{"id":135934,"date":"2019-06-15T06:00:00","date_gmt":"2019-06-15T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/noticias\/carta-aberta-para-le-mans-por-rodrigo-mattar\/"},"modified":"2020-05-17T08:32:20","modified_gmt":"2020-05-17T11:32:20","slug":"carta-aberta-para-le-mans-por-rodrigo-mattar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/endurance\/carta-aberta-para-le-mans-por-rodrigo-mattar\/","title":{"rendered":"Carta aberta para Le Mans, por Rodrigo Mattar"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\tCar&iacute;ssima e estimada Le Mans,<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tVoc&ecirc; foi na minha vida um dos casos mais mal resolvidos que algu&eacute;m como eu, apaixonado por automobilismo, poderia ter.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAnos 1980 (ou 1990, sei l&aacute;) e l&aacute; estava eu, num desses &lsquo;Coruj&atilde;o&rsquo; da vida, varando a madrugada para, na primeira oportunidade que pude ter, assistir ao filme em que, mais do que Steve McQueen como protagonista, o brilho era todo seu.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tA hist&oacute;ria envolvendo a personagem Michael Delaney era segundo plano. A pista, ainda com o ret&atilde;o Les Hunaudi&egrave;res sem chicanes, com todos aqueles carros freando l&aacute; no &#039;Deus me livre&#039; em Mulsanne, era a artista principal.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEu j&aacute; sabia que alguns pilotos brasileiros tinham estado a&iacute;. Que Christian Heins, o &lsquo;Bino&rsquo;, morreu num acidente tr&aacute;gico em 1963. Sabia do &lsquo;Moco&rsquo;, de Jos&eacute; Carlos Pace, vice-campe&atilde;o. Da aventura de Paul&atilde;o Gomes, Marinho Amaral e Guaran&aacute; Menezes, que foram com a cara, a coragem e mostraram para a francesada que os nossos eram do ramo.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/20196141556649_PauloGomesLeMans3_II.jpg\" title=\"Trio brasileiro fez hist\u00f3ria nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Twitter)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Tri brasileiro fez hist&oacute;ria nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Twitter)<\/div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\">\n\t\t<\/div>\n<p>\tConhecia todas as lendas, de Jacky Ickx a Henri Pescarolo, passando por Derek Bell, Olivier Gendebien, Woolf Barnato, Tazio Nuvolari, Dan Gurney e tantos outros. A hist&oacute;ria do Ford GT40, o &lsquo;Matador de Ferraris&rsquo;. Mas tamb&eacute;m, todas as tristezas e trag&eacute;dias. O desastre de Pierre Levegh, a morte de John Woolfe, a de Joakim Bonnier e depois as de Jo Gartner e S&eacute;bastien Enjolras.<\/p><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEm 1997, j&aacute; trabalhando como jornalista, acompanhei num &lsquo;perto-longe&rsquo; o clima daquela corrida que teve v&aacute;rios brasileiros &#8211; entre eles o tricampe&atilde;o mundial de F&oacute;rmula 1 Nelson Piquet. Foi possivelmente a primeira vez que me envolvi de fato com Le Mans. E o caso mais mal resolvido come&ccedil;ava ali.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tOs anos avan&ccedil;avam, a idade tamb&eacute;m. Amigos come&ccedil;aram a gravar DVDs com resumos das corridas &mdash; 2003, 2004, 2005. Assisti muitas vezes, v&aacute;rias vezes. Perdi a conta. E gra&ccedil;as ao finado Orkut, minha cara Le Mans, voc&ecirc; come&ccedil;ava a n&atilde;o escapar mais de mim.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tFoi uma doideira. Em tempos de nenhuma transmiss&atilde;o aqui para o Brasil, us&aacute;vamos os t&oacute;picos de discuss&atilde;o de um grupo chamado &quot;24 Horas de Le Mans&quot; para, gra&ccedil;as a links &lsquo;piratas&rsquo;, assistir &agrave; transmiss&atilde;o europeia e botar nossas impress&otilde;es e coment&aacute;rios.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEm 2009, h&aacute; exatos 10 anos, cometi uma loucura por sua causa, Le Mans. Passei um dia inteiro em casa, assistindo &agrave; corrida &#8211; inclusive de madrugada, numa friaca desgra&ccedil;ada, pela internet. N&atilde;o me pergunte como, mas n&atilde;o dormi. Ali&aacute;s, Le Mans, por voc&ecirc; eu dan&ccedil;aria at&eacute; tango no teto, como diz a can&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tE ao mesmo tempo em que acalentava o sonho de pisar nesse ch&atilde;o sagrado, a frustra&ccedil;&atilde;o tomava conta de mim &mdash; ano ap&oacute;s ano, nenhum convite pintava, nenhuma porta se abria, as chances surgiam para outros.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tN&atilde;o para mim, Le Mans.