{"id":136755,"date":"2019-05-20T23:15:00","date_gmt":"2019-05-21T02:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/noticias\/ao-lado-de-hunt-lauda-foi-um-dos-astros-principais-da-maior-rivalidade-da-era-romantica-da-f1\/"},"modified":"2020-05-18T19:41:18","modified_gmt":"2020-05-18T22:41:18","slug":"ao-lado-de-hunt-lauda-foi-um-dos-astros-principais-da-maior-rivalidade-da-era-romantica-da-f1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/f1\/ao-lado-de-hunt-lauda-foi-um-dos-astros-principais-da-maior-rivalidade-da-era-romantica-da-f1\/","title":{"rendered":"Ao lado de Hunt, Lauda foi um dos astros principais da maior rivalidade da Era Rom\u00e2ntica da F1"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\tNas 63 temporadas j&aacute; disputadas, a F1 viu campe&otilde;es serem coroados das mais distintas maneiras. T&iacute;tulos foram decididos de formas emocionantes, pol&ecirc;micas, memor&aacute;veis e precoces. Cada campeonato tem uma hist&oacute;ria, como se a categoria fosse um grande livro de contos. Cada Mundial &eacute; um cap&iacute;tulo, e alguns personagens aparecem em v&aacute;rios deles.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tDe todos esses contos, alguns t&ecirc;m um tom mais rom&acirc;ntico. A maioria est&aacute; situada nas d&eacute;cadas de 1960 e 1970, e um, em especial, chama a aten&ccedil;&atilde;o: o cap&iacute;tulo 27, cuja hist&oacute;ria se passa no ano de 1976.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tDentro das pistas, o duelo entre o perfeccionista austr&iacute;aco Niki Lauda e o passional ingl&ecirc;s James Hunt pode n&atilde;o ter sido excepcional. Mas o romantismo daquela &eacute;poca n&atilde;o se baseava apenas no que se passava durante as corridas. O ambiente da F1, onde o amadorismo ainda imperava sobre o profissionalismo, assim como os riscos que faziam dos pilotos verdadeiros her&oacute;is ao entrar no cockpit sem saber se sairiam com vida acrescentaram, e muito, &agrave; hist&oacute;ria de Hunt e Lauda.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tA rivalidade da dupla est&aacute; prestes a ser contada nos cinemas. Em setembro, acontece a estreia mundial do filme &lsquo;Rush&rsquo;, do diretor Ron Howard (&lsquo;Uma Mente Brilhante&rsquo; e &lsquo;Frost\/Nixon&rsquo;). Todo o trabalho de divulga&ccedil;&atilde;o realizado nos &uacute;ltimos meses deixou a expectativa dos f&atilde;s do automobilismo alta, e os trailers empolgam.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNa esteira do longa-metragem, o <strong>GRANDE PR&Ecirc;MIO<\/strong> relembra a saga de Hunt rumo ao &uacute;nico t&iacute;tulo da carreira na F1 &ndash; al&eacute;m da luta de Lauda pela sobreviv&ecirc;ncia &ndash; e tamb&eacute;m traz uma entrevista exclusiva com o diretor do filme.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2019520236504_Lauda-e-Hunt2_II-1.jpg\" title=\"Lauda, \u00e0 esquerda, defendia em 1976 a coroa de campe\u00e3o mundial. Hunt, o jovem desafiante, n\u00e3o tinha nada a perder. E levava esse ideal \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias. (Fotos: Getty Images)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Lauda, &agrave; esquerda, defendia em 1976 a coroa de campe&atilde;o mundial. Hunt, o jovem desafiante, n&atilde;o tinha nada a perder. E levava esse ideal &agrave;s &uacute;ltimas consequ&ecirc;ncias. (Fotos: Getty Images)<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\">\n\t\t<\/div>\n<p>\t<strong>Lauda x Hunt<\/strong><\/div>\n<div>\n\tAndreas Nikolaus Lauda come&ccedil;ou 1976 com o objetivo de defender o t&iacute;tulo conquistado no ano anterior. Em 1975, com a Ferrari, o austr&iacute;aco derrotou o bicampe&atilde;o Emerson Fittipaldi e entrou para o seleto grupo dos campe&otilde;es mundiais de F1.