{"id":1177,"date":"2019-04-09T04:30:00","date_gmt":"2019-04-09T07:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/de-1-a-900-os-gps-que-marcaram-a-historia-da-f1\/"},"modified":"2019-04-09T04:30:00","modified_gmt":"2019-04-09T07:30:00","slug":"de-1-a-900-os-gps-que-marcaram-a-historia-da-f1","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/de-1-a-900-os-gps-que-marcaram-a-historia-da-f1\/","title":{"rendered":"De 1 a 900: os GPs que marcaram a hist&oacute;ria da F1"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201942138361_2019331196772_beto3499_O_O.jpg\" width=\"2400\" height=\"1602\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>\nS&atilde;o 69 anos de exist&ecirc;ncia, 70 temporadas, 999 GPs. E a pr&oacute;xima grande marca est&aacute; chegando: a F&oacute;rmula 1 alcan&ccedil;ar&aacute; o n&uacute;mero m&aacute;gico de 1.000 corridas no pr&oacute;ximo domingo, 14, no Grande Pr&ecirc;mio da China, em Xangai.&nbsp;<\/p>\n<p>Com uma hist&oacute;ria t&atilde;o rica, a F1 comemorou, no passado, suas provas de n&uacute;mero 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700, 800 e 900 &#8211; momentos que relevam n&atilde;o s&oacute; como eram as disputas no passado, como nos mostram a evolu&ccedil;&atilde;o da categoria. Por isso, o GP* relembra aqui todas essas corridas. S&atilde;o momentos de tristeza, confus&atilde;o, despedida e alegria.<\/p>\n<p>Vale lembrar, obviamente, que esta contagem traz apenas os GPs que s&atilde;o considerados oficialmente para a pontua&ccedil;&atilde;o do Mundial de F&oacute;rmula 1. N&atilde;o s&atilde;o contabilizadas as corridas que receberam o t&iacute;tulo de &quot;Grand Prix&quot; que aconteceram antes da cria&ccedil;&atilde;o do campeonato, nem as provas extra-campeonato que vieram depois.&nbsp;<\/p>\n<p>Pronto para uma viagem no tempo?<\/p>\n<p> (Largada do GP do Bahrein)<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20194933491_velika_britanija_profil_7_O.jpg\" width=\"3491\" height=\"2776\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Farina, em uma Alfa Romeo 158, vence o primeiro GP da hist\u00f3ria da F1 <\/div>\n<\/div>\n<p>Claro que, por mais que n&atilde;o seja uma marca redonda, a primeira corrida da hist&oacute;ria da categoria merece o seu destaque aqui. S&oacute; que o Grande Pr&ecirc;mio da Inglaterra de 1950, disputado em 13 de maio, n&atilde;o teve toda a pompa que a marca hoje requer. &ldquo;F&oacute;rmula 1&rdquo; tinha, naqueles tempos, apenas o sentido literal: o de uma f&oacute;rmula t&eacute;cnica, pela qual eram disputadas as provas mais importantes do automobilismo (os &quot;Grand Prix&quot;) desde 1946. J&aacute; o GP ingl&ecirc;s marcava, na pr&aacute;tica, o in&iacute;cio do Campeonato Mundial de Pilotos, que prometia coroar o melhor piloto do mundo &#8211; ainda que cinco das seis etapas daquele ano inicial&nbsp;fosse disputadas na Europa.<\/p>\n<p>Nem mesmo a Ferrari, equipe mais antiga do mundial nos dias de hoje, esteve na corrida inaugural. A Scuderia estrearia apenas na segunda etapa, em M&ocirc;naco, que aconteceria em maio.&nbsp;<\/p>\n<p>Giuseppe &quot;Nino&quot; Farina, da Alfa Romeo, venceu naquele s&aacute;bado em Silverstone. Meses depois, o italiano seria, em casa, o primeiro campe&atilde;o.<\/p>\n<p>Hoje, Mundial de Pilotos e F&oacute;rmula 1 s&atilde;o sin&ocirc;nimos.