{"id":1913,"date":"2016-11-18T00:00:00","date_gmt":"2016-11-18T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/o-melhor-de-todos-vai-embora-pela-porta-dos-fundos\/"},"modified":"2016-11-18T00:00:00","modified_gmt":"2016-11-18T02:00:00","slug":"o-melhor-de-todos-vai-embora-pela-porta-dos-fundos","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/o-melhor-de-todos-vai-embora-pela-porta-dos-fundos\/","title":{"rendered":"O melhor de todos vai embora pela porta dos fundos"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>Falamos muito de Bernie Ecclestone como o cara que transformou a F1. Ainda no comando da categoria, o brit&acirc;nico fez a categoria se tornar um neg&oacute;cio multimilion&aacute;rio com presen&ccedil;a no mundo todo. Mas dentro dessa transforma&ccedil;&atilde;o, h&aacute; mais gente que contribuiu para que o Mundial virasse o que &eacute; hoje, e o mais importante desses caras foi convidado a se retirar do comando de sua equipe nesta semana.<\/p>\n<p>Ron Dennis foi o melhor chefe de equipe que passou pela F1. Colin Chapman era o inventor, inovador, dominou uma &eacute;poca do campeonato. Claro, h&aacute; Enzo Ferrari, que pode ter sido maior que Dennis, mas n&atilde;o melhor.<\/p>\n<p>Como, ent&atilde;o, que esse tal &ldquo;melhor chefe de equipe de todos os tempos&rdquo; chegou ao ponto de ser demitido da empresa em que possui 25% das a&ccedil;&otilde;es? A resposta para o sucesso e a derrocada podem estar nas mesmas coisas. Na mesma toada em que colecionou t&iacute;tulos, Dennis conquistou inimigos &mdash; dentro e fora de sua pr&oacute;pria casa.<\/p>\n<div class=\"player_dynad_tv\">&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20161118017117_ron dennis 2_O.jpg\" width=\"2000\" height=\"1333\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>Ron Dennis mandou na McLaren por 35 anos. Sai &#8220;demitido&#8221; de sua pr\u00f3pria empresa (Ron Dennis (Foto: McLaren))<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<br \/>\n<!-- Ret\u00e2ngulo grande --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>Ap&oacute;s obter sucesso com a Project Four nas categorias de base, Dennis foi visto por John Hogan, chefe de patroc&iacute;nios da Philip Morris, como o cara para assumir &agrave; McLaren. &Agrave;quela altura, a Marlboro estava insatisfeita com a gest&atilde;o de Teddy Mayer. O time havia sido campe&atilde;o com Emerson Fittipaldi e James Hunt, mas estava sem futuro. Dennis chegou em 1980 e assumiu de vez o comando em 1981 para mudar essa hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Meticuloso, estrategista, inteligente, conhecia o mundo das corridas e dos neg&oacute;cios, ele botou ordem na casa. E um passo fundamental foi tirar da Williams os investimentos da fam&iacute;lia Ojjeh e lev&aacute;-los para a McLaren. Mansour Ojjeh chegou para ser seu s&oacute;cio e bancou a entrada do time na era dos motores turbo, com os TAG-Porsche. Ojjeh hoje &eacute; dono de 25% das a&ccedil;&otilde;es, assim como Dennis, e os outros 50% s&atilde;o do grupo de investimentos Mumtalakat, que pertence ao governo do Bahrein.<\/p>\n<p>Com este apoio de Ojjeh, Dennis fez da McLaren a maior equipe da F1. A garagista que surgira nos anos 60 com o neozeland&ecirc;s Bruce McLaren, um aventureiro piloto que come&ccedil;ou a construir seus pr&oacute;prios carros, chegou a ser a maior vencedora do Mundial &mdash; antes da retomada da Ferrari com Michael Schumacher nos anos 2000. Mas se levarmos em conta os n&uacute;meros da McLaren nos &uacute;ltimos 35 anos, ningu&eacute;m venceu tantos campeonatos ou corridas: 17 t&iacute;tulos, contando Pilotos e Construtores, e 158 vit&oacute;rias.&nbsp;<\/p>\n<p>A equipe de corridas McLaren se tornou o &#039;Grupo McLaren&#039;, que emprega mais de cinco mil pessoas e movimenta mais de R$ 3 bilh&otilde;es por ano. Sim, bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Como Dennis transformou a F1? Seu profissionalismo e seu cuidado com os detalhes obrigaram as demais equipes a correrem atr&aacute;s. Nas oito temporadas entre 1984 e 1991, a McLaren s&oacute; se viu sem uma ta&ccedil;a nas m&atilde;os ao final do campeonato em 1987. Para 1988, j&aacute; tinha tirado da Williams o motor Honda que lhe permitiu dominar a F1 nos anos seguintes.