{"id":1690,"date":"2017-07-27T06:00:00","date_gmt":"2017-07-27T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/os-segredos-dos-motores-hibridos-da-f1\/"},"modified":"2017-07-27T06:00:00","modified_gmt":"2017-07-27T09:00:00","slug":"os-segredos-dos-motores-hibridos-da-f1","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/os-segredos-dos-motores-hibridos-da-f1\/","title":{"rendered":"Os segredos dos motores h&iacute;bridos da F1"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20173211850926_000_MK06Q_O.jpg\" width=\"2000\" height=\"1331\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\">\n<p>    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<\/p>\n<p>Os motores sempre fizeram parte do debate sobre a F1. &nbsp;Por&eacute;m, nos &uacute;ltimos anos, eles ganharam um lugar ainda maior&nbsp;no protagonismo da categoria. A partir de 2014, com a ado&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as &ndash; incluindo tecnologias h&iacute;bridas &ndash;, as agora chamadas &#039;unidades de pot&ecirc;ncia&#039;&nbsp;parecem ditar ainda mais quem ganha e quem perde na categoria. Para piorar, ao mesmo tempo, a r&aacute;pida mudan&ccedil;a tecnol&oacute;gica fez com que uma parcela do p&uacute;blico ficasse alienada em rela&ccedil;&atilde;o a este novo cen&aacute;rio &ndash; algo agravado&nbsp;pelo comportamento de equipes e fabricantes, que guardam todos os segredos (e at&eacute; o que n&atilde;o &eacute; l&aacute; muito segredo) na esperan&ccedil;a de n&atilde;o serem copiadas pelos concorrentes.<\/p>\n<p>Para entender melhor este momento, o GRANDE PREMIUM entrevista um engenheiro diretamente envolvido no desenvolvimento destes atuais motores da F1, trabalhando em&nbsp;uma das duas fabricantes que atualmente dominam a categoria &ndash; por motivos contratuais, n&atilde;o podemos revelar o nome ou onde trabalha o entrevistado. Por outro lado, a condi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;anonimato d&aacute; liberdade para que ele revele, um pouco mais, o atual cen&aacute;rio&nbsp;das unidades de pot&ecirc;ncia na categoria. E ele n&atilde;o &eacute; nada simples.<\/p>\n<p>Para aqueles que acompanham o notici&aacute;rio da F1 de forma mais inconstante, vale, claro, uma breve explica&ccedil;&atilde;o sobre estes motores. O atual regulamento foi institu&iacute;do a partir de 2014 e, com isso, os times passaram a ser obrigados a utilizar motores h&iacute;bridos.<\/p>\n<p>A chamada unidade de pot&ecirc;ncia&nbsp;compreende um motor combust&atilde;o tradicional, agora na configura&ccedil;&atilde;o V6 (seis cilindros em &lsquo;V&rsquo;) de 1,6L com turbocompressor, que, explicando de forma simplificada, utiliza os gases do escapamento para comprimir mais ar do ambiente&nbsp;para a c&acirc;mara de combust&atilde;o do pr&oacute;prio motor, resultando em mais pot&ecirc;ncia. Al&eacute;m disso, foi incorporado o MGU-K, uma evolu&ccedil;&atilde;o do KERS&nbsp;utilizado h&aacute; alguns anos, e que &eacute; capaz de reutilizar a energia cin&eacute;tica dos freios para trazer mais pot&ecirc;ncia. Outra novidade foi o MGU-H, que recupera o calor do turbo para tamb&eacute;m dar mais pot&ecirc;ncia ao conjunto.<\/p>\n<p>Isso tudo sem contar que as novas regras diminu&iacute;ram o fluxo de combust&iacute;vel, obrigando&nbsp;os engenheiros a desenvolver motores mais eficientes energeticamente, ou seja, que geram mais pot&ecirc;ncia a partir de uma menor quantidade de combust&iacute;vel. Por fim, houve a ado&ccedil;&atilde;o dos tokens, esp&eacute;cie de &#039;coringas&#039; que permitiam um n&uacute;mero pontual de modifica&ccedil;&otilde;es nos motores durante o ano &#8211; algo que caiu em desuso na temporada 2017.<\/p>\n<p>O resultado dessa grande equa&ccedil;&atilde;o &eacute; um sistema complexo, nunca antes utilizado na F1, que tamb&eacute;m traz um maior grau de possibilidade de erro e a necessidade de uma maior integra&ccedil;&atilde;o com o resto do carro. Um caminho cheio de percal&ccedil;os para percorrer, pelo qual&nbsp;Renault e Ferrari passaram por maus bocados e no qual a Honda parece, at&eacute; o momento, perdida.