{"id":462,"date":"2022-08-03T10:33:53","date_gmt":"2022-08-03T13:33:53","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/impossivel-questao-opiniao\/"},"modified":"2022-08-03T10:34:30","modified_gmt":"2022-08-03T13:34:30","slug":"impossivel-questao-opiniao","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/motociclismo\/materias\/impossivel-questao-opiniao\/","title":{"rendered":"O imposs\u00edvel \u00e9 s\u00f3 quest\u00e3o de opini\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"MOTOGP VOLTA DAS F\u00c9RIAS COM DISPUTA ABERTA ENTRE QUARTARARO E ALEIX ESPARGAR\u00d3\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/x9XMz2j-Ako?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>MOTOGP VOLTA DAS F\u00c9RIAS COM DISPUTA ABERTA ENTRE QUARTARARO E ALEIX ESPARGAR\u00d3<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o faz muito tempo, o cen\u00e1rio do motociclismo brasileiro poderia ser definido pela palavra desesperan\u00e7a. Eric Granado era praticamente o \u00fanico representante do pa\u00eds no exterior, mas a carreira dele era muito mais fruto de um esfor\u00e7o familiar solit\u00e1rio do que de uma base bem constitu\u00edda no pa\u00eds. Hoje, por\u00e9m, o panorama \u00e9 um pouco diferente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds sem grande tradi\u00e7\u00e3o no motociclismo. Alexandre Barros fez uma bela carreira na MotoGP, conseguiu resultados importantes, mas, para a cultura esportiva nacional, a falta de um t\u00edtulo foi determinante. Sem isso, o esporte n\u00e3o conseguiu construir uma estrutura s\u00f3lida e n\u00e3o se valeu da exposi\u00e7\u00e3o de Alex para criar uma gera\u00e7\u00e3o que pudesse dar sequ\u00eancia ao legado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/LzPhotos-Media-0191-1024x1012.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-601364\"\/><figcaption>Alan Douglas \u00e9 um dos grandes respons\u00e1veis pelo crescente n\u00famero de brasileiros no exterior (Foto: LzPhotos)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u25b6\ufe0f\u00a0Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PR\u00caMIO no YouTube:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC9OlHEgxoaY6QY6nWPoiqQg?sub_confirmation=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GP<\/a>\u00a0|\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC9csiS6q_C3C0FYhyr1rnFA?sub_confirmation=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GP2<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos poucos, isso come\u00e7a a mudar. Mas, se hoje esse cen\u00e1rio se apresenta diferente, a mudan\u00e7a tem a semente na vis\u00e3o de um homem: Alan Douglas. Ex-piloto, o #78 sentiu na pele os efeitos dessa falta de estrutura do esporte nacional e aprendeu que era preciso come\u00e7ar desde cedo, com baixa cilindrada, para realizar o sonho de chega a MotoGP ou ao Mundial de Superbike.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De in\u00edcio, Alan teve de encarar a desconfian\u00e7a de quem esperava ter como apoiador. Mas, passo a passo, conseguiu mostrar que o caminho era o certo. Aprendeu no exterior boas pr\u00e1ticas que poderia implementar no Brasil e conseguiu com a Yamaha um apoio vital para colocar de p\u00e9 um projeto que viabilizou a internacionaliza\u00e7\u00e3o do esporte brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, a R3 Cup \u00e9 um ponto de partida para voos maiores. E foi por meio dela que jovens pilotos alcan\u00e7aram torneios como a R3 Europeia, o Europeu de Superbike e o Mundial de Supersport 300, onde, ali\u00e1s, Alan j\u00e1 conta com uma equipe brasileira, a AD78 Team Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, Granado n\u00e3o est\u00e1 mais sozinho no exterior. Al\u00e9m de Diogo Moreira, fruto de um projeto capitaneado por Alex Barros em parceria com a cervejeira Estrella Galicia, Eduardo Burr, Enzo Valentim, F\u00e1bio Florian, Gustavo Manso, Kevin Fontainha, Humberto Maier, Ton Kawakami e Meikon Kawakami tamb\u00e9m correrem fora das fronteiras brasileiras. E todos esses, gra\u00e7as ao projeto sonhado por Douglas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu sempre tive o sonho, sempre gostei de moto, mas n\u00e3o tinha f\u00e1cil acesso a ter motocicleta de alta cilindrada. Sempre tive moto de menor cilindrada e sempre quis competir, ent\u00e3o a minha primeira motocicleta de competi\u00e7\u00e3o, eu adquiri com 26 anos j\u00e1, depois de trabalhar bastante. Eu consegui comprar uma motocicleta, j\u00e1 pelo caminho errado, de 1000cc, porque entendia que o bom piloto tinha de andar de 1000cc, o caminho totalmente equivocado\u201d, conta Alan ao <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong>. \u201cEu assisti a primeira corrida de motovelocidade em 2008, ao vivo, em um aut\u00f3dromo, e falei: vou come\u00e7ar a competir. Na \u00e9poca, fui ao Campeonato Brasileiro, tinha acabado de estrear a categoria amadora, que era Pr\u00f3-Amador, me inscrevi l\u00e1 e de cara vi que era aquilo que eu queria. E totalmente errado, da pior forma, pois n\u00e3o tinha feito nenhum curso de pilotagem, n\u00e3o tinha feito track-day, j\u00e1 me inscrevi para competir. Por mais que eu tenha tido resultados na categoria amadora, eu sabia que estava tudo errado, que assim a gente nunca ia chegar a ter um piloto no Mundial. Porque eu sonhava eu chegar no Mundial! Eu iniciei com 26 anos, mas falava: \u2018N\u00e3o, vou correr na MotoGP, no Mundial de Superbike\u2019, mas a realidade \u00e9 bem dif\u00edcil, pois a gente conhecia pouco\u201d, segue.