<\/p>\n<p>Com os investimentos em tecnologia e a reestrutura&ccedil;&atilde;o que realizou, acabou com a era das garagistas. Equipes menores n&atilde;o teriam mais vez. Adeus, Lotus, Brabham, Ligier e cia. S&oacute; venceu quem soube se reinventar, como foi com a Williams e com a Ferrari, anos mais tarde.<\/p>\n<p>Mas nem tudo foram flores. O jeit&atilde;o linha-dura e muitas vezes arrogante significou que Dennis fez at&eacute; os amigos virarem inimigos. Alain Prost pode ser um bom exemplo. O franc&ecirc;s estava quase se tornando s&oacute;cio da McLaren quando saiu brigado com tudo e todos em 1989. Ayrton Senna at&eacute; que deixou o time &ldquo;em paz&rdquo; no final de 1993, mas n&atilde;o depois de muitos conflitos ao longo dos 24 meses anteriores. As sa&iacute;das dos projetistas Gordon Murray e Adrian Newey tamb&eacute;m n&atilde;o foram pac&iacute;ficas. Tampouco, mais recentemente, as de Fernando Alonso e Lewis Hamilton.<\/p>\n<p>Fora dos seus dom&iacute;nios, era ainda pior. De certo modo, a rixa com Max Mosley foi o in&iacute;cio do fim. A multa de US$ 100 milh&otilde;es pelo esc&acirc;ndalo de espionagem em 2007, al&eacute;m de toda a exposi&ccedil;&atilde;o negativa, virou o jogo. Hamilton at&eacute; foi campe&atilde;o em 2008, mas o &lsquo;Spygate&rsquo; &mdash; e o modo como Dennis tocou toda aquela situa&ccedil;&atilde;o &mdash; estremeceu a rela&ccedil;&atilde;o com a Mercedes, que vendeu sua participa&ccedil;&atilde;o na equipe para criar seu pr&oacute;prio time em 2010. Hoje, domina a F1 enquanto a McLaren ainda sofre para fazer dar frutos a nova parceria com a Honda. O mesmo caso foi o que provocou o afastamento de Dennis do dia-a-dia da equipe, abrindo caminho para Martin Whitmarsh.<\/p>\n<p>Agora &eacute; a desaven&ccedil;a com seu s&oacute;cio de longa data que o coloca para fora. Enquanto alinhados, Dennis e Ojjeh tinham tanto poder quanto os barenitas. Quando se deu o rompimento? Ainda &eacute; incerto, mas h&aacute; quem diga que o golpe dado por Dennis em 2014, demitindo Whitmarsh para retomar o comando enquanto Ojjeh estava em uma delicada luta contra o c&acirc;ncer. Pouco antes, j&aacute; havia rolado um atrito porque o brit&acirc;nico queria que a F1 se mantivesse distante do Bahrein durante a crise pol&iacute;tica que tomava conta do pa&iacute;s, o que, r&aacute;, que surpresa, n&atilde;o era a vis&atilde;o da fam&iacute;lia que possui 50% das a&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/20161118017295_ron dennis 3_O.jpg\" width=\"2000\" height=\"1333\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">      (Ron Dennis (Foto: McLaren))<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"float: right;margin-left: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<br \/>\n<!-- Ret\u00e2ngulo grande --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>Quando Dennis retomou o comando, veio a informa&ccedil;&atilde;o de que ele trabalharia para comprar as partes do Mumtalakat e de Ojjeh para reassumir de vez a McLaren. Tr&ecirc;s anos se passaram, e nada. Eis que ele se tornou v&iacute;tima de um golpe.<\/p>\n<p>&quot;Estou desapontado com a decis&atilde;o dos principais acionistas da McLaren, que me for&ccedil;aram a assumir uma licen&ccedil;a remunerada, apesar das fortes advert&ecirc;ncias do restante da equipe sobre potenciais consequ&ecirc;ncias dessas a&ccedil;&otilde;es no neg&oacute;cio. Os motivos foram ileg&iacute;timos. O meu estilo de gest&atilde;o &eacute; o mesmo que sempre foi e &eacute; aquele que permitiu &agrave; McLaren se tornar o que ela &eacute; hoje, uma equipe que venceu 20 campeonatos de F1 e que cresce em um neg&oacute;cio de &pound; 850 milh&otilde;es (R$ 3,6 bilh&otilde;es) por ano. Durante esse tempo, trabalhei de perto com uma s&eacute;rie de colegas talentosos e que nos colocaram na vanguarda da tecnologia. E a eles sempre serei extremamente grato&quot;, disse Dennis.