{"id":1372,"date":"2018-07-12T05:00:00","date_gmt":"2018-07-12T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/lucas-di-grassi-6\/"},"modified":"2018-07-12T05:00:00","modified_gmt":"2018-07-12T08:00:00","slug":"lucas-di-grassi-6","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/lucas-di-grassi-6\/","title":{"rendered":"Lucas Di Grassi"},"content":{"rendered":"\n<p>N&atilde;o &eacute; sempre que o jornalista vira parte de uma mat&eacute;ria. Ou que o entrevistado tenta explicar um assunto que o agrade usando o rep&oacute;rter como exemplo. Ent&atilde;o, quando Lucas Di Grassi pediu para quem&nbsp;redige este texto tentar segurar um copo de isopor dentro dos boxes da Hero, na etapa de Curitiba da atual temporada da Stock Car, a rea&ccedil;&atilde;o, primeiro, foi de estranheza. A segunda, de tentar segurar o copo solto pelo piloto. A terceira, de entender o assunto &quot;rea&ccedil;&atilde;o&quot;, de fato, pois era este o assunto em determinado momento da entrevista.<\/p>\n<p>E era porque Di Grassi falava sobre carros aut&ocirc;nomos, uma de suas paix&otilde;es e, tal como os carros el&eacute;tricos da&nbsp;F&oacute;rmula E &#8211; cuja&nbsp; temporada quatro termina no pr&oacute;ximo final de semana -, algo em que dedica seu tempo para ajudar no desenvolvimento.<\/p>\n<p>A entrevista foi neste ritmo: assuntos que se ligavam pela forma entusiasmada com a qual o piloto falava sobre todos. Pol&iacute;tica, sociedade, privatiza&ccedil;&atilde;o de Interlagos, redes sociais, novas tecnologia&#8230; E, claro, automobilismo. Stock Car, FE, sempre com liga&ccedil;&otilde;es entre o fora da pista com o que ocorre dentro. Consequ&ecirc;ncias &#8211; tal como a da brincadeira do copo, o qual, obviamente, o rep&oacute;rter n&atilde;o conseguiu pegar em nenhuma das tentativas. Rea&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201857154896_41036935965_2e85bb5761_o_O.jpg\" width=\"2953\" height=\"1969\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\">\n<p>    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<\/p>\n<p>Uma das paix&otilde;es do piloto brasileiro s&atilde;o os carros aut&ocirc;nomos &#8211; mais do que isso, ali&aacute;s, corridas de ve&iacute;culos sem pilotos. Por isso, &eacute; CEO da Roborace, categoria que planeja, no futuro pr&oacute;ximo, colocar na pista carros paa competir em velocidades extremas &#8211; e com seguran&ccedil;a, j&aacute; que n&atilde;o teriam humanos em seu interior.<\/p>\n<p>&quot;A&nbsp;ideia foi de um russo chamado Dennis Sverdlov, que &eacute; um cara que veio da &aacute;rea de computa&ccedil;&atilde;o. Um cara super inteligente, super diferenciado, que resolveu investir em carro el&eacute;trico, resolveu criar a Roborace.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o&nbsp;ele foi o financiador do projeto, a ideia foi dele. Eu o conheci em uma das provas de FE, a gente discutiu bastante sobre essa &aacute;rea do futuro da tecnologia, por que que o&nbsp;automobilismo existe, qual a fun&ccedil;&atilde;o disso tudo que a gente gosta e tenta fazer funcionar e qual seria o futuro do automobilismo. Conversando com ele, ele me chamou para ser um consultor logo no come&ccedil;o.