{"id":1882,"date":"2016-12-23T06:00:00","date_gmt":"2016-12-23T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/o-calvario-da-williams-e-o-dilema-de-massa\/"},"modified":"2022-05-19T18:48:18","modified_gmt":"2022-05-19T21:48:18","slug":"o-calvario-da-williams-e-o-dilema-de-massa","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/o-calvario-da-williams-e-o-dilema-de-massa\/","title":{"rendered":"O calv&aacute;rio da Williams e o dilema de Massa"},"content":{"rendered":"\n<p>&ldquo;Se eu tivesse um carro competitivo, eu ficaria&rdquo;. Foi o que disse Felipe Massa no in&iacute;cio de novembro. Na &eacute;poca, a aposentadoria do brasileiro era uma realidade e, apesar de ainda n&atilde;o ter acontecido o an&uacute;ncio, a Williams j&aacute; tinha contratos com Valtteri Bottas e Lance Stroll para a temporada 2017 da F1. Para Massa, o futuro era buscar alternativas em outras categorias. Era.<\/p>\n<p>Depois veio o t&iacute;tulo mundial de Nico Rosberg, que, surpreendentemente, anunciou a pr&oacute;pria aposentadoria logo em seguida. Uma inesperada dan&ccedil;a das cadeiras come&ccedil;ou em segundos, colocando Felipe mais uma vez como o grande piloto da equipe inglesa para a pr&oacute;xima temporada &ndash; e Bottas no lugar de Rosberg na Mercedes. Na pr&aacute;tica, a mudan&ccedil;a est&aacute; dependendo apenas do an&uacute;ncio oficial da equipe alem&atilde;.<\/p>\n<p>No entanto, voltemos para a declara&ccedil;&atilde;o de Massa l&aacute; em novembro: ser&aacute; que o brasileiro ter&aacute; a condi&ccedil;&atilde;o que ele mesmo colocou para ficar na categoria &ndash; justamente ter um carro competitivo? Bom, essa &eacute; uma an&aacute;lise que passa pelas mudan&ccedil;as de regulamento para 2017 e, principalmente, pela capacidade da Williams em se adaptar a essas&nbsp;mudan&ccedil;as. S&oacute; que quando olhamos para o passado, o hist&oacute;rico n&atilde;o &eacute; nada favor&aacute;vel para o time de Grove.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201612221346102_autowp.ru_williams_fw19_8_O.jpg\" width=\"1280\" height=\"960\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>Williams at\u00e9 1997: bons tempos <\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p>Claro que nem sempre foi assim. A Grand Prix Engineering Limited, que foi a segunda tentativa de Frank para&nbsp;ter uma equipe com seu nome, teve um in&iacute;cio avassalador. Em 1979, na terceira temporada do time, foi introduzido o grande FW07, que se aproveitou no rec&eacute;m-criado efeito-solo para conquistar grandes resultados. Foram dois t&iacute;tulos de construtores, em 1980 e 1981, al&eacute;m do t&iacute;tulo de pilotos para Alan Jones em 81.<\/p>\n<p>A equipe demorou um pouco para engrenar na era dos motores turbo &ndash; a uni&atilde;o com a Honda come&ccedil;ou em 1983, com o t&iacute;tulo de construtores vindo em 1986. Depois, quando os motores voltaram a serem aspirados, o time s&oacute; voltou a colher os frutos da parceria com a Renault em 1991, com os t&iacute;tulos chegando em 1992 e 1993, j&aacute; na era da tecnologia embarcada. Quando todas elas foram banidas, o time ingl&ecirc;s ficou atr&aacute;s da Benetton por dois anos at&eacute; conquistar mais uma vez o mundo, em 1996 e 1997.<\/p>\n<p>De certa forma, d&aacute; pra tirar um padr&atilde;o daqueles tempos: a Williams sempre demorava um pouco mais para engrenar depois de cada mudan&ccedil;a dr&aacute;stica no regulamento t&eacute;cnico, por motivos diversos. No entanto, quando se encontrava, o time fazia carros de outro mundo.<\/p>\n<p>Isso at&eacute; 1998.