{"id":1501,"date":"2018-03-06T06:00:00","date_gmt":"2018-03-06T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/os-50-anos-da-penske-na-indy\/"},"modified":"2018-03-06T06:00:00","modified_gmt":"2018-03-06T09:00:00","slug":"os-50-anos-da-penske-na-indy","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/os-50-anos-da-penske-na-indy\/","title":{"rendered":"Os 50 anos da Penske na Indy"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20165151012555_IMG_1120_O.jpg\" width=\"3072\" height=\"2048\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\">\n<p>    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<\/p>\n<p>Bowmanville, uma cidadezinha at&eacute; ent&atilde;o com cerca de 8 mil habitantes, localizada do &ldquo;lado de l&aacute;&rdquo; dos Grandes Lagos, na Prov&iacute;ncia de Ont&aacute;rio, no Canad&aacute;. O dia era 15 de junho de 1968, quando algumas equipes e pilotos se reuniram no aut&oacute;dromo de Mosport Park para aquela que seria a s&eacute;tima corrida do campeonato de monopostos do Auto Clube dos Estados Unidos (a USAC). Foi naquela prova que um ex-piloto chamado Roger Penske fazia a estreia como dono de equipe em um certame que, com o tempo, assumiria o apelido de sua principal pista: Indy.<\/p>\n<p>Depois de quase 50 anos, o time que leva o sobrenome de Roger &eacute; o mais bem-sucedido desta mesma categoria: s&atilde;o 13 t&iacute;tulos de pilotos e 16 vit&oacute;rias nas 500 Milhas de Indian&aacute;polis, fora iniciativa em outras categorias esportivas.<\/p>\n<p>Tudo come&ccedil;ou algum tempo antes daquele s&aacute;bado de junho, &eacute; claro. Penske foi um piloto de certo sucesso, bancando a pr&oacute;pria carreira com a compra e venda de carros usados. Ele correu na F&oacute;rmula 1 &ndash; em duas provas nos EUA, em 1961 e 1962. Aposentado das pistas a partir de 1965, foi inicialmente tocar uma revendedora da Chevrolet que tinha em Filad&eacute;lfia. Mas este n&atilde;o era o fim.<\/p>\n<p>Em 1966, Penske fez a estreia como dono de equipe nas 24 Horas de Daytona. Ficou em 12&ordm; com um Covertte Sting Ray coup&eacute;. No ano seguinte, com um Camaro, a pequena equipe abandonou. Em 68, novamente com um Camaro, Roger acabou mais uma vez em 12&ordm;. Al&eacute;m disso, foram diversas outras provas na categoria Trans-Am.<\/p>\n<p>Foi essa experi&ecirc;ncia inicial que abriu as portas para a trajet&oacute;ria que, em 2018, completa 50 anos. Foi com Mark Donohue, que havia competido em Daytona, que Penske alinhou um Eagle com motor Chevrolet com o n&uacute;mero 12, ficando em sexto naquela primeira prova no Canad&aacute;. No dia seguinte, na segunda perna da rodada dupla, o piloto americano ficou em quarto. Foi um belo resultado para uma estreia.<\/p>\n<p> (Poucos sabem tanto de Indy 500 quanto Roger Penske)<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201836128309_mark-donohue-1969-indy500_O.jpg\" width=\"900\" height=\"546\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Donohue, com um carro da Penske patrocinado pela petrol\u00edfera Sunoco, na Indy 500 de 1969 <\/div>\n<\/div>\n<p style=\"float: right;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<br \/>\n<!-- Ret\u00e2ngulo grande --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>Penske retornaria apenas na 28&ordf; e &uacute;ltima etapa de um longo e, hoje, inimagin&aacute;vel campeonato. Al&eacute;m de ovais e pistas mistas, ele compreendia subidas de montanha e &ldquo;dirt ovals&rdquo;, de terra. Ser campe&atilde;o era uma tarefa hom&eacute;rica &ndash; tanto &eacute; que Bobby Unser, que levou o t&iacute;tulo de 68, venceu em provas ovais, mistas e na subida de Pikes Peak.