<\/p>\n<p>No primeiro ano da Roborace eu fui s&oacute; um consultor para ele, e depois, em agosto do ano passado, ele me convidou para liderar a equipe um pouco mais perto. Me convidou pra ser o CEO da Roborace e eu j&aacute; tinha uma no&ccedil;&atilde;o do que tava acontecendo, mas para eu me aprofundar um pouco mais, e hoje em dia eu tenho uma fun&ccedil;&atilde;o representativa dentro da empresa, de estrat&eacute;gia, n&atilde;o toco o dia a dia, porque n&atilde;o d&aacute; tempo, mas acredito que se a gente fizer a estrat&eacute;gia certa , o investimento certo, acho que d&aacute; um futuro bem importante como um nicho, como uma parte do automobilismo esse futuro de carro aut&ocirc;nomo.<\/p>\n<p>A Roborace &eacute; uma combina&ccedil;&atilde;o do piloto, do humano, com o aut&ocirc;nomo. Existe uma parte, em algumas competi&ccedil;&otilde;es, na qual o carro vai sozinho, mas a ideia &eacute; voc&ecirc; unir o que o humano &eacute; bom e o que o computador &eacute; bom e tentar fazer uma evolu&ccedil;&atilde;o disso dentro da &aacute;rea de esporte a motor, mas sim, em algumas partes o carro vai sozinho.&quot;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p> (Lucas Di Grassi festeja mais uma vit\u00f3ria na Stock Car (Foto: Fernanda Freixosa\/Vicar\/Vipcomm))<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p>Os testes seguem. Como &eacute; uma tecnologia in&eacute;dita para corridas, existe uma s&eacute;rie de &quot;complica&ccedil;&otilde;es&quot;, como explica Di Grassi. Sensores do carro s&atilde;o uma delas, pois podem apresentar problemas em velocidades altas. Cada equipe envolvida na Roborace ajuda a desenvolver um ponto destes. Mas o mais interessante &eacute; a &quot;falta de limite&quot;, em termos de velocidade, que a ideia do carro de corrida aut&ocirc;nomo apresenta.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o tem limite. Pode ter uma corrida a 800km\/h, pode ter uma corrida que o carro tenha que andar de ponta cabe&ccedil;a em um t&uacute;nel, voc&ecirc; n&atilde;o tem vida em risco, voc&ecirc; pode ir para extremos nunca antes alcan&ccedil;ados. Inclusive, por exemplo, colocar quatro carros para um lado da pista e quatro carros para o outro lado, eles tem que se comunicar e no meio da reta tem que passar. Ou colocar blocos de concreto no meio da pista, ou colocar caminh&otilde;es andando no meio da pista, ou correr caminh&atilde;o com van, com carro de corrida e o carro tem que fazer uma volta de classifica&ccedil;&atilde;o desviando dos outros carros. Assim, n&atilde;o tem limite, pode ser, por exemplo, 100% no escuro, n&atilde;o precisa de luz.&quot;<\/p>\n<p>E isso geraria p&uacute;blico? Para o piloto, sim. E isso envolve redes sociais. &quot;No final das contas, hoje em dia o que interessa muito &eacute; voc&ecirc; gerar conte&uacute;do viral, ter uma presen&ccedil;a boa online. Porque no final, mesmo em um evento&nbsp; muito grande, voc&ecirc; vai ter o que, 50 mil pessoas? Um v&iacute;deo no Youtube bem feito j&aacute; atinge milh&otilde;es de pessoas. Ent&atilde;o o conte&uacute;do digital &eacute; muito mais importante para a gente.&quot;<\/p>\n<p>O ponto &eacute; que, antes disso ter chance de ocorrer, &eacute; preciso que se prove que a tecnologia funciona. Para isso, o meio tecnol&oacute;gico, via desenvolvimento humano, pode complicar: &quot;Falta trabalho, existe um excedente de demanda por engenheiros de software de controles aut&ocirc;nomos e n&atilde;o tem gente no mercado sendo preparada t&atilde;o r&aacute;pido quanto a tecnologia evolui. Ent&atilde;o ajudar a criar t&eacute;cnicos nessa &aacute;rea. Ent&atilde;o &eacute; ajudar o desenvolvimento, ajudar o desenvolvimento t&eacute;cnico e humano na parte aut&ocirc;noma e mostrar, ganhar o ponto. &Eacute; muito importante para o p&uacute;blico ter o <em>trust, <\/em>ter a confian&ccedil;a na tecnologia. Voc&ecirc; vai