<\/p>\n<p>Nessa hist&oacute;ria de o modelo de gest&atilde;o ser o mesmo, &eacute; poss&iacute;vel argumentar que 16 dos 17 t&iacute;tulos chefiados por Dennis vieram entre 1981 e 1999, e apenas um nas &uacute;ltimas 17 temporadas da F1. D&aacute; tamb&eacute;m para olhar para o carro e notar a aus&ecirc;ncia de um patrocinador principal, pois Ron n&atilde;o aceita baixar o pre&ccedil;o do que considera um &lsquo;patroc&iacute;nio-m&aacute;ster&rsquo;. Parou no tempo? Talvez. Tudo isso faz parte do processo que culminou em sua sa&iacute;da.<\/p>\n<p>Ron Dennis n&atilde;o pode deixar a F1 sem ser reverenciado, e &eacute; triste que seja desta forma. Ao mesmo tempo, n&atilde;o chega a ser uma surpresa. Fruto do que ele plantou durante anos, e parte do ambiente que o pr&oacute;prio um dia chamou de &ldquo;Piranha Club&rdquo;.<\/p>\n<p>Na se&ccedil;&atilde;o &#039;Por Fora dos Boxes&#039;, Renan do Couto publica &agrave;s ter&ccedil;as e sextas-feiras opini&otilde;es, an&aacute;lises, reportagens e outros conte&uacute;dos especiais a respeito do Mundial de F1 e das demais categorias do automobilismo mundial. Renan tamb&eacute;m &eacute; narrador dos canais ESPN e ganhou, em 2015, o Pr&ecirc;mio ACEESP de melhor reportagem de automobilismo com o Grande Pr&ecirc;mio.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/grandepremium.grandepremio.uol.com.br\/por-fora-dos-boxes\">Leia as colunas anteriores<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/renandocouto\">Siga no Twitter<\/a><\/p>\n<div id=\"crt_ftr\">\n<div>\n<div style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: right\"><span id=\"crt_cls\" style=\"font-family:Verdana,Geneva,sans-serif;cursor:pointer;padding-left:1em;padding-right:1em;border:1px solid #000000;background-color:#f1f1f1\">fechar<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>function crt(t){for(var e=document.getElementById(&#8220;crt_ftr&#8221;).children,n=0;n&lt;e.length;n++)if(child=e[n],e[n].id.substr(0,t.length)==t)return e[n];for(var c=0,n=1;nc&amp;&amp;(c=e[n].offsetWidth);return c&gt;80?c:void 0}function rs(t){t++,450&gt;t&amp;&amp;setTimeout(function(){var e=crt(&#8220;cto_ifr&#8221;);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(&#8220;px&#8221;)&lt;0?n+=&quot;px&quot;:n,cc.style.display=&quot;&quot;,s2.width=n,window.frameElement&amp;&amp;(s1.height=c2.offsetHeight+5+&quot;px&quot;),t=500,s1.width=&quot;100%&quot;}rs(t)},200)}var c1=window.frameElement?window.frameElement:document.getElementById(&quot;crt_ftr&quot;),c2=document.getElementById(&quot;crt_ftr&quot;),s1=c1.style;s1.position=&quot;fixed&quot;,s1.bottom=&quot;-4px&quot;,s1.left=&quot;0px&quot;,window.frameElement&amp;&amp;(s1.height=&quot;0&quot;),c2.style.textAlign=&quot;center&quot;,s1.zIndex=&quot;60000&quot;;var cc=document.getElementById(&quot;crt_cls&quot;),s2=cc.parentNode.style;cc.onclick=function(){s1.display=&quot;none&quot;};var t=0;rs(0);<\/p>\n<p>var zoneid = (parent.window.top.innerWidth &lt; 970) ? 302357 : 302359;<br \/>\ndocument.MAX_ct0 = &#039;&#039;;<br \/>\nvar m3_u = (location.protocol == &#039;https:&#039; ? &#039;https:\/\/cas.criteo.com\/delivery\/ajs.php?&#039; : &#039;http:\/\/cas.criteo.com\/delivery\/ajs.php?&#039;);<br \/>\nvar m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);<br \/>\ndocument.write(&quot;&#8221;);<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ron Dennis foi um cara que transformou n&atilde;o s&oacute; a McLaren, mas a F1. 35 anos depois, est&aacute; sendo convidado a se retirar de sua pr&oacute;pria empresa<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2372],"42wp_author":[47112],"class_list":["post-1913","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","tag-ron-dennis","42wp_author-renan-do-couto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/1913\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1913"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=1913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}