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20173191636964_MotorMercedes_O.jpg\" width=\"2948\" height=\"1705\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Andy Cowell, diretor executivo da divis\u00e3o de motores Mercedes, que dominou os primeiros anos do novo regulamento da F1 (Mercedes)<\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>GRANDE PREMIUM: Qual &eacute; a dificuldade para se desenvolver, hoje, um motor turbo h&iacute;brido para a F1, principalmente quando comparado com os antigos V8 e V10, ou mesmo os velhos V6 turbo de d&eacute;cadas atr&aacute;s? <\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>ENGENHEIRO: No aspecto esportivo, o desenvolvimento mudou muito a partir da metade dos anos 2000, quando regras de durabilidade foram adicionadas (de 2005 em diante os motores precisavam durar por duas corridas, depois passamos a oito por piloto\/temporada, depois seis, cinco e, finalmente, quatro a partir de 2014). O grande esfor&ccedil;o nesse sentido veio dos V8 em diante (em 2006). Em 2007, os motores foram &#039;congelados&#039;.<\/p>\n<p>Em paralelo a isso, no aspecto t&eacute;cnico, tivemos a introdu&ccedil;&atilde;o dos sistemas h&iacute;bridos, com&nbsp;o KERS em 2009 e depois entre 2011 e 2013. Era um sistema opcional anexo ao carro, mas com n&iacute;veis de complexidade j&aacute; maiores. Por&eacute;m, a 60kW e 7s (400kJ) por volta, era um sistema n&atilde;o t&atilde;o determinante e integrado, de modo que, em caso de problemas voc&ecirc; podia simplesmente &#039;deslig&aacute;-lo&#039; sem grandes problemas para propuls&atilde;o ou freios, apenas arrastando um sistema de cerca 15kg junto com voc&ecirc;. Tanto que a Red Bull jamais optou por tirar 60kW desse sistema.<\/p>\n<p>A&iacute;, para a temporada de 2014, voc&ecirc; volta aos motores turbos, limita a energia dispon&iacute;vel da gasolina, seu consumo, dobra a pot&ecirc;ncia do seu motor el&eacute;trico cin&eacute;tico, o faz ser parte integrante do sistema frenante&#8230; Para completar, coloca um motor el&eacute;trico associado ao turbo, algo que a ind&uacute;stria automobil&iacute;stica at&eacute; hoje n&atilde;o dominou (e talvez n&atilde;o tenha interesse) &ndash; o que cria maiores dificuldades para a combust&atilde;o e ao mesmo tempo para o funcionamento do grupo turbo. Fechando o ciclo da durabilidade, voc&ecirc; tem desafios e objetivos muito maiores, e a experi&ecirc;ncia que voc&ecirc; encontra nessas &aacute;reas &eacute; quase inexistente&#8230;<\/p>\n<p>Em outro aspecto de regulamente, voc&ecirc; n&atilde;o pode mais testar na pista quando quer. Ent&atilde;o tem que desenvolver modelos mais precisos de comportamento e bancadas de teste (que j&aacute; s&atilde;o muito mais complexas pela arquitetura), que representem bem o trabalho da sua unidade de pot&ecirc;ncia e aos esfor&ccedil;os em que ela ser&aacute; submetida na pista.<\/p>\n<p>Basicamente os &#039;graus de liberdade&#039; do projeto aumentaram muito, muito. Mais oportunidades, certamente, mas ainda maior a chance de erro.<\/p>\n<p>A compara&ccedil;&atilde;o com os V6 e L4 dos anos 1980 &eacute; ainda mais extrema. L&aacute; voc&ecirc; tinha liberdade de arquitetura e de n&uacute;mero de turbos a usar. A semelhan&ccedil;a com aquela &eacute;poca &eacute;, talvez, somente no trabalho de integra&ccedil;&atilde;o no chassi, porque voc&ecirc; precisava arrumar espa&ccedil;o para o intercooler, etc&#8230; Mas trocava de motor, combust&iacute;vel e &oacute;leo quando queria, como queria.&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2017624125457_170023_aze_O.jpg\" width=\"4000\" height=\"2667\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">A Ferrari correu atr\u00e1s nos \u00faltimos anos, recuperando terreno (Divulga\u00e7\u00e3o\/Ferrari)<\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>GP*: Esse novo sistema para 2017, com o fim dos tokens, melhorou a din&acirc;mica dos trabalhos de desenvolvimento?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<br \/>\n<!