{"id":2008,"date":"2016-09-08T00:00:00","date_gmt":"2016-09-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/quem-e-o-novo-dono-da-f1-7\/"},"modified":"2016-09-08T00:00:00","modified_gmt":"2016-09-08T03:00:00","slug":"quem-e-o-novo-dono-da-f1-7","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/quem-e-o-novo-dono-da-f1-7\/","title":{"rendered":"Quem &eacute; o novo dono da F1?"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>A maior categoria de automobilismo do mundo tem, agora, um novo dono. Trata-se da Liberty Media, que anunciou que comprou a Formula One Group, a respons&aacute;vel pela promo&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o dos direitos comerciais&nbsp;da F1, por US$ 8 bilh&otilde;es. A empresa com sede nos EUA&nbsp;recebeu 18,7% das a&ccedil;&otilde;es de forma imediata, com o restante passando para as m&atilde;os deles no primeiro bimestre de 2017 ap&oacute;s serem cumpridos os tr&acirc;mites legais.<\/p>\n<p>A CVC Capital Partners, que era a s&oacute;cia majorit&aacute;ria da categoria&nbsp;desde 2006, ir&aacute; receber parte do pagamento em dinheiro e parte em a&ccedil;&otilde;es da pr&oacute;pria Liberty, que ir&aacute; absorver o antigo grupo e renomear a si mesma Formula One Group. A CVC ter&aacute; 65% da nova empresa, mas sem direito a voto no conselho.<\/p>\n<p>Isso, claro, &eacute; o papo acion&aacute;rio &mdash; que &eacute; relevante. Por&eacute;m, mais importante do que isso, &eacute; saber quem &eacute; essa tal de Liberty Media e o que ela pretende com a F1. Uma dica: entretenimento.<\/p>\n<p>Para entender, vamos voltar ao come&ccedil;o do conglomerado midi&aacute;tico. A empresa surgiu no j&aacute; long&iacute;nquo ano de 1991, criada a partir de diversos neg&oacute;cios da Tele-Communications, Inc., a TCI, que come&ccedil;ou a trajet&oacute;ria como uma operadora de TV paga de Denver, Colorado. John C. Malone, presidente da TCI desde de 1972, foi chefiar a ent&atilde;o nova companhia, que j&aacute; nascia dona do Discovery Channel.<\/p>\n<p>O foco do Liberty, desde o primeiro dia, &eacute; controlar empresas de sucesso no mundo do entretenimento, adquirindo ou lan&ccedil;ando os mais diversos neg&oacute;cios na &aacute;rea &ndash; entre eles, as distribuidoras de conte&uacute;do e canais pagos Encore e Starz, que chegaram a se tornar uma s&oacute; empresa no final dos anos 1990. Al&eacute;m disso, na mesma d&eacute;cada, a companhia&nbsp;entrou em uma joint-venture para participar naquilo que se tornaria o Fox Sports.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201697233267_100462317-Liberty-Media-gettyp.1910x1000_O.jpg\" width=\"1910\" height=\"1000\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>Sede da Liberty Media em Denver (Sede da Liberty Media em Denver)<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p style=\"float: right;margin-left: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<br \/>\n<!-- Ret\u00e2ngulo grande --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>A empresa tamb&eacute;m se envolveu na grande transa&ccedil;&atilde;o financeira que foi a fus&atilde;o da TCI com a operadora AT&amp;T, e, a partir a&iacute;, passou a fazer parte do conglomerado de telefonia, ganhando um g&aacute;s ainda maior para investir em novos neg&oacute;cios. Isso incluiu uma divis&atilde;o chamada Liberty Interactive, focada em tecnologias para o desenvolvimento de programa&ccedil;&atilde;o interativa, al&eacute;m de lan&ccedil;ar uma das primeiras iniciativas de m&uacute;sica digital do mundo, isso em 1999.<\/p>\n<p>No come&ccedil;o dos anos 2000, a AT&amp;T se viu obrigada a separar a Liberty Media para poder comprar um grupo concorrente, o MediaOne Group. Dessa forma, a empresa passou a ter Malone como o&nbsp;maior acionista, se tornou independente e foi atuar de forma mais intensa na Europa &ndash; inclusive fundando, em 2005, a Liberty Global, criada a partir de uma fus&atilde;o com a UnitedGlobalCom. No Velho Continente, a empresa hoje est&aacute; presente em 12 pa&iacute;ses como operadora de TV paga, al&eacute;m de ter seus pr&oacute;prios canais.<\/p>\n<p>No mesmo ano, o Discovery Channel e seus canais irm&atilde;os, como TLC e Animal Planet, sa&iacute;ram do grupo para formar uma nova empresa, que finalmente daria origem &agrave; Discovery Networks. Hoje em dia, a Liberty Media n&atilde;o &eacute; mais a dona majorit&aacute;ria da programadora de canais pagos, mas, dizem, ainda possui bastante influ&ecirc;ncia nas decis&otilde;es l&aacute; dentro.