<\/p>\n<p>Aquele era s&oacute; o ensaio. A primeira apari&ccedil;&atilde;o nas 500 Milhas foi no ano seguinte, 1969, agora com um Lola equipado com motor Offenhauser. Largando em quarto com o carro #66, Donohue fechou a participa&ccedil;&atilde;o com um interessante s&eacute;timo lugar. &nbsp;Em 1970 o sonho ficou mais pr&oacute;ximo: o piloto levou o Lola-Ford de Penske ao segundo lugar.<\/p>\n<p>Ao final de 1970, j&aacute; pensando em 71, Roger percebeu que devia ampliar seu investimento na categoria, que passaria a ser focada apenas em circuitos pavimentados. <a href=\"https:\/\/grandepremium.grandepremio.uol.com.br\/box\/materias\/muito-antes-de-alonso-as-vitorias-da-mclaren-na-indy-500\">Em uma hist&oacute;ria j&aacute; contada aqui no <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong><\/a>, o chefe de equipe foi at&eacute; a Inglaterra para resolver alguns neg&oacute;cios e fez uma visita social &agrave; sede da McLaren &ndash; que havia disputado as 500 Milhas de Indian&aacute;polis em 1970. Foi a&iacute; que ele foi apresentado ao inovador projeto do M16 e tudo mudou.<\/p>\n<p>Com formato em cunha, introduzido na F1 com o Lotus 72, o novo carro da McLaren tinha um enorme potencial. Penske n&atilde;o pensou duas vezes: cancelou o contrato com a Lola e encomendou um M16 para o seu time.&nbsp;<\/p>\n<p>A aposta se provou certeira. Peter Revson, com um McLaren de f&aacute;brica, terminou as 500 milhas em segundo. J&aacute; Donohue teve problemas com o c&acirc;mbio e abandonou ap&oacute;s liderar 52 voltas, mas, duas corridas depois, em Pocono, o piloto americano conquistaria a primeira vit&oacute;ria da Penske e da McLaren, enquanto fabricante, na categoria. A segunda vit&oacute;ria veio logo na corrida seguinte, em Michigan. Cheio de g&aacute;s, Penske ainda se deu ao luxo de inscrever um McLaren M19A no GP do Canad&aacute; da F1, no qual conseguiu um terceiro lugar tamb&eacute;m com Donohue.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20175807248_1972-129-19-copy_O.jpg\" width=\"1280\" height=\"807\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Donohue com o McLaren da Penske que seria o vencedor da Indy 500 de 1972 <\/div>\n<\/div>\n<p style=\"float: right;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>Aquele foi o passaporte para a Penske ser finalmente uma equipe de ponta. J&aacute; com a opera&ccedil;&atilde;o ampliada para dois carros, a equipe fez uma corrida magistral na Indy 500 de 1972, com o M16B. Em uma prova inicialmente liderada pelos carros da Eagle, mas com uma s&eacute;rie de abandonos, Donohue assumiu a lideran&ccedil;a faltando dez voltas para o fim. Era a primeira vit&oacute;ria da Penske nas 500 Milhas de Indian&aacute;polis.<\/p>\n<p>Aqueles eram outros tempos. At&eacute; por isso, Roger Penske deixou um pouco a iniciativa na Indy de lado e resolveu focar na F1. Com um carro de fabrica&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria (em uma &eacute;poca na qual isso n&atilde;o era obrigat&oacute;rio), o PC1, a equipe fez sua estreia como fabricante no GP do Canad&aacute; de 1974. No ano seguinte, a Penske participou de toda a temporada &ndash; e viu o seu principal piloto, Donohue morrer por conta da concuss&atilde;o na cabe&ccedil;a causada ap&oacute;s um acidente nos treinos para o GP da &Aacute;ustria.