{"id":137231,"date":"2019-12-04T05:00:00","date_gmt":"2019-12-04T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/noticias\/brasil-cancelado-wec-ingressa-lista-de-categorias-riscadas-do-pais\/"},"modified":"2020-05-15T04:07:31","modified_gmt":"2020-05-15T07:07:31","slug":"brasil-cancelado-wec-ingressa-lista-de-categorias-riscadas-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/endurance\/brasil-cancelado-wec-ingressa-lista-de-categorias-riscadas-do-pais\/","title":{"rendered":"Brasil cancelado: WEC ingressa lista de categorias riscadas do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<div class=\"embed-responsive embed-responsive-16by9\">\n\t\t<\/div>\n<p>\tA moda nas redes sociais &eacute; dizer que algu&eacute;m est&aacute; cancelado. Caso n&atilde;o se concorde com o que a personalidade diz, &eacute; uma forma de falar que ela tem de ser deixada de lado. No caso do Brasil, no automobilismo, &eacute; literal tamb&eacute;m: todas as provas recentes que foram marcadas no pa&iacute;s acabaram sendo desmarcadas por conta de problemas dos promotores. O &uacute;timo exemplo: <strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/endurance\/noticias\/por-problemas-com-promotora-wec-cancela-6-horas-de-sao-paulo-de-2020\">dois anos depois do an&uacute;ncio de que o Mundial de Endurance retornaria ao pa&iacute;s, a etapa foi cancelada<\/a><\/strong>. Na segunda-feira (2), a organiza&ccedil;&atilde;o do WEC informou que a corrida brasileira do calend&aacute;rio 2019\/2020 n&atilde;o vai mais acontecer em Interlagos, no que seriam as 6h de S&atilde;o Paulo. A dire&ccedil;&atilde;o do principal campeonato de endurance do mundo decidiu retirar a prova da temporada por problemas com a promotora do evento no Brasil, a empresa N Duduch Motorsports, de Nicholas Duduch. De acordo com o WEC, a organiza&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o foi capaz de cumprir todas as obriga&ccedil;&otilde;es contratuais assinadas com a categoria e &quot;n&atilde;o houve alternativa&quot; a n&atilde;o ser retirar S&atilde;o Paulo do calend&aacute;rio. O Circuito das Am&eacute;ricas, nos EUA, substitui a corrida paulistana.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tA hist&oacute;ria apenas repete muitos outros imbr&oacute;glios desta natureza j&aacute; vistos por aqui. Da falta de compromisso e pagamentos a aus&ecirc;ncia de aut&oacute;dromo, o Brasil j&aacute; se viu no centro de in&uacute;meros an&uacute;ncios suntuosos e, depois, o fracasso. Antes do Mundial de Endurance &ndash; e n&atilde;o foi a primeira vez que o campeonato sofreu com os organizadores brasileiros &ndash;, categorias como a MotoGP, a Indy e at&eacute; a ca&ccedil;ula F&oacute;rmula E se depararam com promessas n&atilde;o cumpridas e com projetos sem qualquer viabilidade. No fim, tal como o WEC, se viram sem alternativas a n&atilde;o ser procurar outra pra&ccedil;a para suas etapas. Nem mesmo os promotores dos campeonatos nacionais conseguem planejar calend&aacute;rios e executar corridas dentro do pa&iacute;s sem contratempos.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tApenas a F&oacute;rmula 1 segue um caminho que parece desviar desses buracos. Mas n&atilde;o quer dizer que a maior categoria do automobilismo tamb&eacute;m nunca tenha encontrado problemas por aqui. Disputada no pa&iacute;s de forma ininterrupta desde 1972 &ndash; esta primeira corrida foi extra-campeonato &ndash;, o Mundial passou por somente duas cidades: come&ccedil;ou em S&atilde;o Paulo, no aut&oacute;dromo de Interlagos, entre 73 (oficialmente) e 77, depois duas edi&ccedil;&otilde;es em 79 e 80, antes de voltar &agrave; capital paulista no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990, onde est&aacute; at&eacute; hoje. O extinto circuito de Jacarepagu&aacute;, no Rio, recebeu a primeira prova em 1978. Depois disso, entre 1981 e 1989.