-- Ret\u00e2ngulo grande --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>E: Se pesquisarmos os anos anteriores, possivelmente veremos que a Mercedes n&atilde;o chegou a utilizar todos os seus tokens. Tomando em considera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m que s&atilde;o apenas quatro unidades de pot&ecirc;ncia sem penalidades nesta temporada, a realidade &eacute; que o novo sistema tem, em condi&ccedil;&otilde;es normais, um efeito pequeno sobre os fabricantes que est&atilde;o melhores.<\/p>\n<p>Problemas de durabilidade tinham dispensa especial, ent&atilde;o isso n&atilde;o altera o desenvolvimento em um caso ou outro, apenas requer menos &#039;burocracia&#039;. Para aqueles em defasagem, naturalmente existe a possibilidade de experimentar mais e obter uma solu&ccedil;&atilde;o melhor &#8211; por&eacute;m&nbsp;como no caso dos tokens voc&ecirc; n&atilde;o usaria dois motores em pista para testar solu&ccedil;&otilde;es diferentes, o faria em pista antes de deliber&aacute;-lo para corridas. Ent&atilde;o, na verdade, &eacute; uma tentativa de ajudar, mas ao mesmo tempo a real mudan&ccedil;a &eacute; pequena. O planejamento foi feito muito antecipadamente e as mudan&ccedil;as reativas, por desempenho, s&atilde;o limitadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>GP*: Iniciar depois esse desenvolvimento, em rela&ccedil;&atilde;o aos concorrentes, pode ser nocivo? &Eacute; poss&iacute;vel recuperar terreno? <\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>E: Isso n&atilde;o se aplica somente a Honda&#8230; &Eacute; evidente nos resultados de 2014. Os estudos da Mercedes come&ccedil;aram oficialmente em 2009. &nbsp;Foi muito antes dos outros concorrentes. A distra&ccedil;&atilde;o de mudar a regra de 2013 para 2014 e de quatro cilindros em linha para o V6, que partiu da Ferrari, s&oacute; os fez aumentar a determina&ccedil;&atilde;o deles no processo. Eu sempre digo que na F1 n&atilde;o sabemos pensar no longo prazo, mais ainda que seja um ano a mais, quando voc&ecirc; est&aacute; no in&iacute;cio da curva de aprendizagem, &eacute; uma diferen&ccedil;a enorme. Os dois aspectos chaves que voc&ecirc; precisa ter s&atilde;o o tempo de prepara&ccedil;&atilde;o e a quantidade de pessoal envolvido no projeto. A Mercedes estava sabidamente muito &agrave; frente dos outros nesse aspecto. Ent&atilde;o, sim, come&ccedil;ar depois, e em particular aproveitando pouco do conhecimento\/caminho das pedras que os outros passaram, &eacute; uma grande desvantagem.<\/p>\n<p>Voc&ecirc; pode recuperar terreno sim &#8211; o tempo voc&ecirc; n&atilde;o pode recuperar, mas ao menos colocar mais pessoal para trabalhar &eacute; de grande ajuda. Esse &eacute; o percurso da Ferrari a partir de 2014, que diria que est&aacute; bastante pr&oacute;xima dos valores de refer&ecirc;ncia hoje. A curva de crescimento n&atilde;o &eacute; linear porque novas tecnologias para melhorar a efici&ecirc;ncia do sistema est&atilde;o sendo descobertas, ent&atilde;o por tentativa e erro se &lsquo;erra&rsquo; mais (Ferrari em 2016 e Renault em 2017 s&atilde;o exemplos no lado propuls&atilde;o), mas em teoria os ganhos ao longo dos anos s&atilde;o sempre menores e ent&atilde;o inevitavelmente existe uma converg&ecirc;ncia de desempenho.<\/p>\n<p>A d&uacute;vida que algu&eacute;m pode ter &eacute; se o terreno ser&aacute; recuperado antes que mudem de novo as regras. N&atilde;o &eacute; suficiente, porque a vari&aacute;vel adicional &agrave;s duas anteriores &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o do trabalho com o chassi, e com as condi&ccedil;&otilde;es de opera&ccedil;&atilde;o do sistema como um todo. O motor mais potente ou eficiente termicamente pode n&atilde;o ser a melhor solu&ccedil;&atilde;o. Se voc&ecirc; est&aacute; atrasado, com menos pessoal, ou desintegrado (ainda que com bastante gente &#8211; e as declara&ccedil;&otilde;es entre McLaren e a Honda dizem muito, al&eacute;m de um pouco do conhecimento do modo de opera&ccedil;&atilde;o nip&ocirc;nico tradicional), ent&atilde;o voc&ecirc; encontrar&aacute; desafios ainda maiores.