{"id":850,"date":"2020-07-16T05:00:00","date_gmt":"2020-07-16T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/1950-x-2020-comparativo-f1\/"},"modified":"2020-07-16T05:00:00","modified_gmt":"2020-07-16T08:00:00","slug":"1950-x-2020-comparativo-f1","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/f1\/materias\/1950-x-2020-comparativo-f1\/","title":{"rendered":"1950 x 2020"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o 70 anos de F\u00f3rmula 1. Nessas sete d\u00e9cadas, o mundo, o automobilismo e a pr\u00f3pria categoria se transformaram e s\u00e3o infinitamente maiores e menos simples. Por\u00e9m, quis uma manobra do destino que uma pandemia global, a da Covid-19, mudasse muita coisa em 2020. Um ano que, estranhamente, ficou um pouco mais parecido com 1950 &#8211; ao menos em termos de F1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste Lado a lado, vamos acompanhar tudo que, de alguma forma, serviu para aproximar a F\u00f3rmula 1 de suas origens, e tudo por culpa de um pequeno agente infeccioso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais regional<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1950, a Europa ainda era (quase) o centro do mundo. A F\u00e9d\u00e9ration Internationale de l&#8217;Automobile, a FIA, fora fundada na Fran\u00e7a &#8211; ent\u00e3o fazia sentido ter um olhar mais pr\u00f3ximo daquele continente, ainda mais em uma \u00e9poca na qual a comunica\u00e7\u00e3o e o transporte eram mais demorados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, na primeira temporada da F1, em 1950, a maior parte da disputa tida &#8216;mundial&#8217; teve a Europa como sede. Apenas uma etapa naquele ano foi fora, na Am\u00e9rica do Norte: as 500 Milhas de Indian\u00e1polis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/grandepremium.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/lookbook1950-1024x556.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3593\" \/><figcaption>As estrelas j\u00e1 estavam l\u00e1: esse de camisa preta na foto, junto do piloto Pat&nbsp;Flaherty&nbsp;e da equipe&nbsp;Granatelli, \u00e9 o astro Clark Gable (Foto: reprodu\u00e7\u00e3o \/ IMS)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha pela Indy tamb\u00e9m fazia sentido. Os Estados Unidos tinham uma cena automobil\u00edstica pungente j\u00e1 naquela \u00e9poca, ainda que centrada em si mesma. As 500 Milhas eram o principal expoente disso, movimentando muita aten\u00e7\u00e3o e, em menores propor\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a hoje, muito dinheiro. Um campeonato europeu que quisesse minimamente alcan\u00e7ar um car\u00e1ter global ganharia esse selo com a prova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curiosamente, a Indy 500 j\u00e1 tinha um regulamento completamente diferente do resto da F1, inclusive na parte t\u00e9cnica. Carros, motores e pilotos eram totalmente diferentes &#8211; e, vamos combinar, era apenas para ingl\u00eas ver. Ou, talvez, para o resto do mundo ver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2020, estavam programados 22 GPs, todos nas Am\u00e9ricas, Europa, \u00c1sia e Oceania. O circo passaria por pa\u00edses como Brasil, Singapura, Azerbaij\u00e3o e Jap\u00e3o. Passaria. O Covid-19 veio e, at\u00e9 o momento, apenas provas europeias est\u00e3o previstas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/grandepremium.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/racingpoint-sergioperez-02-1-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3403\" \/><figcaption>At\u00e9 agora, em 2020, apenas corridas europeias est\u00e3o programadas (Foto: Racing Point)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 prov\u00e1vel que o Liberty Media, dono da categoria, expanda esse calend\u00e1rio para at\u00e9 15 corridas, ainda com GPs de Abu Dhabi e China. Mesmo assim, o ano de 2020 vai ganhando um gostinho de 1950.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ah, uma curiosidade: de acordo com o regulamento esportivo da FIA, atualmente um campeonato \u00e9 considerado &#8216;mundial&#8217; se tiver provas em ao menos tr\u00eas continentes. Resta saber se a pandemia poder\u00e1 criar uma brecha para isso n\u00e3o ser cumprido neste ano, caso seja necess\u00e1rio.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Poucas etapas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu primeiro ano, a F1 teve apenas sete corridas: Inglaterra, M\u00f4naco, Indy 500, Su\u00ed\u00e7a, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a e It\u00e1lia. At\u00e9 agora, o ano atual segue com dez &#8211; bem menos do que as j\u00e1 citadas 22 que estavam previstas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como dito, o ano deve ter algo por volta de 15 GPs. O dobro de 1950, mas no n\u00edvel do que a F1 corria entre final dos anos 1970 e come\u00e7o dos 1980.