{"id":1274,"date":"2018-10-29T07:00:00","date_gmt":"2018-10-29T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/as-decisoes-emocionantes-da-f1\/"},"modified":"2018-10-29T07:00:00","modified_gmt":"2018-10-29T10:00:00","slug":"as-decisoes-emocionantes-da-f1","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/as-decisoes-emocionantes-da-f1\/","title":{"rendered":"As decis&otilde;es emocionantes da F1"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2018102941770_f1-champion-team-mates-mclaren-1989-ayrton-senna-alain-prost-suzuka-crash_O.jpg\" width=\"3072\" height=\"2026\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>\nA decis&atilde;o do campeonato de pilotos da F&oacute;rmula 1 em 2018 n&atilde;o foi uma dos mais emocionantes. Havia um maior equil&iacute;brio entre Ferrari e Mercedes, &eacute; verdade, mas o &oacute;timo desempenho de Lewis Hamilton e os erros de Sebastian Vettel e do time italiano facilitaram o pentacampeonato do ingl&ecirc;s neste&nbsp;&uacute;ltimo domingo, 28. Sem sustos, mas sofrendo com os pneus, Hamilton conquistou o campeonato com um simples quarto lugar no GP do M&eacute;xico.<\/p>\n<p>Mas, na realidade, ele teria sido campe&atilde;o at&eacute; com um abandono, j&aacute; que, nessa condi&ccedil;&atilde;o, Vettel ainda precisaria vencer para postergar a decis&atilde;o para o GP do Brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>Para n&atilde;o deixar esse gosto ruim na boca (ou, melhor dizendo, gosto algum), selecionamos dez grandes decis&otilde;es da hist&oacute;ria da F1&nbsp;que, certamente, foram muito melhores que a de 2018 &#8211; tudo&nbsp;em ordem cronol&oacute;gica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<h1><strong>1959<\/strong><\/h1>\n<p>A temporada de 1959 foi muito dif&iacute;cil dentro e fora das pistas. Diversos pilotos perderam a vida naquele ano, incluindo o campe&atilde;o de 58, Mike Hawthorn. A &uacute;ltima etapa foi o GP dos EUA, disputado em 12 de dezembro de 1959. Naquela corrida, Jack Brabham, da Cooper, chegava liderando com 31 pontos contra 25,5 de Stirling Moss, tamb&eacute;m da Cooper, e 23 de Tony Brooks, da Ferrari.<\/p>\n<p>Naquela &eacute;poca&nbsp;a vit&oacute;ria contava 8&nbsp;pontos e apenas os cinco primeiros pontuavam &ndash; com direito a um ponto extra para a volta mais r&aacute;pida. Al&eacute;m disso, apenas os cinco melhores resultados entre as nove corridas do ano (incluindo as 500 Milhas de Indian&aacute;polis) seriam contabilizados. Por isso, tanto Moss quanto Brabham dependiam apenas de si para serem campe&otilde;es, enquanto Brooks ainda precisava contar com uma combina&ccedil;&atilde;o de resultados.<\/p>\n<p>Moss come&ccedil;ou a corrida na lideran&ccedil;a, abrindo uma vantagem de dez segundos rapidamente, mas um c&acirc;mbio quebrado lhe tirou a vit&oacute;ria e o poss&iacute;vel t&iacute;tulo depois de apenas cinco giros. J&aacute; Brooks se envolveu em uma confus&atilde;o, indo para os boxes e perdendo dois minutos l&aacute;. Parecia, ent&atilde;o, t&iacute;tulo f&aacute;cil para Brabham.<\/p>\n<p>Parecia.