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tNeste tempo todo, <strong><a href=\"https:\/\/flaviogomes.grandepremio.com\/br\/2018\/11\/na-casa-do-du-7\/\">o Brasil se viu amea&ccedil;ado de perder a etapa da F1 talvez somente em duas ocasi&otilde;es: a primeira, em 89, depois do terr&iacute;vel acidente de Philippe Streiff na pista carioca<\/a><\/strong>. O franc&ecirc;s testava com a AGS quando bateu violentamente contra um muro de prote&ccedil;&atilde;o. O atendimento ao piloto foi inadequado, o que o deixou com les&otilde;es irrepar&aacute;veis. Por conta deste epis&oacute;dio, a FIA havia decidido retirar a pista do calend&aacute;rio para o ano seguinte. S&oacute; que o risco de perder a corrida foi revertido por Piero Gancia, ent&atilde;o presidente da CBA (Confedera&ccedil;&atilde;o Internacional de Automobilismo), que buscou o apoio da ent&atilde;o prefeita de S&atilde;o Paulo, Luiza Erundina, para levar a F1 de volta a cidade paulista, j&aacute; em 1990. A dire&ccedil;&atilde;o da categoria aceitou a mudan&ccedil;a, e o Mundial seguiu seu curso no novo e reformulado aut&oacute;dromo de Interlagos.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tMais tarde, quando Bernie Ecclestone negociava a renova&ccedil;&atilde;o do contrato que hoje vai at&eacute; 2020 com S&atilde;o Paulo, uma das exig&ecirc;ncias era uma nova reforma do circuito. O <strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/f1\/noticias\/boxes-modulares-luzes-de-led-e-piso-industrial-interlagos-se-arruma-para-f1\">projeto para as obras foi aprovado, e a pista passou por in&uacute;meros interven&ccedil;&otilde;es<\/a><\/strong>, entre 2013 e 2019, quando a reformula&ccedil;&atilde;o enfim foi conclu&iacute;da. Neste momento, h&aacute; uma incerteza se a corrida vai seguir em S&atilde;o Paulo, uma vez que o Rio de Janeiro, no papel do Governo Federal, deseja a volta da etapa, mas em um aut&oacute;dromo ainda a ser constru&iacute;do.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tDiante <strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/f1\/noticias\/justica-federal-suspende-contrato-de-concessao-e-construcao-do-autodromo-de-deodoro\">da nebulosa forma como o projeto carioca vem tentando ganhar corpo<\/a><\/strong>, n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil pensar que a F1 possa engrossar essa lista de negocia&ccedil;&otilde;es desastrosas como as demais categorias, que agora o <strong>GRANDE PR&Ecirc;MIO <\/strong>resgata.<\/p>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/201911171028905_InterlagosDomingo_II.jpg\" title=\"C\u00e9u azul neste domingo de GP do Brasil de F1 em Interlagos (Foto: Fernando Silva\/Grande Pr\u00eamio)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t#iconeimagem Interlagos seria palco do regresso do WEC ao Brasil em 2020. Seria&#8230; (Foto: Fernando Silva\/Grande Pr&ecirc;mio)<\/div>\n<p>\t<span style=\"font-size:20px\"><strong>A controversa hist&oacute;ria do WEC em S&atilde;o Paulo<\/strong><\/span><\/p>\n<div>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\tCom envolvimento direto do Autom&oacute;vel Clube do Oeste e a FIA, o novo Mundial de Endurance (ou WEC) emergiu ao automobilismo em 2012 e marcou a entrada do Brasil no calend&aacute;rio das principais corridas de longa dura&ccedil;&atilde;o do planeta. Emerson Fittipaldi, bicampe&atilde;o mundial de F1, assumiu a miss&atilde;o de organizar as 6 Horas de S&atilde;o Paulo e trouxe a grife do seu sobrenome ao evento, que teve como palco Interlagos.<\/div>\n<div>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\tO contrato da FIA e do WEC com Fittipaldi foi assinado com dura&ccedil;&atilde;o de cinco temporadas: entre 2012 e 2016. Na pista, as tr&ecirc;s primeiras edi&ccedil;&otilde;es contaram com tr&ecirc;s marcas diferentes como vitoriosas em Interlagos: Toyota (com Alex Wurz e Nicolas Lapierre) em 2012; Audi (com Andr&eacute; Lotterer, Marcel F&auml;ssler e Beno&icirc;t Tr&eacute;luyer) em 2013; e Porsche (com Marc Lieb, Neel Jani e Romain Dumas) em 2014.