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tCom a ta&ccedil;a e a mudan&ccedil;a de Emerson da McLaren para a Copersucar, Lauda se tornara o principal nome da F1. Para muitos o melhor piloto da categoria naquela &eacute;poca, ele tamb&eacute;m tinha em m&atilde;os o melhor carro, um equipamento que, incontestavelmente, dava-lhe totais condi&ccedil;&otilde;es de emplacar o bi consecutivo.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAssim como no ano anterior, a escuderia que mais chances tinha de derrotar o conjunto vencedor formado pela Ferrari e por Lauda era a McLaren, que contava com um novo primeiro piloto: James Simon Wallis Hunt.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEnquanto Lauda era calculista, cerebral, frio e, principalmente, perfeccionista &ndash; n&atilde;o &agrave; toa, chamado de &ldquo;computador&rdquo; &ndash;, Hunt era passional, r&aacute;pido, errante e, acima de tudo, um playboy. O mais famoso da hist&oacute;ria da F1. Fora das pistas, colecionava mulheres. Diz a lenda que ele dormiu com mais de 5000 mulheres ao longo de seus 45 anos de vida e n&atilde;o desperdi&ccedil;ava uma boa festa nem um bom &aacute;lcool ou a oportunidade de consumir drogas. Em outras palavras, Lauda e Hunt eram dois personagens completamente antag&ocirc;nicos.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>A arrancada de Lauda<\/strong><\/div>\n<div>\n\t<br \/>\n\tO campeonato come&ccedil;ou no Brasil, em 25 de janeiro, anivers&aacute;rio da cidade de S&atilde;o Paulo. Em Interlagos, logo na primeira corrida pela McLaren, Hunt cravou a pole-position, a primeira na F1. Um bom cart&atilde;o de visitas na nova equipe. Mas, na primeira vez em que a largada foi dada por um sistema de luzes, ele vacilou. Terceiro no grid, Clay Regazzoni pulou para a ponta, seguido por Lauda e Hunt. O austr&iacute;aco passou pelo su&iacute;&ccedil;o na nona volta e partiu tranquilo para a oitava vit&oacute;ria da carreira. Hunt acabou abandonando depois de rodar com problemas no acelerador.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tCinco semanas mais tarde, em Kyalami, na &Aacute;frica do Sul, Hunt marcou mais uma pole. De novo, perdeu a ponta na largada, desta vez para Lauda. Os dois terminaram nessas posi&ccedil;&otilde;es.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAntes de a F1 partir para Long Beach, para o GP dos EUA, Hunt venceu a Corrida dos Campe&otilde;es, uma famosa prova extracampeonato da &eacute;poca. Na Calif&oacute;rnia, por&eacute;m, ele n&atilde;o teve a mesma sorte e abandonou devido a um acidente com Patrick Depailler na terceira volta. Lauda foi o segundo colocado, atr&aacute;s de Regazzoni, na dobradinha da Ferrari.<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2019520235290_Lauda-e-Hunt-3_II-1.jpg\" title=\"Arte Campeonato 1976\" \/><\/div>\n<p>\tA chamada temporada europeia teve in&iacute;cio em Jarama, na Espanha. Finalmente, Hunt venceu com a McLaren, mas esse foi o primeiro momento pol&ecirc;mico do campeonato. Largando na pole, o ingl&ecirc;s foi ultrapassado por Lauda na largada, como de costume, mas deu o troco no austr&iacute;aco, que tinha problemas na transmiss&atilde;o da Ferrari, na 32&ordf; passagem.&nbsp;<\/p><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\">\n\t\t<\/div>\n<p>\tS&oacute; que, depois que a bandeira quadriculada baixou, e o ingl&ecirc;s fez a festa, acabou desclassificado. A alega&ccedil;&atilde;o: o carro estava com uma largura maior que a permitida pelo regulamento. Lauda sorriu e viu a vantagem no campeonato subir para 23 pontos. Essa hist&oacute;ria, no entanto, estava longe de chegar ao final.