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20173192034105_Honda_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1067\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">A Honda, parceira da McLaren, come\u00e7ou mais tarde e ainda n\u00e3o conseguiu se encontrar (McLaren Honda, Bico)<\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>GP*: A Honda sabe exatamente onde est&aacute; o ponto fraco do motor? Ela poderia &#039;pegar emprestado&#039; de alguma outra ou adaptar o conceito?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<br \/>\n<!-- Ret\u00e2ngulo grande --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>E: Como resposta simples, n&atilde;o. Do ponto de vista de desempenho, creio que tenham uma boa ideia da linha de desenvolvimento necess&aacute;ria &#8211; at&eacute; mesmo pelo que os outros fabricantes j&aacute; desenvolveram e est&atilde;o desenvolvendo. Ou seja, podem adaptar conceitos para a combust&atilde;o e funcionamento do motor t&eacute;rmico e at&eacute; mesmo estrat&eacute;gias de controle e calibra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, a grande dificuldade deles, em minha opini&atilde;o, reside na durabilidade do motor &#8211; e com grande frequ&ecirc;ncia eles dizem que n&atilde;o entendem como as altera&ccedil;&otilde;es que funcionam em bancada n&atilde;o se reproduzem na pista &#8211; uma prov&aacute;vel indica&ccedil;&atilde;o de dificuldades estruturais. E, neste caso, &eacute; muito dif&iacute;cil adaptar solu&ccedil;&otilde;es de outros fabricantes, porque o chassi integrado &eacute; diferente e os esfor&ccedil;os acabam sendo diversos.<\/p>\n<p>O efeito domin&oacute; gerado nesse caso &eacute; enorme. Provavelmente a utiliza&ccedil;&atilde;o do motor &eacute; muito conservadora, para evitar sobrecarga, mas isso muito provavelmente gera uma sobrecarga natural sobre o sistema turbo-H, que em suas limita&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m deve estar limitado. O&nbsp;que se v&ecirc; &eacute; uma bruta combina&ccedil;&atilde;o de efeitos.<\/p>\n<p>Devo dizer que quando anunciaram no in&iacute;cio do ano que&nbsp;pretendiam se mover na dire&ccedil;&atilde;o da arquitetura Mercedes, com a H entre compressor e turbo, fui pessimista, principalmente por desperdi&ccedil;ar o conhecimento estrutural que eles desenvolveram com o pr&oacute;prio motor ao longo dos dois &uacute;ltimos anos. Era um sinal que novos problemas estavam por vir, e que estar preparados para eles n&atilde;o era a situa&ccedil;&atilde;o mais prov&aacute;vel. Desenvolver novos conceitos de desempenho mudando significativamente a parte estrutural da unidade &eacute; mais que duplamente dif&iacute;cil, pois quando falha voc&ecirc; ainda tem que investigar a origem do problema e por escolha preferiu ter mais vari&aacute;veis modificadas no processo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>GP*: Em porcentagem, qual &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o do motor no desempenho geral do carro?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>E: Dif&iacute;cil colocar um n&uacute;mero aqui, at&eacute; mesmo pelo que estava te falando na pergunta anterior. A melhor unidade &eacute; aquela que combina a melhor integra&ccedil;&atilde;o com o carro, tem boa dirigibilidade (ajuda muito nas curvas e com a gest&atilde;o dos pneus), &eacute; eficiente o suficiente do ponto de vista de consumo, recupera tanta energia dentro ou n&atilde;o das regras para voc&ecirc; n&atilde;o ficar defasado e&#8230; n&atilde;o quebra!<\/p>\n<p>Parece frase de cronista de futebol, mas nos anos dos V8 eu dizia que um motor n&atilde;o te faz ganhar um campeonato, mas pode te fazer perder um. Hoje, ficou um pouco mais complicado, mas em grande parte isso ainda vale.<\/p>\n<p>Se voc&ecirc; tomar por refer&ecirc;ncia quem ganhou mais de 2014 para c&aacute;, provavelmente na classifica&ccedil;&atilde;o a participa&ccedil;&atilde;o do motor era enorme. Colocava o carro na frente, dirige cinco voltas na corrida com muita pot&ecirc;ncia, e depois voc&ecirc; &lsquo;degrada&rsquo; muito para n&atilde;o correr riscos. Ou ainda que tenha perdido a ponta na largada, se est&aacute; preso no tr&aacute;fico, vai voltar a usar forte o motor para um under ou overcut em uma eventual parada nos boxes&#8230; Ent&atilde;o voc&ecirc; poderia percentuais vari&aacute;veis [de porcentagem do motor no desempenho do carro], dependendo da condi&ccedil;&atilde;o, talvez 60%, 50% [em algumas situa&ccedil;&otilde;es] e, quem sabe, 40% ou menos em outras.