colocar seu filho para ir pra escola no carro aut&ocirc;nomo? S&oacute; se voc&ecirc; realmente confiar que aquele carro vai levar com maior seguran&ccedil;a o seu filho da sua casa para a escola. Ent&atilde;o tem uma s&eacute;rie de benef&iacute;cios. Outro ponto &eacute; o seguinte: voc&ecirc; est&aacute; em um ambiente fechado, ningu&eacute;m atravessa a pista andando, igual aconteceu com o uber que a mulher foi atropelada, atravessou no meio da pista, a noite. N&atilde;o tem como culpar o carro. O pessoal falou &lsquo;ah, mas o carro poderia ter freado. Se a rea&ccedil;&atilde;o &eacute; t&atilde;o r&aacute;pida porque o carro n&atilde;o freou?&rsquo;. Existem limites f&iacute;sicos, por mais que o carro seja aut&ocirc;nomo, se ele tiver a 100km\/h ele precisa de 20m para frear.<\/p>\n<p>O limite humano, no ponto de vista de quanto o humano demora para reagir,&nbsp;existe o limite f&iacute;sico. Um carro com massa de 1000kg, com acelera&ccedil;&atilde;o de 100km\/h, o pneu n&atilde;o tem grip o suficiente para parar o carro em 1m. Por mais que a rea&ccedil;&atilde;o de um carro aut&ocirc;nomo seja muito mais r&aacute;pida, praticamente hoje em dia &eacute; 100 vezes mais r&aacute;pida que um humano.&quot;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2018712051584_roborace-e1459435063187_925x520_acf_cropped_O.jpg\" width=\"925\" height=\"520\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n<p>    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<\/p>\n<p>&quot;Existe um limite f&iacute;sico. Na verdade, at&eacute; nas Olimp&iacute;adas, quando o cara vai largar nos 100m, ele larga no tiro. Se ele largar entre o tiro e dois d&eacute;cimos ele perde a largada, porque o cara adivinhou e n&atilde;o teve rea&ccedil;&atilde;o. E um carro aut&ocirc;nomo ele reage em dois, tr&ecirc;s milissegundos, que &eacute; mais ou menos 100 vezes mais r&aacute;pido. Ent&atilde;o tem uma s&eacute;rie de coisas que j&aacute; est&atilde;o muito mais avan&ccedil;adas, mas existe uma s&eacute;rie de coisas que est&atilde;o muito atr&aacute;s, na parte da percep&ccedil;&atilde;o de grip, adapta&ccedil;&atilde;o, isso o humano ainda &eacute; muito mais avan&ccedil;ado, muito mais eficiente, voc&ecirc; precisa de pelo menos 10kw de pot&ecirc;ncia para rodar o carro, o processamento eletr&ocirc;nico do carro, o humano faz isso com 10w, 100 vezes mais eficiente do ponto de vista de gasto energ&eacute;tico, o c&eacute;rebro humano &eacute; super eficiente ent&atilde;o tem uma s&eacute;rie de benef&iacute;cios e ainda coisas que precisam evoluir. Mas a longo prazo, o carro aut&ocirc;nomo vai ser muito mais seguro,&nbsp;Esse limite do atleta profissional realmente vai ser dif&iacute;cil bater, vai ser a &uacute;ltima coisa que vai ser batida. E essas tecnologias s&oacute; v&atilde;o transformar o nosso tr&acirc;nsito em mais seguro. O &uacute;nico jeito na verdade de eliminar mortes no tr&acirc;nsito vai ser com a automa&ccedil;&atilde;o. &quot;<\/p>\n<p> (Roborace)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>&Eacute; interessante ver como Di Grassi se interessa pela parte tecnol&oacute;gica do automobilismo &#8211; incluindo o j&aacute; existente. Sobre como ele fala com naturalidade sobre a parte de desenvolvimento de carros: &quot;Eu acho que grande parte do automobilismo &eacute; desenvolvimento de tecnologia, como motor turbo, freio a disco, tudo o que hoje a gente tem a&iacute;. Freio a disco foi desenvolvido para avi&atilde;o militar pousar em porta avi&atilde;o, porque precisava parar r&aacute;pido, e isso foi para os carros, porque carro de corrida precisava frear mais cedo e agora todo carro tem freio a disco, motor turbo, fibra de carbono, acr&iacute;lico. Ent&atilde;o &eacute; o desenvolvimento de tecnologia. A tecnologia n&atilde;o para, continua desenvolvendo, continua transformando, s&oacute; qualidade de vida melhor para as pessoas.