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20194938366_image16x9.img.1536.high_O.jpg\" width=\"1536\" height=\"864\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">100:&nbsp;GP da Alemanha de 1961<\/p>\n<p>Demorou 11 anos para a F1 alcan&ccedil;ar a primeira grande marca, a de 100 corridas. Foi no GP da Alemanha de 1961, realizado no velho N&uuml;rbugring, de 22,8km de extens&atilde;o. Os carros j&aacute; eram consideravelmente menores que os de 1950 e tinha&nbsp;motores traseiros &#8211; mais conhecidos&nbsp;popularmente como as &ldquo;baratinhas&rdquo;. Era o come&ccedil;o do crescimento das equipes inglesas, com Lotus e Cooper (ambas equipadas com motores Climax) disputando a ponta com a Ferrari &#8211; que tinha um grande carro, com o famoso &ldquo;bico de tubar&atilde;o&rdquo;.&nbsp;\n <\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Phil Hill, do time italiano, cravou a&nbsp;pole, mas quem dominou o gigante alem&atilde;o foi Stirling Moss, em uma Lotus da equipe privada de Rob Walker. Wolfgang von Trips ficou em&nbsp;segundo, correndo em casa, e com o resultado caminhava a passos largos para ser o primeiro campe&atilde;o mundial da Alemanha.&nbsp;<\/p>\n<p>Von Trips morreria de forma tr&aacute;gica semanas depois, no GP da It&aacute;lia, junto a 14 espectadores. O campe&atilde;o de 1961 acabou sendo o norte-americano Phil Hill.<\/p>\n<h2><strong>200: GP de M&ocirc;naco de 1971<\/strong><\/h2>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_imDl147nrY]<\/p>\n<p>Outros 10 anos se passaram at&eacute; a F&oacute;rmula 1 chegar ao GP de n&uacute;mero 200 em sua hist&oacute;ria. A categoria, claro, era completamente outra: os carros tinham asas e se aproximavam, lentamente, dos projetos&nbsp;da ind&uacute;stria aeron&aacute;utica. Boa parte das equipes corriam com motores Ford-Cosworth V8, com apenas a Ferrari em posi&ccedil;&atilde;o de desafiar o dom&iacute;nio dos garagistas ingleses.&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o havia lugar melhor para alcan&ccedil;ar a&nbsp;marca: M&ocirc;naco j&aacute; tinha todo o charme que tem hoje. Na pista quem dominava era Jackie Stewart, que comandava aquele comecinho de temporada (Monte Carlo recebia apenas a terceira prova do ano). O ingl&ecirc;s fez a pole na pista molhada a bordo de seu belo Tyrrel 003 &#8211; com mais de 1s de vantagem para o segundo, Jack Ickx, da Ferrari. No domingo, o escoc&ecirc;s foi igualmente superior, vencendo com 25s &agrave; frente da March-Ford de Ronnie Peterson.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201949326383_ec1221580260653ae8056834c6a19275_O.jpg\" width=\"1080\" height=\"1080\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">300:&nbsp;GP da &Aacute;frica do Sul de 1978<\/p>\n<p>A tricent&eacute;sima prova da hist&oacute;ria da maior categoria do automobilismo mundial aconteceu em 1978, em Kyalami, numa &Aacute;frica do Sul em pleno Apartheid &#8211; uma mancha triste para o mundo e, podemos dizer, para a F1. Ainda levaria alguns anos para que o esporte se negasse a compactuar com um regime de segrega&ccedil;&atilde;o racial.&nbsp;<\/p>\n<p>A F&oacute;rmula 1 havia mudado um pouco, tamb&eacute;m. Os motores turbo davam seus primeiros roncos por meio da Renault, mas o carro a ser batido era mesmo o Lotus 78, que introduziu o chamado efeito solo no ano anterior.&nbsp;\n <\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Ainda assim, Niki Lauda, com o tamb&eacute;m m&iacute;tico e estreante Brabham-Alfa Romeo BT46 (aquele que, depois, ganharia um &ldquo;ventilador&rdquo; em sua traseira), ficou com a&nbsp;pole. O carro, por&eacute;m, sofria com graves problemas de confiabilidade, fazendo com que o austr&iacute;aco ficasse para tr&aacute;s logo no come&ccedil;o da corrida, sofrendo uma quebra de motor ap&oacute;s 52 voltas (de um total de 78).