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados, de fato, vieram. Depois de vencer na categoria direcionada aos amadores, Alan chegou \u00e0 divis\u00e3o profissional, mas logo constatou que o sonho de alcan\u00e7ar \u00e0 elite do Mundial de Motovelocidade era inating\u00edvel. Com a idade ava\u00e7ando, o piloto percebeu que o motociclismo brasileiro era composto por competidores mais velhos, uma diferen\u00e7a gritante em compara\u00e7\u00e3o com o que era praticado fora do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu pude ser campe\u00e3o, mas j\u00e1 estava com 30 anos. E cada vez chegando mais jovens. Ent\u00e3o eu via a dificuldade. Eu comecei tarde e a idade come\u00e7ou a bater. Por dois anos, eu ainda fui vice-campe\u00e3o do Moto 1000GP, mas a cada ano fui sentindo mais dificuldade. Tanto fisicamente, eu n\u00e3o era um piloto profissional, porque eu dependia de trabalhar e correr, e a\u00ed eu comecei a entender que o caminho era errado\u201d, relata. \u201cTodos os pilotos no Brasil, com exce\u00e7\u00e3o do Eric e alguns que puderam come\u00e7ar muito jovens, come\u00e7avam na minha faixa et\u00e1ria, depois dos 25, n\u00e3o tinha uma categoria que tinha jovens. A\u00ed em 2013 come\u00e7ou a mudar\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/LzPhotos-Media-2718-1024x1004.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-601365\"\/><figcaption>Humberto Maier e Meikon Kawakami s\u00e3o os brasileiros no Mundial de Supersport 300 (Foto: LzPhotos)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pontap\u00e9 da mudan\u00e7a teve envolvimento direto de Alex Barros. L\u00e1 atr\u00e1s, o maior expoente do motociclismo brasileiro tinha equipe pr\u00f3pria nas competi\u00e7\u00f5es nacionais e passou a buscar talentos. Foi pelas m\u00e3os dele que os irm\u00e3os Meikon e Ton Kawakami chegaram aos campeonatos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Alexandre trouxe o Meikon e o Ton para correr no Brasil. E a\u00ed a gente come\u00e7ou a conhecer os meninos. O Meikon tinha 11 anos e o Ton, se eu n\u00e3o me engano, 12. E a\u00ed a gente falou: \u2018T\u00e1 vendo, tem crian\u00e7as que correm de moto!\u2019. At\u00e9 ent\u00e3o, era muito novo, n\u00e3o existia isso\u201d, cita. \u201cComo eu era o atual campe\u00e3o do Moto 1000GP, os meninos estavam sempre no nosso box, eu acabei fazendo amizade com eles, com a fam\u00edlia, e acho que foi a\u00ed que iniciou\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu vi que eu n\u00e3o tinha mais chance de ganhar campeonato, que cada vez os pilotos vinham mais fortes, eu cada vez com a idade mais avan\u00e7ada, comecei a entender que n\u00e3o seria poss\u00edvel chegar na MotoGP e nem no Mundial de Superbike, porque al\u00e9m de n\u00e3o ter capacidade t\u00e9cnica, j\u00e1 n\u00e3o tinha mais idade para isso, ent\u00e3o decidi parar de correr\u201d, resumiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o de abandonar as pistas veio acompanhada de uma outra: a de investir em uma nova gera\u00e7\u00e3o de pilotos. Sairia de cena o competidor, mas nascia ali o mentor, algu\u00e9m que passaria a lapidar uma nova gera\u00e7\u00e3o de talentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu consegui, ao longo desses anos que corri, conquistar alguns patrocinadores, e, na minha cabe\u00e7a, eu fiz um plano perfeito: vou parar de correr, pego meus patrocinadores, monto uma equipe para crian\u00e7as e vamos chegar com eles no Mundial\u201d, relata ao <strong>GP*<\/strong>. \u201cE a\u00ed eu comecei a falar com os patrocinadores. O mais engra\u00e7ado, sei l\u00e1, tinha meia d\u00fazia de patrocinadores, e quando eu falei com o primeiro, ele falou: \u2018Voc\u00ea est\u00e1 louco. Onde j\u00e1 se viu isso? Se ningu\u00e9m nunca fez, voc\u00ea vai conseguir? N\u00e3o, isso n\u00e3o d\u00e1 certo. Tamb\u00e9m n\u00e3o vou associar a minha marca a crian\u00e7as, pois se cai e acontece um acidente\u2026\u2019. Eu marquei um dia de reuni\u00e3o com todo mundo, a gente tinha bastante relacionamento, e foi un\u00e2nime, todo mundo falou: \u2018Voc\u00ea est\u00e1 louco\u2019. Eram meus amigos j\u00e1. A\u00ed eu falei: \u2018N\u00e3o, mas eu vou parar, vou montar a equipe, as crian\u00e7as v\u00e3o ganhar e vamos para o Mundial\u2019, mas todo mundo falou: \u2018Voc\u00ea est\u00e1 louco\u2019\u201d, continua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, como t\u00e3o bem escreveram Alexandre Magno Abr\u00e3o, o Chor\u00e3o, e Thiago Raphael Castanho, \u2018s\u00f3 os loucos sabem\u2019. Alan n\u00e3o abandonou o plano. S\u00f3 precisou de um caminho diferente para convencer os patrocinadores de que investir na base, nos jovens talentos, era o caminho certo para o motociclismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e9poca, os irm\u00e3os Kawakami n\u00e3o tinham renovado contrato com a equipe de Barros e estavam prontos para voltar ao Jap\u00e3o. Alan, ent\u00e3o, apostou as fichas em Meikon e Ton, deixou de comprar um jogo de pneus e, com o dinheiro economizado, investiu nos meninos junto com a PRT, a equipe com que corria. Foi o pontap\u00e9 inicial de uma transforma\u00e7\u00e3o que segue rendendo frutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA\u00ed eles come\u00e7aram a entender, ver os v\u00eddeos da corrida, que os meninos realmente eram bons, pois na \u00e9poca tinha o Meikon e o Ton e todos os outros pilotos da minha idade, 30 anos, 25 anos, 40 anos, que corriam juntos. E a\u00ed come\u00e7ou. Saia fotos do p\u00f3dio, com um menininho de 1,30 metro e pessoas de 40 anos, e em primeiro, segundo, sempre em destaque na corrida\u201d, relembra. \u201cA\u00ed em 2015 eu fui entendendo que aquele realmente era o meu caminho, que era o que eu queria seguir na minha vida, e, aos poucos, fui convencendo os patrocinadores de que n\u00e3o era t\u00e3o perigoso, que a gente podia chegar l\u00e1, e eles come\u00e7aram a acreditar um pouco no projeto. Tudo isso foi poss\u00edvel por causa desses patrocinadores, que, do meio para o final, entenderam que seria poss\u00edvel\u201d, pondera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto importante nesta caminhada foi uma parceria entre a hoje extinta Moto 1000GP e a Red Bull Rookies Cup. L\u00e1 atr\u00e1s, a categoria brasileira conseguiu uma parceria para dar ao vencedor nacional acesso \u00e0 seletiva da categoria-escola que \u00e9 porta de entrada para muitos pilotos do Mundial de Motovelocidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm 2015, a gente ganhou uma vaga na seletiva da Rookies Cup. Quem era campe\u00e3o do Moto 1000GP ganhava