&quot;<\/p>\n<p>E esta parte que o leva a falar do ponto principal da F&oacute;rmula E: o desenvolvimento de carros el&eacute;tricos. &quot;Por exemplo, na FE, o primeiro passo da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; de combust&atilde;o f&oacute;ssil para el&eacute;trico. Os carros v&atilde;o ser el&eacute;tricos, &eacute; o primeiro passo. Mas essa primeira transi&ccedil;&atilde;o de de combust&atilde;o para el&eacute;trico, para mim era muito claro que isso iria acontecer. Como isso vai acontecer? As montadoras v&atilde;o investir no automobilismo el&eacute;trico profissional. Existe uma grande diferen&ccedil;a entre automobilismo amador e automobilismo profissional. O automobilismo profissional de desenvolvimento de tecnologia ia se transformar em el&eacute;trico. A galera trabalha bem com argumentos relevantes mas microargumentos que eu chamo, n&atilde;o faz barulho, n&atilde;o faz isso, n&atilde;o faz aquilo. Mas de uma forma geral, quando voc&ecirc; olha do mapa, n&atilde;o tem como voc&ecirc; parar isso.&quot;<\/p>\n<p>E isso leva para a Stock Car &#8211; na qual ele diz se divertir em sua primeira temporada (foi para o intervalo da Copa do Mundo em 8&deg;, com 68 pontos, e duas vit&oacute;rias em &#039;corridas 2&#039;. &quot;Gostar de carros el&eacute;tricos n&atilde;o significa n&atilde;o gostar de carros a combust&atilde;o.&nbsp;Tanto que eu estou&nbsp;aqui na Stock Car, correndo de (motor) V8, um carro que tem dez anos de chassi, um carro super r&uacute;stico, mas que &eacute; super divertido. Tem dez caras no mesmo d&eacute;cimo, ent&atilde;o &eacute; legal pra caralho. Estou aqui, me divertindo, acho que automobilismo de amador, no sentido de n&atilde;o desenvolver tecnologia, n&atilde;o que a Stock seja amadora, ela &eacute; profissional, mas n&atilde;o representa desenvolvimento de tecnologia de ponta, ela &eacute; um &#039;entertainment&#039;, &eacute; um show o que a gente est&aacute; fazendo aqui. Esse tipo de automobilismo vai demorar muito para ser el&eacute;trico, porque ainda para o automobilismo, o el&eacute;trico n&atilde;o fecha a conta.&quot;<\/p>\n<p>Para ele, por&eacute;m, a paix&atilde;o &eacute; o desenvolvimento a favor da popula&ccedil;&atilde;o: &quot;[Tecnologias com as quais]&nbsp;a qualidade de vida vai ser melhor, mais barata e ao mesmo tempo vai ser mais sustent&aacute;vel. O carro el&eacute;trico &eacute; exatamente isso. Ent&atilde;o quando eu vi isso, h&aacute; quatro, cinco anos, mais at&eacute;, que a FE come&ccedil;ou a ser criada e o Alejandro Agag (chefe da categoria) me convidou para fazer parte, para mim tinha muito claro que isso ia se tornar um sucesso, se fosse bem gerida, n&eacute;. E o pr&oacute;ximo passo &eacute; o aut&ocirc;nomo.&quot;<\/p>\n<p>&quot;Ent&atilde;o n&atilde;o &eacute; que eu sou contra combust&atilde;o, nem pr&oacute; el&eacute;trico. Eu sou pr&oacute; aquilo que faz sentido tecnologicamente na linha do tempo, que vai realmente ser um produto comercial, e sou contra imposi&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o fazem sentido. Ent&atilde;o &lsquo;ah, vamos fazer Stock Car h&iacute;brida&#039;?