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20181029312842_201512111737224_1959 f1 jack brabham_O_O.jpeg\" width=\"599\" height=\"563\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Na &uacute;ltima volta, o Cooper do australiano ficou sem combust&iacute;vel. Ao ver o companheiro desacelerando, Bruce McLaren, que vinha atr&aacute;s, chegou a tirar o p&eacute;. Eventualmente ele ultrapassou e conseguiu aquela que seria a primeira vit&oacute;ria na carreira. Jack ainda foi superado pelo Cooper particular de Maurice Trintignant. Depois, foi a vez de Brooks ultrapass&aacute;-lo<\/p>\n<p>Com os outros tr&ecirc;s carros que sobraram&nbsp;na corrida voltas atr&aacute;s, mas querendo a ainda terminar a prova, Jack Brabham n&atilde;o pensou duas vezes e come&ccedil;ou a empurrar o seu Cooper at&eacute; a linha de chegada. Quando conseguiu, garantindo o quarto lugar, desmaiou.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>Foi assim que ele conquistou o seu primeiro t&iacute;tulo mundial.<\/p>\n<p>Confira tamb&eacute;m, com mais detalhes, o relato feito pelo GRANDE PR&Ecirc;MIO no Na Garagem.&nbsp;\n <\/p><\/div>\n<\/div>\n<h1><strong>1976<\/strong><\/h1>\n<p>A decis&atilde;o do campe&atilde;o de 1976 &eacute; famosa, j&aacute; virou at&eacute; filme &ndash; o &oacute;timo &lsquo;Rush: No Limite da Emo&ccedil;&atilde;o&rsquo;. A verdade &eacute; que at&eacute; o fat&iacute;dico acidente em Nuburgring, Niki Lauda tinha um caminho f&aacute;cil para o t&iacute;tulo. O austr&iacute;aco liderava o certame com 58 pontos, contra 35 de James Hunt, 28 de Jody Scheckter e 26 de Patrick Depailler (estes dois &uacute;ltimos na Tyrrel). Hunt tamb&eacute;m tinha uma j&aacute; defasada McLaren M23, que competia desde 1973, ainda que fosse um carro consistente e confi&aacute;vel.<\/p>\n<p>Acontece que a aus&ecirc;ncia de Lauda por dois GPs e o esfor&ccedil;o da Tyrrel com o P34, o famoso carro de seis rodas, abriram o caminho para um grande desempenho do ingl&ecirc;s na segunda parte do ano. Quando voltou, o austr&iacute;aco tamb&eacute;m havia claramente perdido parte de sua velocidade &ndash; o que &eacute; totalmente compreens&iacute;vel.<\/p>\n<p>Com tudo isso, Lauda chegou ao &uacute;ltimo Grande Pr&ecirc;mio, no Jap&atilde;o, com 68 pontos, contra 65 de Hunt.<\/p>\n<p>Com muita chuva em Fuji, foi aquilo que vimos no filme dirigido por Ron Howard: Lauda desistiu&nbsp;depois de apenas duas voltas, afirmando depois que &ldquo;minha vida vale mais que um t&iacute;tulo&rdquo;. Depois de um come&ccedil;o dif&iacute;cil e com problemas nos pneus, James Hunt teve uma grande recupera&ccedil;&atilde;o nas &uacute;ltimas voltas e terminou em terceiro, se tornando campe&atilde;o por apenas um ponto de diferen&ccedil;a. &nbsp;<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ihyPe5Syo3Y]<\/p>\n<h1><strong>1986<\/strong><\/h1>\n<p>Os anos 80 foram pr&oacute;digos em grandes disputas, mas nenhum delas supera a decis&atilde;o de 1986. Nada menos que quatro pilotos lutaram pelo t&iacute;tulo: Ayrton Senna (Lotus), Alain Prost (McLaren), Nigel Mansell e Nelson Piquet (ambos da Williams). Na &uacute;ltima prova, na Austr&aacute;lia, apenas os tr&ecirc;s &uacute;ltimos continuavam na disputa, com 70 pontos para Mansell, 64 para Prost e 63 para Piquet.<\/p>\n<p>Aquele ano foi marcado pelo grande carro da Williams-Honda, mas tamb&eacute;m pelo acidente de Frank Williams (que o deixaria tetrapl&eacute;gico) e pela cis&atilde;o que aconteceu dentro do time. Os pilotos tiraram pontos um do outro, dando chance para que Prost, que vinha com um menos potente motor TAG\/Porsche, crescesse.<\/p>\n<p>Na &uacute;ltima&nbsp;corrida&nbsp;a dupla da Williams largou da primeira fila, com Senna em terceiro e o franc&ecirc;s em quarto. Mansell partiu mal, perdendo a primeira posi&ccedil;&atilde;o para Ayrton, que depois seria ultrapassado por Piquet. Em seguida, Keke Rosberg, na outra McLaren, ultrapassou o ent&atilde;o bicampe&atilde;o e passou a construir uma boa vantagem. Nelson ainda rodaria, perdendo v&aacute;rias posi&ccedil;&otilde;es. Prost tamb&eacute;m teve um pneu furado e foi obrigado a ir aos boxes. Nigel Mansel tinha uma m&atilde;o na ta&ccedil;a.