<\/p>\n<p>Se ao inv&eacute;s voc&ecirc; precisa for&ccedil;ar toda a corrida, pode ser uma situa&ccedil;&atilde;o diferente. Talvez minha resposta n&atilde;o seja satisfat&oacute;ria no seu intento de um n&uacute;mero, mas o motor\/unidade de pot&ecirc;ncia &eacute; fundamental no sentido de ser perfeitamente integrada ao chassi (e ent&atilde;o voc&ecirc; j&aacute; pode imaginar a dificuldade de um cliente que recebe especifica&ccedil;&otilde;es de projeto ao inv&eacute;s de participar dele). &nbsp;Passado esse detalhe, ao menos voc&ecirc; tem energia suficiente em classifica&ccedil;&atilde;o e corrida &lsquo;balanceada&rsquo; para te permitir trabalhar os pneus sempre como quer (por exemplo, sem ter que economizar combust&iacute;vel), n&atilde;o precisa usar estrat&eacute;gias de refrigera&ccedil;&atilde;o e eventualmente pode atacar e defender valendo-se do motor, a boa metade do seu desempenho fica garantida.&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20173192022300_P-20170309-01808_News_O.jpg\" width=\"3200\" height=\"2074\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">A Red Bull, parceira da Renault, tamb\u00e9m sofreu na mudan\u00e7a do regulamento (Daniel Ricciardo, Red Bull, Testes coletivos, Barcelona, 2017)<\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>GP*: Voc&ecirc; consegue hoje ordenar qual motor &eacute; mais forte, ou Ferrari e Mercedes est&atilde;o ao mesmo n&iacute;vel? <\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<br \/>\n<!-- Ret\u00e2ngulo grande --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>E: Provavelmente a Mercedes det&eacute;m ainda uma vantagem muito marginal. Em condi&ccedil;&otilde;es de corrida, possivelmente a diferen&ccedil;a &eacute; muito pequena, seja em pot&ecirc;ncia que recupera&ccedil;&atilde;o de energia. Por&eacute;m, em condi&ccedil;&otilde;es de classifica&ccedil;&atilde;o, a impress&atilde;o &eacute; que no Q2 e Q3 a Mercedes ainda consegue utilizar alguma pot&ecirc;ncia a mais. Isso pode at&eacute; mesmo ser uma capacidade melhor de controlar o motor em detona&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Lembremos que a unidade de pot&ecirc;ncia da Mercedes est&aacute; em evolu&ccedil;&atilde;o desde 2014, enquanto que para a Ferrari e outros fabricantes esse desenvolvimento envolveu a ado&ccedil;&atilde;o de novos conceitos, de tal modo que a confiabilidade &eacute; seguramente menor que a da Mercedes. De qualquer modo, entre os dois motores l&iacute;deres a diferen&ccedil;a &eacute; j&aacute; muito pequena. A Renault deveria alcan&ccedil;ar valores similares, mas imagino que est&aacute; ainda evoluindo no conceito TJI [Turbulent Jet Injection, que aumenta a efici&ecirc;ncia da combust&atilde;o] e implica&ccedil;&otilde;es do mesmo sobre o sistema el&eacute;trico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>GP: A Red Bull e&nbsp;pessoas de renome na F1 pedem um motor independente justamente para evitar que situa&ccedil;&otilde;es como a que ela viveu em 2015 e a da Honda atrapalhem as equipes. Mas uma &lsquo;novata&rsquo; n&atilde;o corre o risco de fazer um papel at&eacute; pior que o da Honda sendo que n&atilde;o est&aacute; envolvida atualmente na F1? A solu&ccedil;&atilde;o passa por algo deste tipo?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E: Na &eacute;poca dos V8 isso era seguramente poss&iacute;vel, porque a import&acirc;ncia da integra&ccedil;&atilde;o era um pouco menor (em particular at&eacute; 2010, depois com os &lsquo;blown exhaust&rsquo; &#8211; &#039;difusor assoprado&#039;&nbsp;ou &nbsp;&#039;escapamento energizado&#039; -, a hist&oacute;ria era j&aacute; um pouco diferente&#8230;). E imagino que frequentemente tais declara&ccedil;&otilde;es tenham um teor saudosista ou de conhecimento limitado da complexidade do novo sistema.