essa vaga e a\u00ed come\u00e7amos a partir rumo a Europa. O Meikon conseguiu conquistar a vaga na seletiva da Rookies Cup em 2016, ent\u00e3o iniciamos na Rookies Cup em 2017, come\u00e7amos a fazer a Moriwaki Cup tamb\u00e9m na Europa em 2016 e a\u00ed foi o in\u00edcio de tudo\u201d, aponta Douglas. \u201cNo in\u00edcio, era PRT J\u00fanior a equipe. Eu participava da equipe PRT, e a\u00ed nomeamos de PRT J\u00fanior, pois eram as crian\u00e7as. Come\u00e7ou meio que com o Meikon e o Ton, o Meikon indo primeiramente para a Europa. E a gente sempre teve esse acordo entre eles: quem estiver melhor no Brasil, melhor classificado no Brasil, tem direito ao pr\u00eamio. \u00c9 por meritocracia e n\u00e3o por escolher A ou B. Naquele ano foi o Meikon, a\u00ed ele foi para a seletiva no segundo ano, passou a seletiva, come\u00e7ou a fazer Rookies Cup, no segundo ano foi campe\u00e3o da Moriwaki Cup tamb\u00e9m, que corria junto com o Brit\u00e2nico de Superbike, o holand\u00eas \u00e0s vezes fazia algumas etapas junto com o Mundial de Superbike, e a\u00ed em 2016 a gente come\u00e7ou a viver o paddock do Mundial de Superbike. Em 2017, a gente estava no paddock da MotoGP, junto \u00e0 Rookies Cup, ent\u00e3o ali come\u00e7ou a abrir um pouco tamb\u00e9m os horizontes. A gente v\u00ea tantas crian\u00e7as com 13, 14, 15 anos\u2026 \u00e9 poss\u00edvel. Vamos levar para o Brasil. E toda viagem que eu fazia com a Moriwaki, eu voltava com alguma ideia. \u2018Vamos fazer assim!\u2019. E todo mundo que eu falava, falava: \u2018Voc\u00ea est\u00e1 louco?\u2019\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u2018loucura\u2019 de Alan, por\u00e9m, nada mais era do que uma tentativa de trazer ao Brasil uma receita que claramente funcionava na Europa. Nas viagens com Meikon, ele teve a chance de aprender e conhecer um pouco mais intimamente categorias-escola que vinham formando com sucesso pilotos europeus h\u00e1 muitos anos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/LzPhotos-Media-7627-1024x972.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-601366\"\/><figcaption>Gustavo Manso e Enzo Valentim conseguiram uma dobradinha na R3 Europeia em Most (Foto: LzPhotos)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para fazer o projeto sair do campo do sonho e virar realidade, contudo, faltava um parceiro mais s\u00f3lido. Algu\u00e9m que pudesse investir de verdade e ajudar a transformar a realidade do motociclismo brasileiro. Mas para a Yamaha entrar em cena, Alan teve de voltar a correr uma \u00faltima vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu parei de correr em 2015, e o Leandro Mello me fez um convite para correr as 500 Milhas. Eu falei que n\u00e3o corria mais, que estava aposentado, mas ele falou que a Yamaha ia lan\u00e7ar a R1 nova, que seria uma oportunidade, para fazer minha \u00faltima corrida. Eu falei: \u2018Leandro, eu fui tricampe\u00e3o das 500 Milhas, 2013, 2014 e 2015, encerrei minha carreira sendo tricampe\u00e3o, quero parar no auge\u2019. Mas ele insistiu que a moto era nova, ent\u00e3o eu sugeri que a gente chamasse um piloto que ainda estivesse no auge, que na \u00e9poca foi o Diego Pierluigi, um argentino, e decidimos correr os tr\u00eas nas 500 Milhas com uma condi\u00e7\u00e3o: \u2018Le, se a gente ganhar, voc\u00ea tem que me garantir que a Yamaha vai nos fornecer duas R3, que tinha acabado de lan\u00e7ar\u2019. Mundialmente, tinha acabado de lan\u00e7ar e tinha rumores de que chegaria ao Brasil em 2016. Ele falou que ia ver, que n\u00e3o sabia se ia conseguir, se ia vir, mas eu disse que s\u00f3 corria com essa condi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o era dinheiro, n\u00e3o era nada. Eu queria a moto para os jovens\u201d, conta ao <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong>. \u201cQuando decidiram que a moto ia vir, quem ia vir lan\u00e7ar na \u00e9poca era o Jorge Lorenzo, a gente corria numa outra marca com os meninos at\u00e9 ent\u00e3o, mas fomos convidados para esse lan\u00e7amento para testar as motos. Foi uma oportunidade \u00fanica. Quando a moto chegou ao Brasil, um lan\u00e7amento para a imprensa, levamos o Meikon e o Ton para testar a moto, eles andaram na moto e os pilotos oficias, que eram o Leandro e o pr\u00f3prio Jorge Lorenzo, os meninos j\u00e1 viraram mais r\u00e1pido. L\u00f3gico, o Lorenzo n\u00e3o estava l\u00e1 para fazer tempo, ele estava l\u00e1 para fazer o lan\u00e7amento da moto, mas isso chamou a aten\u00e7\u00e3o, pois as crian\u00e7as viraram mais r\u00e1pido que os pilotos profissionais. E eles estavam apenas se divertindo. E isso aproximou essa parceria com a Yamaha. No lan\u00e7amento, eles viram que os meninos eram bons. Eles testaram as motos ali junto com a imprensa e ficou meio que esse acordo no ar\u201d, continua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm 2016, n\u00f3s fomos correr as 500 Milhas, fomos campe\u00f5es, venci pelo quarto ano consecutivo, e isso nos aproximou ainda mais da Yamaha. J\u00e1 nas 500 Milhas, a Yamaha forneceu duas R3, que era para teste, a moto 100% original, a gente s\u00f3 colocou carenagem, e eles correram as 100 Milhas, que \u00e9 uma corrida de abertura que tem nas 500 Milhas, onde o Meikon j\u00e1 conseguiu ser campe\u00e3o. Ele correu sozinho nas 100 Milhas e tinha, sei l\u00e1, mais 40 Ninja 300, que era o que dominava naquele momento ali. Da\u00ed a Yamaha pensou em um projeto. Me pediram para voltar a correr, correr de R1, mas eu disse que estava aposentado definitivamente, mas o caminho \u00e9 a gente investir na R3, nos meninos\u201d, cita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro passo dessa nova hist\u00f3ria aconteceu no Superbike Brasil, j\u00e1 que a Moto 1000GP tinha encerrado as atividades. Apesar dos temores de atrelar a marca com menores de idade, a Yamaha topou investir em jovens talentos e, pouco a pouco, foi vendo a R3 ganhar for\u00e7a, a ponto de, em 2017, nascer a R3 Cup, uma categoria monomarca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEra um formato um pouco mais simples, t\u00ednhamos dez