{"id":136424,"date":"2019-12-06T04:00:00","date_gmt":"2019-12-06T07:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/noticias\/retrospectiva-2019-revolucao-da-formula-e-tem-rodizio-de-vencedores-como-marca\/"},"modified":"2020-05-15T03:32:44","modified_gmt":"2020-05-15T06:32:44","slug":"retrospectiva-2019-revolucao-da-formula-e-tem-rodizio-de-vencedores-como-marca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/formula-e\/retrospectiva-2019-revolucao-da-formula-e-tem-rodizio-de-vencedores-como-marca\/","title":{"rendered":"Retrospectiva 2019: Revolu\u00e7\u00e3o da F\u00f3rmula E tem rod\u00edzio de vencedores como marca"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\tA temporada 2019\/20 foi falada durante alguns anos como o momento da grande virada da <a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/formula-e\">F&oacute;rmula E<\/a>. O ano em que o primeiro grande salto de tecnologia faria os carros serem realmente distintos, perto do que os idealizadores imaginavam l&aacute; em 2014, e que atrairia de vez o cora&ccedil;&atilde;o das grandes montadoras. Quando o campeonato chegou, com seu novo carro, baterias e formato de corrida, o que se viu foi o maior rod&iacute;zio das categorias de ponta do esporte a motor internacional nos &uacute;ltimos tempos.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNa contagem geral, nove pilotos e oito equipes foram ao degrau mais alto do p&oacute;dio. &Eacute; um feito realmente not&aacute;vel. Das 11 equipes do grid da F&oacute;rmula E no campeonato, somente NIO, Dragon e a estreante HWA ficaram sem vit&oacute;rias. A DS Techeetah e a Virgin venceram tr&ecirc;s vezes, a Audi ficou com duas vit&oacute;rias, ao passo que BMW, Mahindra, Venturi, Jaguar e Nissan levaram uma cada.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEntre os pilotos, apenas na Virgin a dupla completa venceu: Sam Bird levou a melhor no Chile, enquanto Robin Frijns ficou com as vit&oacute;rias em Paris e Nova York 2. De resto, somente um piloto de cada equipe. Na DS Techeetah, o campe&atilde;o Jean-&Eacute;ric Vergne comemorou o primeiro lugar em Sanya, M&ocirc;naco e Berna. Lucas Di Grassi comemorou com a Audi uma vit&oacute;ria com ultrapassagem monumental na Cidade do M&eacute;xico e depois em Berlim.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/201932383997_FE6_II.jpg\" title=\"Jean-\u00c9ric Vergne (Foto: DS Techeetah)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Jean-&Eacute;ric Vergne (Foto: DS Techeetah)<\/div>\n<\/div>\n<div>\n\tNo que diz respeito &agrave;s equipes com somente uma vit&oacute;ria, Ant&oacute;nio F&eacute;lix da Costa ganhou a abertura do campeonato, ainda no fim de 2018, para a BMW; na segunda prova, em Marrakech, J&eacute;r&ocirc;me D&#039;Ambrosio levou a melhor para a Mahindra; Edoardo Mortara e a Venturi ganharam em Hong Kong; Mitch Evans chegou ao sucesso em Roma; S&eacute;bastien Buemi, por fim, venceu com a Nissan em Nova York 1.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNos campeonatos, a DS Techeetah conseguiu uma dobradinha. Venceu o Campeonato de Equipes com 222 pontos contra 203 da Audi, 191 da Virgin e 190 da Nissan. Entre os pilotos, Vergne chegou ao bicampeonato de forma menos estelar que no ano anterior: 136 tentos contra 119 de Buemi e 108 de Di Grassi. Frijns e Evans, com 106 e 105, ainda superaram os 100 pontos.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tA enorme competitividade e rotatividade do campeonato, entretanto, n&atilde;o se transformou em elogios autom&aacute;ticos para todos os lados. Por dois motivos espec&iacute;ficos: o formato das corridas e a rela&ccedil;&atilde;o entre tamanho de carros e pistas.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tO novo formato de corridas acabou com j&aacute; famosa troca de carros &#8211; a partir do come&ccedil;o do ano, as novas baterias, fabricadas pela McLaren, eram capazes de durar uma corrida inteira. Para n&atilde;o correr o risco de ver provas mon&oacute;tonas, sem nada que mudasse a din&acirc;mica ap&oacute;s as largadas, a categoria criou o modo ataque. Uma sa&iacute;da um tanto quanto tirada de videogames e que n&atilde;o desceu bem pela garganta de muita gente, mas que consistia em deixar o tra&ccedil;ado central da prova para acionar um modo de velocidade extra de forma que colocasse a posi&ccedil;&atilde;o do piloto a perigo e mostrasse claramente ao p&uacute;blico o motivo do que estava acontecendo.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tOs carros, totalmente diferentes aos Gen1, tamb&eacute;m chegaram maiores em pistas que mesmo antes j&aacute; eram estreitas. F&oacute;rmula E e FIA ainda definiram uma quantidade de energia dispon&iacute;vel para cada corrida com a inten&ccedil;&atilde;o de fazer com que os pilotos tivessem de gerenciar toda a energia el&eacute;trica dispon&iacute;vel durante as provas e, desta forma, o confronto de pilotos usando mais ou menos energia em diferentes momentos das corridas abriria um leque de jogo estrat&eacute;gico.