<\/p>\n<p>Sou totalmente de acordo que, sem o apoio integral de um chassi para desenvolvimento, um motor independente seria defasado&nbsp;e com grandes possibilidades de apresentar s&eacute;rios problemas de confiabilidade. Existe ainda a necessidade de integrar a unidade de pot&ecirc;ncia ao sistema frenante, que &eacute; de responsabilidade do chassi, o que deixa uma interface mais complicada que no passado.<\/p>\n<p>Uma potencial solu&ccedil;&atilde;o que j&aacute; foi discutida em v&aacute;rias ocasi&otilde;es &eacute; aquela de padronizar alguns componentes do motor t&eacute;rmico ou at&eacute; mesmo el&eacute;trico. Propriamente, se a c&acirc;mara de combust&atilde;o fosse padronizada a equaliza&ccedil;&atilde;o seria muito mais f&aacute;cil &#8211; e tamb&eacute;m os custos [seriam menores]. Mas, ao mesmo tempo, seria limitar uma &aacute;rea onde grandes potenciais existem&#8230; Ent&atilde;o um acordo nessa dire&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi recebido com grande entusiasmo pela totalidade dos fabricantes. Padronizar o sistema el&eacute;trico tamb&eacute;m, considerando as diferentes arquiteturas, geraria problemas maiores para alguns que outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>GP: Tem alguma fabricante que voc&ecirc;, pessoalmente, gostaria de ver na F1 e n&atilde;o est&aacute; l&aacute; atualmente?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E: Seria &oacute;timo conseguir reunir um maior interesse, seja de fabricantes europeus cl&aacute;ssicos ou de novos personagens no mercado, como os coreanos. Naturalmente&nbsp;o desafio n&atilde;o &eacute; pequeno, o desenvolvimento n&atilde;o &eacute; simples&nbsp;e os riscos s&atilde;o grandes, ent&atilde;o de outro lado &eacute; compreens&iacute;vel a resist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Pessoalmente, acredito que uma converg&ecirc;ncia entre as regras das unidades de pot&ecirc;ncia entre a F1 e Endurance LMP1 poderia gerar um efeito positivo. E os valores de quilometragem podem at&eacute; ser compar&aacute;veis&nbsp;e o risco e custo de desenvolvimento possivelmente distribu&iacute;do &#8211; por&eacute;m, n&atilde;o existem hoje fabricantes que tenham ambos os programas de Le Mans e F1, de modo que talvez aceito isso seja mais um interesse pessoal e saudoso dos anos 1980.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201731621630_000_M452P_O.jpg\" width=\"3543\" height=\"2168\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Beneficiada pelo desempenho dos motores Mercedes, a Williams despontou a partir de 2014 &#8211; mas essa vantagem j\u00e1 ficou no passado <\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>GP*: Como os carros de F1 atuais conseguem uma efici&ecirc;ncia t&eacute;rmica t&atilde;o grande?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<br \/>\n<!-- Ret\u00e2ngulo grande --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>E: Muitos eram c&eacute;ticos quando se falava em valores de efici&ecirc;ncia de 40% &agrave; &eacute;poca da discuss&atilde;o do regulamento para 2014&#8230; Mas n&atilde;o existe maior incentivo para o desenvolvimento que limitar as vari&aacute;veis mais simples do processo &#8211; o fluxo de combust&iacute;vel e a quantidade dispon&iacute;vel. Isso realmente gerou uma mudan&ccedil;a de mentalidade de uma f&oacute;rmula de pot&ecirc;ncia para uma f&oacute;rmula de efici&ecirc;ncia. Os ciclos te&oacute;ricos (limites) s&atilde;o conhecidos, as ideias, uma vez vistas como &#039;mirabolantes&#039;, eram na maior parte dispon&iacute;veis e sendo pesquisadas para outras aplica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A grande vantagem na F1 &eacute; que as condi&ccedil;&otilde;es de opera&ccedil;&atilde;o do motor s&atilde;o razoavelmente &lsquo;estreitas&rsquo;, ou seja, os pontos principais de opera&ccedil;&atilde;o a considerar s&atilde;o mais limitados que em um motor normal &#8211; assim podendo concentrar os esfor&ccedil;os em uma ilha de efici&ecirc;ncia pequena. Os principais pontos de trabalho, do ponto de vista t&eacute;rmico, envolveram