motos, mas cada um tinha um macac\u00e3o de uma cor, cada um tinha um capacete, n\u00e3o tinha uma estrutura, mas acho que foi o in\u00edcio de tudo como a R3 Cup, foi quando o projeto come\u00e7ou a sair do papel, foi quando deixou de ser um sonho para ser um projeto de verdade\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alan, ent\u00e3o, quis incorporar no Brasil aquilo que viu na Europa, uma vers\u00e3o nacionalizada do modelo da Red Bull Rookies Cup. E, mais do que isso, buscou uma premia\u00e7\u00e3o ao vencedor, uma progress\u00e3o na carreira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/52168963467-b9d359ede5-o-1002x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-601369\"\/><figcaption>Team Brasil segue trabalhando em parceria com a MS Racing (Foto: LzPhotos)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm 2018, a gente passou a ter uma identidade visual. N\u00e3o foi nada que o Alan inventou, o Alan inovou. \u00c9 que como eu estava tanto na Moriwaki como na Rookies Cup, eu comecei a enxergar que precisava ser assim, precisava ter uma apar\u00eancia, uma caracteriza\u00e7\u00e3o de uma copa de verdade, todo mundo com o mesmo macac\u00e3o. A gente passou a ter motos todas pintadas iguais, as motos sendo sorteadas entre os pilotos, os macac\u00f5es iguais, ent\u00e3o passou a ter uma identidade visual diferente. A Yamaha passou a entender como um projeto de jovens talentos\u201d, fala Alan. \u201cAno ap\u00f3s ano, a R3 Cup foi ganhando muita for\u00e7a. A gente sempre foi movido a desafio. Vamos ser campe\u00e3o do Superbike na categoria. O que o Ton ganha? O que os pilotos ganham? Qual a premia\u00e7\u00e3o? Sempre foi assim. Se ganhar, a gente vai p\u00f4r ele na 600cc. Mas a Yamaha nunca na hist\u00f3ria importou a R6. Ent\u00e3o como vamos colocar ele na 600cc? A\u00ed conseguimos uma parceria com a Yamaha Argentina, fizemos uma importa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria para o Brasil. Ent\u00e3o correu o Ton e um piloto argentino no Superbike, na Supersport 600. O pr\u00eamio de quem ganhava a R3, era subir para a 600. O que para gente j\u00e1 era um pr\u00eamio enorme, uma conquista\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o t\u00edtulo da Supersport garantido em 2018, era preciso pensar em um novo passo, mas a Yamaha n\u00e3o importava a YZF-R1. Assim, era necess\u00e1rio encontrar um pr\u00eamio alternativo. O que n\u00e3o era exatamente um problema para um sonhador como Alan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm 2018, a gente manteve a R3 Cup em um formato bem legal, com toda a padroniza\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m j\u00e1 tendo a 600 com motos 600cc e sendo campe\u00e3o e vice. E a\u00ed a Yamaha falou: \u2018T\u00e1, mas e agora? Para onde a gente manda o Ton? A R1 a gente n\u00e3o trouxe mais. O que vamos fazer?\u2019. Vamos para o Mundial! Vamos dar um passo para tr\u00e1s, fazer o Mundial de 300. Conversamos com o Ton, o Meikon estava na Moto3, no FIM CEV, a\u00ed a gente buscou algumas informa\u00e7\u00f5es no Mundial de Superbike, vimos que valia a pena, conseguimos entrar em um entendimento com a Yamaha e decidimos que o pr\u00eamio passaria a ser um caminho de exporta\u00e7\u00e3o de pilotos. Quem for campe\u00e3o do Brasil, vai ganhar o subs\u00eddio para poder ir para a Europa\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E foi assim que a R3 Cup passou a ser a porta de sa\u00edda de pilotos rumo \u00e0 Europa. Mas Alan Douglas est\u00e1 sempre em busca de mais. Ton chegou ao velho continente para correr com a MS Racing, uma equipe indicada pelo bra\u00e7o europeu da casa de Iwata, mas o ex-piloto logo percebeu a import\u00e2ncia de ter uma equipe nacional que pudesse amparar melhor os pilotos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm 2019, o Ton estreou no Mundial de 300, e acho que isso foi onde os demais pilotos que estavam na categoria come\u00e7aram a entender que tinha um caminho a ser seguido. Por mais que se inscrevam muitos pilotos, sempre o vencedor e o vice-campe\u00e3o, sempre tem um caminho que a Yamaha subsidia de alguma forma, os demais patrocinadores. A\u00ed come\u00e7amos com o Ton em 2019 e a\u00ed a gente entrou na MS, que \u00e9 uma equipe oficial Yamaha Europa, foi a Yamaha Europa que fez a indica\u00e7\u00e3o da gente estar dentro dessa estrutura, e eu comecei a conhecer o paddock do Mundial de Superbike, porque, at\u00e9 ent\u00e3o, nunca tinha participado de nenhum evento\u201d, conta ao <strong>GP*<\/strong>. \u201cDurante a temporada 2019, eu comecei a vislumbrar ali, a ter uma imagina\u00e7\u00e3o de que a gente deveria ter uma equipe brasileira, um staff brasileiro que suporta, porque a gente sofreu bastante. Por mais que fosse uma estrutura indicada pela Yamaha Europa, todo mundo fala espanhol, os mec\u00e2nicos espanh\u00f3is, telem\u00e9tricos\u2026 E, ok, o staff est\u00e1 ali, a gente tem que se adequar, aprender a falar espanhol, mas naquele momento em que o piloto toma um tombo, que o piloto est\u00e1 triste, que ele n\u00e3o conseguiu alcan\u00e7ar o resultado, ele precisa de um colo brasileiro em que ele possa chorar, que ele possa sorrir, que a gente possa ter esse staff que d\u00ea um suporte emocional, pois, al\u00e9m de tudo, s\u00e3o jovens, s\u00e3o crian\u00e7as. Eu decidi montar um Team Brasil. A gente segue at\u00e9 hoje com a MS Racing, a estrutura de parte mec\u00e2nica, que faz a prepara\u00e7\u00e3o das motos, por\u00e9m agora o nosso staff que acompanha \u00e9 brasileiro\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/LzPhotos-Media-5--1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-601370\"\/><figcaption>Florian, Fontainha, Manso,Valentim e Burr s\u00e3o os representantes brasileiros na R3 Europeia (Foto: LZPhotos)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estreia da equipe, por\u00e9m, foi bastante dificultada por todos os tumultos causados pela pandemia de Covid-19, mas isso n\u00e3o impediu o sucesso \u2014 Meikon Kawakami garantiu a pole na estreia da equipe em Jerez