<\/p>\n<p>Quer dizer&#8230;<\/p>\n<p>Prost se recuperou e, com abandono de Rosberg, j&aacute; era o segundo, atr&aacute;s apenas de Piquet. O terceiro lugar ainda garantiria o t&iacute;tulo do ingl&ecirc;s, mas um pneu estourado de forma espetacular na volta 64 adiou o sonho em alguns anos. Tudo porque a Goodyear, impressionada com a vit&oacute;ria de Gerhard Berger numa Benetton com pneus Pirelli no M&eacute;xico, exagerou na agressividade dos compostos para a corrida australiana.<\/p>\n<p>Com medo do mesmo acontecer com Piquet, a Williams chamou o brasileiro para os boxes, que trocou os pneus e perdeu muito tempo. J&aacute; Alain Prost, que havia trocado os cal&ccedil;ados mais cedo, arriscou continuar na pista. O franc&ecirc;s acabou vencendo, sagrando-se campe&atilde;o com dois pontos a mais que o ingl&ecirc;s e tr&ecirc;s &agrave; frente do pai do Nelsinho.<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=IIX-JmmmonY]<\/p>\n<h1><strong>1989<\/strong><\/h1>\n<p>Alain Prost seria o protagonista de mais duas decis&otilde;es emocionantes, ambas contra Ayrton Senna. &Eacute; dif&iacute;cil, por&eacute;m, encarar aquelas duas situa&ccedil;&otilde;es como casos isolados. Uma&nbsp;&eacute; causa e consequ&ecirc;ncia da outra.<\/p>\n<p>A primeira foi em 1989. Senna conquistou o campeonato de 88, logo em seu primeiro ano de McLaren. Os &acirc;nimos se acirraram entre os companheiros de equipe logo em seguida, que passaram a ter uma animosidade p&uacute;blica e racharam o time.<\/p>\n<p>Mas a verdade &eacute; que franc&ecirc;s foi mais consistente que o brasileiro durante todo aquele&nbsp;ano. Foram 11 p&oacute;dios em 16 provas para Alain, enquanto Ayrton teve mais vit&oacute;rias (6 contra 4) e mais abandonos (7). Dessa forma, na pen&uacute;ltima etapa, no Jap&atilde;o, o ent&atilde;o bicampe&atilde;o tinha tudo para confirmar o tri.<\/p>\n<p>A hist&oacute;ria daquela corrida todos n&oacute;s conhecemos: os companheiros de McLaren dispararam na lideran&ccedil;a, at&eacute; que, na volta 46, Prost jogou o carro para cima de Senna, que ia ultrapass&aacute;-lo. O franc&ecirc;s abandonou, enquanto o brasileiro pediu para ter o seu carro ser empurrado, foi para os boxes, trocou o bico, retornou e ainda teve for&ccedil;as para ultrapassar Alessandro Nanini, da Benetton, para ficar com a vit&oacute;ria. Ou melhor&#8230;<\/p>\n<p>Logo ap&oacute;s a prova, Senna foi desclassificado pelos comiss&aacute;rios por ter cortado caminho ap&oacute;s a batida com Prost &ndash; de acordo com eles, a McLaren #1 deveria ter retornado &agrave; pista no exato mesmo local por onde saiu dela. Para Ayrton, aquela era uma decis&atilde;o do presidente da FISA (o bra&ccedil;o esportivo da FIA), Jean-Marie Balestre, que queria favorecer o seu compatriota. E assim, com uma decis&atilde;o do tapet&atilde;o, Alain Prost foi tri.<\/p>\n<p>Vale lembrar que, com a vit&oacute;ria, Senna n&atilde;o teria vida f&aacute;cil para ser campe&atilde;o na Austr&aacute;lia. A diferen&ccedil;a ficaria em 7 pontos, com o brasileiro precisando vencer a corrida em Adelaide&nbsp;e ainda torcer para que o companheiro fosse apenas quinto.