<\/p>\n<p>Marcada&nbsp;pela morte e com resultados irregulares, o &uacute;nico triunfo da Penske na F1 foi em 1976, na mesma &Aacute;ustria, com John Watson. Roger acabou desistindo da iniciativa europeia ao final daquela temporada, mas a inciativa&nbsp;deixou uma grande semente para o futuro.<\/p>\n<p>Os carros da Penske na F1 eram fabricados em Poole, na Inglaterra. Para 1977, Roger colocou a f&aacute;brica no desenvolvimento de um monoposto para a Indy. O resultado foi o PC5\/77, uma reinterpreta&ccedil;&atilde;o do bem-nascido McLaren M24, uma evolu&ccedil;&atilde;o do M23 bicampe&atilde;o da F1 s&oacute; que feito para os EUA e com a adi&ccedil;&atilde;o de um motor Cosworth turbo. Com duas vit&oacute;rias e tr&ecirc;s p&oacute;dios ainda com o M24 e mais um p&oacute;dio a bordo do PC5, o americano Tom Sneva dava o primeiro t&iacute;tulo para Roger Penske.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201836142971_218009993-7_O.jpg\" width=\"1200\" height=\"675\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Tom Sneva com o seu Penske PC-6, de 1978 <\/div>\n<\/div>\n<p>Em 1978, a Penske correu toda a temporada com o novo PC-6\/78, que era um verdadeiro foguete. Pole em Indian&aacute;polis com Sneva, a equipe ainda conquistou duas vit&oacute;rias com Rick Mears e uma com Mario Andretti &ndash; que, naquele mesmo ano, foi campe&atilde;o da F1. Mesmo sem vit&oacute;rias, Sneva foi mais uma vez o campe&atilde;o naquela que seria a &uacute;ltima temporada da Penske no campeonato da USAC.<\/p>\n<p>Foi a partir do ano seguinte que aconteceu a primeira grande divis&atilde;o no automobilismo dos EUA. As principais equipes (incluindo a Penske) romperam com os organizadores ap&oacute;s uma s&eacute;rie de descontentamentos e trag&eacute;dias &ndash; Tony Hulman, presidente do Indianapolis Motor Speedway e fundador da USAC, morreu de um s&uacute;bito ataque card&iacute;aco, enquanto oito membros-chave da organiza&ccedil;&atilde;o perderam a vida em um acidente a&eacute;reo em abril de 78.<\/p>\n<p>Para 79 surgia a CART (Championship Auto Racing Teams), que organizaria um campeonato paralelo com as principais equipes. A USAC manteve tamb&eacute;m o seu campeonato, enquanto a Indy 500, oficialmente do lado dos antigos organizadores, contaria pontos para os dois certames.&nbsp;<\/p>\n<p>O ano inaugural da CART foi dominado pela Penske. Rick Mears venceu em Indian&aacute;polis, al&eacute;m de outras duas provas, e foi o campe&atilde;o. Bobby Unser foi vice com nada menos que seis primeiros lugares. Foram oito vit&oacute;rias em 14 corridas &ndash; com a McLaren, j&aacute; no fim de sua trajet&oacute;ria do outro lado do Atl&acirc;ntico, conquistando outras duas.<\/p>\n<p>Mears voltaria a ser o campe&atilde;o em 1981, em uma temporada na qual a Indy 500 deixou de contar pontos &ndash; o que n&atilde;o impediu a Penske de estar l&aacute; e de Bobby Unser beber o m&iacute;tico leite de Indiana. Em 82 a vit&oacute;ria em Indian&aacute;polis escapou, mas Mears repetiu o t&iacute;tulo da CART. Em 83, novamente com as 500 Milhas contando pontos, foi a vez de Unser conquistar a temporada para Roger.<\/p>\n<p>A esta altura, parecia que a CART era sin&ocirc;nimo de Penske: quatro t&iacute;tulos em cinco temporadas. Enquanto isso, a USAC se viu restrita&nbsp;&agrave; prova no Brickyard.