{"id":1230,"date":"2019-01-08T06:00:00","date_gmt":"2019-01-08T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/gps-de-janeiro\/"},"modified":"2019-01-08T06:00:00","modified_gmt":"2019-01-08T08:00:00","slug":"gps-de-janeiro","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/gps-de-janeiro\/","title":{"rendered":"GPs de Janeiro"},"content":{"rendered":"\n<p>Ah, janeiro. M&ecirc;s de ir para a praia, pegar uma cor, jogar canastra em dia de chuva, ficar preso no engarrafamento voltando para casa&#8230; Para o brasileiro m&eacute;dio, o ano come&ccedil;a com dias assim. Para um piloto de F&oacute;rmula 1, nem sempre: dos anos 1950 at&eacute; o come&ccedil;o da d&eacute;cada de 1980, a principal categoria do automobilismo achou que era uma boa abrir um novo ano com GPs em pa&iacute;ses aleat&oacute;rios.<\/p>\n<p>Voc&ecirc; pode pensar que eram corridas por volta do fim do m&ecirc;s, quando o ano j&aacute; est&aacute; em um ritmo mais ou menos normal. Bom, nem sempre: o calend&aacute;rio de um campeonato majoritariamente europeu j&aacute; envolveu corridas logo ap&oacute;s o ano novo em rinc&otilde;es distantes como a Am&eacute;rica do Sul e a &Aacute;frica. Virar o ano em Buenos Aires ou Kyalami pode n&atilde;o ser t&atilde;o ruim, mas certamente amenizava as celebra&ccedil;&otilde;es do R&eacute;veillon.<\/p>\n<p>As corridas de janeiro se tornaram invi&aacute;veis com o passar dos anos &ndash; a necessidade de desenvolver carros novos a cada temporada transformou o m&ecirc;s em &eacute;poca de prepara&ccedil;&atilde;o pura. A frequ&ecirc;ncia cada vez maior de corridas nos outros meses tamb&eacute;m significa um momento de tr&eacute;gua e calma para pilotos.<\/p>\n<p>Neste <strong>10+<\/strong>, o <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong> recorda&nbsp;dez dos GPs da F&oacute;rmula 1 com essa caracter&iacute;stica que virou coisa do passado: uma corrida nas primeiras semanas do ano. N&atilde;o seria algo ruim nesse momento de t&eacute;dio e falta de assunto, n&eacute;?<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201917193274_sxDzFSJlMEQM7SP-LHOVSeeIfk3VU8hyFVLdjcitBQg_O.jpg\" width=\"1024\" height=\"693\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>1&ordm; de janeiro &ndash; GPs da &Aacute;frica do Sul de 1965 e 1968<\/p>\n<p>Virar o ano durante com uma semana de corrida, que tal? Foi a realidade que o grid da F&oacute;rmula 1 enfrentou em duas oportunidades na d&eacute;cada de 1960. Em uma &eacute;poca j&aacute; relativamente profissional do esporte, lendas como Jim Clark, Jack Brabham, Graham Hill e Jackie Stewart foram obrigados a virar o ano na distante &Aacute;frica do Sul para abrir os trabalhos da nova temporada. Clark venceu as duas &uacute;nicas corridas de 1&ordm; de janeiro da hist&oacute;ria da F1, que n&atilde;o por acaso contavam com alto n&uacute;mero de sul-africanos.<\/p>\n<p>Comparando com a atualidade, correr no primeiro dia do ano &eacute; loucura. Mas a maior simplicidade da categoria tornava poss&iacute;vel: ningu&eacute;m precisava come&ccedil;ar uma temporada com um carro novo, o que tornava o conceito de pr&eacute;-temporada irrelevante. Como os campeonatos costumavam se encerrar em outubro, tamb&eacute;m n&atilde;o dava para reclamar de falta de tempo para descansar.<br \/>\n (Jim Clark, GP da \u00c1frica do Sul, 1968)<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201917190423_eb8566adc86ae793567ae33ba698e6a1_O.jpg\" width=\"2212\" height=\"1324\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">2 de janeiro &ndash; GP da &Aacute;frica do Sul de 1967<\/p>\n<p>Quando a F&oacute;rmula 1 vivia a mania de correr na &Aacute;frica do Sul no come&ccedil;o do ano, dia 2 de janeiro tamb&eacute;m estava valendo. Em plena segunda-feira &ndash; sim, a corrida podia acontecer tranquilamente no domingo do dia 1&ordm;, que faria muito mais sentido &ndash;, a temporada 1967 teve seu pontap&eacute; inicial com vit&oacute;ria de Pedro Rodr&iacute;guez.<\/p>\n<p>A corrida tamb&eacute;m ficou marcada pelo &uacute;nico p&oacute;dio do Zimb&aacute;bue &ndash; ent&atilde;o Rod&eacute;sia &ndash; na hist&oacute;ria da F&oacute;rmula 1. O obscuro John Love chegou inclusive a liderar at&eacute; que, com sete voltas para o fim, fez um pit-stop emergencial para evitar uma das vit&oacute;rias mais inesperadas da hist&oacute;ria do campeonato.<br \/>\n (Pedro Rodr\u00edguez, GP da \u00c1frica do Sul, 1967)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201917193312_scheckterpace1977argentina_O.jpg\" width=\"1024\" height=\"675\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">9 de janeiro &ndash; GP da Argentina de 1977<\/p>\n<p>Uma d&eacute;cada inteira se passou e a F&oacute;rmula 1 seguiu achando que correr em janeiro era uma boa ideia. Dessa vez com a gentileza de passar a corrida para a segunda semana do ano, os pilotos aos menos n&atilde;o seriam for&ccedil;ados a virar o ano em Buenos Aires sem necessidade.