<\/div>\n<div>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\tEntretanto, as c&uacute;pulas da FIA e do WEC n&atilde;o estavam nada satisfeitas com a organiza&ccedil;&atilde;o liderada pelo bicampe&atilde;o da F1. <strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/endurance\/noticias\/fia-confirma-que-mundial-de-endurance-deixou-de-ser-realizado-no-brasil-por-problemas-financeiros-com-fittipaldi\">Dentre os problemas, boa parte deles de ordem financeira. Muitos fornecedores que prestaram servi&ccedil;o &agrave; empresa de Fittipaldi tamb&eacute;m ficaram sem receber<\/a><\/strong>. G&eacute;rard Neveu, chef&atilde;o do WEC, tornou p&uacute;blica a decis&atilde;o de retirar as 6 Horas de S&atilde;o Paulo do calend&aacute;rio, a partir de 2015, por duas raz&otilde;es.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"\/images\/20141128234155_Emerson%20Fittipaldi%20%20WEC%20%20Ferrari%20%20sexta%20%20%202014%20(1)_II.jpg\" title=\"Emerson Fittipaldi volta \u00e0s pistas (Foto: Luca Bassani)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t\t#iconeimagem Emerson Fittipaldi chegou a organizar a etapa brasileira do WEC (Foto: Luca Bassani)<\/div><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t&ldquo;A primeira foi por conta da atualiza&ccedil;&atilde;o j&aacute; esperada e extensa no Aut&oacute;dromo de Interlagos. E a segunda foi por causa de algumas diverg&ecirc;ncias financeiras entre a organiza&ccedil;&atilde;o do WEC e Emerson Fittipaldi&rdquo;, apontou o dirigente.<\/div>\n<div>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\tDa&iacute; em diante, parecia pouco prov&aacute;vel um retorno do Brasil ao calend&aacute;rio do WEC, ainda mais por conta do descr&eacute;dito cada vez maior do pa&iacute;s em raz&atilde;o dos cancelamentos de v&aacute;rias categorias de ponta do esporte a motor. Mas eis que um sopro de esperan&ccedil;a surgiu em mar&ccedil;o de 2018.<\/div>\n<div>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\tNicholas Duduch, empres&aacute;rio desconhecido do meio do automobilismo, mas s&oacute;cio de empresa especializada na produ&ccedil;&atilde;o de eventos corporativos, convocou uma entrevista coletiva para anunciar o retorno do Brasil ao calend&aacute;rio do Mundial de Endurance. Era da N Duduch Motorsports a tarefa de promover e organizar a nova edi&ccedil;&atilde;o das 6 Horas de S&atilde;o Paulo a partir de 2020.<\/div>\n<div>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\tNa coletiva, estavam presentes, al&eacute;m de Duduch, G&eacute;rard Neveu, diretor-geral do WEC; Jo&atilde;o Amaral, da SPTuris; Waldner Bernardo, o &lsquo;Dadai&rsquo;, presidente da CBA; e Bruno Senna, que &agrave; &eacute;poca foi anunciado como embaixador da prova. &quot;&Eacute; uma &oacute;tima not&iacute;cia n&atilde;o s&oacute; para os muitos f&atilde;s brasileiros, extremamente apaixonados e leais ao WEC, mas tamb&eacute;m para os competidores, que amam correr no lend&aacute;rio circuito de Interlagos&quot;, disse o chef&atilde;o Neveu. &quot;Nosso retorno para a Am&eacute;rica do Sul &eacute; algo como o qual temos trabalhado nos &uacute;ltimos anos, e agradecemos a Nicholas Duduch pelo trabalho &aacute;rduo para que o evento aconte&ccedil;a&quot;, complementou.<\/div>\n<div>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\tEm agosto de 2018, <strong><a href=\"https:\/\/grandepremio.com\/br\/endurance\/noticias\/wec-divulga-calendario-de-2019\/20-e-confirma-volta-das-6-horas-de-sao-paulo-em-fevereiro-de-2020\">a FIA divulgou o calend&aacute;rio do Mundial de Endurance para a supertemporada 2019\/20 e confirmou o retorno das 6 Horas de S&atilde;o Paulo<\/a><\/strong>. A prova foi marcada para 1&ordm; de fevereiro em Interlagos. Seria uma das tr&ecirc;s provas com dura&ccedil;&atilde;o de 6 horas no calend&aacute;rio, assim como Fuji, j&aacute; realizada, e Spa-Francorchamps.