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tSabe o que &eacute; receber um e-mail de uma antiga colega de trabalho l&aacute; por 2011, dar todas as dicas poss&iacute;veis, imagin&aacute;veis e necess&aacute;rias &mdash; j&aacute; que ela foi para La Sarthe como produtora &mdash; e depois saber anos depois, por terceiros, que se arrependeram de n&atilde;o ter me permitido conhecer voc&ecirc;, Le Mans?&nbsp;<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/20196141557128_TomKristensenLeMans_II.jpg\" title=\"Tom Kristensen \u00e9 o maior vencedor da hist\u00f3ria das 24 Horas de Le Mans (Foto: Audi)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Tom Kristensen &eacute; o maior vencedor da hist&oacute;ria das 24 Horas de Le Mans (Foto: Audi)<\/div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\">\n\t\t<\/div>\n<p>\tE de principalmente n&atilde;o ter presenciado a hist&oacute;ria reescrita com os nove triunfos de Tom Kristensen, o &lsquo;Monsieur Le Mans&rsquo;?<\/p><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tPois &eacute;, aconteceu.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tE assim foi&#8230; em 2013, nem consegui te acompanhar direito. Estava &lsquo;on the road&rsquo;, num Rali de Carros Hist&oacute;ricos. N&atilde;o me queixo: me diverti um bocado. Mas senti falta de estar no clima e ter aquela intimidade que pouco a pouco nos foi deixando mais pr&oacute;ximos.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNo ano seguinte, o Fox Sports n&atilde;o transmitiu a corrida &mdash; que ali&aacute;s j&aacute; era exibida em partes pelo Speed Channel e pela pr&oacute;pria emissora no ano anterior em que, no dia da largada, eu estava em Campos do Jord&atilde;o &mdash; e foi na estrada que consegui saber da infausta not&iacute;cia da morte do Allan Simonsen &mdash; porque tinha um neg&oacute;cio chamado Copa do Mundo aqui no Brasil.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tPaci&ecirc;ncia. Vida que segue, diria Jo&atilde;o Saldanha.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tSobre o Simonsen, a prop&oacute;sito: como pode, n&atilde;o &eacute; Le Mans? Voc&ecirc; &eacute; um lugar de gl&oacute;rias, mas ao mesmo tempo, como qualquer pista do automobilismo que se preze, como qualquer templo, voc&ecirc; n&atilde;o d&aacute; vez pra todo mundo, pra qualquer um, e ainda tira vidas. Ainda bem que em menor escala que no passado, porque felizmente a seguran&ccedil;a dos carros e sua pr&oacute;pria, melhorou e foi incrementada.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAli&aacute;s, &eacute; um acinte que sua reta, seu ponto de maior velocidade, tenha perdido o encanto justo em nome da danada da seguran&ccedil;a. Te puseram duas chicanes em Les Hunaudi&egrave;res, onde certa vez um obscuro piloto, de nome Roger Dorchy, chegou a 407 km\/h com um prot&oacute;tipo WM Secateva. Ficou um pouco sem gra&ccedil;a &mdash; quase que como chupar bala com papel &#8211; mas Le Mans &eacute; Le Mans&#8230; e pra te salvar, qualquer coisa vale.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tFicou para 2015 o nosso encontro, ainda que a centenas de milhas de dist&acirc;ncia. E ele aconteceu. E foi t&atilde;o bacana, t&atilde;o legal. Pena que durou pouco.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNo ano seguinte, Le Mans, voc&ecirc; mostrou mais outra de suas facetas sutis. Mostrou que &eacute; voc&ecirc; quem escolhe quem ganha, quem chega primeiro. Voc&ecirc; sabia que a Toyota nunca tinha ganho nada no seu tra&ccedil;ado e justo eles, os japoneses, choraram de tristeza ao perder para a Porsche faltando cinco minutos pra corrida terminar. Crueldade&#8230;&nbsp;<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/2019614160707_ToyotaLeMans_II.jpg\" title=\"Em 2016, a Toyota amargou a mais dolorosa derrota nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Toyota)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Em 2016, a Toyota amargou a mais dolorosa derrota nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Toyota)<\/div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\">\n\t\t<\/div>\n<p>\tMas essa &eacute; a gra&ccedil;a &mdash; e a dor do esporte tamb&eacute;m. Ningu&eacute;m se lembra muito de quem perdeu, s&oacute; de quem ganhou. Mas aquela derrota, ah, Le Mans, sua danada&#8230; doeu muito em todo mundo.<\/p><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAo mesmo tempo em que eu me enchia de esperan&ccedil;a e depois vinham as seguidas duchas de &aacute;gua fria, em 2017 torcemos, vibramos e choramos juntos.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAquela foi uma edi&ccedil;&atilde;o especial da corrida: convenci que voc&ecirc;, Le Mans, tivesse treinos de classifica&ccedil;&atilde;o exibidos ao vivo. Consegui que dessem 10h de espa&ccedil;o numa emissora de TV fechada &mdash; o que para qualquer categoria do automobilismo &eacute; muita coisa num &uacute;nico ano &mdash; para uma &uacute;nica prova, de vinte e quatro horas.