de la Frontera \u2014 e nem tampouco atrapalhou voos mais altos de Alan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm 2019, a gente optou por expandir a R3 Cup, que era para dez pilotos. E o Superbike existia h\u00e1 muito tempo j\u00e1 e tinha muitos pilotos na categoria, e foi imposs\u00edvel da gente seguir ali, porque a gente queria uma categoria s\u00f3 com R3. E a\u00ed, junto com a organiza\u00e7\u00e3o, a gente teve algumas reuni\u00f5es e n\u00e3o foi poss\u00edvel colocar uma categoria s\u00f3 de Yamaha. Acho que ningu\u00e9m acreditava que era poss\u00edvel ter uma categoria s\u00f3 com Yamaha. E a\u00ed a gente decidiu se mover para o Campeonato Brasileiro, que \u00e9 ainda um campeonato muito novo, que tinha retomado h\u00e1 pouco tempo, estava ali se formando, e n\u00e3o tinha transmiss\u00e3o sequer at\u00e9 2020. A\u00ed, junto com a Yamaha, eu falei que a gente tinha de se mover, ter um plano ousado, a Yamaha contratar a transmiss\u00e3o, fazer a transmiss\u00e3o do campeonato brasileiro, fazer uma categoria com 36 motos. Eu at\u00e9 brinco, pois [um dos] nossos diretores na \u00e9poca falou: \u2018Alan, chega. N\u00e3o d\u00e1 mais. Eram duas, agora voc\u00ea quer dez, agora 36. Agora voc\u00ea est\u00e1 no Mundial. Que loucura \u00e9 essa?\u2019 E eu falei: \u2018Calma que vai dar certo! N\u00e3o est\u00e1 dando certo? Vai dar certo\u2019\u201d, fala. \u201cE n\u00f3s se movemos para o brasileiro, mas foi um ano dif\u00edcil, pois no Brasil tamb\u00e9m foi pandemia, lockdown, campeonato iniciou tamb\u00e9m em agosto, a trancos e barrancos, sem p\u00fablico, limitado todo o staff, mas a gente conseguiu iniciar com 36 motos. Todas elas Yamaha, todos os pilotos com a mesma identidade visual, todos de macac\u00e3o, capacete, o m\u00e1ximo de seguran\u00e7a poss\u00edvel, mas a gente tinha bastante medo, pois no Brasil era um formato inovador. Com essa quantidade de motos, e no formato que a gente leva as coisas, em que os pilotos n\u00e3o transportam a sua moto, eles n\u00e3o fazem a manuten\u00e7\u00e3o na moto, \u00e9 nosso staff que faz toda a montagem da moto, prepara\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o, a gente fornece todos os mec\u00e2nicos, ent\u00e3o, assim, era uma responsabilidade muito grande. Eu s\u00f3 tinha visto isso no Rookies Cup. Eu estudava isso h\u00e1 quatro anos, eu at\u00e9 brinco que a minha faculdade durou quatro anos, porque eu pude ir e vivenciar como que era feito, como que era o padr\u00e3o. Ent\u00e3o o Alan n\u00e3o inventou nada. Ah, \u2018o Alan mudou\u2019. N\u00e3o, n\u00e3o mudei nada. Eu peguei o que tinha de melhor ali, o que \u00e9 de melhor at\u00e9 hoje de copa monomarca no mundo, \u00e9 uma refer\u00eancia a Rookies Cup, a gente precisou nacionalizar algumas coisas, a gente n\u00e3o consegue fazer t\u00e3o similar, mas bem pr\u00f3ximo, e a\u00ed iniciou e, para a nossa surpresa, todos os pilotos, os patrocinadores, gostaram do formato\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA\u00ed, em novembro e dezembro, vamos seguir, vamos seguir, eu falei: n\u00e3o d\u00e1 pra gente ter 36 motos. E todo mundo achava, o pessoal da Yamaha, porque era muito trabalho, muita moto, mas na reuni\u00e3o eu falei que n\u00e3o dava e eles: \u2018\u00c9, a gente v\u00ea que \u00e9 dif\u00edcil\u2019. E eu falei: \u2018N\u00e3o, mas n\u00e3o d\u00e1, porque precisamos de 48. Tem que separar os mais novos dos mais velhos\u2019. E eles: \u2018N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. O que est\u00e1 acontecendo?\u2019. Mas tinha a justificativa por seguran\u00e7a, porque os mais jovens acabam sendo muito mais r\u00e1pidos do que os mais velhos, ent\u00e3o a gente precisava separar por um tema de seguran\u00e7a. E, qualquer projeto com Yamaha, eu at\u00e9 brinco com eles que a forma mais f\u00e1cil de aprovar \u00e9 falar: \u00f3, isso vai melhorar a seguran\u00e7a. E se voc\u00ea provar que aquilo vai ser mais seguro, voc\u00ea j\u00e1 tem 90% de aprova\u00e7\u00e3o, porque a Yamaha zela e presa muito pela seguran\u00e7a dos pilotos\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Superada a resist\u00eancia inicial e comprovada a ades\u00e3o de interessados, a R3 Cup deu um novo salto e, agora, com a ben\u00e7\u00e3o da FIM, que passou a reconhecer a categoria que passa pelas pistas de Goi\u00e2nia, Campo Grande e Curvelo como Sul-Americana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa parceria com a FIM vem dando bons frutos. A gente tem todos os pilotos federados pela FIM aqui no Brasil na R3 Cup, conseguiu apoio da FIM para todos os pilotos que correm na Europa, a licen\u00e7a, n\u00e3o tem mais esse custo, que \u00e9 um custo alto\u201d, sublinha. \u201cUma novidade aqui: a FIM agora vai passar, em 15 de outubro, na \u00faltima etapa do campeonato espanhol, a FIM vai trazer tr\u00eas pilotos da R3 Cup, os tr\u00eas primeiros, para uma corrida que vale um t\u00edtulo Ibero-Americano, dentro do campeonato espanhol. Ent\u00e3o a FIM vai custear desde moto, equipe, passagem, hospedagem, 100% custeado pela FIM, \u00e9 um pr\u00eamio para os tr\u00eas primeiros que est\u00e3o correndo no Sul-Americano de R3 Cup\u201d, anuncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cVoc\u00ea ter tr\u00eas pilotos daqui fazendo uma etapa de wild-card com tudo pago, isso n\u00e3o \u00e9 barato. Ainda mais quando converte para Euro. Ent\u00e3o passa a ter apoio de uma Confedera\u00e7\u00e3o Internacional. A FIM est\u00e1 olhando para o Brasil com outros olhos. Hoje o caminho de qualquer piloto da Am\u00e9rica do Sul \u00e9 indicado pela FIM que passe pelo Brasil\u201d, destaca. \u201cEm 2022, a gente tem oito nacionalidades diferentes. S\u00e3o 12 pilotos estrangeiros em um grid de 48 motos. O Brasil cada vez mais passa a ser uma refer\u00eancia para pilotos que querem chegar \u00e0 Europa. Uma prova disso \u00e9 que agora a FIM vai aportar e vai bancar os melhores classificados para estarem nessa etapa que vale um t\u00edtulo Ibero-Americano\u201d, segue.