<\/div>\n<div>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\tOs ingressos para o evento come&ccedil;aram a ser comercializados a partir de maio de 2019, com os pre&ccedil;os variando entre R$ 125 e R$ 3.950, em pacotes v&aacute;lidos para os tr&ecirc;s dias de atividades de pista. S&oacute; que em meio ao trabalho de divulga&ccedil;&atilde;o feito por meio das redes sociais, a realiza&ccedil;&atilde;o das 6 Horas de S&atilde;o Paulo passou a ser alvo de preocupa&ccedil;&atilde;o de Neveu. O dirigente colocou em xeque a organiza&ccedil;&atilde;o do WEC no Brasil ao falar em &ldquo;s&eacute;rias d&uacute;vidas e preocupa&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/20181014141922_VitorAly_MoysesParizatto_BrunoCovas_NicholasDuduch_Ger\u00e1rdNeveu_WEB_O.jpg\" title=\"A assinatura do termo de compromisso aconteceu em Fuji (Foto: 6 Horas de S\u00e3o Paulo)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t\t#iconeimagem A assinatura do termo de compromisso aconteceu em Fuji (Foto: 6 Horas de S&atilde;o Paulo)<\/div><\/p><\/div>\n<div>\n\t\tDias atr&aacute;s, a organiza&ccedil;&atilde;o p&ocirc;s ingressos &agrave; venda em sites de promo&ccedil;&atilde;o. Acessos VIPs para a corrida tinham tamanhos descontos que chegavam a custar menos de R$ 100. Algo parecia estar bem errado.<br \/>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\tH&aacute; menos de um m&ecirc;s, Duduch rebateu as afirma&ccedil;&otilde;es de Neveu e garantiu a realiza&ccedil;&atilde;o da prova. S&oacute; que a garantia durou somente alguns dias depois que a organiza&ccedil;&atilde;o do WEC confirmou o cancelamento das 6 Horas de S&atilde;o Paulo ao alegar &ldquo;problemas estritamente com a promotora local&rdquo;, alegando que a empresa n&atilde;o foi capaz de cumprir todas as obriga&ccedil;&otilde;es contratuais assinadas com a categoria e que &ldquo;n&atilde;o houve outra alternativa&rdquo; a n&atilde;o ser retirar S&atilde;o Paulo do calend&aacute;rio.<br \/>\n\t\t<\/p>\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:20px\"><strong>As idas e vindas da Indy no Brasil<\/strong><\/span><\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tA Indy talvez tenha sido a categoria que mais sofreu com a boataria e incompet&ecirc;ncia de pol&iacute;ticos e dirigentes brasileiros. O campeonato realizou seu primeiro ciclo no Brasil entre 1996 e 2000 no saudoso circuito oval do Aut&oacute;dromo de Jacarepagu&aacute;, no Rio de Janeiro, mas a prova n&atilde;o foi em frente porque <strong><a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/indy\/noticias\/na-garagem-depois-de-cinco-edicoes-corrida-da-cart-no-rio-e-cancelada\"><span>C&eacute;sar Maia, ent&atilde;o prefeito da Cidade Maravilhosa, optou por n&atilde;o renovar o contrato com a Indy<\/span><\/a><\/strong>.<\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tOs anos cariocas da categoria contaram com a transmiss&atilde;o do SBT. No meio dos anos 2000, o campeonato voltou a ser exibido no seu canal mais tradicional, a Band, que tinha Luciano do Valle como grande voz e um dos entusiastas do esporte no Brasil. &lsquo;Bolacha&rsquo; tamb&eacute;m era morador de Recife, mais precisamente de Porto de Galinhas, e teve a ideia de levar para Pernambuco uma etapa da Indy no Brasil em 2008.<\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tO narrador chegou a se reunir com o Governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife para apresentar um projeto para realizar a Indy em um circuito de rua, que teria como principal palco a Avenida Boa Viagem. A proposta faria do Recife uma esp&eacute;cie de Surfers Paradise sul-americana. Custo da prova? Or&ccedil;ado em cerca de R$ 15 milh&otilde;es.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"\/images\/20163171326680_Ribeiro_II.jpg\" title=\"Andr\u00e9 Ribeiro venceu a prova da Indy no oval de Jacarepagu\u00e1 no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t\t\t#iconeimagem Andr&eacute; Ribeiro venceu a 1&ordf; prova da Indy no oval de Jacarepagu&aacute;, no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)<\/div><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\tDurante as transmiss&otilde;es da Indy na Band, v&aacute;rias vezes Luciano do Valle falava sobre a possibilidade de realiza&ccedil;&atilde;o de uma prova no Recife. Uma das ideias mencionadas pelo narrador era que a temporada 2008 da categoria se encerrasse em Pernambuco. S&oacute; que a prova jamais foi confirmada, nem naquele ano, nem em 2009 e em qualquer outra temporada.