o projeto da c&acirc;mara de combust&atilde;o, os tempos e press&otilde;es de inje&ccedil;&atilde;o e a posi&ccedil;&atilde;o dos injetores, e o controle da combust&atilde;o em modo a evitar excessiva detona&ccedil;&atilde;o&#8230;<\/p>\n<p>E se a efici&ecirc;ncia t&eacute;rmica &eacute; grande, quando o ciclo el&eacute;trico &eacute; considerado junto, os valores s&atilde;o realmente surpreendentes. Conseguir trabalhar em alta efici&ecirc;ncia e gerando eletricidade ao mesmo tempo (&lsquo;turbocompounding&rsquo;, hoje apenas visto em alguns caminh&otilde;es, por outras raz&otilde;es), e ainda um bom ganho dos freios, &eacute; uma tecnologia realmente impressionante &#8211; naturalmente refletindo em indesej&aacute;veis menores n&iacute;veis de ru&iacute;do para o conjunto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>GP: A tecnologia dos motores atuais na F1 pode, de alguma forma, ajudar os carros de rua? Ou ser empregada neles?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>E: Respondo voltando um bom pouco no tempo&#8230; Ainda na &eacute;poca dos V8 h&iacute;bridos, muitos diziam que a tecnologia da F1 n&atilde;o era relevante. E, de fato, em termos de combust&atilde;o, era muito defasada, mas n&atilde;o significava que a tecnologia da F1 n&atilde;o contribu&iacute;a para o desenvolvimento de tecnologias automotivas. A F1 ser&aacute; sempre um grande laborat&oacute;rio para o melhoramento de projetos, seja do ponto de vista de materiais, peso ou desempenho.<\/p>\n<p>O processo normal &eacute; aquele de passar da F1 para ve&iacute;culos de alto desempenho, como superesportivos (tecnologia aplicada a volumes de produ&ccedil;&atilde;o razo&aacute;veis), e, na medida em que os custos conseguem s&atilde;o reduzidos na reprodu&ccedil;&atilde;o destas tecnologias, elas v&atilde;o passando ao segmento de luxo e encontrando seu caminho aos ve&iacute;culos de menor valor.<\/p>\n<p>Considerando a tecnologia atual das unidades de pot&ecirc;ncia da F1, muitas solu&ccedil;&otilde;es de hibridiza&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o seguramente transferidas &agrave; estrada. O desenvolvimento das baterias &eacute; surpreendente (e trabalham em condi&ccedil;&otilde;es muito mais severas que na F&oacute;rmula E, por exemplo). Os motores el&eacute;tricos K tem efici&ecirc;ncia muito elevada, peso muito reduzido e alta durabilidade, e devem em grande parte apenas serem escalados.<\/p>\n<p>Na &aacute;rea de combust&atilde;o, o desenvolvimento da F1 certamente se transferir&aacute; em algum modo a outros segmentos. As regras de 2014 foram baseadas nas linhas de desenvolvimento automotivo (downsizing, lean combustion, TJI, etc., s&atilde;o conceitos em desenvolvimento paralelo).<\/p>\n<p>A grande inc&oacute;gnita &eacute; como a ind&uacute;stria automotiva pode fazer uso da tecnologia MGU-H. Grande parte da recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; feita pelo turbo normalmente, e o esfor&ccedil;o adicional para recuperar a energia adicional causa grandes problemas para a combust&atilde;o (maior resist&ecirc;ncia &agrave; exaust&atilde;o), e, ao mesmo tempo, &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&atilde;o mais limitada nos carros de rua (n&atilde;o dirigimos o tempo todo de &quot;p&eacute; embaixo&quot;). Ent&atilde;o, muitos estudos indicam uma prefer&ecirc;ncia a manter um turbo normal e aumentar o dimensionamento do lado K, at&eacute; porque passamos mais tempo no freio ou em situa&ccedil;&otilde;es de baixa solicita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>H&aacute; uma vari&aacute;vel paralela, por&eacute;m, que antagoniza com os desenvolvimentos de combust&atilde;o &#8211; a eletrifica&ccedil;&atilde;o tem crescido a uma taxa muito maior que aquela esperada nos tempos da discuss&atilde;o das regras&nbsp;e, se tal taxa for mantida, os motores t&eacute;rmicos devem reduzir de import&acirc;ncia mais rapidamente que o esperado &#8211; mas a verdade &eacute; que isto ainda &eacute; um futuro distante&#8230;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2017791128101_170011_austriaAA_O.jpg\" width=\"1024\" height=\"683\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n<p>GP*: Qual deve ser o caminho para o futuro dos motores da F1? Continuar investindo nos h&iacute;bridos? Ou diminuir custos com motores mais tradicionais?