{"id":125399,"date":"2020-11-10T14:35:30","date_gmt":"2020-11-10T17:35:30","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/noticias\/palou-ganha-chance-de-ouro-na-ganassi-mas-tem-de-superar-maldicao-do-carro-10\/"},"modified":"2020-11-10T14:38:33","modified_gmt":"2020-11-10T17:38:33","slug":"palou-ganha-chance-de-ouro-na-ganassi-mas-tem-de-superar-maldicao-do-carro-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/indy\/palou-ganha-chance-de-ouro-na-ganassi-mas-tem-de-superar-maldicao-do-carro-10\/","title":{"rendered":"Palou ganha chance de ouro na Ganassi, mas tem de superar maldi\u00e7\u00e3o do carro #10"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A temporada 2020 da Indy foi bastante modificada por conta da pandemia de coronav\u00edrus e, naturalmente, deu menos tempo de rea\u00e7\u00e3o para os pilotos. Mesmo assim, \u00c1lex Palou conseguiu se destacar. Se o jovem espanhol n\u00e3o teve tantos resultados relevantes, chamou a aten\u00e7\u00e3o pela velocidade, pela agressividade e por ter se adaptado t\u00e3o rapidamente aos carros da categoria. De todo modo, dava a impress\u00e3o de que teria um 2021 de evolu\u00e7\u00e3o e, mais para frente, poderia ir longe. S\u00f3 que o longe j\u00e1 chegou: <a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/indy\/noticias\/ganassi-surpreende-e-anuncia-palou-como-substituto-de-rosenqvist-para-2021\/\">Palou \u00e9 da Ganassi<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O an\u00fancio pegou quase todo mundo de surpresa. Se a sa\u00edda de Felix Rosenqvist j\u00e1 era esperada desde a primeira metade do campeonato, entendia-se que o carro #10 ficaria vago ou passaria a ser de Marcus Ericsson, em uma troca de n\u00fameros. \u00c9 que a Ganassi n\u00e3o sinalizava com amplia\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o e j\u00e1 teria o #48 de Jimmie Johnson nas ruas e nos circuitos mistos. S\u00f3 que o #10 da Ganassi vai ser, sim, ocupado e por Palou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A movimenta\u00e7\u00e3o gera alguns questionamentos naturais acerca do piloto, do momento em que acontece, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao time, que parece seguir uma tentativa que rendeu poucos frutos nos \u00faltimos tr\u00eas anos, afinal, desde a sa\u00edda de Tony Kanaan, o roteiro tem sido o mesmo: nomes jovens, com pouca experi\u00eancia na Indy, mas promissores. Nos casos de Ed Jones e Felix Rosenqvist, n\u00e3o deu certo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/2019121914423_AP_DMa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-353758\"\/><figcaption>\u00c1lex Palou tenta acabar com a maldi\u00e7\u00e3o do #10 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Twitter)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A realidade \u00e9 que, desde a aposentadoria da lenda Dario Franchitti, ap\u00f3s acidente no GP de Houston de 2013, ningu\u00e9m tem conseguido brilhar no carro #10 da Ganassi. Enquanto Scott Dixon caminha a passos largos para virar o maior da hist\u00f3ria da categoria na parede ao lado dos boxes, o #10 quase que nem vence corridas: s\u00e3o dois triunfos em sete temporadas, sendo um de Tony e um de Felix.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 verdade que, por mais que Tony reconhe\u00e7a que n\u00e3o teve uma passagem brilhante pela Ganassi, coloc\u00e1-lo no mesmo balaio de Jones e Rosenqvist n\u00e3o \u00e9 nem justo, afinal, o brasileiro ficou quatro anos no time e, em geral, foi bem mais consistente que os outros dois. E s\u00e3o justamente Jones e Rosenqvist que levantam as maiores d\u00favidas acerca de Palou, mais at\u00e9 do que ele mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7ando por Jones, pois: o piloto chegou depois de tamb\u00e9m ter feito s\u00f3 uma temporada na mesma Dale Coyne que Palou defendia em 2020 e em um cen\u00e1rio parecido de boas performances, poucos resultados e um p\u00f3dio, realmente bastante similar. Fora isso, tinha t\u00edtulo de Indy Lights, passagem pela Europa e os mesmos 23 anos que o catal\u00e3o tem hoje. O resultado? Um 2018 de s\u00f3 dois p\u00f3dios, um 13\u00ba lugar geral e um bilhete azul no final do ano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/2018611946769_Ed-Jones_DMa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-133650\"\/><figcaption>Ed Jones n\u00e3o deu certo na Ganassi (Foto: IndyCar)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na temporada seguinte, Ed voltou ao grid da Indy nos circuitos mistos e de rua com a Carpenter, mas o rendimento foi algo perto do tenebroso. Com s\u00f3 um top-10 no ano todo, n\u00e3o segurou a vaga para 2020 e, no momento, parece algu\u00e9m sem a menor perspectiva de pintar novamente no pelot\u00e3o. Isso tudo com s\u00f3 25 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso de Rosenqvist, a aposta era de risco um tanto menor. \u00c9 que, por mais que fosse novato na Indy, o sueco era um dos nomes quentes do momento no automobilismo mundial, vinha de t\u00edtulo de F3 Europeia, de passagem decente por DTM, de \u00f3timos anos de F\u00f3rmula E e at\u00e9 mesmo de uma impress\u00e3o positiva nas ruas da Indy Lights. E o retorno foi mesmo superior se comparado ao que Jones deu: um sexto lugar geral em 2019, uma vit\u00f3ria em Elkhart Lake em 2020. De todo modo, longe de ser suficiente para garantir mais um ano de contrato para 2021 e, em geral, bem menos competitivo em 2020 do que havia sido na temporada de calouro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De todo modo, Felix conseguiu se encaixar na McLaren para o pr\u00f3ximo campeonato e, ainda que tenha descido um leve patamar, ao menos segue no grid e em um time competitivo. Agora, precisa de um ano parecido ou at\u00e9 melhor que 2019 para n\u00e3o acabar fritado como Jones.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Felix-DSLR-WEB-1140x642-1-1024x577.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-431400\"\/><figcaption>Felix Rosenqvist passa a defender a McLaren na Indy em 2021 (Foto: McLaren)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voltando para Palou, a situa\u00e7\u00e3o que se apresenta, ap\u00f3s apenas um ano e um p\u00f3dio na Indy, parece definitiva para sua carreira: \u00e9 o famoso &#8216;ou vai, ou racha&#8217;. A chance de ouro chegou bem mais cedo do que o esperado, \u00c1lex vai guiar um carro campe\u00e3o logo em seu segundo ano e n\u00e3o vai ter margem para seguir aprendendo, precisa simplesmente j\u00e1 estar pronto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dono de um bom curr\u00edculo com carreira interessante na base europeia, \u00f3timos momentos no Jap\u00e3o e um primeiro ano bastante promissor na Indy, o catal\u00e3o agora pode controlar a pr\u00f3pria sorte, vive uma fase \u00fanica em sua trajet\u00f3ria, mas tem todo um retrospecto do time para o assombrar. \u00c9 hora de Palou acabar com a tal maldi\u00e7\u00e3o do carro #10 da Ganassi e de Franchitti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conhe\u00e7a o canal do Grande Pr\u00eamio no YouTube! 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