<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xLI6fOG3WdI]<\/p>\n<h1><strong>1990<\/strong><\/h1>\n<p>O fato &eacute; que Ayrton Senna nunca engoliu o que aconteceu no Jap&atilde;o em 1989. Prost acabou indo para a Ferrari e, no ano seguinte, a disputa entre os dois foi mais uma vez acirrada. O brasileiro&nbsp;teve seis vit&oacute;rias durante a temporada, contra cinco do franc&ecirc;s. Por&eacute;m, com mais consist&ecirc;ncia, o Senna chegou no Jap&atilde;o em uma situa&ccedil;&atilde;o inversa ao do ano anterior, com 11 pontos de diferen&ccedil;a na lideran&ccedil;a e podendo ser o campe&atilde;o j&aacute; em Suzuka.<\/p>\n<p>Ambos postulantes ao t&iacute;tulo dividiram a primeira fila. Senna, o pole, estava descontente com a posi&ccedil;&atilde;o na qual largaria, n&atilde;o acreditando que fosse a ideal. Por esse motivo ou n&atilde;o, o piloto da McLaren largou mal e deu espa&ccedil;o para o advers&aacute;rio da Ferrari de aproximar. Ambos dividiram a primeira curva, Senna n&atilde;o aliviou e&#8230; bom, o resultado todo mundo sabe. Batida e t&iacute;tulo para Ayrton Senna, que era bicampe&atilde;o.<\/p>\n<p>Ao final, dobradinha do Brasil: Nelson Piquet e Roberto Moreno, ambos da Benetton, foram primeiro e segundo.<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4FlCxD5-GqQ]<\/p>\n<h1><strong>1997<\/strong><\/h1>\n<p>O ano de 1994 teve uma grande disputa na Austr&aacute;lia, com&nbsp;Michael Schumacher jogando o carro contra Damon Hill. Por&eacute;m, aquela decis&atilde;o foi muito parecida com a de 1997, que, vamos combinar, foi ainda mais emocionante. Por isso, vou dar espa&ccedil;o apenas para a segunda.<\/p>\n<p>Na &uacute;ltima prova, um GP da Europa em Jerez, Espanha, Schumacher liderava com apenas um ponto de vantagem para Jacques Villeneuve, da Williams. A Ferrari n&atilde;o conquistava um campeonato desde 1979, um jejum que tinha tudo para acabar ali.<\/p>\n<p>S&oacute; que estava reservada uma disputa impressionante para o t&iacute;tulo, que come&ccedil;ou logo no s&aacute;bado, quando Villeneuve, Schumacher e Heinz-Harald Frentzen (na outra Williams) marcaram exatamente o mesmo tempo na classifica&ccedil;&atilde;o: 1m21s072. A ordem no grid acabou definida pelo momento no qual cada uma vez a melhor volta, com vantagem para o canadense.<\/p>\n<p>Em ritmo de corrida, o alem&atilde;o tinha o melhor desempenho e liderou boa parte do GP. Por&eacute;m, Villeneuve come&ccedil;ou a tirar a vantagem e, na volta 48, foi tentar ultrapass&aacute;-lo. Desesperado, Schumacher jogou o carro contra o advers&aacute;rio, causando uma colis&atilde;o. Diferentemente de Hill em 94, Jacques Villeneuve conseguiu continuar, enquanto Michael abandonou. A manobra tamb&eacute;m custaria uma exclus&atilde;o do campeonato para o futuro heptacampe&atilde;o.<\/p>\n<p>Com o carro mais lento por causa dos danos causados pela batida, o piloto da Williams foi ultrapassado pelas McLarens de Mika H&auml;kkinen e David Coulthard. Aquela foi a primeira vit&oacute;ria do finland&ecirc;s.<\/p>\n<p>O terceiro lugar foi o suficiente para Jacques Villeneuve ser o campe&atilde;o &ndash; e garantir o &uacute;ltimo t&iacute;tulo da Williams.<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-YVotqHmLBs]<\/p>\n<h1><strong>2007<\/strong><\/h1>\n<p>Dez anos depois&nbsp;a F1 nos reservou uma outra decis&atilde;o emocionante. Em 2007 a McLaren tinha mais uma vez um grande carro e, como a Williams de 1986, se viu dividida entre seus dois pilotos: o j&aacute; grandioso Fernando Alonso e o ent&atilde;o novato Lewis Hamilton, em seu primeiro ano na categoria.