora. Mas antes de subir ao p&oacute;dio, o brasileiro foi desclassificado pela dire&ccedil;&atilde;o de prova, que declarou o italiano vencedor. E Prost, com o resultado, era declarado tricampe&atilde;o do mundo.<\/big><\/p>\n<p><big>A &lsquo;vendetta&rsquo; veio no ano seguinte, com Senna reinando na McLaren e Prost como piloto da Ferrari. A primeira fila ficou com os dois arquirrivais, com o brasileiro partindo da pole-position.<\/big><\/p>\n<p><big>Senna, contudo, tinha severas cr&iacute;ticas quanto ao lado destinado &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es &iacute;mpares, que era mais sujo e, portanto, pior para tracionar na largada. Assim, e ainda com as lembran&ccedil;as de 1989 na mente, Ayrton era claro: n&atilde;o havia a menor possibilidade de deixar Prost ultrapass&aacute;-lo na largada.<\/big><\/p>\n<p><big>E assim aconteceu: Prost largou melhor que Senna e chegou a tomar a frente, mas foi acertado pela McLaren do brasileiro em alta velocidade. Os dois bateram e foram parar na caixa de brita da curva 1 do circuito japon&ecirc;s. A batalha entre os dois extrapolava qualquer limite &eacute;tico e f&iacute;sico, com a integridade dos pilotos sendo colocado em risco. Por sorte, ningu&eacute;m se feriu. Naquele momento, Senna conquistava o bicampeonato.<\/big><\/p>\n<p><big>Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; imprensa brit&acirc;nica 20 anos depois da morte de Senna, Ron Dennis, chefe do brasileiro na McLaren, lembrou com tristeza daquele momento. &ldquo;Ele voltou para os pits, e eu falei: &lsquo;Estou decepcionado com voc&ecirc;&rsquo;. Ele entendeu. N&atilde;o precisei dizer mais nada&rdquo;.<\/big><\/p>\n<p><big>&ldquo;Foi um dos seus raros momentos de fraqueza. N&atilde;o acho que ele ficou orgulhoso daquilo, mas foi a gota d&rsquo;&aacute;gua quando o pole-position foi colocado do lado errado da pista&rdquo;, disse o dirigente brit&acirc;nico. &ldquo;Ele falou que n&atilde;o havia maneira de [Prost] terminar a primeira curva na lideran&ccedil;a: &lsquo;Se eu chegar na primeira curva, ele estiver primeiro e eu n&atilde;o conseguir passar, n&atilde;o vou sair dele&rsquo;. N&atilde;o foi um grande momento&rdquo;, descreveu Dennis.<\/big><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20161021358756_senna_x_prost_O.jpg\" width=\"1024\" height=\"647\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">A vendetta: um ano depois de ter sido fechado por Prost, Senna d\u00e1 o troco e leva o bi da F1 (Alain Prost e Ayrton Senna (Foto: Getty Images))<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visto por muitos dos seus f&atilde;s como um aut&ecirc;ntico super-her&oacute;i das pistas, Ayrton Senna vai estar sempre na galeria dos melhores pilotos da F1 em todos os tempos, mas tamb&eacute;m ser&aacute; recordado por fatos bastante controversos. O GRANDE PREMIUM lista dez deles<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1703],"42wp_author":[47110],"class_list":["post-1156","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","tag-treta","42wp_author-fernando-silva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1156\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1156"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}