<\/p>\n<p>At&eacute; mais do que ter seus pr&oacute;prios neg&oacute;cios, a Liberty se destacou por comprar um grande n&uacute;mero de a&ccedil;&otilde;es de outros grupos de m&iacute;dia. Um deles, por exemplo, foi a News Corporation, o conglomerado de Rupert Murdoch que, recentemente, separou o entretenimento dos outros neg&oacute;cios para formar a 21st Century Fox &mdash; incluindo nela os canais de TV e o est&uacute;dio de cinema de mesmo nome. O outro &eacute; a Time Warner, dona da Warner Bros. Pictures, da DC Entertainment e canais de TV como CNN, TNT e Cartoon Network.<\/p>\n<p>A Liberty&nbsp;usou esse poder acion&aacute;rio para fazer acordos com os dois grupos. Com a Fox, deu para a fam&iacute;lia Murdoch as a&ccedil;&otilde;es que possu&iacute;a (e mais US$ 550 milh&otilde;es) em troca da DirecTV &mdash; que, no Brasil, controla a Sky &ndash; junto com alguns canais regionais da Fox Sports. Em 2014, a operadora de TV via sat&eacute;lite e os canais foram revendidos para a antiga dona da Liberty Media, a AT&amp;T.<\/p>\n<p>J&aacute; com a Time Warner, Malone negociou a troca de a&ccedil;&otilde;es pelo time de baseball Atlanta Braves, no grupo desde os anos 90. Diferentemente do Brasil, times esportivos s&atilde;o grandes empresas que, quase sempre, est&atilde;o nas m&atilde;os de investidores ou de conglomerados midi&aacute;ticos.&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/2016972347663_Turner_Field_2013_O.jpg\" width=\"1400\" height=\"1050\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Turner Field, o est\u00e1dio do Atlanta Braves <\/div>\n<\/div>\n<p style=\"float: left;margin-right: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>Atualmente, a Liberty Media ainda tem participa&ccedil;&otilde;es em empresas como a rede de livrarias Barnes &amp; Noble, a maior neste segmento nos EUA, al&eacute;m de pequenas porcentagens da Viacom (conhecida por canais como Nickelodeon e MTV), Time Warner, Time Warner Cable, da operadora Sprint e do site Tastemade. No Brasil, o grupo tem 27% da Ideiasnet, uma gestora de investimentos focada em empresas de tecnologia e startups. Outra presen&ccedil;a da Liberty em terras tupiniquins &eacute; via TripAdvisor, da qual &eacute; dona, e da Expedia, da qual &eacute; acionista. Esta &uacute;ltima empresa presta servi&ccedil;os no nosso pa&iacute;s com as marcas Hoteis.com e Trivago, al&eacute;m de ter parte da Decolar.com.<\/p>\n<p>Isso tudo deixa claro que a Liberty Media entra na jogada da F1 para fazer dinheiro. Por&eacute;m, com um perfil bem diferente da CVC, que &eacute; um fundo de <em>private equity<\/em> que investe nas mais diversas empresas em v&aacute;rios mercados. Inclusive, a pr&oacute;pria CVC &eacute; dona, al&eacute;m da F1, da empresa de apostas Sky Bet, da operadora de loteria malaia Magnum e da empresa de seguran&ccedil;a online tcheca Avast, esta &uacute;ltima famosa pelo antiv&iacute;rus de mesmo nome.<\/p>\n<p>A empresa liderada por Malone &eacute;, mais do que tudo, especializada naquilo que a F1 precisa: no show, em m&iacute;dia e em grandes negocia&ccedil;&otilde;es de direitos de exibi&ccedil;&atilde;o. &Eacute; not&oacute;rio que a categoria se tornou sisuda e distante do p&uacute;blico nos &uacute;ltimos anos e at&eacute;&nbsp;buscou um acordo com a marca de cervejas Heineken para trabalhar melhor&nbsp;a intera&ccedil;&atilde;o nas redes sociais. S&oacute; que o desafio n&atilde;o acabou a&iacute;.<\/p>\n<p>Com a Liberty no comando, a F1 ter&aacute; mais for&ccedil;a para renovar contratos com os canais de TV, negociando mais espa&ccedil;o, dinheiro e aten&ccedil;&atilde;o. Se o tal canal for do grupo ou o grupo tiver a&ccedil;&otilde;es dele, perfeito. Se n&atilde;o tiver, a simples amea&ccedil;a de manter tudo em casa pode ser positiva na negocia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Malone, que hoje tem 75 anos, tamb&eacute;m tem mais know-how de distribui&ccedil;&atilde;o digital e streaming, um caminho para o qual vai a televis&atilde;o mundial. Os Braves, por exemplo, t&ecirc;m as partidas transmitidas via streaming na internet e em um app para smartphones e tablets da MLB. Enquanto isso, a F1 permite apenas acompanhar o live timing e o posicionamento dos carros durante os GPs &ndash; e por um valor maior de assinatura mensal.