<\/p>\n<p>Quem dominou o trecho inicial do GP foi Mario Andretti, da Lotus, mas o italo-americano teve problemas com os pneus a abriu passagem para Riccardo Patrese, de Arrows. Parecia uma vit&oacute;ria f&aacute;cil para o italiano, mas o motor Cosworth dele abriu o bico &#8211; o que deu o primeiro lugar para Patrick Depailler, da Tyrrel. Infelizmente o franc&ecirc;s&nbsp; viu seu motor fumar e perder pot&ecirc;ncia, sendo ultrapassado por Andretti &#8211; que ficou sem combust&iacute;vel e fez um pit stop em uma &eacute;poca na qual a manobra n&atilde;o era habitual. Na &uacute;ltima volta, Ronnie Peterson, tamb&eacute;m da Lotus, travou uma grande disputa com Depailler, assumiu a lideran&ccedil;a e venceu uma corrida inesquec&iacute;vel.&nbsp;<\/p>\n<p>Ao final da temporada, Andretti e a Lotus seriam os campe&otilde;es.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201949340406_austria 1984 13_O.png\" width=\"1187\" height=\"788\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Niki Lauda liderando o pelot\u00e3o naquela que seria a sua \u00fanica vit\u00f3ria em casa na carreira <\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>400:&nbsp;GP da &Aacute;ustria de 1984<\/strong><\/h2>\n<p>Mais um salto temporal, agora de seis anos. Pode parecer pouco, mas foi o suficiente para acontecer o dom&iacute;nio dos motores turbo na F1, al&eacute;m da introdu&ccedil;&atilde;o da fibra de carbono na constru&ccedil;&atilde;o dos carros. J&aacute; a disputa pelo t&iacute;tulo ficou&nbsp;praticamente monopolizada por uma revitalizada McLaren, comandada por Ron Dennis, que tinha uma dupla de pilotos formada por ningu&eacute;m menos que Niki Lauda e Alain Prost.<\/p>\n<p>Nenhum deles foi o pole naquele Grande Pr&ecirc;mio da &Aacute;ustria, realizado no &Ouml;sterreichring, em Spielberg. N&atilde;o por incompet&ecirc;ncia, claro: Brabham e Ferrari tinham carros muito mais r&aacute;pidos em classifica&ccedil;&atilde;o, ainda que faltasse ritmo e confiabilidade nas corridas. Por isso&nbsp;o brasileiro Nelson Piquet que partiu da pole no domingo, quando um problema nas luzes de largada causou um caos no grid.&nbsp;<\/p>\n<p>Uma relargada aconteceu&nbsp;&#8211; e os pilotos da McLaren aproveitaram para trocar de pneus, algo que causou a irrita&ccedil;&atilde;o de Piquet. Independente da atitude ter beneficiado ou n&atilde;o os pilotos de vermelho e branco, o fato &eacute; que o brasileiro teve problemas com seus cal&ccedil;ados e se viu superado por Lauda, que vinha ultrapassando os advers&aacute;rios e crescendo no pelot&atilde;o. O ent&atilde;o bicampe&atilde;o passou a liderar com certa facilidade, inclusive com tempo o suficiente para superar um problema no c&acirc;mbio que poderia lhe tirar o primeiro lugar. Ao receber a bandeira quadriculada, o austr&iacute;aco venceu com 23s de vantagem para o segundo colocado, Piquet.&nbsp;<\/p>\n<p>Aquela seria a &uacute;nica vit&oacute;ria do austr&iacute;aco em casa. No final do ano, Lauda foi campe&atilde;o com meio ponto de vantagem para Prost.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201949343945_rjJ5Mjs_O.jpg\" width=\"3690\" height=\"2433\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Depois de perder a vit\u00f3ria no GP 400, Piquet alcan\u00e7ou o 1\u00ba lugar na corrida de n\u00famero 500 <\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>500:&nbsp;GP da Austr&aacute;lia de 1990<\/strong><\/h2>\n<p>Muita coisa havia mudado para o GP da Austr&aacute;lia de 1990, em Adelaide. Os motores turbo estavam banidos, Lauda havia se aposentado, Prost era tricampe&atilde;o, assim como Piquet. J&aacute; Ayrton Senna, novato em 1984, havia conquistado o bicampeonato no GP anterior, no Jap&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>Aquela famosa batida entre Senna e Prost logo ap&oacute;s a largada em Suzuka, ali&aacute;s, fez com que o franc&ecirc;s n&atilde;o participasse de uma sess&atilde;o de fotos com outros campe&otilde;es mundiais presentes no fim de semana, uma lista que incluia o desafeto brasileiro e nomes como Jackie Stewart, James Hunt e Juan Manuel Fangio. Stewart, ali&aacute;s, chegou a condenar o brasileiro, durante uma entrevista naquele fim de semana, por se envolver muito em acidentes.