&nbsp;<\/p><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEnquanto a McLaren lutava nos bastidores para reconquistar a vit&oacute;ria na Espanha, a F1 viajou para Zolder, onde Lauda dominou o GP da B&eacute;lgica e venceu de ponta a ponta, com Regazzoni em segundo. Hunt abandonou ap&oacute;s uma quebra de c&acirc;mbio. Niki terminou o m&ecirc;s de maio em Monte Carlo, com a terceira vit&oacute;ria em tr&ecirc;s corridas. Hunt, pela quarta vez em seis corridas, n&atilde;o pontuou. Era preciso reagir. Ele j&aacute; estava 41 pontos atr&aacute;s do l&iacute;der, e o t&iacute;tulo parecia distante.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNo GP da Su&eacute;cia, os protagonistas foram apenas coadjuvantes. A grande atra&ccedil;&atilde;o do fim de semana foi a Tyrrell, com seu modelo de seis rodas. Jody Scheckter largou na pole e venceu. Depailler completou a dobradinha e Lauda, no p&oacute;dio, sempre consistente junto da equipe Ferrari. Hunt foi o quinto.<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2019520235103_Lauda-e-Hunt-4_II.jpg\" title=\"Arte Campeonato 1976\" \/><\/div>\n<p>\t<strong>O in&iacute;cio da virada<\/strong><\/div>\n<div>\n\tDepois dessa corrida, contudo, a hist&oacute;ria do campeonato come&ccedil;ou a mudar. A vantagem de Lauda s&oacute; diminuiu na segunda metade da temporada. E Hunt, que estava no meio do nada, com oito pontos em sete GPs, finalmente encontrou um rumo.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEm menos de uma semana, Hunt ganhou dois GPs. Em Paul Ricard, na Fran&ccedil;a, ele fez a pole, mas foi ultrapassado na primeira curva por Lauda. O austr&iacute;aco liderou at&eacute; a Ferrari quebrar na 17&ordf; volta e, fora da prova, n&atilde;o pontuou pela primeira vez em 1976. James se manteve na pista at&eacute; cruzar a linha de chegada na frente.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tO seguindo triunfo foi conquistado no tribunal: o apelo da McLaren foi aceito, e a conquista no GP da Espanha, recuperada. Em quest&atilde;o de dias, a diferen&ccedil;a que era de 47 pontos despencou para apenas 26.<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2019520235838_Lauda-e-Hunt-5_II.jpg\" title=\"Arte Campeonato 1976\" \/><\/div>\n<p>\tAs pol&ecirc;micas extrapista recome&ccedil;aram na Inglaterra. Hunt, Lauda e Regazzoni se envolveram em um acidente na largada. A prova foi interrompida, e o trio ganhou uma segunda chance. Hunt e Regazzoni, contudo, mudaram para os respectivos carros-reservas. No recome&ccedil;o, eles escaparam da encrenca, e a disputa pela vit&oacute;ria correu solta entre Lauda e Hunt. O &iacute;mpeto do ferrarista foi contido por um problema no c&acirc;mbio, e o ingl&ecirc;s p&ocirc;de abrir caminho e seguir para uma vit&oacute;ria relativamente tranquila, com o rival em segundo.&nbsp;<\/p><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEsse foi um dos pontos altos da temporada. Desde Peter Collins, em 1958, um ingl&ecirc;s n&atilde;o vencia em casa. A vibra&ccedil;&atilde;o dos torcedores nas arquibancadas de Brands Hatch foi marcante e serviu para impulsionar ainda mais a McLaren rumo &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o. Mas a Ferrari n&atilde;o aceitou a derrota e protestou contra Hunt &ndash; e tamb&eacute;m contra si mesma &ndash; pelo ingl&ecirc;s ter usado o carro-reserva na segunda largada. Estava aberta uma nova batalha que duraria mais alguns meses.<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/20195202359_Lauda-e-Hunt-6_II.jpg\" title=\"Arte Campeonato 1976\" \/><\/div>\n<p>\t<strong>Entre a vida e a morte<\/strong><\/div>\n<div>\n\t<br \/>\n\t&ldquo;Um piloto n&atilde;o tem tempo para sentir medo. Se corre velozmente, um acidente pode ocorrer subitamente antes que ele se d&ecirc; conta. Se sobrevive ou se morre, n&atilde;o existe outra possibilidade&rdquo;. Essa frase foi dita por Niki Lauda semanas antes do primeiro dia de agosto de 1976.