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tN&atilde;o tenho medo de dizer isso em primeira pessoa, porque batalhei mesmo pra isso e muita gente sabe.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tPorque era voc&ecirc;, Le Mans.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tPorque s&oacute; voc&ecirc; importava e mais nada.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAli&aacute;s, importava tanto que, uma infelicidade &mdash; dentre as muitas que s&atilde;o ditas diariamente em redes sociais &#8211; repercutiu tanto que eu me aborreci, me estressei e no final, bandeira quadriculada mostrada naquela &mdash; mais uma, ali&aacute;s &mdash; vit&oacute;ria da Porsche, com derrota fragorosa da Toyota, eu n&atilde;o resisti e fui &agrave;s l&aacute;grimas.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tS&oacute; depois percebi o rid&iacute;culo da coisa. O qu&atilde;o imbecil e tolo pareci naquele momento que v&aacute;rias vezes revi para ter certeza que aquilo mesmo foi real.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tSim, Le Mans. Foi realmente uma mistura de sentimentos. Raiva, al&iacute;vio e principalmente alegria porque a corrida tinha sido sensacional. &Agrave; sua altura, Le Mans, como voc&ecirc; merece.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNossa quarta vez &#039;juntos&#039; na tela do Fox Sports foi ano passado. N&oacute;s: eu, voc&ecirc;, Hamilton Rodrigues, mestre Edgard Mello Filho, mais de 250 mil espalhados pela pista, outros milh&otilde;es no mundo inteiro, enfim vimos a caveira de burro da Toyota desenterrada, vimos o &lsquo;Pink Pig&rsquo; redivivo aumentar para 107 o total de vit&oacute;rias da Porsche&#8230; e Andr&eacute; Negr&atilde;o, meses depois da corrida, ser campe&atilde;o a&iacute;, Le Mans.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tCada linha que aqui escrevo &eacute; com sinceridade.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tE com sinceridade confesso: achei que nunca chegaria a minha vez de te conhecer.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tCada ano passando, cada vez mais um sonho distante.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tMas os sonhos n&atilde;o envelhecem. Nunca.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tCome&ccedil;ou 2019 e as esperan&ccedil;as foram renovadas. E transformadas logo em mais frustra&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tMais uma vez eu n&atilde;o teria a chance de pousar no Charles de Gaulle vindo do Brasil, pisar primeiro em Paris, pegar o famoso TGV e sentir a energia de Le Mans, do jeito que tinha de ser.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEntre brincando e s&eacute;rio, numa conta de Instagram escrevi. &quot;Gostaria de ganhar uma viagem para Le Mans de presente&quot;.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tVeio o m&ecirc;s de abril. Come&ccedil;o a receber mensagens que soam como sinais de coisas boas a caminho.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&quot;T&aacute; com o passaporte em dia?&quot;, fui perguntado.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&quot;Estou, mas n&atilde;o tenho visto para os EUA&quot;, respondi. &quot;Para onde voc&ecirc; vai, n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio visto de entrada&quot;, disseram do outro lado da linha.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tN&atilde;o demorou dez minutos e veio a not&iacute;cia.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&quot;Cara! Voc&ecirc; vai para Le Mans!&quot;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tUm convite que veio como presente de anivers&aacute;rio antecipado. Para um sujeito como eu, perto dos 50 anos, era a melhor not&iacute;cia que algu&eacute;m t&atilde;o apaixonado por voc&ecirc;, Le Mans, poderia receber.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAt&eacute; hoje n&atilde;o sei o que dizer desse encontro. Cada dia que faltava para o embarque ficava mais apreensivo para um momento t&atilde;o desejado e aguardado.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tS&oacute; sei que n&atilde;o consigo esconder a emo&ccedil;&atilde;o. At&eacute; porque tenho certeza que eu merecia, que sempre mereci, por empenho, por todo o trabalho desses anos todos, n&atilde;o s&oacute; no Fox Sports mas tamb&eacute;m nas colabora&ccedil;&otilde;es com o GRANDE PR&Ecirc;MIO &mdash; a ideia dessa carta, sensacional, foi do Victor Martins (obrigado!) &#8211; estreitadas nas &uacute;ltimas edi&ccedil;&otilde;es.