&nbsp;De jeito nenhum. Voc&ecirc; mata a Stock. O custo dobra para ter um motor el&eacute;trico para quem? Ent&atilde;o, o jeito que eu vejo automobilismo vai nesse formato. Acho que &eacute; uma mistura de desenvolvimento de tecnologia com &#039;entertainment&#039;, com um show, que &eacute; uma quest&atilde;o que a F1 inclusive est&aacute; abrangendo, fazendo show, desenvolve. &Eacute; uma mistura desses fatores e eu acredito que na Roborace, nesse caso, vai ser um desenvolvimento tecnol&oacute;gico super importante, que a galera a&iacute; no mainstream ainda tem muitas d&uacute;vidas do que vai acontecer, mas vai acontecer porque o mercado vai aceitar isso no fim.&quot;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20186111513994_20186101716629_ZUCH26_O_O.jpg\" width=\"1200\" height=\"846\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Lucas Di Grassi comemora a vit\u00f3ria no eP de Zurique da FE (LUCAS DI GRASSI; EP DE ZURIQUE; F\u00d3RMULA E)<\/div>\n<\/div>\n<h1>Redes sociais<\/h1>\n<p>&Eacute; ineg&aacute;vel o qu&atilde;o presente no Twitter e Instagram o piloto &eacute;. Concordando ou n&atilde;o com o que ele escreve, o p&uacute;blico sabe que, em assuntos que v&atilde;o do automobilismo &agrave; sociedade, Di Grassi provavelmente vai comentar. E, segundo ele, n&atilde;o h&aacute; medo de afastar o p&uacute;blico:&nbsp;&quot;A partir de um certo ponto eu entendi que m&iacute;dia social era um jeito de me comunicar com o p&uacute;blico diretamente, sem um press release, sem interfer&ecirc;ncia de m&iacute;dia, sem o ponto de vista do rep&oacute;rter, me aproximar mais do f&atilde; diretamente&quot;, disse.<\/p>\n<p>&quot;Eu tento me comunicar com meus f&atilde;s, tento passar as informa&ccedil;&otilde;es do que est&aacute; acontecendo na minha carreira e das minhas ideias, o que eu acho que deve ser feito com pista, com carro, com uma s&eacute;rie de coisas, &eacute; uma forma de voc&ecirc; se expressar pro p&uacute;blico de uma forma geral, v&aacute;lida, moderna e como pessoa fa&ccedil;o isso. &quot;<\/p>\n<p>E, pensando desta forma, &eacute; que ele se sente &agrave; vontade para falar de pol&iacute;tica, mesmo sabendo que muito dos seus f&atilde;s podem n&atilde;o ter as mesmas ideias.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2018416179875_Stats_DIG_O.jpg\" width=\"1160\" height=\"818\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n<p>    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<\/p>\n<p>&quot;Eu sou apartid&aacute;rio, eu n&atilde;o sou a favor de um partido pol&iacute;tico, mas eu sou a favor do meu pa&iacute;s. Eu trabalho tanto para conseguir levantar a bandeira do meu pa&iacute;s l&aacute; fora, e eu morei fora do Brasil por muito tempo, moro fora do Brasil hoje, eu escolhi, eu tenho um apre&ccedil;o, um apego muito grande pelo meu pa&iacute;s. E eu vejo uma s&eacute;rie de injusti&ccedil;as acontecendo, uma s&eacute;rie de pessoas que n&atilde;o tem capacidade ou discernimento, nem educa&ccedil;&atilde;o, tomando posi&ccedil;&otilde;es que eu acho que eu acho que s&atilde;o prejudiciais a elas tamb&eacute;m. Eu vejo uma falta de investimento em prioridades devido ao sistema que a gente vive, e eu n&atilde;o consigo ficar calado. Acho que faz parte da minha &iacute;ndole tentar o melhor pelo meu pa&iacute;s. Ent&atilde;o, sempre fui um cara que trabalhei muito, fui muito &eacute;tico, venho de uma fam&iacute;lia que teve capacidade de me apoiar quando eu era mais jovem, ent&atilde;o n&atilde;o &eacute; que eu vim de classe baixa ou