{"id":877,"date":"2020-06-03T06:00:00","date_gmt":"2020-06-03T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/materias\/e-a-f2-como-fica\/"},"modified":"2020-06-03T06:00:00","modified_gmt":"2020-06-03T09:00:00","slug":"e-a-f2-como-fica","status":"publish","type":"42wp_premium","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/grandepremium\/noticias\/materias\/e-a-f2-como-fica\/","title":{"rendered":"E a F2, como fica?"},"content":{"rendered":"\n<p>Os &uacute;ltimos dias foram de apreens&atilde;o na F&oacute;rmula 1. A pandemia do coronav&iacute;rus trouxe uma grande crise, capaz de trazer demiss&otilde;es em massa e flertes com a fal&ecirc;ncia. Isso para gigantes como McLaren ou Williams, que precisam rever planos para o futuro. Se gente desse porte j&aacute; sofre, o momento se torna de reflex&atilde;o obrigat&oacute;ria para todos no automobilismo. Com isso em mente, o que o futuro reserva para a F&oacute;rmula 2, categoria imediatamente abaixo da F1 e respons&aacute;vel por revelar novos talentos nas pistas?<\/p>\n<p>Uma r&aacute;pida olhada no notici&aacute;rio j&aacute; indica o momento dif&iacute;cil da F2. A categoria foi uma das primeiras a sentir na pele as consequ&ecirc;ncias do coronav&iacute;rus, tendo pilotos e equipes sofrendo para participar da pr&eacute;-temporada no Bahrein. Meses depois, o cen&aacute;rio ainda &eacute; preocupante: tanto quest&otilde;es financeiras quanto de calend&aacute;rio precisam ser resolvidas. As primeiras provas do ano ganharam datas, mas ainda n&atilde;o se sabe como 2020 terminar&aacute;.<\/p>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/202062171495_image_O.jpg\" width=\"997\" height=\"561\" \/><\/div>\n<blockquote class=\"destaque-imagem\"><p>As consequ\u00eancias do coronav\u00edrus sobre a F2 ainda s\u00e3o incertas (Largada F2)<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/202062171271_EDNzMn0XUAIUXwV_O.jpg\" width=\"1920\" height=\"1080\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n&nbsp;<\/p>\n<p>O que se sabe &eacute; que se trata de um momento de reflex&atilde;o. A quest&atilde;o dos altos custos j&aacute; existe h&aacute; anos na categoria, assim como em outras formadoras de pilotos. Esse, inclusive, &eacute; um dos pontos que norteou mudan&ccedil;as t&eacute;cnicas recentes, com raras concess&otilde;es feitas na luta contra os cifr&otilde;es. Para a Carlin, uma gigante do automobilismo de base, &eacute; uma abordagem essencial. E que j&aacute; estava demorando para chegar na F1.<\/p>\n<p>&ldquo;Em termos de custos e cortes, tudo estava indo na dire&ccedil;&atilde;o certa at&eacute; a parada for&ccedil;ada pelo covid-19&rdquo;, diz Trevor Carlin, homem forte da escuderia que carrega seu sobrenome, sobre a F2. &ldquo;Isso [redu&ccedil;&atilde;o de custos] era algo necess&aacute;rio. Na F1 n&oacute;s ainda temos gastos muitos altos, e nem h&aacute; motivos para que seja assim. Pegando a Indy como exemplo, trata-se de um campeonato muito menos caro, mas ainda com corridas espetaculares. No fim das contas, o p&uacute;blico quer boas corridas e um bom espet&aacute;culo&rdquo;, destaca. A equipe brit&acirc;nica alinha carros tanto na F2 quanto na Indy, citada como exemplo a ser seguido.<\/p>\n<p>&ldquo;Ter um carro r&aacute;pido n&atilde;o &eacute; uma coisa que depende de pagar mais. Isso &eacute; uma coisa que tem a ver com o peso do carro, por exemplo. Se ele for mais leve, ele ser&aacute; mais r&aacute;pido, e isso n&atilde;o custa nada. Se for mais leve, voc&ecirc; n&atilde;o precisa tanto de freio, pot&ecirc;ncia, pneus, suspens&atilde;o. Isso tudo passa a custar menos&rdquo;, segue.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p> (Louis Del\u00e9traz)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-east-2.amazonaws.com\/cdngp\/grandepremium\/images\/202062171589_EFjqBo1XYAEwb30_O.jpg\" width=\"1920\" height=\"1080\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">Um mundo de gastos, mas&nbsp;reduzidos<\/p>\n<p>Quando comparados com os gastos da F1, &eacute; natural que os da F2 pare&ccedil;am insignificantes. Enquanto um teto or&ccedil;ament&aacute;rio de US$ 145 milh&otilde;es [R$ 779,8 milh&otilde;es] j&aacute; sufoca muitas escuderias do campeonato principal, o or&ccedil;amento m&eacute;dio de uma equipe na classe formadora fica na casa de US$ 5 milh&otilde;es [R$ 26,9 milh&otilde;es].