&nbsp;<\/p>\n<p>No domingo, Senna largou na pole e se manteve na frente no trecho inicial da prova, seguido pela Ferrari de Nigel Mansell, que eventualmente acabou ultrapassado por Piquet. Isso foi at&eacute; a volta 62, quando o Ayrton teve problemas no c&acirc;mbio e abandonou. O ingl&ecirc;s ent&atilde;o acelerou tudo para alcan&ccedil;ar o outro brasileiro, que naquela altura pilotava pela Benetton, se aproximando da lideran&ccedil;a quando faltavam quatro voltas para o fim. Mansell, por&eacute;m, n&atilde;o conseguiu ultrapassar Piquet, que deu uma bela fechada no Le&atilde;o na &uacute;ltima volta, ficando com a vit&oacute;ria e com o terceiro lugar no Mundial de Pilotos.<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=d4wc5ME0P-k]<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201949351171_jacques-villeneuve-spa-francorchamps-1997-e1503520769216_O.jpg\" width=\"1680\" height=\"945\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Jacques Villeneuve com o belo carro da Williams em 1997 <\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>600:&nbsp;GP da Argentina de 1997<\/strong><\/h2>\n<p>A corrida de n&uacute;mero 600 da F&oacute;rmula 1 foi na nossa vizinha Argentina, no Aut&oacute;dromo Oscar Alfredo G&aacute;lvez, em Buenos Aires. Era a terceira etapa da temporada de 1997, que via um dom&iacute;nio inicial da Williams &#8211; Michael Schumacher estava em seu segundo de Ferrari e o alem&atilde;o sofria para colocar o F310B em p&eacute; de igualdade contra os FW19.<\/p>\n<p>Por isso, Jacques Villeneuve fez a pole, com uma folga de 0,7s contra o companheiro de equipe e segundo colocado, Heinz-Harald Frentzen. Schumacher ficou 1,3s atr&aacute;s do canadense, se contentando com o papel de coadjuvante.&nbsp;<\/p>\n<p>O futuro heptacampe&atilde;o abandonaria logo na primeira volta, ap&oacute;s se enrolar com Rubens Barrichello, na &eacute;poca de Stewart. Villeneuve&nbsp;seguiu para uma vit&oacute;ris quase tranquila &#8211; a &uacute;nica amea&ccedil;a veio nas voltas finais, com Eddie Irvine, na outra Ferrari, diminuindo a diferen&ccedil;a para o primeiro colocado. Foi apertado (por 0,9s), mas o lugar mais alto do p&oacute;dio era do canadense &#8211; que, no final do ano, seria campe&atilde;o mundial.&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201949358531_2003BrazilianGP_O.jpg\" width=\"1200\" height=\"675\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Fisichella conquistou a \u00faltima vit\u00f3ria da Jordan no 700\u00ba GP da F1 <\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>700: GP do Brasil de 2003<\/strong><\/h2>\n<p>Esta &eacute;, provavelmente, uma das corridas mais divertidas desta lista &#8211; e foi justamente no Brasil. A temporada 2003 da F&oacute;rmula 1 se iniciava cheia de alternativas, com uma Ferrari que n&atilde;o tinha o mesmo dom&iacute;nio dos anos anteriores, uma McLaren que era extremamente consistente mesmo com um carro do ano anterior, uma Renault que come&ccedil;ava a chamar a aten&ccedil;&atilde;o e uma Williams-BMW que tinha o melhor motor do grid.