{"id":115995,"date":"2021-11-28T14:42:00","date_gmt":"2021-11-28T17:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/noticias\/frank-williams-1942-2021\/"},"modified":"2021-11-28T14:42:40","modified_gmt":"2021-11-28T17:42:40","slug":"frank-williams-1942-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/f1\/frank-williams-1942-2021\/","title":{"rendered":"Frank Williams, 1942-2021"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"WILLIAMS: do carro de OUTRO MUNDO ao FIM DO GRID da F1 | Cadeira Cativa #12\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LhlfZ7E6S1Y?start=134&amp;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais que simplesmente as brigas na pista, a emo\u00e7\u00e3o da velocidade e as corridas onde os pilotos ganham aura de destemidos cavaleiros da era motorizada, a F\u00f3rmula 1 se cria e populariza de personalidades. Caricaturas, sem usar da palavra de maneira pejorativa, que representam as mais diferentes vers\u00f5es humanas em posi\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o. E destas caricaturas nascem hist\u00f3rias, crescem eternidade de um mundo que j\u00e1 n\u00e3o existe mais. O passado nunca existe mais, afinal. Na F\u00f3rmula 1, ningu\u00e9m representou mais o romantismo da virada dos tempos que Frank Williams. O fundador da equipe que leva seu sobrenome foi a representa\u00e7\u00e3o da posteridade no presente por tempo demais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filho de um militar e uma professora, Frank nasceu em 1942 na cidade de South Shields, no nordeste da Inglaterra, mas a separa\u00e7\u00e3o dos pais ajudou com o que se tornaria a miss\u00e3o de uma vida. Adolescente, foi enviado a estudar num internato escoc\u00eas em Dumfries. Foi l\u00e1, no fim dos anos 1950, que viu despertar a paix\u00e3o pelos autom\u00f3veis. Um amigo mais endinheirado chegou com o lan\u00e7amento do ano de 1957, o Jaguar XK150, e deu na m\u00e3o de Williams. Foi amor ao primeiro toque: apaixonado, sabia que era daquilo que gostaria de viver para o resto da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos anos seguintes, de chegada \u00e0 vida adulta, Frank tentou ser piloto, viveu a vida de mec\u00e2nico e conseguiu, em 1966, abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio. O trabalho mexendo, montando e desmontando carros ajudou, claro, mas a parte mais importante da grana para estabelecer a Frank Williams Racing Cars foi o trabalho de caixeiro viajante. Tudo que Frank Williams fazia tinha o objetivo de alimentar e construir o que era mais do que apenas paix\u00e3o, a obsess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/000_9TJ9PB-1024x691.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-528385\"\/><figcaption>Frank Williams junto de Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya em 2001 (Foto: Emmanuel Dundand)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a meta final fosse a F\u00f3rmula 1, os primeiros anos foram dedicados \u00e0s F\u00f3rmulas 2 e 3, ent\u00e3o poss\u00edveis, at\u00e9 1969. Foi ent\u00e3o que, mais experiente, comprou um chassi da Brabham para entrar de vez no para\u00edso. O chassi escolhido era tamb\u00e9m parte de um plano, uma vez que Piers Courage defendia a Williams nas outras categorias desde o come\u00e7o e, em 1968, guiara exatamente o mesmo carro da Brabham na F1 para alguns pontos. Courage defenderia a Williams no ano de inaugura\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da F1 para dois p\u00f3dios: segundos lugares em M\u00f4naco e nos Estados Unidos, em Watkins Glen. Richard Atwood passou por uma corrida naquele mesmo ano num segundo carro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Williams n\u00e3o tinha a pot\u00eancia financeira, mesmo naqueles tempos onde bilion\u00e1rios eram coisa do futuro, para se manter no auge junto a gente poderosa. A costura de parcerias, ent\u00e3o, era fundamental para a escalada. Algumas deram certo, outras, nem tanto. Em 1970, o parceiro era argentino-italiano Alejandro de Tomaso, fundador da De Tomaso Automobili, mas durou somente alguns meses. Os la\u00e7os foram cortados ap\u00f3s o primeiro grande golpe em Frank: a morte de Courage no GP da Holanda. Williams nunca escondeu que a morte do amigo Courage marcou para o resto da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Frank seguiu comprando chassis de outras construtoras para colocar a marca Williams na pista at\u00e9 meados da temporada 1972, quando, finalmente, o primeiro carro totalmente feito pela companhia tomaria a pista no GP da Inglaterra. Duraria pouco. Ainda naquela corrida, o \u00fanico piloto da Williams a receber o carro, Henri Pescarolo &#8211; Jos\u00e9 Carlos Pace era companheiro de equipe -, destruiu