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tPois &eacute;, Le Mans&#8230; nem sei como vou reagir, quando descer do trem que nos deixar&aacute; vindo de Paris na sua gare. Eu acho que vou fazer que nem o Papa Jo&atilde;o Paulo II, naquela imagem inesquec&iacute;vel quando ele chegou ao Brasil, em 1980: vou ficar diante do port&atilde;o principal, da entrada para o para&iacute;so em que sempre quis estar, e beijar o ch&atilde;o em agradecimento eterno aos Deuses da Velocidade e a todos os que tornaram poss&iacute;vel esse acontecimento.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tLe Mans e eu&#8230; eu e Le Mans: fomos feitos um para o outro.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tE nada ir&aacute; nos separar a partir de agora.<br \/>\n\t<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BysRwBlhE-Q\/\" data-instgrm-version=\"12\" style=\"background:#FFF;border:0;margin: 1px;max-width:540px;min-width:326px;padding:0;width:99.375%\">\n<div style=\"padding:16px\">\n<div>\n<div style=\"background-color: #F4F4F4;height: 40px;margin-right: 14px;width: 40px\">\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div style=\"background-color: #F4F4F4;height: 14px;margin-bottom: 6px;width: 100px\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background-color: #F4F4F4;height: 14px;width: 60px\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div><\/p><\/div><\/p><\/div>\n<div style=\"padding: 19% 0\">\n\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"height:50px;margin:0 auto 12px;width:50px\">\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BysRwBlhE-Q\/\" style=\"background:#FFFFFF;line-height:0;padding:0 0;text-align:center;text-decoration:none;width:100%\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><\/a><\/div>\n<div style=\"padding-top: 8px\">\n<div style=\"color:#3897f0;font-family:Arial,sans-serif;font-size:14px;font-style:normal;font-weight:550;line-height:18px\">\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BysRwBlhE-Q\/\" style=\"background:#FFFFFF;line-height:0;padding:0 0;text-align:center;text-decoration:none;width:100%\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ver essa foto no Instagram<\/a><\/div><\/p><\/div>\n<div style=\"padding: 12.5% 0\">\n\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 14px\">\n<div>\n<div style=\"background-color: #F4F4F4;height: 12.5px;width: 12.5px\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background-color: #F4F4F4;height: 12.5px;width: 12.5px;margin-right: 14px;margin-left: 2px\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background-color: #F4F4F4;height: 12.5px;width: 12.5px\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div><\/p><\/div>\n<div style=\"margin-left: 8px\">\n<div style=\"background-color: #F4F4F4;height: 20px;width: 20px\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"width: 0;height: 0;border-top: 2px solid transparent;border-left: 6px solid #f4f4f4;border-bottom: 2px solid transparent\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div><\/p><\/div>\n<div style=\"margin-left: auto\">\n<div style=\"width: 0px;border-top: 8px solid #F4F4F4;border-right: 8px solid transparent\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background-color: #F4F4F4;height: 12px;width: 16px\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"width: 0;height: 0;border-top: 8px solid #F4F4F4;border-left: 8px solid transparent\">\n\t\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div><\/p><\/div><\/p><\/div>\n<p style=\"margin:8px 0 0 0;padding:0 4px\">\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BysRwBlhE-Q\/\" style=\"color:#000;font-family:Arial,sans-serif;font-size:14px;font-style:normal;font-weight:normal;line-height:17px;text-decoration:none\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pisei hoje no solo sagrado! Olha a multid&atilde;o atr&aacute;s&#8230;<\/a><\/p>\n<p style=\"color:#c9c8cd;font-family:Arial,sans-serif;font-size:14px;line-height:17px;margin-bottom:0;margin-top:8px;overflow:hidden;padding:8px 0 7px;text-align:center\">\n\t\t\t\tUma publica&ccedil;&atilde;o compartilhada por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rodrigomattar42\/\" style=\"color:#c9c8cd;font-family:Arial,sans-serif;font-size:14px;font-style:normal;font-weight:normal;line-height:17px\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> Rodrigo Mattar<\/a> (@rodrigomattar42) em<\/p>\n<p>\t\t\t\t14 de Jun, 2019 &agrave;s 6:27 PDT\n\t\t<\/p><\/div>\n<\/blockquote><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div class=\"embed-responsive embed-responsive-16by9\">\n\t<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At&eacute; hoje n&atilde;o sei o que dizer desse encontro. Cada dia que faltava para o embarque ficava mais apreensivo para um momento t&atilde;o desejado e aguardado. 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