<\/p>\n<p>A pole ficou com Rubens Barrichello, na &eacute;poca na Ferrari, para del&iacute;rio do p&uacute;blico em Interlagos. No domingo tivemos uma corrida extremamente molhada, em um ano no qual a Bridgestone, por corte de custos, disponibilizava apenas um composto de pneus para pista nestas condi&ccedil;&otilde;es. Ainda que tivesse sido superado pela McLaren de David Coulthard nas primeiras voltas, o brasileiro usou a sua incr&iacute;vel habilidade na chuva para n&atilde;o s&oacute; retomar a lideran&ccedil;a, mas tamb&eacute;m consolidar uma boa vantagem na frente. Isso at&eacute; ficar sem combust&iacute;vel e abandonar por pane seca no&nbsp;47&ordm; giro.<\/p>\n<p>Enquanto isso, as condi&ccedil;&otilde;es do circuito vitimaram pilotos como Schumacher, Juan-Pablo Montoya e Jenson Button.&nbsp;<\/p>\n<p>L&aacute; na frente&nbsp;a lideran&ccedil;a era de Coulthard, seguido pelo companheiro Kimi R&auml;ikk&ouml;nen e pela Jordan de Giancarlo Fisichella, que vinha economizando combust&iacute;vel na tentativa de n&atilde;o parar mais. O escoc&ecirc;s fez seu pit e o finland&ecirc;s errou, permitindo que o italiano assumisse a lideran&ccedil;a na volta 53. Pouco depois, Mark Webber saiu da pista e bateu forte no Caf&eacute; &#8211; com os detritos do Jaguar sendo atingindo em cheio, pouco depois, pela Renault de Fernando Alonso. Bandeira vermelha. Prova encerrada. N&atilde;o havia mais condi&ccedil;&otilde;es de correr.<\/p>\n<p>Festa na Jordan, seguida por fogo no carro de Fisichella &#8211; o italiano provavelmente teria problemas se a prova continuasse. A alegria, por&eacute;m, durou pouco. O regulamento indica que em caso de bandeira vermelha o que vale &eacute; o resultado da volta anterior &#8211; liderada por R&auml;ikk&ouml;nen. Vit&oacute;ria do finland&ecirc;s? N&atilde;o.<\/p>\n<p>Ainda que a bandeira branca e azul tenha ficado no centro do p&oacute;dio em Interlagos, descobriu-se depois uma imagem que revelava que Fisichella havia completado a volta 55 &#8211; algo que n&atilde;o havia sido computado por um erro na aferi&ccedil;&atilde;o de tempos. Ou seja, o posicionamento a ser considerado era o da volta 54, j&aacute; com a lideran&ccedil;a&nbsp;de Fisico.<\/p>\n<p>Aquela seria a &uacute;ltima vit&oacute;ria da Jordan na F&oacute;rmula 1. Tamb&eacute;m foi o &uacute;ltimo GP do Brasil disputado em abril, com a prova sendo transferida para outubro\/novembro a partir do ano seguinte.&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20194946354_raik_mass_ferr_sing_2008_O.jpg\" width=\"1043\" height=\"1168\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">800:&nbsp;GP de Singapura de 2008<\/p>\n<p>Ap&oacute;s mais cinco anos, a marca de 800 GP da F1 era comemorada no circuito de rua de Singapura &#8211; uma prova t&atilde;o pol&ecirc;mica quanto a do Brasil em 2003, mas por outros motivos. Essa foi, tamb&eacute;m, a primeira corrida noturna na hist&oacute;ria da categoria.<\/p>\n<p>A temporada de 2008 viu uma grande disputa entre Felipe Massa, da Ferrari, e Lewis Hamilton, ent&atilde;o na McLaren. O ingl&ecirc;s chegou no circuito asi&aacute;tico liderando, j&aacute; na parte final do campeonato, mas o time italiano parecia viver um melhor momento.&nbsp;<br \/>\n (                                    )<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>At&eacute; por isso Massa cravou a pole e, no domingo, liderou as primeiras 17 voltas. Foi quando Nelsinho Piquet, da Renault, rodou, bateu no muro e obrigou a entrada do safety-car na pista. A Ferrari chamou o l&iacute;der para abastecimento e troca de pneus e, na pressa de n&atilde;o perder a ponta, liberou o brasileiro antes da hora &#8211; que saiu pelo pit lane com a mangueira de gasolina presa na lateral do carro, despejando combust&iacute;vel pela pista.