&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201836147868_27f69f50b0c092a8d2b9b846b941a56e_O.jpg\" width=\"1023\" height=\"815\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">O Penske PC-12, j\u00e1 com o m\u00edtico amarelo da Pennzoil: n\u00e3o deu certo e foi descartado <\/div>\n<\/div>\n<p style=\"float: right;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>A partir de 1984 as coisas foram ficando mais dif&iacute;ceis, &eacute; verdade. O time come&ccedil;ou a sofrer com o PC-12, que n&atilde;o era p&aacute;reo para os modelos da March. Por&eacute;m, Roger nunca teve medo de dar um passo para tr&aacute;s para dar dois para frente: ele recorreu ao March 84C, com o qual Rick Mears quebrou o recorde de velocidade de Indian&aacute;polis durante os treinos e, mais uma vez, venceu a prova. Em 85, ainda usando a combina&ccedil;&atilde;o March-Cosworth, a Penske venceu em Indy com Danny Sullivan e o campeonato da CART com Al Unser.<\/p>\n<p>A partir da&iacute;, Roger alternou o uso de modelos pr&oacute;prios e da March. Enquanto equipe cliente, a Penske tinha resultados melhores &ndash; incluindo mais uma Indy 500, de 1987, mas o dono da equipe sabia que, no longo prazo, era mais jogo manter o desenvolvimento interno.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s as frustra&ccedil;&otilde;es com os PC-15 e PC-16, o esfor&ccedil;o foi recompensado com o PC-17, de 1988. J&aacute; com motor desenvolvido pela inglesa Ilmor e batizado de Chevrolet, o modelo conquistou seis vit&oacute;rias em 15 etapas. Mais um t&iacute;tulo no bolso, com Danny Sullivan, al&eacute;m de uma nova vit&oacute;ria nas 500 Milhas com Rick Mears. A evolu&ccedil;&atilde;o do modelo foi o PC-18, que conquistou o campeonato de 1989 com Emerson Fittipaldi, que era da equipe Patrick. Foi o primeiro e &uacute;nico t&iacute;tulo da Penske, enquanto fabricante, com uma equipe cliente.<\/p>\n<p>A conquista fez parte de um acordo maior, que trouxe o brasileiro para a pr&oacute;pria Penske em 1990, junto com o patroc&iacute;nio da Marlboro. Com um enforme esfor&ccedil;o financeiro, o time alinhou tr&ecirc;s carros em todas as etapas daquele ano &ndash; mas n&atilde;o foi o suficiente para tirar o t&iacute;tulo de Al Unser Jr., que pilotava um Lola-Chevrolet da Galles-Kraco Racing.<\/p>\n<p>Em 1991, Mears venceria pela &uacute;ltima vez as 500 Milhas de Indian&aacute;polis. Em 93 foi novamente a vez de Emerson vencer no famoso Brickyard. S&oacute; que isso era pouco perto do que viria em 1994.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201836152442_8a6493cd9c73f1e88f123ababd44f14e_O.jpg\" width=\"1200\" height=\"800\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">O carro mais dominante da hist\u00f3ria da Penske, que deu a vit\u00f3ria da Indy 500 de 1994 para Al Unser Jr. <\/div>\n<\/div>\n<p style=\"float: right;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>At&eacute; os tijolos de Indian&aacute;polis sabiam que o PC-23 era o melhor carro do grid para aquele ano. Uma evolu&ccedil;&atilde;o do PC-22 e ainda com motores da Ilmor (agora sem o patroc&iacute;nio da Chevrolet), o conjunto j&aacute; era favorito ao t&iacute;tulo e &agrave; vit&oacute;ria na Indy 500 em 94. Mas Roger queria mais &ndash; e construiu uma das maiores jogadas da hist&oacute;ria do automobilismo nos EUA.