<\/p>\n<p>Naquele ano, a categoria trouxe uma grande leva de novidades. Entre elas estavam os pneus sulcados, introduzidos para diminuir a ader&ecirc;ncia dos carros, e tamb&eacute;m a dimens&atilde;o dos b&oacute;lidos, o que deveria facilitar as ultrapassagens. No entanto, a Williams se viu sem os motores Renault, que tinha se retirado da categoria, e sem seu o mago projetista, Adrian Newey, que havia se mudado para a McLaren no ano anterior.<\/p>\n<p>Como resultado, a equipe de Grove despencou. Jacques Villeneuve conquistou apenas tr&ecirc;s terceiros lugares, enquanto Heinz-Harald Frentzen teve apenas um terceiro lugar. Enquanto viam as Ferrari e, principalmente, as McLaren disparando na frente, os carros da Williams disputavam posi&ccedil;&otilde;es contra os da Jordan &ndash; que, com Damon Hill, conquistou uma vit&oacute;ria naquele ano.<\/p>\n<p>Ainda com defasados motores Renault de 1997, preparados pela Supertec, a Williams continuou mal em 1999. A nova dupla de pilotos, Ralf Schumacher e Alex Zanardi, n&atilde;o s&oacute; viu a Jordan com melhor desempenho, mas tamb&eacute;m a Stewart com um grande carro. Com diversas quebras durante o ano, a Williams acabou a temporada com o quinto posto.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201612221349911_ralf schumacher_O.jpg\" width=\"1648\" height=\"2464\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">O ano 2000, o terceiro com o regulamento praticamente intacto, viu a Williams come&ccedil;ar uma nova fase, em parceria com a BMW. As vit&oacute;rias voltaram em 2001, mas o time ainda estava longe da Ferrari, perdendo pontos em mais da metade do ano por problemas diversos, incluindo a confiabilidade dos motores.<\/p>\n<p>Nos anos seguintes a Williams foi marcando pontos de forma mais consistente, mas Michael Schumacher e a Ferrari estavam no auge da forma. Pra piorar, em 2003, foi introduzida a chamada regra do &ldquo;parc ferm&eacute;&rdquo;, ou &ldquo;parque fechado&rdquo;, que proibia grandes mudan&ccedil;as nos carros entre o treino oficial e o GP &ndash; o que foi um duro golpe na Williams, que for&ccedil;ava mais os motores BMW com acertos espec&iacute;ficos para os treinos.<\/p>\n<p>O &ldquo;carro de outro mundo&rdquo; n&atilde;o veio naquelas circunst&acirc;ncias, naquele regulamento. A tend&ecirc;ncia, que vinha desde os anos 1980, naufragou, levando o time de Grove a uma crise interna com pilotos e com os alem&atilde;es da BMW.<\/p>\n<p>Montoya e Ralf Schumacher deixaram a equipe antes da temporada de 2005, que foi a &uacute;ltima da Williams-BMW. E foi justamente 2006 que trouxe a primeira grande mudan&ccedil;a t&eacute;cnica da d&eacute;cada.\n <\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Para a nova temporada, a FIA diminuiu a capacidade c&uacute;bica dos motores de 3 litros para 2,4, al&eacute;m de trocar os V10 pelos V8. Isso trouxe uma redu&ccedil;&atilde;o de 200 cavalos nas unidades de pot&ecirc;ncia, aumentando a seguran&ccedil;a dos pilotos e diminuindo o consumo de combust&iacute;vel. Al&eacute;m disso, durante o ano, a Renault ficou procurando brechas no regulamento para ganhar maior desempenho, o que levou a uma briga com a FIA nos bastidores.<\/p>\n<p>A Williams, com motores V8 da Cosworth, passou ao largo disso. Foram apenas 11 pontos para um time que, naquele momento, era apenas uma sombra do que havia sido. Em 2007 vieram novas mudan&ccedil;as, como a proibi&ccedil;&atilde;o do uso de um terceiro carro nos treinos livres de sexta para os piores classificados no ano anterior, al&eacute;m de um congelamento dos motores v&aacute;lido para aquele e o pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p>Com motores Toyota, a Williams at&eacute; que come&ccedil;ou a se recuperar, superando inclusive a equipe de f&aacute;brica japonesa. Ainda assim, os carros azuis eram mais lentos que os da Ferrari, McLaren, BMW Sauber e Renault. S&oacute; que em 2008 o desempenho foi pior, com a equipe tamb&eacute;m superada por Toyota, Red Bull e Toro Rosso.