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo isso, claro, tem um custo. Alan sabe que o esporte tem um pre\u00e7o alto, mas avalia que a R3 Cup conseguiu chegar a um valor acess\u00edvel, principalmente pelo retorno que oferece aos pilotos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSabemos que \u00e9 um esporte caro, acho que o motociclismo ainda \u00e9 mais barato que o automobilismo, mas n\u00e3o deixa de ser caro. A gente v\u00ea que a alta de tudo que tem a\u00ed, a pr\u00f3pria moto em si, pneus, pe\u00e7as de competi\u00e7\u00e3o, muitas coisas s\u00e3o importadas, ent\u00e3o tem um custo muito alto\u201d, reconhece. \u201cMas junta todos os patrocinadores da R3 Cup \u2014 e esse tem sido um dos grandes pilares da R3 Cup \u2014 e consegue fazer um pacote muito acess\u00edvel. Iniciou com R$ 15 mil, depois passou a R$ 18 mil e hoje custa R$ 20 mil. A temporada completa, com tudo incluso. Hoje, um par de pneus custa em torno de R$ 2.500. Em uma temporada, voc\u00ea utiliza em torno de seis pares, no m\u00ednimo. Ent\u00e3o, s\u00f3 de pneu, a gente j\u00e1 tem R$ 17.500. O que a gente cobra hoje, R$ 20 mil, paga os pneus, teoricamente. Al\u00e9m dos pneus, a gente fornece macac\u00e3o, que \u00e9 do piloto, tem de patroc\u00ednio e entrega ao piloto, \u00e9 dele, capacete, a moto vem pronta para competi\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o entrega um pacote completo de equipe, estrutura, transporte total\u201d, lista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO piloto, o \u00fanico custo que ele tem al\u00e9m disso, s\u00e3o as quedas, que ele precisa repor na moto, pois a gente empresta a moto e, se cai, ele rep\u00f5e a pe\u00e7a, e o seu hotel, a sua alimenta\u00e7\u00e3o e cada um busca a melhor forma, um dorme em hotel cinco estrelas, um em hotel mais simples, o outro numa barraca, enfim. Cada piloto tem a sua prefer\u00eancia de onde dormir e como viajar\u201d, pondera. \u201cA gente conseguiu alcan\u00e7ar esse valor de R$ 20 mil, que \u00e9 um valor consideravelmente baixo hoje para estar no esporte. Comprar uma moto hoje custa em torno de R$ 30, 35 mil. Gasta mais R$ 15, 20 mil para preparar, ent\u00e3o s\u00e3o R$ 55, 60 mil e a\u00ed eu tenho que pagar todas as inscri\u00e7\u00f5es, comprar todos os pneus, macac\u00e3o\u2026 Voc\u00ea gasta f\u00e1cil em uma categoria de 300cc, 400cc, em torno de R$ 100 mil a R$ 120 mil a temporada. Com uma equipe bacana, com mec\u00e2nico, se gasta isso. Ent\u00e3o a gente consegue ter hoje na R3 Cup um pacote que custa R$ 20 mil. Al\u00e9m de ser bem acess\u00edvel, o piloto campe\u00e3o e o vice, eles t\u00eam um pr\u00eamio em torno de R$ 200 mil, s\u00e3o \u20ac 29 mil. Ent\u00e3o acho que a gente conseguiu atrair o pessoal n\u00e3o s\u00f3 financeiramente, pois al\u00e9m de ter um pre\u00e7o justo, acho que o piloto merece ter essa acessibilidade mais f\u00e1cil ao esporte, ele encontra muita qualidade tamb\u00e9m. Atendimento de mec\u00e2nico, de ter um equipamento de seguran\u00e7a, de ter uma moto bem regulada, bem preparada. Nunca vai ser perfeito, mas a gente tenta sempre ter o menor custo e entregar a maior qualidade\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos atrativos da R3 \u00e9 a possibilidade de acesso ao Master Camp, um programa da Yamaha Racing que j\u00e1 enviou alguns brasileiros para uma semana de treinos no Rancho Motor de Valentino Rossi, em Tavulia, na It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cForam cinco representantes em tr\u00eas anos, isso \u00e9 muito gratificante. Eles aprendem muita coisa bacana l\u00e1, desde como se preparar fisicamente, tem de ter um cuidado com m\u00e9dico, acompanhamento m\u00e9dico, acompanhamento psicol\u00f3gico, moto, eles fazem quatro tipos de motos diferentes, pois o importante \u00e9 voc\u00ea estar andando de moto. Voc\u00ea n\u00e3o pode falar: eu corro de MotoGP, s\u00f3 posso treinar se for de MotoGP. N\u00e3o! \u00c9 isso que eles tentam mostrar tamb\u00e9m, voc\u00ea pode treinar de flat-track, pode treinar de motocross, de supermoto, de minimoto, ent\u00e3o isso tira um pouco de mitos que a gente tinha no Brasil\u201d, afirma Douglas ao <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong>. \u201cAbriu um leque, abriu nossos olhos para entender que o importante \u00e9 voc\u00ea estar em cima da motocicleta, voc\u00ea estar se exercitando, seja l\u00e1 qual for a moto, a marca, a cilindrada, de alguma forma, voc\u00ea tem que estar treinando. Eles passam tamb\u00e9m toda a parte de como se manter uniformizado, voc\u00ea dar uma entrevista, ent\u00e3o \u00e9 uma semana intensa, ent\u00e3o eles d\u00e3o um 360. L\u00f3gico, uns aplicam melhor, outros aplicam pior, outros que n\u00e3o v\u00e3o, mas baseados nos relatos, nos v\u00eddeos, aplicam melhor do que os que j\u00e1 foram, aproveitam mais. E acho que, fora isso, quem ganha tamb\u00e9m \u00e9 o Brasil, que cada vez mais est\u00e1 l\u00e1 no Master Camp, um projeto global da Yamaha MotoGP. Sempre tem um brasileiro, isso \u00e9 bacana \u00e9 mostra que est\u00e3o saindo bons jovens pilotos. Posso garantir que a Yamaha no mundo inteiro sabe que existe uma copa no Brasil. Somos a maior copa Yamaha mundialmente hoje. Em quantidade e, posso afirmar sem sombra de d\u00favida que, em qualidade, porque os campe\u00f5es brasileiros s\u00e3o l\u00edderes da R3 Europa, onde tem pilotos de 12 pa\u00edses diferentes que vem de R3 Cup\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/A1X3006-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-601375\"\/><figcaption>Via R3 Cup, os pilotos tamb\u00e9m tiveram acesso ao Master Camp no Rancho de Valentino Rossi (Foto: Yamaha)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do crescimento do motociclismo brasileiro nos \u00faltimos anos, Alan entende que \u00e9 vital ter um brasileiro campe\u00e3o. Afinal, s\u00f3 assim grandes empresas de outros segmentos v\u00e3o come\u00e7ar a olhar para o esporte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 importante um brasileiro ser campe\u00e3o para que as empresas, as multinacionais, as petrol\u00edferas, todo mundo