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/2019217100109_A192250_large_II.jpg\" title=\"Lucas Di Grassi (Foto: Audi)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Lucas Di Grassi (Foto: Audi)<\/div>\n<\/div>\n<div>\n\tA quest&atilde;o &eacute; que os resistentes carros passaram a funcionar como verdadeiras bigas. Os pilotos passaram a abrir espa&ccedil;o para ultrapassagem com toques nos rivais. Naturalmente, acidentes apareceram e as bandeiras vermelhas e as entradas do safety-car foram se somando. O que aconteceu &eacute; que a energia originalmente oferecida passava a encarar muito menos tempo de bandeira verde que antes projetado. Os pilotos, desta forma, podiam despejar pot&ecirc;ncia durante a totalidade da prova, o que refor&ccedil;ava as colis&otilde;es como m&eacute;todo mais eficaz de ultrapassagem.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tO que se viu foi uma s&eacute;rie de corridas extremamente acidentadas e problemas diversos, que se juntaram &agrave;s conhecidas puni&ccedil;&otilde;es distribu&iacute;das antes e depois da corrida.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tArtificialidade? O novo formato de corrida da F&oacute;rmula E criou o rod&iacute;zio, divertido e bem visto, mas tamb&eacute;m criou a confus&atilde;o.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tO formato do treino classificat&oacute;rio tamb&eacute;m foi um fator. Os pilotos, por exemplo, reclamaram muitas vezes. O esquema da fase de grupos que classifica os seis mais r&aacute;pidos para uma Superpole seguiu valendo, mas os grupos passaram a ser definidos de forma proporcional &agrave; tabela de pontos do campeonato: os primeiros colocados, assim, sa&iacute;am do grupo inicial e, usualmente, largavam fora das coloca&ccedil;&otilde;es frontais. Uma outra forma um tanto quanto artificial de criar atividade e ultrapassagens durante a corrida.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/20197101839217_Formula-E-Evans-Roma-19_II.jpg\" title=\"Mitch Evans em Roma (Foto: Jaguar)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Mitch Evans em Roma (Foto: Jaguar)<\/div>\n<\/div>\n<div>\n\tAlgo que &eacute; necess&aacute;rio entender: a artificialidade &eacute; parte de uma F&oacute;rmula E que se entende como um universo diferente &agrave;s categorias tradicionais do esporte a motor. A F&oacute;rmula quer ser meio videogame, e isso n&atilde;o vai mudar, ao menos no futuro pr&oacute;ximo. Mas o quanto disso afeta negativamente o ritmo das corridas e o quanto pode afastar os mais puristas? A F&oacute;rmula E precisa do p&uacute;blico mais purista tanto quanto precisa dos jovens que n&atilde;o est&atilde;o necessariamente ligados no que &eacute; a F1 ou a Indy. &Eacute; preciso encontrar um equil&iacute;brio com o qual a categoria ainda tem dificuldades.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tA jornada 2019\/20 j&aacute; estreou &#8211; uma rodada dupla em Ad Diriyah &#8211; e traz novidades baseadas em tentar encontrar tal equil&iacute;brio, mas o campeonato 2018\/19, a revolu&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica da categoria, trouxe uma mudan&ccedil;a brusca, de fato, mas de gosto ainda duvidoso. Rod&iacute;zio de vencedores &eacute; divertido, mas n&atilde;o d&aacute; para viver com ele. 2020, a F&oacute;rmula E espera, ser&aacute; o ano do equil&iacute;brio.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div class=\"embed-responsive embed-responsive-16by9\">\n\t<\/div>\n<p><\/p>\n<table bgcolor=\"#add8e6<br \/>\n&#8221; border=&#8221;1&#8243; cellpadding=&#8221;1&#8243; cellspacing=&#8221;1&#8243; style=&#8221;width: 100%&#8221;><br \/>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n\t\t\t\t<span style=\"color:#000000\"><span style=\"font-size:18px\"><strong>Paddockast # 44<br \/>\n\t\t\t\tRETROSPECTIVA 2019: MUITO QUE BEM, MUITO QUE MAL<\/strong><\/span><\/span><br \/>\n\t\t\t\t<br \/>\n\t\t\t\tOu&ccedil;a: <a href=\"http:\/\/open.spotify.com\/show\/5OBbp8MzxQymoyneX4IviF?si=gYqPr53GSaa-AcxFpOzJHg\">Spotify<\/a> | <a href=\"http:\/\/podcasts.apple.com\/br\/podcast\/paddockast\/id1371540198\">iTunes<\/a> | <a href=\"http:\/\/www.subscribeonandroid.com\/www.central3.com.br\/category\/podcasts\/paddockast\/feed\/podcast\/\">Android<\/a> | <a href=\"http:\/\/player.fm\/series\/paddockast\">playerFM<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A chegada dos novos conjuntos e formato de corrida realmente mudou a face da F&oacute;rmula E nas pistas. Na primeira temporada da nova fase, detalhe mais memor&aacute;vel foi a enorme rodagem de vencedores<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[1188,1861,970,707,1862,1860,852,949,1432,504,73,1431,1863,1192,910,851,1864,1865,966,1172,912,909,1186,375,894,1194,1593,976,967,660,639],"42wp_author":[47120],"class_list":["post-136424","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formula-e","tag-alexander-sims","tag-andre-lotterer","tag-audi","tag-bmw","tag-daniel-abt","tag-dragon","tag-ds-techeetah","tag-edoardo-mortara","tag-fe-2019","tag-felipe-massa","tag-felipe-nasr","tag-formula-e-2019","tag-gary-paffett","tag-hwa","tag-jaguar","tag-jean-eric-vergne","tag-jerome-dambrosio","tag-jose-maria-lopez","tag-lucas-di-grassi","tag-mahindra","tag-maximilian-gunther","tag-mitch-evans","tag-nelsinho-piquet","tag-nio","tag-nissan","tag-pascal-wehrlein","tag-robin-frijns","tag-sam-bird","tag-stoffel-vandoorne","tag-venturi","tag-virgin","42wp_author-pedro-henrique-marum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136424","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136424"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136424\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136424"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=136424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}