<\/p>\n<p>Na &eacute;poca, o time vivia uma gangorra de desempenho, limitada por um motor que n&atilde;o fazia sombra ao das principais equipes e pela j&aacute; tradicional lentid&atilde;o ao entender estas mudan&ccedil;as de regulamento, o que era uma constante em meados dos anos 2000. Se voc&ecirc; quiser, tamb&eacute;m pode jogar um pouco na conta dos pilotos daquela fase &ndash; como o pr&oacute;prio Nico Rosberg, al&eacute;m de Mark Webber e Kazuki Nakajima &ndash; mas &eacute; dif&iacute;cil acreditar que outros fariam algo de muito diferente no lugar deles.<\/p>\n<p>Em 2009, nova mudan&ccedil;a. Na verdade, foi um caminh&atilde;o de novidades: a FIA retornou com os pneus slicks, al&eacute;m de promover dr&aacute;sticas altera&ccedil;&otilde;es na aerodin&acirc;mica, proibindo todos os &ldquo;penduricalhos&rdquo; que existiam at&eacute; a temporada anterior e modificando as dimens&otilde;es das asas traseira e dianteira. Tamb&eacute;m foi naquele ano que o KERS, que prov&ecirc; uma pot&ecirc;ncia a mais para o carro a partir da energia cin&eacute;tica armazenada, foi novidade.<\/p>\n<p>N&atilde;o d&aacute; pra dizer que os brit&acirc;nicos n&atilde;o se empenharam naquele ano. Eles foram um dos tr&ecirc;s times &ndash; ao lado de Toyota e Brawn GP &ndash; a desenvolver o chamado difusor traseiro, que aumentava o downforce na parte posterior do carro. S&oacute; que enquanto Jenson Button e Rubens Barrichello dominavam as provas e a Toyota beliscava alguns p&oacute;dios, a Williams se contentou em ficar constantemente nos pontos com Rosberg. Nakajima, coitado, foi o saco de pancadas japon&ecirc;s naquele ano. Ao final da temporada, a Williams marcou 34,5 pontos (todos de Nico), figurando apenas no s&eacute;timo lugar no Mundial. Muito pouco para quem tinha uma grande inova&ccedil;&atilde;o nas m&atilde;os&#8230;<\/p>\n<p>Em 2010 foi o ano no qual o reabastecimento foi proibido, levando a outras mudan&ccedil;as nos carros, al&eacute;m de haver uma pequena mudan&ccedil;a na largura dos pneus dianteiros. Ainda assim, no geral, o regulamento t&eacute;cnico era muito parecido com o ano anterior. Isso foi uma vantagem para a Williams, que subiu para sexto lugar ao final daquele ano, com os pilotos Rubens Barrichello e Nico H&uuml;lkenberg pontuando de forma constante &ndash; numa temporada na qual os dez&nbsp;primeiros dos GPs passaram a ter essa &ldquo;gra&ccedil;a&rdquo;. Talvez os resultados pudessem ser melhores se n&atilde;o fosse o fraco motor Cosworth empurrando os carros do time.<\/p>\n<p>Se estes fossem os anos 1990, a Williams estaria brigando por vit&oacute;rias (ou, quem sabe, o t&iacute;tulo) em 2011. N&atilde;o era o caso. Aquele&nbsp;foi um dos piores anos da trajet&oacute;ria do time, que fechou a temporada com m&iacute;seros cinco pontos, conquistados com dois nonos lugares de Barrichello e um d&eacute;cimo&nbsp;de Pastor Maldonado. Estava claro que a equipe tinha feito as escolhas erradas. Mais uma vez.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201612221353794_pastor-maldonado-05-barcelona-3-victoria-podio-fernando-alonso-kimi-raikkonen-en-brazos-a-hombros_O.jpg\" width=\"1600\" height=\"1068\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">A improv\u00e1vel vit\u00f3ria de Maldonado <\/div>\n<\/div>\n<p>Para 2012, Rubinho foi aposentado da F1. Para o lugar dele veio Bruno Senna e, junto, chegaram os motores Renault, que equipavam a dominante Red Bull. O problema da pot&ecirc;ncia parecia resolvido, mas e a aerodin&acirc;mica? Com os patroc&iacute;nios minguando ap&oacute;s as fracas temporadas anteriores, parecia que o time ficaria com o or&ccedil;amento curto para compensar essa parte. Isso em um ano com algumas mudan&ccedil;as, como a diminui&ccedil;&atilde;o da altura do bico dos carros.