<\/p>\n<p>Como voc&ecirc; j&aacute; sabe, as 500 Milhas eram sancionadas por um outro &oacute;rg&atilde;o, a USAC, enquanto a Penske participava do campeonato da CART. Ainda como legado do passado, a USAC admitiu por muito tempo motores que tivessem, ao menos em parte, pe&ccedil;as da fabrica&ccedil;&atilde;o comum, de linha de produ&ccedil;&atilde;o. Com certas limita&ccedil;&otilde;es para garantir baixo custo (como a proibi&ccedil;&atilde;o da coloca&ccedil;&atilde;o de v&aacute;lvulas na cabe&ccedil;a do motor e duas v&aacute;lvulas por cilindro), esses motores podiam ter maior cilindrada e mais press&atilde;o no turbo. No entanto, desde 1991, a obriga&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as de linha tinha ca&iacute;do.<\/p>\n<p>Roger Penske ent&atilde;o desenvolveu ao lado da Ilmor, em segredo, um motor que aproveitasse essa brecha no regulamento. O projeto acabou patrocinado pela Mercedes-Benz (que j&aacute; era parceira da Ilmor na F1), que deu o nome de Mercedes 500l ao motor. O resultado foi uma usina que, de acordo com alguns, poderia alcan&ccedil;ar 1000 cavalos.&nbsp;<\/p>\n<p>O novo Penske-Mercedes foi revelado poucos dias antes ap&oacute;s a abertura dos treinos em Indian&aacute;polis, em maio de 1994. Sem tempo para rever regulamentos, o carro dominou os treinos. Na corrida, Fittipaldi liderou 145 voltas antes de encontrar o muro, com as outras 48 lideradas por Al Unser Jr. (a essa altura j&aacute; na Penske), que foi o grande vencedor. Apenas um outro piloto acabou na mesma volta do l&iacute;der: o ent&atilde;o novato Jacques Villeneuve, que ficou em primeiro durante sete voltas.<\/p>\n<p>Ao final daquele ano, a Penske tinha 12 vit&oacute;rias em 16 etapas, sendo que dominou o p&oacute;dio com seus tr&ecirc;s pilotos em cinco oportunidades, al&eacute;m do t&iacute;tulo para Unser Jr. Tal dom&iacute;nio &ndash; principalmente em Indian&aacute;polis &ndash; levou, na pr&aacute;tica, &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o do motor Mercedes 500l, que nunca mais voltaria a ser utilizado. Mas n&atilde;o foi s&oacute; isso que mudou ap&oacute;s aquele ano: 1994 representou o in&iacute;cio de uma m&aacute; fase da&nbsp;Penske e o fim da pr&oacute;pria CART.<\/p>\n<p>O PC-24, de 1995, n&atilde;o era um carro totalmente ruim, &eacute; verdade. Por&eacute;m, a Reynard estava come&ccedil;ando a sua era de dom&iacute;nio na CART. J&aacute; Tony George, presidente de Indian&aacute;polis, anunciava que, a partir de 1996, iria iniciar uma categoria pr&oacute;pria e mais barata, chamada de Indy Racing League.<\/p>\n<p>Dessa forma, a Indy 500 de 1995 seria a &uacute;ltima de uma era &ndash; e os PC-24 se mostraram muito lentos no oval. No Pole Day, Fittipaldi e Unser Jr. n&atilde;o conseguiram tempo para se classificarem. Nos treinos que se seguiram nos dias seguintes, Roger chegou a pegar chassis Reynard e Lola emprestados. N&atilde;o resolveu: a equipe n&atilde;o conseguiu tempo no terceiro dia de classifica&ccedil;&atilde;o, muito menos no Bump Day. E assim os dois &uacute;ltimos vencedores da prova ficaram de fora daquela edi&ccedil;&atilde;o, no maior vexame da hist&oacute;ria da Penske.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A partir de 1996, a Penske se manteve fiel &agrave; CART na segunda grande divis&atilde;o do automobilismo dos EUA. A categoria havia vencido a primeira briga contra USAC e, naquela &eacute;poca, parecia que o destino seria o mesmo contra a IRL. Os dois lados fizeram jogo duro: Tony George proibiu os concorrentes de usarem a marca Indy, a essa altura popular, enquanto a CART criou uma nova prova, a US 500, para bater de frente com as 500 Milhas de Indian&aacute;polis&nbsp;&ndash; as duas corridas ocorreram no mesmo dia.