<\/p>\n<p>Com quatro vit&oacute;rias no ano, Hamilton chegou no GP do Brasil, o &uacute;ltimo da temporada, liderando o campeonato com 107 pontos. Ele j&aacute; havia desperdi&ccedil;ado a chance de ser campe&atilde;o na China, quando escorregou para fora da pista ao ir para os pits.&nbsp;Dessa forma, ele ainda era amea&ccedil;ado por Alonso (103 pontos) e Kimi R&auml;ikk&ouml;nen (100), este &uacute;ltimo j&aacute; na Ferrari. Era uma decis&atilde;o tripla.<\/p>\n<p>No GP, o verdadeiro show foi de Felipe Massa, que dominou aquele fim de semana. J&aacute; Hamilton e Alonso foram disputando posi&ccedil;&otilde;es um pouco mais atr&aacute;s, com o ingl&ecirc;s saindo da pista logo no come&ccedil;o e, depois, sofrendo&nbsp;com problemas no c&acirc;mbio, chegando a ficar em 18&ordm;.<\/p>\n<p>Lewis fez uma grande corrida de recupera&ccedil;&atilde;o, apesar dos problemas. Ele fechou o GP em s&eacute;timo, marcando o que na &eacute;poca eram 2 pontos &ndash; n&atilde;o foi o suficiente. L&aacute; na frente, Kimi fez o necess&aacute;rio: foi segundo durante boa parte da prova, com Massa abrindo o caminho para o finland&ecirc;s&nbsp;vencer e ser o campe&atilde;o com apenas um ponto para Hamilton. J&aacute; Alonso n&atilde;o fez frente &agrave;s Ferraris, ficando em terceiro na prova e tamb&eacute;m em terceiro no campeonato, com os mesmos 109 pontos do companheiro.<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dCmT9A7mCwM]<\/p>\n<h2><strong>2008<\/strong><\/h2>\n<p>A decis&atilde;o do ano seguinte veio mais uma vez para o Brasil. Lewis Hamilton, agora hegem&ocirc;nico na McLaren, liderava o campeonato com 94 pontos ao chegar em Interlagos, contra 87 de Felipe Massa. Apesar de ser uma disputa acirrada entre os dois pilotos, erros da Ferrari e do pr&oacute;prio brasileiro haviam custado essa vantagem para o ingl&ecirc;s.<\/p>\n<p>Felipe teve um desempenho irretoc&aacute;vel em Interlagos, como em 2006 e 2007, dominando os treinos livres e marcando a pole. Ele, por&eacute;m, precisava mais do que isso. Ele precisava do imponder&aacute;vel. Que veio a forma de chuva forte, que come&ccedil;ou a cair momentos antes da largada.<\/p>\n<p>Com pneus intermedi&aacute;rios, o brasileiro da Ferrari largou bem e manteve a ponta. Enquanto isso, Hamilton foi fazendo uma corrida burocr&aacute;tica, sem arriscar muito e ficando sempre por volta da quarta posi&ccedil;&atilde;o &ndash; ele precisava ser ao menos quinto. Com a pista secando, os pilotos foram trocando para pneus para este tipo de situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>L&aacute; pela volta 63, Massa ainda liderava de forma tranquila e o ingl&ecirc;s era quinto. Foi a&iacute; que come&ccedil;ou a chover novamente. Uma chuva leve, &eacute; verdade, mas os ponteiros foram parando, um a um, para colocar pneus intermedi&aacute;rios mais uma vez.<\/p>\n<p>S&oacute; que a chuva piorou. Na volta 69, Lewis saiu da pista e foi ultrapassado por Sebastian Vettel, da Toro Rosso, caindo para sexto. Naquelas condi&ccedil;&otilde;es o t&iacute;tulo era de Massa, que completou as 71 voltas em primeiro. Vit&oacute;ria.<\/p>\n<p>S&oacute; que a&iacute; o imposs&iacute;vel aconteceu: a piora nas condi&ccedil;&otilde;es atrapalhou Timo Glock, que se mantinha na pista com seu Toyota com pneus de pista seca. Na subida dos boxes, metros antes da linha de chegada, o alem&atilde;o foi presa f&aacute;cil para Hamilton, que vinha mais r&aacute;pido. Quinto lugar para Lewis, que garantia ali o seu primeiro t&iacute;tulo mundial por apenas um ponto de diferen&ccedil;a &ndash; 98 a 97.