comece a entender que no Brasil tem um celeiro de jovens, existem os corredores de motos no Brasil, ent\u00e3o a gente precisa que algu\u00e9m ganhe algo fora para a gente come\u00e7ar a ter visibilidade\u201d, defende. \u201c\u00c9 um trabalho duro. S\u00e3o passos pequenos, estamos bem estruturados, temos bons pilotos, hoje temos pelos menos 20 jovens que t\u00eam capacidade t\u00e9cnica de estar aqui, tem uma lista enorme de pilotos que s\u00e3o muito bons. Estamos bem servidos e nos pr\u00f3ximos anos tamb\u00e9m\u201d, assegura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAcho que \u00e9 trabalho est\u00e1 sendo bem feito. Mas \u00e9 s\u00f3 o segundo degrau, estamos indo para o terceiro. N\u00e3o chegamos a lugar nenhum ainda, sabe? Estamos na caminhada. De passinho em passinho. A gente sempre bem com os p\u00e9s no ch\u00e3o\u201d, assegura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Questionado pelo <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong> se esse caminho no Mundial de Superbike significa descartar por completo um futuro para jovens brasileiros no Mundial de Motovelocidade, Alan responde: \u201cA gente tentou iniciar o caminho MotoGP junto ao Meikon, que foi Rookies Cup, Moriwaki Cup, com motos prot\u00f3tipo, depois ele fez o FIM CEV de Moto3, fizemos dois wild-card na Moto3. Foi um caminho \u00e1rduo, dif\u00edcil. N\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, \u00e9 sim poss\u00edvel, brasileiros tem total condi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, onde foi nossa maior barreira? Um piloto que quer seguir o caminho da MotoGP, precisa viver na Europa. Precisa morar aqui. A gente at\u00e9 conseguiu trazer o Meikon, por\u00e9m, se a fam\u00edlia n\u00e3o tiver condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tiver disposta a deixar tudo e ter uma vida na Europa, passa a ser imposs\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs pilotos brasileiros tem qualidade, mas a gente n\u00e3o tem moto prot\u00f3tipo no Brasil. E para voc\u00ea fazer uma importa\u00e7\u00e3o para voc\u00ea poder treinar com essa moto, se preparar, \u00e9 quase imposs\u00edvel. Al\u00e9m do alto custo, tudo ser em Euro, a gente tem nossos impostos no Brasil, que a moto em si j\u00e1 \u00e9 cara, ent\u00e3o inviabilizaria essa importa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o acaba sendo mais barato se mudarem para a Europa. Mas, dificilmente, voc\u00ea tem uma fam\u00edlia disposta a acreditar em uma crian\u00e7a de 12, 13, 14, vir para a Europa, passar a\u00ed cinco ou seis anos sem nenhuma garantia que v\u00e1 ganhar, que v\u00e1 ter sucesso. Ent\u00e3o acho que isso \u00e9 o que limita\u201d, pondera. \u201cPor que a gente mudou o caminho para o Mundial de Superbike? Porque a gente visualizou que a R3 a gente tem no Brasil. O pneu utilizado \u00e9 o Pirelli. A gente tem no Brasil. A mesma moto, o mesmo pneu. N\u00e3o temos aut\u00f3dromo, mas temos kart\u00f3dromo, que, para treinar, funciona super bem. Ent\u00e3o demos um passo atr\u00e1s, n\u00e3o fomos para o caminho MotoGP, n\u00e3o fomos para a Moto3, iniciamos na 300, um projeto com a Yamaha, que a gente tem a moto, tem a Pirelli Brasil, que \u00e9 nossa parceira, tem os pneus, ent\u00e3o acho que esse \u00e9 o caminho. S\u00f3 que n\u00e3o \u00e9 que est\u00e1 descartado. \u00c9 como um GPS. Estava um tr\u00e2nsito aqui, ent\u00e3o fizemos uma volta maior, mas \u00e9 poss\u00edvel voltar\u201d, acredita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTalvez a gente esteja em um caminho mais longo, mas n\u00e3o \u00e9 que a gente desistiu de chegar na MotoGP, que acho que \u00e9 o objetivo de todo piloto, de todo pa\u00eds ter um representante\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Faltando apenas uma etapa para o encerramento da temporada do Europeu de R3, em Magny-Cours, na Fran\u00e7a, Enzo Valentim lidera a disputa com 189 pontos, 41 a mais do que o italiano Devis Bergamini. Tamb\u00e9m brasileiro Kevin Fontainha \u00e9 o terceiro, com 137 pontos. Gustavo Manso aparece em sexto e com Eduardo Burr em 11\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Mundial de Supersport 300, onde restam as corridas de Magny-Cours, Barcelona e Portim\u00e3o para o encerramento do campeonato, Humberto Maier, o Turquinho, aparece em 16\u00ba na classifica\u00e7\u00e3o, 143 pontos atr\u00e1s do l\u00edder \u00c1varo D\u00edaz, enquanto Ton Kawakami \u00e9 20\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ser questionado pelo <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong> se j\u00e1 teve a sanidade atestada pelos apoiadores do projeto que tem levado brasileiros ao exterior, Douglas respondeu: \u201cNa verdade, eles seguem falando que eu sou maluco, porque cada hora eu estou com uma coisa nova. Eram dois em 2016, virou dez em 2017, a\u00ed em 2018 dez e mais duas R6, em 2019 mantive os dez, mas j\u00e1 estando no Mundial, ao na hora que falei que vou montar uma equipe l\u00e1, com caminh\u00e3o, com a nossa estrutura, e vamos fazer 36\u2026 Eles seguem apoiando o maluco, mas j\u00e1 falaram: \u2018Chega! Agora chega!\u2019\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSomos loucos, mas um louco sonhador. E vamos trilhando o caminho com o p\u00e9 no ch\u00e3o. A gente brinca de ser louco, de ser sonhador, mas sempre com o p\u00e9 no ch\u00e3o, cuidando dos jovens, porque s\u00e3o todos muito jovens. Na verdade, entender que o que vale \u00e9 a experi\u00eancia, o interc\u00e2mbio, estar rodando ali a Europa, v\u00e1rios pa\u00edses do mundo, \u00e9 uma experi\u00eancia muito boa. Que n\u00e3o seja nenhum Valentino Rossi, mas que, quando eles voltarem, sejam empres\u00e1rios, funcion\u00e1rios, CLT, investidores, eles tenham o lado bom da competi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 competir, tentar ganhar sem trapacear. Acho que essa conduta do esporte vai ficar para a vida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LEIA TAMB\u00c9M<\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/quem-subiu-desceu-surpreendeu-ate-aqui-motogp-2022\/\">Quem