<\/p>\n<p>S&oacute; que, por diversos motivos, a temporada de 2012 foi m&aacute;gica. Grandes disputas aconteceram na pista, com um equil&iacute;brio interessante de for&ccedil;as. Apesar de ficar no bolo dos times intermedi&aacute;rios, a Williams n&atilde;o estava t&atilde;o distante, nos tempos de volta, de quem estava l&aacute; na frente. E foi a&iacute; que o improv&aacute;vel aconteceu.<\/p>\n<p>No GP da Espanha, Pastor Maldonado parecia ter um foguete nas m&atilde;os. No treino classificat&oacute;rio, Maldonado conseguiu o segundo melhor tempo &ndash; e foi al&ccedil;ado &agrave; pole ap&oacute;s a desclassifica&ccedil;&atilde;o de Lewis Hamilton, que ficou sem combust&iacute;vel durante a volta de desacelera&ccedil;&atilde;o. No domingo, o venezuelano foi ainda mais incr&iacute;vel, fazendo a melhor corrida da carreira e conquistando a vit&oacute;ria. Foi a primeira da Williams desde 2004, e, at&eacute; hoje, o &uacute;nico p&oacute;dio de Pastor na F1.<\/p>\n<p>Um resultado t&atilde;o surpreendente que o FW34 pegou fogo nos pits, logo ap&oacute;s o final do GP.<\/p>\n<p>O que parecia um fiapo de esperan&ccedil;a se dissipou logo depois. Em 2013, j&aacute; com a lideran&ccedil;a de Claire Williams e com Valtteri Bottas ao lado de Maldonado, a Williams voltou a marcar apenas cinco pontos. Era hora de empreender grandes mudan&ccedil;as internas, principalmente em face ao que estava por vir.<\/p>\n<p>O ano de 2014 foi o da reintrodu&ccedil;&atilde;o dos motores V6 turbo na F1, agora parte de unidades de pot&ecirc;ncia que tamb&eacute;m incorporam os princ&iacute;pios do KERS. A grande jogada da Williams foi entender a import&acirc;ncia da Mercedes nesse novo cen&aacute;rio, se aliando aos alem&atilde;es para ter os mesmos motores. Junto veio o patroc&iacute;nio da Martini, engordando o caixa do time pela primeira vez em muito tempo, e o piloto brasileiro Felipe Massa. Ao lado de Bottas, aquele parecia o time dos sonhos da Williams.<\/p>\n<p>As vit&oacute;rias n&atilde;o vieram, mas a equipe finalmente reencontrou seu caminho. Apenas a Mercedes e Red Bull ficaram constantemente na frente, com a Williams marcando impressionantes 320 pontos ao final da temporada. Bottas conseguiu ficar em quarto entre os pilotos, superando o tetracampe&atilde;o Sebastian Vettel. N&atilde;o foi pouco.&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201612221359975_BETO3538_O.jpg\" width=\"3000\" height=\"1976\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Com a trinca Massa, Martini e a Mercedes, os melhores resultados voltaram para Grove <\/div>\n<\/div>\n<p>Se voc&ecirc; considerar o hist&oacute;rico do time, o cen&aacute;rio era extremamente promissor para os anos seguintes. S&oacute; que n&atilde;o foi isso o que aconteceu. Em 2015 eles at&eacute; conseguiram ficar na frente da Red Bull &ndash; na &eacute;poca vivendo uma enorme briga de bastidores com a Renault &ndash;, mas tamb&eacute;m viram a Ferrari n&atilde;o s&oacute; alcan&ccedil;ar o segundo lugar do Mundial, como tamb&eacute;m beliscando algumas vit&oacute;rias. A Williams continuou como a terceira for&ccedil;a do campeonato, mas, na pr&aacute;tica, se viu mais distante das Mercedes e das chances de vit&oacute;ria.