<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rvPfqBR_RiU]<\/p>\n<h1><strong>2010<\/strong><\/h1>\n<p>A temporada de 2010 da F&oacute;rmula 1 tamb&eacute;m foi extremamente disputada. Se a Brawn GP havia dominado 2009, o ano seguinte viu um grande equil&iacute;brio de for&ccedil;as entre Red Bull, Ferrari e McLaren.<\/p>\n<p>Na &uacute;ltima corrida, em Abu Dhabi, eram nada menos que quatro os postulantes pelo t&iacute;tulo: Fernando Alonso, da Ferrari, com 246 pontos; Mark Webber e Sebastian Vettel, ambos da Red Bull, com respectivamente 238 e 231; e Lewis Hamilton, da McLaren, com 222 e ainda chances remotas. Aquele foi o primeiro ano no qual a vit&oacute;ria passou a valer 25 pontos.<\/p>\n<p>Foi a&iacute; que Vettel foi espetacular. O alem&atilde;o foi forte, fazendo logo a pole e liderou boa parte da corrida &ndash; foi s&oacute; superado por Button, que estava em uma estrat&eacute;gia diferente de paradas, por algumas voltas. Enquanto isso, Alonso teve uma corrida abaixo da m&eacute;dia, ficando inclusive v&aacute;rias voltas trancado atr&aacute;s da Renault de Vitaly Petrov. No final, o espanhol acabou a corrida em terceiro.<\/p>\n<p>Webber tamb&eacute;m ficou devendo, naquele que tinha tudo para ser o seu t&iacute;tulo mundial.<\/p>\n<p>Ao final, Vettel venceu a corrida em Yas Marina, se sagrando o campe&atilde;o mais jovem da hist&oacute;ria da categoria. Nada mal para quem estava em terceiro na tabela de classifica&ccedil;&atilde;o antes do &uacute;ltimo GP&#8230;<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=z34G8Qv4ZiM]<\/p>\n<h1><strong>2012<\/strong><\/h1>\n<p>A temporada de 2012 foi outra extremamente disputada. Tivemos nada menos que oito vencedores de GPs, sendo sete vitoriosos diferentes se alternando nas primeiras sete corridas. Por&eacute;m, Vettel fez um segundo semestre muito bom, chegando no Brasil (a &uacute;ltima prova do ano) com 13 pontos de vantagem para Alonso.<\/p>\n<p>Mais uma vez foi uma corrida que alternou pista seca com molhada. As McLarens tinham melhor desempenho, com Jenson Button conquistando a vit&oacute;ria com certa facilidade ap&oacute;s o abandono de Hamilton. J&aacute; Vettel sofreu com as condi&ccedil;&otilde;es, perdendo posi&ccedil;&otilde;es logo no come&ccedil;o da corrida e ficando atr&aacute;s de Alonso. Para piorar, quando voltou a chover, mais para o final do GP, um erro de comunica&ccedil;&atilde;o fez com que o alem&atilde;o fosse aos boxes e o time n&atilde;o estivesse preparado para receb&ecirc;-lo, o que resultou em bastante tempo perdido.<\/p>\n<p>O espanhol, que largou em s&eacute;timo, correu muito naquele dia. Ele j&aacute; estava em segundo, atr&aacute;s apenas de Button, quando uma forte batida de Paul di Resta trouxe o safety-car para a pista. Faltando tr&ecirc;s voltas para o fim, n&atilde;o havia tempo para mais nada. Sebastian Vettel era campe&atilde;o com um sexto lugar.<\/p>\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3S6XmyhuK64]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para compensar o final sem gra&ccedil;a da temporada 2018, selecionamos dez decis&otilde;es de campeonato que s&atilde;o inesquec&iacute;veis <\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"42wp_author":[47127],"class_list":["post-1274","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","42wp_author-renan-martins-frade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1274\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1274"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}