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNeste dia, um domingo de tempo inst&aacute;vel na regi&atilde;o da Ren&acirc;nia, a F1 estava em N&uuml;rburgring, at&eacute; ent&atilde;o um circuito com extens&atilde;o de 22 km, para a d&eacute;cima etapa do Mundial. Hunt era o pole-position e tinha Lauda largando ao lado. Claro que o ingl&ecirc;s n&atilde;o terminou a reta dos boxes na lideran&ccedil;a, com Regazzoni assumindo a dianteira.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAo t&eacute;rmino da volta 1, metade do grid foi aos boxes para tirar os pneus de chuva e colocar slicks. Na segunda passagem, uma aparente falha na suspens&atilde;o traseira direita da Ferrari fez Lauda perder o controle, deixar o tra&ccedil;ado e bater contra o guard-rail. O carro entrou em chamas e voltou para o meio da pista, onde foi atingido por Harald Ertl e Brett Lunger.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tOs dois desceram rapidamente para tentar auxiliar no resgate do campe&atilde;o mundial. Arturo Merzario, que os seguia, fez o mesmo. O circuito foi bloqueado, e o restante do pelot&atilde;o tamb&eacute;m estacionou metros antes do local da trag&eacute;dia. A remo&ccedil;&atilde;o de Lauda demorou um pouco, e ele sofreu queimaduras no rosto, fraturas e, para piorar, respirou gases prejudiciais &agrave; sa&uacute;de.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tO piloto foi levado ao hospital de Adenau e, de l&aacute;, transportado para o hospital de Mannheim. A vida do austr&iacute;aco estava em risco. Nunca antes um campe&atilde;o mundial havia morrido em decorr&ecirc;ncia de um acidente durante um GP de F1. O ferrarista chegou at&eacute; mesmo a receber a extrema un&ccedil;&atilde;o. A corrida foi reiniciada quase uma hora depois e terminou com vit&oacute;ria de Hunt, que ficou a apenas 14 pontos de Lauda. Mas o notici&aacute;rio dos dias seguintes n&atilde;o dava tanta import&acirc;ncia para o resultado, obviamente.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tO primeiro sinal de recupera&ccedil;&atilde;o foi que Lauda rapidamente recuperou a consci&ecirc;ncia. O c&eacute;rebro n&atilde;o foi afetado, e o estado de sa&uacute;de ficou est&aacute;vel nos dias seguintes, embora os m&eacute;dicos tenham levado quase uma semana para falar em uma melhora significativa e deixar de temer pela sua vida.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tRestava uma grande d&uacute;vida: era o fim da carreira de um dos melhores pilotos da F1? A resposta seria dada em quest&atilde;o de semanas. Mas quatro dias depois, ele j&aacute; perguntava aos m&eacute;dicos se poderia voltar a correr. Foi depois do GP da &Aacute;ustria &ndash; vencido por John Watson com a Penske &ndash; Hunt ficou em quarto &ndash; que Lauda mostrou o rosto, ainda todo enfaixado. Ali, j&aacute; se planejava o retorno para o GP do Canad&aacute;, a antepen&uacute;ltima etapa.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNesse meio tempo, muita coisa aconteceu. A Ferrari anunciou que estava fora da temporada 1976 e n&atilde;o mandou Regazzoni &agrave; &Aacute;ustria. Os italianos estavam insatisfeitos com os recursos rejeitados pela FIA referentes a duas vit&oacute;rias de Hunt: na Espanha e na Inglaterra. A decis&atilde;o, por&eacute;m, foi revogada assim que Lauda come&ccedil;ou a dar ind&iacute;cios de recupera&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tA FIA ainda marcou a data para que um novo julgamento do caso de Hunt na Inglaterra fosse realizado &ndash; 8 de setembro, antes do GP da It&aacute;lia. Al&eacute;m disso, a Ferrari foi atr&aacute;s de Carlos Reutemann para substituir o austr&iacute;aco. Regazzoni foi sozinho para a Holanda &ndash; onde Hunt venceu e reduziu a diferen&ccedil;a para dois pontos &ndash; e ganhou a companhia do argentino na It&aacute;lia. Mas n&atilde;o s&oacute; do sul-americano.