<\/p>\n<p>A diferen&ccedil;a enorme tem motivos &oacute;bvios. Para come&ccedil;o de conversa, ningu&eacute;m na F2 precisa criar e desenvolver carros ao longo do ano. Pelo contr&aacute;rio: o modelo &eacute; desenvolvido pela Dallara e, quando comprado pelas equipes, tem um custo que gira na casa de US$ 500 mil [R$ 2,69 milh&otilde;es]. A lista de economias &eacute; longa, indo desde a folha salarial menor at&eacute; as viagens mais curtas.<\/p>\n<p>Mesmo assim, &eacute; inoc&ecirc;ncia acreditar que a situa&ccedil;&atilde;o da categoria &eacute; tranquila. Os patrocinadores, sejam eles pr&oacute;prios das equipes ou consequ&ecirc;ncia de pilotos pagantes, s&oacute; fazem a TED para a conta das equipes de acordo com corridas realizadas. Sem carros na pista, sem exposi&ccedil;&atilde;o, sem dinheiro. A&iacute; n&atilde;o tem jeito: as engrenagens da categoria simplesmente emperram.<br \/>\n (Nikita Mazepin e Mick Schumacher)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Por mais que a F2 posso parecer fr&aacute;gil em primeira an&aacute;lise, h&aacute; pontos que tamb&eacute;m jogam a favor. &Eacute; comum que patrocinadores venham juntos de pilotos pagantes, o que diminui as chances de um div&oacute;rcio causado pelo coronav&iacute;rus. Talvez essa seja a arma secreta de equipes como a Trident: mesmo consciente da necessidade de cautela na atualidade, n&atilde;o h&aacute; p&acirc;nico para a escuderia italiana.<\/p>\n<p>&ldquo;Controlar gastos &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o que j&aacute; existia e que vai continuar existindo&rdquo;, afirma Giacomo Ricci, chefe de equipe na F2. &ldquo;N&oacute;s estamos em uma boa posi&ccedil;&atilde;o em termos de patrocinadores, o que nos traz tranquilidade. N&atilde;o h&aacute; riscos imediatos de problemas [financeiros] graves&rdquo;, segue. A equipe assinou com o endinheirado Roy Nissany para 2020, completando a dupla com Marino Sato.<\/p>\n<p>&ldquo;Os planos de 2020 est&atilde;o em stand-by. Isso est&aacute; acontecendo para todo mundo na F2, assim como em outras categorias e ind&uacute;strias. Na Trident, nosso objetivo atual &eacute; garantir que todos ainda estejam saud&aacute;veis quando a situa&ccedil;&atilde;o se normalizar, n&atilde;o necessariamente lidar com quest&otilde;es financeiras de imediato. Por isso que fechamos as f&aacute;bricas enquanto aguardamos novas decis&otilde;es da F2. Acredito que todos tomaram medidas adequadas para o futuro tanto no curto quanto no longo prazo&rdquo;, pontua. A equipe tem motivos particularmente bons para manter f&aacute;bricas fechadas: a sede &eacute; em Mil&atilde;o, no norte da It&aacute;lia, justamente uma das regi&otilde;es que mais sofreu com o coronav&iacute;rus.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; dif&iacute;cil comparar [a F2] com a F1 porque s&atilde;o mundos diferentes. L&aacute; voc&ecirc; tem or&ccedil;amentos maiores, mas isso tamb&eacute;m &eacute; verdade para os gastos. Eles t&ecirc;m pessoas competentes e est&atilde;o tomando as decis&otilde;es certas. O mesmo &eacute; verdade para n&oacute;s na F2 e na F3. N&atilde;o h&aacute; motivos para entrar em p&acirc;nico&rdquo;, frisa.<\/p>\n<p>O que se sabe &eacute; que, sim, h&aacute; motivo de p&acirc;nico para alguns. N&atilde;o &eacute; novidade que algumas equipes enfrentam dificuldades para pagar sal&aacute;rios, como j&aacute; acontece na F1 e em v&aacute;rias outras &aacute;reas da sociedade. A F2 n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o. A quest&atilde;o, pois, passa a ser: como lidar com isso?