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<\/p>\n<p>E: Pergunta muito dif&iacute;cil&#8230; Em certo modo seria de partir o cora&ccedil;&atilde;o descontinuar o grande desafio superado com as regras para 2014 e a aprendizagem com ela obtida. Existe um discurso de custos, que a meu ver &eacute; apenas parcial &#8211; pode ser que motores mais simples custem menos, mas o custo b&aacute;sico de adaptar ou redesenhar as bancadas de teste que hoje existem provavelmente corresponde a um custo enorme. Possivelmente o que move tal dire&ccedil;&atilde;o &eacute; a redu&ccedil;&atilde;o de riscos para novos fornecedores e uma limita&ccedil;&atilde;o nos ganhos potenciais em aus&ecirc;ncia da assist&ecirc;ncia el&eacute;trica via MGU-H (e para um novo fabricante, naturalmente uma bancada mais simples).<\/p>\n<p>O aumento da hibridiza&ccedil;&atilde;o\/eletrifica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma evidente e sempre crescente tend&ecirc;ncia na ind&uacute;stria automotiva, de modo que &eacute; justo esperar que fosse aumentada a recupera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica no futuro &#8211; potencialmente por recupera&ccedil;&atilde;o no eixo anterior, por exemplo. A substitui&ccedil;&atilde;o de um grande turbo el&eacute;trico por menores turbos n&atilde;o assistidos &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o mais simples e menos desafiadora, por isso encontra simpatia em muitas frentes, ainda que possa limitar um pouco os ganhos se existe menos controle sobre o processo de combust&atilde;o em aus&ecirc;ncia de uma assist&ecirc;ncia el&eacute;trica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>GP*:&nbsp;Voc&ecirc; v&ecirc;, no futuro, a F1 investindo em motores de fontes renov&aacute;veis de energia ou 100% el&eacute;tricos?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<\/p>\n<p>E: Seria incoerente n&atilde;o aumentar o n&iacute;vel de eletrifica&ccedil;&atilde;o nos futuros regulamentos. Por&eacute;m, uma total substitui&ccedil;&atilde;o dos sistemas t&eacute;rmicos por el&eacute;tricos &eacute; pouco prov&aacute;vel &#8211; at&eacute; mesmo pelos desafios de dirigibilidade que um motor de combust&atilde;o interno propicia em compara&ccedil;&atilde;o aos el&eacute;tricos, deste modo potencialmente limitando o diferencial do piloto.<\/p>\n<p>Quanto &agrave;s fontes renov&aacute;veis, utilizar uma taxa maior de biocombust&iacute;veis poderia ser uma possibilidade &#8211; embora crie debates, seguramente.<\/p>\n<p>A filosofia de f&oacute;rmula de efici&ecirc;ncia permitiria a utiliza&ccedil;&atilde;o de novos sistemas de recupera&ccedil;&atilde;o nos b&oacute;lidos atuais (efeitos de irradia&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica, energia solar) poderiam ser fontes adicionais de contribui&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m isso deve ir de encontro &agrave; capacidade de integrar tais tecnologias nos chassis sempre mais robustos &#8211; mas a estrada nesse caso provavelmente &eacute; ainda longa&#8230;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p> (Divulga\u00e7\u00e3o\/Ferrari)<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O GP* entrevista um dos engenheiros diretamente envolvidos nas atuais unidades de pot&ecirc;ncia da categoria, que explica detalhes mais t&eacute;cnicos e revela o que levou ao dom&iacute;nio inicial da Mercedes e aos problemas da Honda<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[656],"42wp_author":[47127],"class_list":["post-1690","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","tag-motores","42wp_author-renan-martins-frade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1690","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1690\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1690"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}