<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2019520235604_Lauda-e-Hunt-7_II-1.jpg\" title=\"Lauda literalmente voando baixo em N\u00fcrburgring. Algumas voltas depois, sofreria um acidente que marcaria sua vida para sempre. (Foto: Getty Images)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Lauda literalmente voando baixo em N&uuml;rburgring. Algumas voltas depois, sofreria um acidente que marcaria sua vida para sempre. (Foto: Getty Images)<\/div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\">\n\t\t<\/div>\n<p>\t<strong>O retorno<\/strong><\/div>\n<div>\n\t<br \/>\n\t41 dias: esse foi o tempo entre o acidente de Niki Lauda em N&uuml;rburgring e o primeiro treino livre para o GP da It&aacute;lia, em Monza. Na casa da Ferrari, seis semanas depois da trag&eacute;dia vivida na Alemanha, l&aacute; estava o campe&atilde;o vestindo o capacete sobre o rosto todo queimado para entrar novamente no cockpit. 41 dias antes, o que n&atilde;o faltavam eram motivos para acreditar que o piloto do carro n&uacute;mero 1 nunca mais veria aquele chassi vermelho novamente.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAo voltar &agrave; F1 t&atilde;o pouco tempo depois de quase perder a vida, Lauda mostrou toda a gana, a obstina&ccedil;&atilde;o e a necessidade que tinha de ganhar. De subir ao alto do p&oacute;dio. De chegar em primeiro. Ver, do hospital, James Hunt vencendo e se aproximando na tabela, tendo chances reais de roubar-lhe o t&iacute;tulo, fez o austr&iacute;aco se esfor&ccedil;ar ainda mais para voltar &agrave;s pistas.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&ldquo;Encontro-me bem e me sinto capaz de dirigir, mas devo me readaptar &agrave; competi&ccedil;&atilde;o. De qualquer maneira, a sa&uacute;de em primeiro lugar, depois, o campeonato do mundo&rdquo;, declarou o austr&iacute;aco na sexta-feira anterior &agrave; corrida.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tO fim de semana de Monza foi &oacute;timo para Lauda, que garantiu a quinta posi&ccedil;&atilde;o no grid. Hunt ficou em nono, mas McLaren e Penske foram pegas com uma gasolina irregular e acabaram desclassificadas da tomada de tempos. Na corrida, Lauda chegou em quarto e viu o rival ficar fora da zona de pontua&ccedil;&atilde;o. A vantagem voltava a crescer.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tE aumentou ainda mais nos dias seguintes: a FIA confirmou a desclassifica&ccedil;&atilde;o de Hunt do GP da Inglaterra. Ap&oacute;s toda a pol&ecirc;mica e a amea&ccedil;a de boicote da Ferrari, a entidade puniu o ingl&ecirc;s, que perdeu nove pontos. Isso significou que a temporada europeia chegou ao fim com 17 pontos separando os dois rivais na luta pelo t&iacute;tulo. A matem&aacute;tica n&atilde;o ajudava Hunt. 27 pontos estavam em jogo com tr&ecirc;s corridas.<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2019520235651_Lauda-e-Hunt-8_II.jpg\" title=\"Arte Campeonato 1976\" \/><\/div>\n<p>\tS&oacute; que Lauda, debilitado, n&atilde;o conseguiu obter os mesmos resultados que deixaram o bicampeonato encaminhado at&eacute; o m&ecirc;s de julho. Abandonou em Mosport com problemas no carro e apenas observou, dos boxes, a quinta vit&oacute;ria de Hunt na temporada. Os 17 pontos viraram oito.&nbsp;<\/p><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEm Watkins Glen, no GP do Leste dos Estados Unidos, o ingl&ecirc;s, novamente, estava andando na frente. A vida, dessa vez, foi mais complicada, e ele precisou levar a melhor em um grande duelo com Scheckter. Lauda foi ao p&oacute;dio em terceiro. Separados por somente tr&ecirc;s pontos, o austr&iacute;aco e o ingl&ecirc;s embarcaram para o Jap&atilde;o. Hunt precisava vencer e o advers&aacute;rio s&oacute; garantiria a ta&ccedil;a chegando &agrave; frente &ndash; se fosse o segundo colocado, atr&aacute;s do ingl&ecirc;s, perderia por ter uma vit&oacute;ria a menos.