rapidamente num acidente. Frank gastara mais do que tinha no desenvolvimento daquele chassi filho \u00fanico &#8211; o Politoys FX3 &#8211; que considerava um investimento para o sucesso futuro, e ficou em situa\u00e7\u00e3o financeira dram\u00e1tica. At\u00e9 o telefone da f\u00e1brica da Williams e de seu escrit\u00f3rio foram cortadas por falta de pagamento. Assim, a solu\u00e7\u00e3o foi ir atr\u00e1s de uma patrocinadora robusta: as escolhidas foram a Marlboro, gigante da ind\u00fastria do tabaco, e a Iso Rivolta, fabricante italiana de carros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conhe\u00e7a o canal do Grande Pr\u00eamio no YouTube! Clique\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtube.com\/GrandePremioTV\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<br>Siga o Grande Pr\u00eamio no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/grandepremio\" target=\"_blank\">Twitter\u00a0<\/a>e no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/instagram.com\/grandepremio\" target=\"_blank\">Instagram<\/a>!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/000_9TJ9NL-1024x612.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-528381\"\/><figcaption>Frank Williams na garagem da equipe em 2009 (Foto: Mario Laporta\/AFP)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u25b6\ufe0f\u00a0Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PR\u00caMIO no YouTube:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC9OlHEgxoaY6QY6nWPoiqQg?sub_confirmation=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GP<\/a>\u00a0|\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC9csiS6q_C3C0FYhyr1rnFA?sub_confirmation=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GP2<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As duas companhias aportaram algum suporte no ano seguinte, mas n\u00e3o era o suficiente para acabar com todo o drama financeiro para o restantes dos tempos. Jacques Laffite marcaria um p\u00f3dio mais para aquele time a caminho da extin\u00e7\u00e3o, em 1975, mas a chegada de Walter Wolf, um magnata canadense do ramo do petr\u00f3leo, decretou aquilo que j\u00e1 se desenhava h\u00e1 alguns anos: o controle da equipe n\u00e3o pertencia mais a Frank, que resolveu deixar a companhia ap\u00f3s 1976.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sa\u00edda n\u00e3o significava o fim do desejo de Frank Williams fazer parte do viciante mundo da F\u00f3rmula 1, especialmente porque Bernie Ecclestone come\u00e7ava a se posicionar como negociador coletivo das equipes inglesas com circuitos pelo mundo e a FIA, o que passava a render mais receitas e fazia os envolvidos mais espertos vislumbrarem o dia em que aquela brincadeira seria um neg\u00f3cio rent\u00e1vel e n\u00e3o mais somente uma maneira divertida de meninos ricos jogarem dinheiro no ralo. Imediatamente, Frank se juntou ao engenheiro Patrick Head, que saiu da equipe pr\u00e9via junto dele, para formarem um novo neg\u00f3cio, aproveitando o nome e alguma pouca renda que sobrara. Juntos, compraram um galp\u00e3o na cidade de Didcot e come\u00e7aram outro projeto: a Williams Grand Prix Engineering.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova Williams entrou no p\u00e1reo j\u00e1 em 1977, mas foi no ano seguinte que apareceu o FW06, primeiro carro assinado por Head. Era o come\u00e7o de uma nova era. O primeiro p\u00f3dio veio naquele ano com a vit\u00f3ria de debute em 1979, com Clay Regazzoni, na Inglaterra. Alan Jones venceria quatro outras corridas no fim da temporada. Era, tamb\u00e9m, a prepara\u00e7\u00e3o que a Williams precisava. O aviso do que seria o futuro. A equipe se avisava como um dos times dos anos 1980.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora nada disso jamais tenha sido oficializado, Ecclestone relata em sua autobiografia &#8216;Nunca fui Anjo&#8217;, que fez diversos empr\u00e9stimos a Frank, que se colocava como um aliado nas brigas pol\u00edticas pelo controle das negocia\u00e7\u00f5es coletivas na F1, para que mantivesse o controle e a estabilidade da Williams em meio \u00e0quele sucesso que se avizinhava. Algumas vezes, os empr\u00e9stimos se transformavam tamb\u00e9m em roupas e objetos luxuosos. Uma tentativa de Frank n\u00e3o apenas vencer nas pistas e ser respeitado como dono de equipe, mas de pertencer ao clube da riqueza que estava estabelecido entre seus pares.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/000_9TJ9NW-1024x710.