&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 20.8px\">O pr&oacute;prio Bernie Ecclestone, em recente entrevista &agrave; Reuters, j&aacute; havia adiantado que este ser&aacute; o caminho a seguir a partir de agora. &ldquo;Eles parecem capazes de fazer coisas em m&iacute;dias sociais, coisas que eu n&atilde;o fiz. Eles lidam com comerciais com seus canais de TV. N&oacute;s vamos nos acertar&rdquo;.<\/span><\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/201698014799_chase_carey_O.jpg\" width=\"1047\" height=\"1572\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;5708856992&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 336;<br \/>\n    google_ad_height = 280;<\/p>\n<p>O mesmo pode se aplicar ao rec&eacute;m-nomeado presidente da nova empresa, Chase Carey. Cria da velha News Corp, o executivo ajudou a lan&ccedil;ar a Fox News e a Fox Sports, al&eacute;m de ter passado pela DirecTV. Nos &uacute;ltimos anos, Carey foi vice-presidente e COO (respons&aacute;vel por opera&ccedil;&otilde;es) da 21st Century Fox. &ldquo;Eu admiro a F1 como um esporte global e franquia de entretenimento que atrai centenas de milh&otilde;es de f&atilde;s de todo mundo a cada temporada&rdquo;, comentou o executivo no comunicado oficial que sacramentou o acordo para a imprensa, investidores e espectadores. &ldquo;Vejo uma &oacute;tima oportunidade de ajudar a F1 a continuar o desenvolvimento e prosperar para o benef&iacute;cio do esporte, dos f&atilde;s, dos times e dos investidores&rdquo;.<\/p>\n<p>Em Hollywood, Carey &eacute; visto como um executivo de m&atilde;o firme no controle dos neg&oacute;cios.&nbsp;\n <\/p><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"float: right;margin-left: 15px\">\n    google_ad_client = &#8220;ca-pub-6830925722933424&#8221;;<br \/>\n    google_ad_slot = &#8220;2258117790&#8221;;<br \/>\n    google_ad_width = 300;<br \/>\n    google_ad_height = 600;<br \/>\n<!-- Arranha-c\u00e9u --><a href=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js<\/a><\/p>\n<p>Obviamente isso n&atilde;o quer dizer que a inten&ccedil;&atilde;o dos novos donos &eacute;, necessariamente, mudar o que acontece dentro das pistas. Os times da F1 t&ecirc;m, h&aacute; alguns anos, liberdade para ditar as pr&oacute;prias regras &ndash; e est&atilde;o, desde j&aacute;, convidados&nbsp;a investir na nova empresa. Isso sem contar que Bernie continuar&aacute; como diretor-executivo da Formula One Group nesta fase de transi&ccedil;&atilde;o. O m&iacute;tico ingl&ecirc;s j&aacute; est&aacute; com 85 anos e, recentemente, disse que a ideia de Carey e Malone &eacute; de mant&ecirc;-lo l&aacute; por mais tr&ecirc;s anos.<\/p>\n<p>Uma quest&atilde;o que fica, claro, &eacute; se o neg&oacute;cio ir&aacute; durar. Bernie nunca foi dos mais f&aacute;ceis na gest&atilde;o do neg&oacute;cio F1 e a Liberty, que tamb&eacute;m tem o hist&oacute;rico de vender empresas que comprou, botou algumas condi&ccedil;&otilde;es para concretizar o neg&oacute;cio de forma definitiva &ndash; como a aprova&ccedil;&atilde;o da FIA e de &oacute;rg&atilde;os antitruste. Por fim, existe uma d&iacute;vida de US$ 4,1 bilh&otilde;es (em torno de R$ 13,3 bilh&otilde;es) que a Liberty Media est&aacute; assumindo. De qualquer forma, o compromisso da empresa em mudar o pr&oacute;prio nome para Formula One Group &eacute; uma tentativa de mostrar um compromisso de longo prazo.<\/p>\n<p>O futuro &eacute;, claro, imprevis&iacute;vel. Agora, se tudo der certo, temos a chance de ter um relacionamento totalmente diferente com a F1 daqui cinco ou dez anos. Ainda bem.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Liberty Media anunciou a compra da F1 nesta quarta, abrindo um novo foco para o futuro da categoria: o entretenimento<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[714],"42wp_author":[47127],"class_list":["post-2008","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","tag-liberty-media","42wp_author-renan-martins-frade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/2008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/2008\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2008"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=2008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}