<\/p>\n<p>Mas mudar de uma semana para outra n&atilde;o evitaria um outro problema: o calor intenso do ver&atilde;o argentino. A maior v&iacute;tima disso foi Jos&eacute; Carlos Pace: tanto piloto quanto carro sofreram nas voltas finais, quando o brasileiro liderava. O pre&ccedil;o a ser pago foi alto: Jody Scheckter fez a ultrapassagem definitiva com seis voltas para o fim. Para &lsquo;Moco&rsquo;, restou abrir o ano novo com uma visita ao hospital por desidrata&ccedil;&atilde;o.<br \/>\n (Jody Scheckter, GP da Argentina, 1977)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201917190178_Hulme-1974_O.jpg\" width=\"1000\" height=\"600\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">13 de janeiro &ndash; GPs da Argentina de 1957, 1974 e 1980<\/p>\n<p>O dia preferido dos argentinos para receber corridas de F&oacute;rmula 1. Em duas passagens distintas pelo calend&aacute;rio da categoria &ndash; a dos anos 1950 e a dos 1970 e 1980 &ndash;, Buenos Aires se consolidou como a carta da manga para abrir o calend&aacute;rio. E, por coincid&ecirc;ncia, o segundo domingo do ano caiu em um dia 13 em tr&ecirc;s oportunidades distintas.<\/p>\n<p>1957 teve vit&oacute;ria de Juan Manuel Fangio, a &uacute;ltima em seu pa&iacute;s natal. Denny Hulme e Alan Jones foram outros dois que tiveram a chance de come&ccedil;ar o ano bem em um 13 de janeiro.<br \/>\n (Denny Hulme, GP da Argentina, 1974)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201917190563_Kyalami-track-South-Africa_O.jpg\" width=\"660\" height=\"350\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">23 de janeiro &ndash; GP da Argentina de 1972, do Brasil de 1977 e da &Aacute;frica do Sul de 1982<\/p>\n<p>De uma data popular para outra. Se 13 de janeiro teve a honra de receber tr&ecirc;s GPs da Argentina diferentes, o que dizer de um 23 de janeiro com tr&ecirc;s etapas em tr&ecirc;s pa&iacute;ses diferentes?<\/p>\n<p>O GP da Argentina de 1972 foi o pen&uacute;ltimo antes da F1 decidir antecipar a abertura do calend&aacute;rio da terceira para a segunda semana do m&ecirc;s. Carlos Reutemann largou da pole, motivo de del&iacute;rio para o p&uacute;blico, mas teve uma tarde conturbada e viu Jackie Stewart vencer. O argentino, todavia, venceria exatos cinco anos depois: no GP do Brasil de 1977, aquele em que o asfalto de Interlagos simplesmente come&ccedil;ou a esfarelar e causar acidentes, Reutemann foi o primeiro dos sete sobreviventes a ver a bandeira quadriculada.<\/p>\n<p>A tr&iacute;ade do dia 23 se encerraria com a &uacute;ltima corrida realizada em um m&ecirc;s de janeiro at&eacute; hoje. O GP da &Aacute;frica do Sul de 1982, que come&ccedil;ou a esquentar a briga entre FISA e FOCA, teve Alain Prost dominando a ponto de vencer mesmo sofrendo um pneu furado. O segundo colocado? Reutemann, que disputava sua pen&uacute;ltima corrida na F1 &ndash; a Guerra das Malvinas\/Falklands serviu de pretexto para o argentino n&atilde;o mais defender a brit&acirc;nica Williams.<br \/>\n (GP da \u00c1frica do Sul, 1982)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201917190427_8311_O.jpg\" width=\"900\" height=\"472\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">29 de janeiro &ndash; GP do Brasil de 1978<\/p>\n<p>O m&ecirc;s se encerra com uma corrida particularmente memor&aacute;vel para o p&uacute;blico brasileiro. J&aacute; nos &uacute;ltimos dias de janeiro de 1978, Jacarepagu&aacute; recebeu uma corrida de F&oacute;rmula 1 pela primeira vez. O resultado foi bem melhor do que a encomenda para os cariocas.<\/p>\n<p>Come&ccedil;ando do come&ccedil;o, Carlos Reutemann &ndash; que aparentemente era muito bom em janeiro e um pouco pior nos outros meses do ano &ndash; liderou simplesmente todas as voltas. Isso em um ano que come&ccedil;ava com ind&iacute;cios de dom&iacute;nio da Lotus. Mario Andretti passou boa parte do tempo em segundo, mas perdeu rendimento e caiu para quarto. Melhor para Emerson Fittipaldi e a folcl&oacute;rica Copersucar: sempre na zona de pontos, o brasileiro tirou proveito dos azares alheios e escalou a classifica&ccedil;&atilde;o. O ataque contra Reutemann n&atilde;o seria poss&iacute;vel, mas o segundo lugar bastou para deixar todo mundo contente em Jacarepagu&aacute;.<br \/>\n (Carlos Reutemann, GP do Brasil, 1977)<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Janeiro virou sin&ocirc;nimo de lazer, descanso, f&eacute;rias e viagens para os pilotos da F&oacute;rmula 1 atual. A hist&oacute;ria era outra d&eacute;cadas atr&aacute;s: recordamos 10 GPs com a question&aacute;vel decis&atilde;o de serem disputados no primeiro m&ecirc;s do ano<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"42wp_author":[47118],"class_list":["post-1230","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","42wp_author-vitor-fazio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1230\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1230"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}