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Come\u00e7ando na Europa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mudan\u00e7a no calend\u00e1rio ainda rendeu uma outra coincid\u00eancia com 1950: ambos as temporadas come\u00e7aram na Europa. Agora, na \u00c1ustria. No come\u00e7o, na Inglaterra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para voc\u00ea ter uma ideia, isso n\u00e3o acontecia desde 1966 &#8211; quando o ano foi aberto com o GP de M\u00f4naco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale mencionar, tamb\u00e9m, que os dois calend\u00e1rios come\u00e7aram \u201ctarde\u201d no ano. Em seu primeiro ano, a categoria m\u00e1ximo do automobilismo foi s\u00f3 correr em 13 de maio. Neste ano, o primeiro GP foi em 5 de julho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ferrari em m\u00e1 fase<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ok, talvez seja um exagero dizer que a Ferrari estava em uma fase em 1950. Na verdade, ainda era tudo novo e muita coisa ainda estava se acertando. A Scuderia, por exemplo, perdeu a primeira etapa porque estava discutindo os valores que receberia por se inscrever nos GPs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para piorar, os tr\u00eas carros do time abandonaram na Su\u00ed\u00e7a, quarta etapa do campeonato &#8211; e, claro, os italianos n\u00e3o participaram da terceira, a Indy 500. No primeiro GP da Fran\u00e7a v\u00e1lido pelo mundial, a Ferrari desistiu da prova ainda nos treinos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/grandepremium.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/EcuoaPAX0AAnXZk-1024x576.jpg\" alt=\"Acidente Ferrari GP da Est\u00edria (cr\u00e9dito: Twitter \/ @F1)\" class=\"wp-image-3525\" \/><figcaption>Tanto 1950 quanto 2020 n\u00e3o s\u00e3o bons anos para a Ferrari (Foto: Twitter \/ F1)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Corta para 2020. Ap\u00f3s duas etapas, a Ferrari vive um p\u00e9ssimo ano. Ap\u00f3s um abandono duplo na segunda etapa, o GP da Est\u00edria, a equipe italiana est\u00e1 em quinta no campeonato. Defini\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica para uma m\u00e1 fase.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curiosamente, a Ferrari \u00e9 a \u00fanica equipe daquele primeiro ano que continua at\u00e9 hoje na F\u00f3rmula 1. Vale lembrar que a atual Alfa Romeo nada mais \u00e9 do que um patroc\u00ednio \u00e0 ex-Sauber pela marca, que agora pertence \u00e0 Fiat Chrysler.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dom\u00ednio de uma equipe<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra coincid\u00eancia \u00e9 que as duas temporadas s\u00e3o caracterizadas pelo dom\u00ednio de uma equipe. Em 1950, ela vestia vermelho e atendia pelo nome de Alfa Romeo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Alfa era o bicho-pap\u00e3o do automobilismo naqueles tempos, e tinha um carro e pilotos incr\u00edveis. O time contava com Juan Manue Fangio, Giuseppe Farina e Luigi Fagioli &#8211; com Fangio e Farina dividindo entre si todas as poles e vit\u00f3rias do ano. S\u00f3 a Indy 500, por motivos \u00f3bvios, teve um vencedor que n\u00e3o usasse um caro da Alfa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final, foi Farina que levou o trof\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2020 \u00e9 a Mercedes que d\u00e1 as cartas. Nas duas primeiras corridas foram os pilotos do time que venceram, algo que deve se repetir em boa parte das etapas do ano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/grandepremium.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/RGP2-1024x756.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3576\" \/><figcaption>2020 vem sendo o ano da Mercedes (Foto: AFP)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curiosamente, nenhum dos times corre com a bandeira do Reino Unido &#8211; ainda que a Mercedes tenha sede na Terra da Rainha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Claro, no papel todas essas coincid\u00eancias ainda s\u00e3o pequenas e a F1 de hoje \u00e9 muito diferente daquela de Fangio e Farina. Ainda assim, \u00e9 curioso encontrar algumas semelhan\u00e7as no ano em que a categoria comemora sete d\u00e9cadas, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda que separadas por 70 anos de diferen\u00e7a, as temporadas de 1950 e 2020 da F\u00f3rmula 1 ganharam algumas semelhan\u00e7as por causa da pandemia do novo coronav\u00edrus <\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":1000571932,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"42wp_author":[47127],"class_list":["post-850","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-f1","42wp_author-renan-martins-frade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/850\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1000571932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=850"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}