<\/p>\n<p>Para equipes sediadas no Reino Unido, h&aacute; a alternativa do <em>furlough<\/em>. Trata-se de um programa do governo brit&acirc;nico para evitar demiss&otilde;es em massa. Como incentivo &agrave;s empresas, a gest&atilde;o de Boris Johnson se disponibilizou a pagar at&eacute; 80% do sal&aacute;rio de funcion&aacute;rios, desde que esse valor n&atilde;o passe de &pound;2,5 mil (R$ 16,3 mil) por m&ecirc;s. A Hitech, equipe que estreia na F2 em 2020, confirmou ao GP* que j&aacute; adota o esquema. Carlin e UNI-Virtuosi, as outras bret&atilde;s do grid, n&atilde;o deram retorno sobre a situa&ccedil;&atilde;o atual do quadro de funcion&aacute;rios.<\/p>\n<p>De qualquer forma, &eacute; apenas a ponta do iceberg. E se demiss&otilde;es em massa se tornarem inevit&aacute;veis? E se as outras oito equipes que n&atilde;o operam no Reino Unido n&atilde;o tiverem a mesma sorte? N&atilde;o h&aacute; respostas. O que h&aacute; &eacute; uma no&ccedil;&atilde;o clara: se nem ind&uacute;strias t&atilde;o poderosas quanto a automotiva n&atilde;o conseguiram escapar ilesas, &eacute; uma doce ilus&atilde;o pensar que uma categoria menor de um esporte de nicho est&aacute; em posi&ccedil;&atilde;o confort&aacute;vel.<\/p>\n<p>Questionada pelo <strong>GRANDE PREMIUM<\/strong> a respeito de poss&iacute;veis impactos do coronav&iacute;rus sobre a temporada 2020, a F2 se limitou a dizer que &ldquo;monitora a situa&ccedil;&atilde;o de perto&rdquo;. Do ponto de vista sanit&aacute;rio, prometeu&nbsp;&ldquo;seguir os planos da F1 e da FIA para garantir que n&atilde;o haja riscos&rdquo; na retomada.<\/p>\n<h2><strong>O cronograma dos contratempos<\/strong><\/h2>\n<p>Os problemas da F2 come&ccedil;aram em 28 de fevereiro, quando surgiu a informa&ccedil;&atilde;o de que o piloto Christian Lundgaard seria for&ccedil;ado a ficar de quarentena na Espanha, j&aacute; que seu hotel nas ilhas Can&aacute;rias teve casos de coronav&iacute;rus. Enquanto isso, equipes e pilotos eram checados da cabe&ccedil;a aos p&eacute;s antes de entrar no Bahrein, que recebeu os testes. Talvez mais por sorte do que por ju&iacute;zo, as atividades aconteceram sem novos contratempos.<\/p>\n<p>Essa sorte, entretanto, n&atilde;o duraria para sempre. As etapas do Bahrein, da Holanda, da Espanha e de M&ocirc;naco ca&iacute;ram durante maio. O que jogou a favor da categoria &eacute; o n&uacute;mero reduzido de provas fora da Europa, evitando os dilemas extras encarados pela F1. O calend&aacute;rio segue inalterado da &Aacute;ustria, com rodada dupla nos dias 4 e 5 de julho, em diante.<\/p>\n<p>Foi s&oacute; agora, no come&ccedil;o de junho, que as pe&ccedil;as come&ccedil;aram a se encaixar. No embalo da F1, com oito fim de semanas previstos na Europa, a temporada 2020 da F2 finalmente ganhou corpo. As etapas previstas s&atilde;o, al&eacute;m das austr&iacute;acas, as de Hungaroring, Silverstone, Barcelona, Spa-Francorchamps e Monza.<\/p>\n<p>S&oacute; que ainda &eacute; muito cedo para celebrar o fim dos problemas. Ainda &eacute; necess&aacute;rio&nbsp;realocar as etapas de Sakhir&nbsp;e Baku. De acordo com as previs&otilde;es da pr&oacute;pria categoria, &eacute; poss&iacute;vel que o campeonato siga na ativa at&eacute; perto do Natal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No esporte a motor, a F&oacute;rmula 1 provavelmente &eacute; quem mais sofre com as consequ&ecirc;ncias do coronav&iacute;rus. S&oacute; que os impactos v&atilde;o al&eacute;m: na F&oacute;rmula 2, a necessidade de fazer contas fecharem tamb&eacute;m cria clima de incerteza<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"template":"","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2204],"42wp_author":[47118],"class_list":["post-877","42wp_premium","type-42wp_premium","status-publish","hentry","category-noticias","tag-trident","42wp_author-vitor-fazio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/42wp_premium"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_premium\/877\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=877"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}