classe m&eacute;dia, eu acabei nascendo em uma fam&iacute;lia de classe alta, tive a oportunidade mas eu sempre trabalhei muito. No esporte nunca gastei, muito dif&iacute;cil falar que eu ganhei dinheiro com automobilismo, a maioria da pessoa fala &lsquo;eu gastei dinheiro com automobilismo&rsquo;, eu ganhei dinheiro com automobilismo, trabalhei muito, trabalho em empresa l&aacute; fora, tenho chefe, sou obrigado a fazer uma s&eacute;rie de coisa, eu trabalho muito, eu pago imposto, sei o que t&aacute; acontecendo, e eu gostaria que o Brasil evolu&iacute;sse e chegasse em um n&iacute;vel que eu vejo l&aacute; fora. Mesmo l&aacute; fora n&atilde;o &eacute; ideal, mas eu acho que o Brasil ainda est&aacute; t&atilde;o longe, em prioridade de investimento, prioridade de pol&iacute;ticos agendas pol&iacute;ticas, mesmo o automobilismo nacional, para da&iacute; sair um pouco do macro para o nosso nicho, mesmo do ponto de vista do automobilismo nacional, a hist&oacute;ria de acabar com o aut&oacute;dromo do Rio de Janeiro, gastar bilh&otilde;es em&nbsp; est&aacute;dios que est&atilde;o desativados, voc&ecirc; v&ecirc; que o cara n&atilde;o tem hospital para ir. &Eacute; uma s&eacute;rie de coisas que eu sou totalmente contra, ent&atilde;o independente de partido ou independente de posi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ou independente disso, eu sou muito a favor do meu pa&iacute;s, eu gostaria de tentar fazer a diferen&ccedil;a pro meu pa&iacute;s. Ent&atilde;o, o que eu posso fazer hoje &eacute; um pouco no automobilismo, que gera um mercado at&eacute; que razoavelmente grande, que gira a equipe, um cara que fornece sandu&iacute;che pra equipe, o aut&oacute;dromo, o mec&acirc;nico, o cara que limpa o carro, que pinta o carro que faz o capacete. Tem um mercado em volta do automobilismo que &eacute; importante. Ent&atilde;o hoje o que eu posso fazer &eacute; tentar otimizar o automobilismo pra que ele seja cada vez mais eficiente tenha mais retorno e a gente consiga manter o automobilismo de uma forma dentro do Brasil ou melhorar o automobilismo dentro do Brasil. Ent&atilde;o meus pontos pol&iacute;ticos s&atilde;o dentro dessa dire&ccedil;&atilde;o. Eu sou contra a corrup&ccedil;&atilde;o, sou contra uma s&eacute;rie de coisas, mas eu n&atilde;o tenho uma agenda pol&iacute;tica clara e definida, pr&oacute; um partido ou outro. Inclusive do meu ponto de vista eu sou liberal, do meu ponto de vista pol&iacute;tico, mas eu n&atilde;o sou totalmente de direita. Acho que tem que existir um socialismo muito importante. N&atilde;o que eu seja socialista ou comunista, n&atilde;o &eacute; isso. S&oacute; acho que o estado tem um dever de tomar conta do cidad&atilde;o, nesse sentido, mas eu acho que deve ser feito de uma outra forma, criando efici&ecirc;ncia, n&atilde;o criando inefici&ecirc;ncias com monop&oacute;lios.&nbsp;Ent&atilde;o, diferentemente at&eacute; do que as pessoas possam achar, eu n&atilde;o sou pr&oacute; nenhum partido.&quot;<\/p><\/div>\n<\/div>\n<h1>Interlagos<\/h1>\n<p>A privatiza&ccedil;&atilde;o de Interlagos &eacute; um dos assuntos do momento no automobilismo brasileiro &#8211; talvez o principal ou, ao menos, de maior import&atilde;ncia do que discuss&otilde;es sobre se algum piloto do pa&iacute;s vai chegar &agrave; F1 no futuro pr&oacute;ximo.<\/p>\n<p>&quot;Interlagos &eacute; um problema grande&quot;, reconhece Di Grassi. &quot;Eu sou a favor que Interlagos se mantenha, obviamente. Porque eu acho que se interlagos acabar n&atilde;o v&atilde;o construir outro aut&oacute;dromo, n&atilde;o vai ter outro aut&oacute;dromo p&uacute;blico.