<br \/>\n\t<br \/>\n\t<strong>A decis&atilde;o<\/strong><\/div>\n<div>\n\t<br \/>\n\tO GP do Jap&atilde;o nasceu j&aacute; se acostumando a receber grandes decis&otilde;es. A F1 viajou para o Extremo Oriente pela primeira vez em 1976 para correr aos p&eacute;s do Monte Fuji. O circuito contava com curvas de alta velocidade e uma longa reta de aproximadamente 1,5 km. E chuva, muita chuva.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNaquele fim de semana, James Hunt fez jus &agrave; fama de mulherengo. Em grande estilo. Desde as categorias de base, o ingl&ecirc;s tinha o apelido de &lsquo;Hunt the Shunt&rsquo;, pois sempre se envolvia em acidentes. Mas h&aacute; quem acredita que a alcunha se referia, na verdade, &agrave;s atividades noturnas do brit&acirc;nico.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEm 2010, a emissora inglesa ITV produziu o document&aacute;rio &lsquo;When Playboys Ruled The World&rsquo; (Quando os playboys dominavam o mundo&rsquo;), que tinha Hunt e Barry Sheene, campe&atilde;o mundial de motovelocidade no mesmo ano de 1976, como protagonistas. Os dois organizaram uma orgia com 33 funcion&aacute;rias da companhia a&eacute;rea British Airways que varou a madrugada do dia 23 para o dia 24 de outubro. Horas depois, a McLaren de Hunt alinhava na segunda posi&ccedil;&atilde;o, atr&aacute;s do pole-position Mario Andretti, da Lotus, e &agrave; frente da Ferrari de Niki Lauda.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEntre a festinha e a largada, uma acalorada discuss&atilde;o tomou conta dos boxes de Fuji: correr ou n&atilde;o correr? Um dil&uacute;vio desabava sobre o aut&oacute;dromo, e as condi&ccedil;&otilde;es eram dram&aacute;ticas. Os pilotos votaram, e a maioria, liderada por Hunt, decidiu disputar a prova. Lauda n&atilde;o queria. J&aacute; havia passado perto demais da morte para se arriscar daquele jeito. Mesmo assim, largou.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tA luz verde foi seguida de um imenso spray levantado pelos 25 carros. Incrivelmente, Hunt contrariou o que havia acontecido na temporada, n&atilde;o perdeu posi&ccedil;&otilde;es na largada e ainda chegou &agrave; primeira curva na lideran&ccedil;a, deixando Andretti, Lauda e a cortina de &aacute;gua para tr&aacute;s. Na segunda volta, o austr&iacute;aco entrou nos boxes e desceu da Ferrari. Dali em diante, ele apenas torcia contra Hunt, que puxava a fila. J&aacute; tivera o bastante. Emerson Fittipaldi, Jos&eacute; Carlos Pace e Larry Perkins tamb&eacute;m desistiram.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tA prova seguiu, e Hunt foi ultrapassado por Depailler e Andretti. Ainda precisou parar nos boxes a dez voltas do fim para uma troca de pneus e voltou &agrave; pista em quinto. Lauda sorriu. A duas voltas do fim, o carro de n&uacute;mero 11 conseguiu superar Alan Jones e Regazzoni para recuperar a terceira coloca&ccedil;&atilde;o. Aqueles quatro pontos o deixaram com um a mais que Niki. A F1 conhecia um novo campe&atilde;o.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&ldquo;Eu sinto muito por Niki, sinto muito por todos que correram nessas circunst&acirc;ncias rid&iacute;culas, pois as condi&ccedil;&otilde;es estavam perigosas, e eu aprecio completamente a decis&atilde;o de Niki. Depois de tudo o que ele enfrentou, o que mais poderia fazer? Eu senti que merecia vencer o campeonato. Tamb&eacute;m senti que Niki merecia vencer o campeonato e gostaria que pud&eacute;ssemos dividi-lo&rdquo;, declarou Hunt pouco depois da temporada 1976 chegar ao fim. Ele somou 69 pontos &ndash; n&atilde;o poderia haver uma pontua&ccedil;&atilde;o mais apropriada para o grande ano da carreira dele &ndash; em 16 corridas. Lauda ficou com 68.