<\/p>\n<p>Nico Rosberg, da Williams-Toyota, herdou a lideran&ccedil;a. Ap&oacute;s o alem&atilde;o ir para os pits, a ponta caiu no colo de&nbsp;Jarno Trulli, na &eacute;poca na Toyota, que tamb&eacute;m parou logo em seguida.&nbsp;Fernando Alonso, de volta a Renault, assumiu o primeiro lugar. O espanhol controlou uma prova acidentada para sair como o vencedor.<\/p>\n<p>Um ano depois, com um furo do jornalista Reginaldo Leme, o mundo descobriria a verdade: Nelsinho provocou a batida na volta 17, a mando do chefe de equipe Flavio Briatore e do engenheiro-chefe Pat Symonds, beneficiando a estrat&eacute;gia de corrida de Alonso &#8211; que convenientemente havia feito seu pit stop mais cedo, na volta 12.<\/p>\n<p>Alonso nunca assumiu participa&ccedil;&atilde;o no caso e manteve aquele vit&oacute;ria. Briatore foi banido da categoria (puni&ccedil;&atilde;o que, depois, seria revertida nos tribunais) e Symonds foi suspenso por cinco anos, enquanto Nelsinho nunca mais voltaria a andar em um F1.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201949414710_2014-464659-lewis-hamilton-and-nico-rosberg-battle-during-2014-bahrain-grand-prix1_O.jpg\" width=\"1280\" height=\"720\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Rosberg e Hamilton tiveram uma bela disputa no GP do Bahrein de 2014 <\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>900:&nbsp;GP do Bahrein de 2014<\/strong><\/h2>\n<p>O Grande Pr&ecirc;mio de n&uacute;mero 900 na F&oacute;rmula 1 parece que aconteceu ontem &#8211; afinal, aconteceu h&aacute; cinco anos. A prova em Sakhir foi a terceira da temporada 2014, que ficou marcada pela introdu&ccedil;&atilde;o dos motores V6 turbo h&iacute;bridos. Com grande investimento nessas novas unidades de pot&ecirc;ncia, a Mercedes largou na frente e dominou praticamente todo aquele ano, em uma disputa monopolizada por Lewis Hamilton e Nico Rosberg.&nbsp;<\/p>\n<p>Nico cravou a pole naquela prova comemorativa,&nbsp;mas o alem&atilde;o foi ultrapassado pelo ingl&ecirc;s logo na primeira volta. Roberg ent&atilde;o come&ccedil;ou a ca&ccedil;ar Hamilton, que aguentou a press&atilde;o e manteve a lideran&ccedil;a at&eacute; o fim do GP. Lewis venceu por uma margem de apenas 1s ap&oacute;s uma bela disputa roda a roda.&nbsp;<\/p>\n<p>No final do ano, Lewis Hamilton conquistaria o seu bicampeonato da categoria.&nbsp;<\/p>\n<p>A surpresa, mesmo, ficou com o desepenho de Sergio Perez em Sakhir. O mexicano fez uma prova brilhante, largando em quinto, ultrapassando a Williams de Massa na pista e segurando a Red Bull de Daniel Ricciardo para acabar na terceira posi&ccedil;&atilde;o. Com o resultado (e o quinto lugar de Nico H&uuml;lkenberg), a Force India assumia uma tempor&aacute;ria terceira posi&ccedil;&atilde;o no Mundial de Construtores. A equipe acabaria o ano em sexto lugar.&nbsp;<\/p>\n<p>E agora, quais s&atilde;o as hist&oacute;rias que o GP de n&uacute;mero 1000 da F&oacute;rmula 1 nos guarda? Vamos descobrir em breve..<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aproveitando a corrida de n&uacute;mero 1000 da categoria, o GRANDE PREMIUM relembra as grandes marcas anteriores<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[180],"42wp_author":[47127],"class_list":["post-1177","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","tag-formula-1","42wp_author-renan-martins-frade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1177\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1177"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}