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-528387\"\/><figcaption>Frank Williams acompanha equipe em 2008 (Foto: AFP)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sucesso bateu de vez. Ao longo dos anos 1980, a Williams ganhou quatro vezes o Mundial de Construtores (1980, 1981, 1986 e 1987) e tr\u00eas de Pilotos (Alan Jones em 1980, Keke Rosberg em 1982 e Nelson Piquet em 1987). O ano de 1986 \u00e9 o mais importante para a biografia pessoal de Frank, entretanto. Em mar\u00e7o daquele ano, o j\u00e1 hist\u00f3rico Frank acompanhou um teste da Williams na pista francesa de Paul Ricard, pr\u00f3xima a Marselha. No fim do dia e desejoso de participar de uma meia maratona em Londres, no dia seguinte, pegou o carro para ir at\u00e9 o aeroporto de Nice, perto de M\u00f4naco, mas perdeu o controle de um Ford Fiesta 1600 ao longo da viagem. O carro caiu numa pequena ribanceira at\u00e9 tocar o ch\u00e3o quase 2.5 m abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consciente, Williams soube imediatamente que n\u00e3o conseguia se movimentar e foi retirado do carro por Peter Windsor, na \u00e9poca gerente de marketing da equipe, que estava no banco do carona e sofrera somente escoria\u00e7\u00f5es leves. Os m\u00e9dicos salvaram a vida de Frank, que ficou extremamente amea\u00e7ada, mas a fratura entre a quarta e a quinta v\u00e9rtebra da coluna espinhal decretou que o chef\u00e3o viveria o restante da vida tetrapl\u00e9gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu me atrasei para um voo para o qual eu n\u00e3o precisava ter me atrasado, confundi os hor\u00e1rios da Fran\u00e7a e da Inglaterra&#8221;, explicou certa vez sobre os motivos de ter ido a um aeroporto mais distante. &#8220;Mas a vida tem de continuar. Eu pude continuar os neg\u00f3cios em que j\u00e1 estava, mas, em termos gerais, tem sido uma defici\u00eancia no sentido verdadeiro da palavra&#8221;, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esposa Virginia, popularmente chamada de Ginny por Frank e na F\u00f3rmula 1, conseguiu fazer com que o marido fosse levado de volta para seguir o tratamento na Inglaterra, mas Williams ficaria longe das r\u00e9deas da equipe ao longo de 1986, numa campanha vencedora e enquanto a rela\u00e7\u00e3o entre os titulares Piquet e Nigel Mansell azedava de maneira ol\u00edmpica. Head ficou respons\u00e1vel pela garagem. As vit\u00f3rias nas pistas e a vida salva renderam a Frank a medalha de Comandante da Ordem do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico, pela Rainha Elizabeth II, no fim daquele ano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/GP-da-Australia-1986_Nigel-Mansell-1024x573.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-520015\"\/><figcaption>Nigel Mansell brilhou com a Williams (Foto: Adelaide GP\/Reprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s 1987, a Williams teve que aceitar que era hora de sentar no assento do observador para a McLaren dominar a F1 nos anos seguintes. Mas s\u00f3 at\u00e9 a virada da d\u00e9cada. Em 1991, empurrada por motores Renault, a Williams come\u00e7ava a colocar em pr\u00e1tica o desenho da suspens\u00e3o ativa e de um carro que mudaria o jogo. As coisas esquentaram no fim daquela temporadas, mas em 1992 o Carro de Outro Mundo. Mansell, de volta \u00e0 equipe ap\u00f3s os dissabores de anos antes, enfim levantou o caneco da F1. A pontua\u00e7\u00e3o de Mansell foi quase o dobro do vice-campe\u00e3o, Riccardo Patrese, que n\u00e3o por acaso era o companheiro de equipe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alain Prost, ent\u00e3o tricampe\u00e3o mundial e que ficara fora do grid em 1992 ap\u00f3s a briga com a Ferrari em 1991, ficou interessado. Mansell, como campe\u00e3o de maneira dominante, queria seguran\u00e7a de que seria tratado pela equipe como piloto #1, sobretudo para evitar os problemas com Piquet no fim dos anos 1980 e com o pr\u00f3prio Prost na Ferrari. Frank n\u00e3o quis fazer qualquer promessa, ent\u00e3o Nigel decidiu deixar o time. Prost chegou e recebeu Damon Hill, que fora piloto de testes no ano anterior, como companheiro. Prost n\u00e3o sobrou como Mansell, mas fez o suficiente para conquistar o tetracampeonato e se aposentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ayrton Senna, ent\u00e3o, era o nome da vez. Williams se interessava no brasileiro h\u00e1 muito tempo, mesmo antes do Senna sequer participar da F1. Era somente agora, com Ayrton tricampe\u00e3o e veteranos de dez anos, que a oportunidade aparecia de verdade. As muitas mudan\u00e7as de regras t\u00e9cnicas para 1994 complicaram a Williams, que come\u00e7ou o ano tendo de correr atr\u00e1s da concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Frank teve um caso de amor com Ayrton&#8221;, disse a filha e sucessora Claire, em 2019. &#8220;Ayrton entrou no cora\u00e7\u00e3o e na cabe\u00e7a, e [Frank] sempre quis coloc\u00e1-lo em seu carro. Os desejos do meu pai se tornaram realidade, mas terminaram da pior forma