<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2019520236457_Lauda-e-Hunt-9_II.jpg\" title=\"Arte Campeonato 1976\" \/><\/div>\n<p>\t<strong>&ldquo;Dois tipos muito diferentes. &Eacute; nisso que se baseiam grandes hist&oacute;rias&rdquo;<\/strong><br \/>\n\t<br \/>\n\tDesde que come&ccedil;ou a trabalhar no filme &lsquo;Rush&rsquo;, Ron Howard tem sido figura constante no paddock da F1. O norte-americano, que ganhou o Oscar de melhor diretor com o longa &ldquo;Uma Mente Brilhante&rdquo;, sempre caminha junto de Niki Lauda. O austr&iacute;aco, interpretado por Daniel Bruhl na obra, contribuiu bastante com o cineasta na reconstru&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEm entrevista exclusiva &agrave; <strong>REVISTA WARM UP<\/strong>, Howard destaca como Niki, junto de Hunt, resultam em dois grandes personagens para uma obra Hollywoodiana. As muitas diferen&ccedil;as entre os dois, a rivalidade e o respeito que um nutria pelo outro s&atilde;o ingredientes perfeitos para a constru&ccedil;&atilde;o de uma grande hist&oacute;ria.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>REVISTA WARM UP<\/strong>: A estreia de &#039;Rush&#039; est&aacute; chegando. O que voc&ecirc; tem para dizer sobre o filme?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RON HOWARD<\/strong>: Exibimos para algumas pessoas da comunidade da F1, e isso foi muito empolgante para mim, pois eles foram bastante positivos. Isso fez eu me sentir &oacute;timo.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RWUp<\/strong>: Voc&ecirc; est&aacute; comparecendo a v&aacute;rias corridas. Costumava acompanhar tanto assim antes?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: N&atilde;o, eu n&atilde;o conseguia acompanhar tanto as corridas, mas seguia pela TV, pelas not&iacute;cias. Comecei a procurar por filmagens antigas e, &eacute; claro, o filme &#039;Senna&#039; me influenciou muito, pois eu percebi que as pessoas n&atilde;o precisam entender a F1 para encontrar uma hist&oacute;ria emocionante. A maneira como as pessoas se envolveram com o document&aacute;rio &#039;Senna&#039; foi uma inspira&ccedil;&atilde;o para mim.&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2019520236613_Lauda-e-Hunt-10_II.jpg\" title=\"Ron Howard, o autor de 'Rush' (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Ron Howard, o autor de &#039;Rush&#039; (Foto: Divulga&ccedil;&atilde;o)<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"float: left;margin-right: 15px;margin-bottom:15px\">\n\t\t<\/div>\n<p>\t<strong>RWUp<\/strong>: Dirigir esse filme mudou a sua rela&ccedil;&atilde;o com a F1?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: Sim, definitivamente. Eu amo o esporte agora, acho muito legal. Eu gosto da busca por romper barreiras, a competitividade, o atleticismo, &eacute; muito intenso e, agora, quando assisto a uma corrida, nem vou ao banheiro! S&atilde;o duas horas que eu passo l&aacute; assistindo.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RWUp<\/strong>: Qual ser&aacute; o ponto alto do filme?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: H&aacute; muitas reviravoltas, algumas bem emocionantes, algumas bem empolgantes. Acho que p&uacute;blicos diferentes v&atilde;o encontrar coisas que v&atilde;o gostar no filme.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RWUp<\/strong>: Foi muito dif&iacute;cil mostrar como as corridas aconteceram?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: Para recri&aacute;-las, mesmo que os carros n&atilde;o estivessem r&aacute;pidos como na F1, eles j&aacute; estavam duas vezes mais r&aacute;pidos do que qualquer outro carro em Hollywood. A precis&atilde;o e o que eles estavam fazendo assustavam um pouco e, felizmente, ningu&eacute;m se machucou.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RWUp<\/strong>: Recriar as corridas foi a parte mais dif&iacute;cil do filme?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: Acho que a parte mais dif&iacute;cil foi a corrida na chuva, por causa da aquaplanagem. Era muito dif&iacute;cil controlar os carros e foi uma corrida maluca &#8212; na realidade &#8211;, ent&atilde;o os carros tinham que se comportar de uma maneira err&aacute;tica e intensa.