subiu, desceu ou surpreendeu at\u00e9 aqui na&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/grandepremio.com\/motovelocidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/grandepremio.com\/motovelocidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MotoGP<\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/quem-subiu-desceu-surpreendeu-ate-aqui-motogp-2022\/\">&nbsp;2022<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/suzuki-anuncia-acordo-dorna-oficializa-saida-motogp-2022\/\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/team-suzuki-ecstar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/team-suzuki-ecstar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Suzuki<\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/suzuki-anuncia-acordo-dorna-oficializa-saida-motogp-2022\/\">&nbsp;anuncia acordo com Dorna e oficializa sa\u00edda da MotoGP ao fim de 2022<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/andrea-dovizioso-ve-trajetoria-completa-anuncia-aposentadoria-motogp-2023\/\">Dovizioso v\u00ea trajet\u00f3ria completa e anuncia aposentadoria da MotoGP em 2023<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/marc-marquez-avanca-recuperacao-liberado-fisioterapia-42-dias-cirurgia\/\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/piloto\/marc-marquez\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/piloto\/marc-marquez\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/piloto\/marc-marquez\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/piloto\/marc-marquez\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Marc M\u00e1rquez<\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/marc-marquez-avanca-recuperacao-liberado-fisioterapia-42-dias-cirurgia\/\">&nbsp;avan\u00e7a em recupera\u00e7\u00e3o e \u00e9 liberado para fisioterapia 42 dias ap\u00f3s cirurgia<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/fabio-quartararo-agraciado-ordem-nacional-legiao-honra-franca\/\">Quartararo \u00e9 agraciado com Ordem Nacional da Legi\u00e3o de Honra na Fran\u00e7a<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/suzuki-inicia-contagem-regressiva-adeus-melancolico-motogp\/\">Suzuki inicia contagem regressiva de adeus melanc\u00f3lico \u00e0 MotoGP em 2022<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/ktm-volta-perder-motogp-precisa-buscar-forcas-reerguer-2022\/\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/red-bull-ktm-factory-racing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/red-bull-ktm-factory-racing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/red-bull-ktm-factory-racing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/red-bull-ktm-factory-racing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">KTM<\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/ktm-volta-perder-motogp-precisa-buscar-forcas-reerguer-2022\/\">&nbsp;volta a se perder na MotoGP e precisa buscar for\u00e7as para se reerguer em 2022<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/honda-sofre-cicatrizar-feridas-sem-marc-marquez-ano-fracasso-total\/\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/repsol-honda-team\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/repsol-honda-team\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/repsol-honda-team\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/repsol-honda-team\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Honda<\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/honda-sofre-cicatrizar-feridas-sem-marc-marquez-ano-fracasso-total\/\">&nbsp;sofre para cicatrizar feridas sem Marc M\u00e1rquez em ano de fracasso total<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/aprilia-da-salto-performance-vira-estrela-mete-colher-ate-briga-titulo\/\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/aprilia-racing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/aprilia-racing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/aprilia-racing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Aprilia<\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/aprilia-da-salto-performance-vira-estrela-mete-colher-ate-briga-titulo\/\">&nbsp;d\u00e1 salto de performance, vira estrela e mete colher at\u00e9 na briga pelo t\u00edtulo<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/carregada-fabio-quartararo-yamaha-solida-defesa-titulo-2022-agridoce-motogp\/\">Carregada por Quartararo,&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/monster-energy-yamaha-motogp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/monster-energy-yamaha-motogp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/monster-energy-yamaha-motogp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/equipe\/motogp\/2021\/monster-energy-yamaha-motogp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Yamaha<\/a><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/carregada-fabio-quartararo-yamaha-solida-defesa-titulo-2022-agridoce-motogp\/\">&nbsp;faz s\u00f3lida defesa de t\u00edtulo em 2022 agridoce na MotoGP<\/a><\/strong><br>#&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/favoritos-naufragam-disputa-novatos-2022-marco-bezzecchi-nada-bracada\/\">Favoritos naufragam na disputa entre novatos em 2022. Bezzecchi nada de bra\u00e7ada<\/a><\/strong><br># <strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/motogp\/noticias\/diogo-moreira-veste-moto3-luva-encanta-nao-so-brasileiros\/\">Moreira veste Moto3 como luva e encanta logo de cara. E n\u00e3o s\u00f3 aos brasileiros<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"POR QUE \u00c1LEX RINS FEZ BOA ESCOLHA AO ESCOLHER A LCR HONDA\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Hy8kg1WLOMU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>HONDA VIVE M\u00c1 FASE NA MOTOGP, MAS RINS FEZ BOA ESCOLHA COM LCR<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De piloto a mentor, Alan Douglas aprendeu com os pr\u00f3prios erros e hoje guia os passos de in\u00fameros brasileiros na base do motociclismo. 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