&quot;<\/p>\n<p>O piloto lembra que o aut&oacute;dromo deu lucro entre o final da gest&atilde;o de Fernando Haddad, prefeito de S&atilde;o Paulo no ano de 2016, e o seguinte: &quot;Foi o primeiro ano que Interlagos deu lucro, mas&nbsp;n&atilde;o &eacute; que deu muito lucro, deu algum lucro, porque tamb&eacute;m tem um custo fixo alto. Isso contando o Lollapalooza, F1, etc. Ent&atilde;o al&eacute;m de voc&ecirc; precisar de uma gest&atilde;o melhor, o cara que o Haddad colocou era muito bom, que era o presidente de Interlagos, que ficou tamb&eacute;m um peda&ccedil;o da gest&atilde;o do (Jo&atilde;o) Doria, n&atilde;o sei se saiu agora, mas era o cara que transformou um ativo que dava preju&iacute;zo em um que d&aacute; lucro.&quot;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.grandepremio.com\/br\/outras\/noticias\/barrichello-se-poe-contra-privatizacao-resgata-historia-e-desejo-que-filhos-vivenciem-interlagos\">Tal como Rubens Barrichello, ele tamb&eacute;m pensa pelo lado emocional<\/a> da manuten&ccedil;&atilde;o da pista paulistana: &quot;N&atilde;o &eacute; por isso (lucro n&atilde;o ser o ideal) que a gente vai vender o parque e fazer pr&eacute;dio, ent&atilde;o &eacute; uma justificativa mais passional, do ponto de vista de que precisa ter um aut&oacute;dromo, de que &eacute; hist&oacute;ria.&quot;<\/p>\n<p>Apesar de n&atilde;o ver a privatiza&ccedil;&atilde;o como algo obrigatoriamente negativo (em caso de privatiza&ccedil;&atilde;o, que ele defende caso &quot;transformem Interlagos em um modelo eficiente&quot;, afirma), ele tamb&eacute;m pensa na gest&atilde;o em forma de concess&atilde;o, algo que a Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Automobilismo discute com a prefeitura: &quot;Acho que esse seria um modelo mais interessante para Interlagos. Mas l&oacute;gico, sou totalmente a favor de Interlagos e completamente contra terem acabado com o aut&oacute;dromo do Rio de Janeiro, apesar da situa&ccedil;&atilde;o que estava, melhor ter um aut&oacute;dromo que d&aacute; pra dar uma reformada do que n&atilde;o ter aut&oacute;dromo, que &eacute; o caso de Bras&iacute;lia, e o caso do Rio de Janeiro.&quot;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20171130150967_FERI22_O.jpg\" width=\"2560\" height=\"1707\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Lucas Di Grassi em a\u00e7\u00e3o pela Audi na FE (Audi Sport)<\/div>\n<\/div>\n<h1>FE em S&atilde;o Paulo<\/h1>\n<p>No final de 2017, a etapa de S&atilde;o Paulo da F&oacute;rmula E, que seria disputada em mar&ccedil;o, foi cancelada por conta do processo de privatiza&ccedil;&atilde;o do Anhembi, que seria o palco da corrida. Esse foi o &uacute;ltimo assunto da entrevista com Di Grassi, que obviamente n&atilde;o gostou da situa&ccedil;&atilde;o &#8211; afinal, foi o principal representante da luta para trazer a categoria ao Brasil. Ele tamb&eacute;m contou que n&atilde;o h&aacute; planos, no momento, para trazer a categoria para o pa&iacute;s na temporada 5, em 2019.