<\/p>\n<p>Talvez, isso tenha acontecido pela equipe n&atilde;o ter conseguido desenvolver a aerodin&acirc;mica do carro como deveria. Ou por n&atilde;o ter aproveitado as chances que apareceram, escolhendo estrat&eacute;gias que, ao final, n&atilde;o se mostraram as melhores. Como o &ldquo;e se&rdquo; n&atilde;o entra na pista, fica dif&iacute;cil imaginar os resultados caso as escolhas fossem outras.<\/p>\n<p>A marcha &agrave; r&eacute; continuou em 2016, com a Williams n&atilde;o s&oacute; superada por Ferrari e Red Bull, mas tamb&eacute;m pela Force India. Das tr&ecirc;s temporadas de Massa pelo time brit&acirc;nico, essa acabou sendo a pior delas em termos de resultado. Por isso &eacute; f&aacute;cil entender porque o brasileiro preferia se aposentar.<\/p>\n<p>S&oacute; que as coisas mudaram. Se concretizando a ida de Bottas para a Mercedes, Massa ter&aacute; a chance de liderar a Williams em uma nova mudan&ccedil;a de regulamento. Entre essas novidades, o aumento da largura dos pneus e nas dimens&otilde;es das asas &ndash; o que ir&aacute; mudar completamente a ader&ecirc;ncia e a aerodin&acirc;mica dos carros.<\/p>\n<p>Considerando o que rolou a partir de 1998, &eacute; dif&iacute;cil imaginar que a mudan&ccedil;a de regulamento fa&ccedil;a com que a Williams seja al&ccedil;ada repentinamente &agrave;s vit&oacute;rias, muito menos para a disputa do t&iacute;tulo. No entanto, a mexida t&eacute;cnica pode fazer com que o time tenha uma temporada melhor que em 2016.<\/p>\n<p>Agora, se o time agir como fazia at&eacute; 1998, a temporada de 2017 tamb&eacute;m n&atilde;o ser&aacute; de vit&oacute;rias, como Felipe gostaria de ver. Por outro lado, as portas para melhores dias podem se abrir a partir de 2018. Ser&aacute; que o brasileiro ir&aacute; pagar para ver?<\/p>\n<p>O futuro dir&aacute;.<\/p>\n<div id=\"crt_ftr\">\n<div>\n<div style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: right\"><span id=\"crt_cls\" style=\"font-family:Verdana,Geneva,sans-serif;cursor:pointer;padding-left:1em;padding-right:1em;border:1px solid #000000;background-color:#f1f1f1\">fechar<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>function crt(t){for(var e=document.getElementById(&#8220;crt_ftr&#8221;).children,n=0;n&lt;e.length;n++)if(child=e[n],e[n].id.substr(0,t.length)==t)return e[n];for(var c=0,n=1;nc&amp;&amp;(c=e[n].offsetWidth);return c&gt;80?c:void 0}function rs(t){t++,450&gt;t&amp;&amp;setTimeout(function(){var e=crt(&#8220;cto_ifr&#8221;);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(&#8220;px&#8221;)&lt;0?n+=&quot;px&quot;:n,cc.style.display=&quot;&quot;,s2.width=n,window.frameElement&amp;&amp;(s1.height=c2.offsetHeight+5+&quot;px&quot;),t=500,s1.width=&quot;100%&quot;}rs(t)},200)}var c1=window.frameElement?window.frameElement:document.getElementById(&quot;crt_ftr&quot;),c2=document.getElementById(&quot;crt_ftr&quot;),s1=c1.style;s1.position=&quot;fixed&quot;,s1.bottom=&quot;-4px&quot;,s1.left=&quot;0px&quot;,window.frameElement&amp;&amp;(s1.height=&quot;0&quot;),c2.style.textAlign=&quot;center&quot;,s1.zIndex=&quot;60000&quot;;var cc=document.getElementById(&quot;crt_cls&quot;),s2=cc.parentNode.style;cc.onclick=function(){s1.display=&quot;none&quot;};var t=0;rs(0);<\/p>\n<p>var zoneid = (parent.window.top.innerWidth &lt; 970) ? 302357 : 302359;<br \/>\ndocument.MAX_ct0 = &#039;&#039;;<br \/>\nvar m3_u = (location.protocol == &#039;https:&#039; ? &#039;https:\/\/cas.criteo.com\/delivery\/ajs.php?&#039; : &#039;http:\/\/cas.criteo.com\/delivery\/ajs.php?&#039;);<br \/>\nvar m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);<br \/>\ndocument.write(&quot;&#8221;);<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes, o brasileiro anunciou que se aposentaria da F1 pela falta de um carro competitivo. 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