poss\u00edvel&#8221;, lembrou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Senna fez pole-position nas tr\u00eas primeiras provas da temporada, mas n\u00e3o completou nenhuma. Acidentes no Brasil e no GP do Pac\u00edfico precederam a trag\u00e9dia de San Marino. A morte de Senna levou Frank para os tribunais, onde chegou a ser acusado de homic\u00eddio culposo, onde n\u00e3o h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de matar, pela Justi\u00e7a italiana, por conta de problemas no carro da equipe. Seria inocentado algum tempo depois. Mas Senna nunca mais deixou o carro enquanto Frank esteve l\u00e1: um logo do piloto brasileiro passou a ser colocado na asa dianteira de 1995 em diante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1996-Hill-1024x640.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-404262\"\/><figcaption>Damon Hill levou a Williams ao t\u00edtulo em 1996 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com Damon Hill acompanhado de Mansell e David Coulthard no resto da temporada, a Williams ainda conquistou o tricampeonato do Mundial de Construtores. Voltaria a levar a melhor em 1996 e 1997. Ap\u00f3s Mansell em 92 e Prost em 93, Hill e Jacques Villeneuve levariam a gl\u00f3ria de Pilotos em 1996 e 1997, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os tempos mudaram nos anos 2000. A Williams n\u00e3o conquistou mais t\u00edtulos ap\u00f3s 1997 e ca\u00edram de rendimento a partir do meio da Era Schumacher. Entre momentos melhores e piores, nunca mais houve briga por caneco. Desde 2004, a Williams s\u00f3 venceu duas corridas: o GP do Brasil de 2004, com Juan Pablo Montoya, e o GP da Espanha de 2012, com Pastor Maldonado. Os garagistas, como Frank, passaram a ser ra\u00e7a em extin\u00e7\u00e3o. A era da F1 como um clube de playboys desapareceu h\u00e1 muitos anos, mas abriu espa\u00e7o para o tempo das grandes corpora\u00e7\u00f5es e seus or\u00e7amentos incalcul\u00e1veis. A Williams sobrou durante muitos anos como uma fotografia feita em lambe-lambe: um reflexo do tempo que j\u00e1 foi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os problemas de sa\u00fade fizeram Frank se afastar das opera\u00e7\u00f5es di\u00e1rias da Williams em 2012, quando ele cedeu o lugar no Conselho-Diretivo para a filha Claire Williams. Frank se manteve oficialmente como chefe de equipe, mas era Claire, como chefe-adjunta, que dava as ordens de verdade. A estrutura se manteve durante a venda das divis\u00f5es de engenharia e de motores h\u00edbridos da Williams, em 2014, para aplacar os problemas financeiros. E foi com essa estrutura que chegou a venda para o grupo de investimentos Dorilton Capital, em 2020, que encerrou a liga\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e de Frank com a equipe que foi o projeto de sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma lenda da F\u00f3rmula 1, Frank Williams sobrevive pelos filhos Jonathan, Jamie e Claire, e netos. A esposa Virginia morreu em 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi uma grande jornada, uma jornada que eu gostaria de refazer se fosse mais novo. N\u00e3o faria nada diferente exceto tentar evitar os acidentes&#8221;, disse em entrevista \u00e0 BBC em 2010. A jornada de Frank \u00e9 a F1 na mais rom\u00e2ntica das faces.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"WILLIAMS deixa de ser como conhecemos. E isso \u00e9 NORMAL na F1 | GP \u00e0s 10\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zN0qwm3AZEs?start=12&amp;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>WILLIAMS deixa de ser como conhecemos. E isso \u00e9 NORMAL na F1 | GP \u00e0s 10<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De um internato na Esc\u00f3cia para a constru\u00e7\u00e3o de um colosso na F\u00f3rmula 1, Frank Williams marcou para sempre o automobilismo e se tornou lenda<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":1000528377,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[147,156,207,24837,26275,218,90,82],"42wp_author":[47120],"class_list":["post-115995","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-f1","tag-f1","tag-f1-2021","tag-ferrari","tag-formula-1-2","tag-formula-1-2021-3","tag-frank-williams","tag-mclaren","tag-mercedes","42wp_author-pedro-henrique-marum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=115995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115995\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1000528377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=115995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=115995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=115995"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=115995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}