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RWUp<\/strong>: Onde voc&ecirc;s filmaram essas cenas?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: Filmamos em N&uuml;rburgring, em Brands Hatch e depois em outras pistas no Reino Unido: Snetterton, Donington e Caldwell Park. Tamb&eacute;m filmamos em um est&uacute;dio onde t&iacute;nhamos total controle dos carros rodando e fazendo aquelas coisas loucas.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RWUp<\/strong>: E quanto aos dois personagens principais, Niki Lauda e James Hunt?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: Duas pessoas muito diferentes, muito divertidas, din&acirc;micas de um jeito pr&oacute;prio. E &eacute; uma hist&oacute;ria bem verdadeira, ent&atilde;o h&aacute; muitas emo&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m um pouco de humor.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RWUp<\/strong>: Como foi capturar as caracter&iacute;sticas da personalidade de cada um deles para apresentar no filme?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: Muito empolgante. &Eacute; o tipo de conflito e contraste que gera grandes cenas. Dois tipos muito diferentes de personalidades se confrontando na mesma cena. &Eacute; nisso que se baseiam grandes hist&oacute;rias. &Eacute; por isso que escolhemos essa.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RWUp<\/strong>: Voc&ecirc; tem andado bastante com Niki Lauda. O quanto ele te ajudou no filme?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: Ele deu um grande suporte respondendo perguntas, dando v&aacute;rios insights da F1. Mas ele n&atilde;o foi o &uacute;nico da d&eacute;cada de 1970. Recebemos conselhos t&eacute;cnicos e fizemos muitas e muitas entrevistas para tentar ser o mais aut&ecirc;nticos que pudermos ser.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RWUp<\/strong>: Observando as redes sociais, vejo que os f&atilde;s brasileiros est&atilde;o bastante empolgados com o filme. O que voc&ecirc; tem para dizer a eles?&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>RH<\/strong>: Foi muito divertido recriar a corrida brasileira. As mulheres eram lindas, a m&uacute;sica era &oacute;tima, e mesmo os f&atilde;s, todos os extras que realmente criavam um esp&iacute;rito especial. Niki sempre diz que Interlagos e Monza s&atilde;o lugares incr&iacute;veis para corridas de F1. Ele diz que, se voc&ecirc; ama o esporte, n&atilde;o o conhece inteiro at&eacute; ver corridas em Interlagos e em Monza.<\/p>\n<hr \/>\n\t<em>Mat&eacute;ria originalmente publicada na REVISTA WARM UP<\/em><\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois homens e dois pilotos totalmente distintos, James Hunt e Niki Lauda escreveram, em 1976, um dos mais emocionantes cap&iacute;tulos da hist&oacute;ria da F1<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_ai_content_disclaimer":"","42wp_is_ai_content":false,"42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":"","42wp_hide_from_automatic":false,"42wp_breaking_news":false},"categories":[2],"tags":[167,219,86],"42wp_author":[47112],"class_list":["post-136755","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-f1","tag-filme","tag-grande-prmio","tag-niki-lauda","42wp_author-renan-do-couto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136755","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136755"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136755\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136755"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136755"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136755"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=136755"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}