<\/p>\n<p>Aqueles foram anos que Roger Penske deve preferir esquecer. Em 1999, vendo que estava sem sa&iacute;da, a equipe finalmente foi deixando de lado os carros de fabrica&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, inicialmente usando chassis da Lola. Foi a bordo de um Lola-Mercedes da Penske&nbsp;que o uruguaio Gonzalo Rodriguez perdeu&nbsp;a vida em Laguna Seca, naquele ano.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20183627584_2001-CART-De-Ferran-1280x844_O.jpg\" width=\"1280\" height=\"844\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">De Ferran pilotando um Reynard-Honda no \u00faltimo ano da Penske na CART, em 2001 <\/div>\n<\/div>\n<p>Tudo mudou em 2000. Com o conjunto Reynard-Honda (que havia dominado os anos anteriores)&nbsp;e uma nova dupla de pilotos (os brasileiros Gil de Ferran e H&eacute;lio Castroneves), a Penske estava no topo novamente. Gil seria o campe&atilde;o&nbsp;naquela temporada e na seguinte.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, 2001 tamb&eacute;m representou uma outra ruptura. A Indy 500 havia superado a dificuldade inicial e, com seu charme, voltava a chamar a aten&ccedil;&atilde;o de um grande p&uacute;blico nos EUA e no mundo. Mesmo que com equipes menos tradicionais e carros mais lentos, uma vit&oacute;ria nas 500 Milhas ainda representava mais dinheiro e status do que um t&iacute;tulo de uma temporada inteira da CART, al&eacute;m de maior espa&ccedil;o para os patrocinadores. Foi o que fez a Chip Ganassi que, com Juan Pablo Montoya, venceu com facilidade a corrida do Brickyard em 2000.<\/p>\n<p>A jogada mais &oacute;bvia foi, como no passado, a Penske participar das 500 Milhas de Indian&aacute;polis em 2001 enquanto competia na CART no resto do ano. Mesmo que com menos experi&ecirc;ncia com os Dallara-Oldsmobile da nova categoria, a Penske dominou a corrida no oval e fez uma dobradinha, liderada por Castroneves. Por&eacute;m, houve um grande problema: a Philip Morris, parceira da Penske desde 1990, n&atilde;o pode mostrar a sua marca Marlboro durante a corrida. Tudo porque a legisla&ccedil;&atilde;o de ent&atilde;o impedia a mesma marca de cigarros estar presente em duas categorias diferentes nos EUA. A mesma regra impedia a Ferrari de usar a mesma marca no GP dos EUA.<\/p>\n<p>A partir de 2002, a Penske se tornou uma equipe da IRL em tempo integral. A decis&atilde;o foi uma pe&ccedil;a-chave para mudar o equil&iacute;brio de for&ccedil;as no automobilismo dos EUA. A partir de 2003, a agora chamada de IndyCar era, sem d&uacute;vida alguma, a categoria dominante. A CART morreria em 2007.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2016929143619_JGS_4094-1_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1066\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Roger Penske ainda na ativa, ao lado de Simon Pagenaud, campe\u00e3o da Indy em 2016 (Roger Penske e Simon Pagenaud (Foto: IndyCar))<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"float: right;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<br \/>\n<!