<\/p>\n<p>&quot;A prefeitura de S&atilde;o Paulo [gest&atilde;o atual] teve um comportamento de negocia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-profissional, na minha opini&atilde;o, quando foi negociado a corrida l&aacute;, pelo mesmo motivo: um samb&oacute;dromo daquele tamanho, que faz um evento decente por ano, n&atilde;o fecha a conta. Ent&atilde;o o que voc&ecirc; acha melhor: fechar o samb&oacute;dromo, vender e fazer hospital e escola pra quem precisa ou manter um samb&oacute;dromo que faz um evento por ano? Eu sou a favor de vender o samb&oacute;dromo e fazer escola e hospital. S&oacute; que de novo, a gente cai na mesma situa&ccedil;&atilde;o, por causa dessa privatiza&ccedil;&atilde;o do samb&oacute;dromo, o contrato da FE ficou muito reduzido em termos de tempo e o investimento que precisaria ser feito pela FE ent&atilde;o n&atilde;o fez sentido o evento para a FE. Isso foi realizado no &uacute;ltimo minuto, por isso que rolou o acordo e no &uacute;ltimo momento resolveu se privatizar o samb&oacute;dromo e a&iacute; n&atilde;o conseguiu fechar o contrato pela extens&atilde;o do contrato e n&atilde;o pelo acordo que foi discutido antes.&quot;<\/p>\n<p>Sem ainda proposta oficial, ele pensa numa pista que envolveria o Parque do Ibirapuera (&quot;seria no cora&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo, na &aacute;rea mais bonita, na minha opini&atilde;o, da cidade&quot;), mas sabe que isso fica para o futuro: &quot;Tem v&aacute;rios lugares de S&atilde;o Paulo que d&aacute; para fazer um evento de FE.&quot;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20177302121380_317781_719342_04formele_mexico2017_5893_O.jpg\" width=\"4961\" height=\"3307\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n<p>    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<\/p>\n<p>Questionado se apresentou ideias para a categoria, afirmou que sim. Mas deixou claro, para finalizar: a espera dever&aacute; ser longa.<\/p>\n<p>&quot;No Ibirapuera sairia muito mais caro. No samb&oacute;dromo j&aacute; tem as arquibancadas, ent&atilde;o faria muito mais sentido, financeiramente faria mais sentido. J&aacute; est&aacute; praticamente pronto. Tem &aacute;rea VIP, tem arquibancada, tem espa&ccedil;o, n&atilde;o fecha tr&acirc;nsito nenhum, a gente at&eacute; n&atilde;o usaria a Marginal (Tiet&ecirc;), usaria atr&aacute;s. FE &eacute; s&oacute; no s&aacute;bado, ent&atilde;o n&atilde;o traria transtorno, ent&atilde;o &eacute; o futuro. Acho que o Brasil entrando nessa pol&iacute;tica, de promover carro el&eacute;trico, se os governos forem um pouco mais ativos, a gente t&aacute; cinco, dez anos atr&aacute;s em rela&ccedil;&atilde;o ao mundo, promover e produzir estrutura para carro el&eacute;trico e o governo realmente apoiar daria pra fazer at&eacute; sem custo do governo. L&oacute;gico, que teria um custo, reasfaltar, mas isso s&atilde;o investimentos que ficam dentro da sociedade, n&atilde;o s&atilde;o investimentos que v&atilde;o sair, que s&atilde;o s&oacute; para a FE ou pra F1. Ent&atilde;o acho que isso faria sentido. Por enquanto a expectativa est&aacute; em &#039;stand by&#039;.<\/p>\n<p> (Audi Sport)<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lucas Di Grassi &eacute; um piloto que gosta de usar as redes sociais, de tecnologia e de pol&iacute;tica. Assuntos que parecem distantes do automobilismo &#8211; mas n&atilde;o necessariamente.  Por isso, falou com o GRANDE PREMIUM sobre todos, sempre ligando ao esporte a motor<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":"","42wp_breaking_news":false},"categories":[1],"tags":[],"42wp_author":[47129],"class_list":["post-1372","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","42wp_author-felipe-noronha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1372","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1372\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1372"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}