-- Ret\u00e2ngulo grande --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>Naqueles primeiros anos, a Penske dominou a Indy 500: tr&ecirc;s vit&oacute;rias, sendo duas com Castroneves e uma com De Ferran. Em 2006, j&aacute; com Sam Hornish Jr, a equipe voltaria n&atilde;o s&oacute; a vencer na prova mais tradicional, como tamb&eacute;m ganharia o t&iacute;tulo da temporada.<\/p>\n<p>Desde ent&atilde;o&nbsp;foram mais duas vit&oacute;rias na Indy 500 (2009, com Castroneves,&nbsp;e 2015) e tr&ecirc;s t&iacute;tulos de pilotos (2014, 2016 e 2017) &ndash; em uma hist&oacute;ria que est&aacute; muito longe de acabar. Hoje com 81 anos, Roger Penske continua ativo na equipe que leva seu nome, que tamb&eacute;m atua na NASCAR. O que ficou para tr&aacute;s, apenas, foi a parceria com a Philip Morris: a marca Marlboro deixou os carros do time em 2006, por conta de leis mais restritivas contra o cigarro. O acordo terminou de vez no final de 2009, quando o time parou&nbsp;definitivamente de carregar a&nbsp;pintura vermelha e branca que, na Penske, durou 20 temporadas.&nbsp;<\/p>\n<p>Que venham, ent&atilde;o, os pr&oacute;ximos 50 anos!<\/p>\n<div id=\"crt_ftr\">\n<div>\n<div style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: right\"><span id=\"crt_cls\" style=\"font-family:Verdana,Geneva,sans-serif;cursor:pointer;padding-left:1em;padding-right:1em;border:1px solid #000000;background-color:#f1f1f1\">fechar<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>function crt(t){for(var e=document.getElementById(&#8220;crt_ftr&#8221;).children,n=0;n&lt;e.length;n++)if(child=e[n],e[n].id.substr(0,t.length)==t)return e[n];for(var c=0,n=1;nc&amp;&amp;(c=e[n].offsetWidth);return c&gt;80?c:void 0}function rs(t){t++,450&gt;t&amp;&amp;setTimeout(function(){var e=crt(&#8220;cto_ifr&#8221;);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(&#8220;px&#8221;)&lt;0?n+=&quot;px&quot;:n,cc.style.display=&quot;&quot;,s2.width=n,window.frameElement&amp;&amp;(s1.height=c2.offsetHeight+5+&quot;px&quot;),t=500,s1.width=&quot;100%&quot;}rs(t)},200)}var c1=window.frameElement?window.frameElement:document.getElementById(&quot;crt_ftr&quot;),c2=document.getElementById(&quot;crt_ftr&quot;),s1=c1.style;s1.position=&quot;fixed&quot;,s1.bottom=&quot;-4px&quot;,s1.left=&quot;0px&quot;,window.frameElement&amp;&amp;(s1.height=&quot;0&quot;),c2.style.textAlign=&quot;center&quot;,s1.zIndex=&quot;60000&quot;;var cc=document.getElementById(&quot;crt_cls&quot;),s2=cc.parentNode.style;cc.onclick=function(){s1.display=&quot;none&quot;};var t=0;rs(0);<\/p>\n<p>var zoneid = (parent.window.top.innerWidth &lt; 970) ? 302357 : 302359;<br \/>\ndocument.MAX_ct0 = &#039;&#039;;<br \/>\nvar m3_u = (location.protocol == &#039;https:&#039; ? &#039;https:\/\/cas.criteo.com\/delivery\/ajs.php?&#039; : &#039;http:\/\/cas.criteo.com\/delivery\/ajs.php?&#039;);<br \/>\nvar m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);<br \/>\ndocument.write(&quot;&#8221;);<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2018 a Penske completa 50 anos de sua primeira participa&ccedil;&atilde;o na categoria de monopostos americano &ndash; em uma hist&oacute;ria recheada de sucessos e com alguns fracassos<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"42wp_author":[47127],"class_list":["post-1501","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","42wp_author-renan-martins-frade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1501\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1501"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}