<\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tDepois de cidades como Ribeir&atilde;o Preto e at&eacute; Campinas aparecerem no notici&aacute;rio como eventuais destinos, a Indy s&oacute; voltou mesmo ao Brasil em 2010 em um circuito de rua outrora improv&aacute;vel. S&atilde;o Paulo abrigou a categoria norte-americana at&eacute; 2013 com uma pista que teve como principais cen&aacute;rios a Marginal Tiet&ecirc;, a Avenida Olavo Fontoura e o Samb&oacute;dromo do Anhembi. O evento teve a Band como patrocinadora principal e promotora ao longo da sua hist&oacute;ria, com a emissora sendo respons&aacute;vel por uma cobertura bastante intensa durante toda sua programa&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tMas a crise econ&ocirc;mica vivida pelo Grupo Bandeirantes fez a torneira secar, e faltou dinheiro para manter a Indy em S&atilde;o Paulo a partir de 2014. A empresa n&atilde;o tinha mais a capacidade de bancar os cerca de R$ 60 milh&otilde;es de custo por etapa e ficou sem alternativa a n&atilde;o ser cancelar um contrato com a Indy, que tinha dura&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2019.<\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tO novo vexame do Brasil sobre a Indy aconteceu no in&iacute;cio de 2015. Em uni&atilde;o com o Governo do Distrito Federal, a Band, amea&ccedil;ada de processo pela pr&oacute;pria Indy por conta do rompimento do contrato para organizar a prova em S&atilde;o Paulo, assumiu a miss&atilde;o de trazer de volta a categoria para o pa&iacute;s e, daquela vez, para um destino totalmente novo no calend&aacute;rio: Bras&iacute;lia, a Capital Federal. A prova, anunciada um ano antes, abriria a temporada 2015 da Indy.<\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tAs chamadas na TV sobre a prova j&aacute; circulavam na Band, assim como a venda de ingressos teve seu in&iacute;cio. S&oacute; que o evento foi cancelado, de forma unilateral, pela Terracap, a Ag&ecirc;ncia de Desenvolvimento do Distrito Federal. A decis&atilde;o da autarquia foi revelada em 29 de janeiro de 2015, menos de dois meses e meio antes da realiza&ccedil;&atilde;o do evento.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"\/images\/201517214493_DSC_9504_II.jpg\" title=\"Obras no aut\u00f3dromo Nelson Piquet para a chegada da Indy em Bras\u00edlia (Foto: Sandro Macedo)                            \" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t\t\t#iconeimagem Obras no aut&oacute;dromo Nelson Piquet para a chegada da Indy em Bras&iacute;lia. A reforma n&atilde;o foi adiante, assim como a etapa da Indy&nbsp;(Foto: Sandro Macedo)<\/div><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\tO cancelamento da Indy em Bras&iacute;lia foi determinado por quest&otilde;es pol&iacute;ticas e financeiras e atrelado tamb&eacute;m &agrave; mudan&ccedil;a de governo. Segundo o Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Bras&iacute;lia, o dinheiro outrora destinado &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da prova foi desviado para fins desconhecidos. O Distrito Federal mergulhou em grave crise financeira na gest&atilde;o de Agnelo Queiroz (PT-DF), que deixou um enorme rombo nas contas p&uacute;blicas, estimado em cerca de R$ 17 milh&otilde;es por m&ecirc;s pelos pr&oacute;ximos 22 anos &agrave; &eacute;poca.<\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tAs obras de adequa&ccedil;&atilde;o e moderniza&ccedil;&atilde;o do Aut&oacute;dromo Nelson Piquet, que seria o palco da Indy em Bras&iacute;lia, tiveram in&iacute;cio em dezembro e seriam entregues parcialmente antes do evento, mas foram interrompidas na esteira do cancelamento da prova e jamais foram retomadas novamente.<\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tH&aacute; pouco mais de um ano, em novembro de 2008, a Indy voltou a ser ligada a um eventual retorno ao Brasil. O atual prefeito, Marcelo Crivella (PRB-RJ), chegou a anunciar em sua conta no Twitter a realiza&ccedil;&atilde;o de uma etapa da categoria na capital fluminense: &ldquo;Os carros da Indy Rio 2020 v&atilde;o percorrer trechos do Samb&oacute;dromo e da Avenida Presidente Vargas&rdquo;.<\/div>\n<div>\n\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\tS&oacute; que a declara&ccedil;&atilde;o do prefeito foi desmentida por Mark Miles, CEO e presidente da Hulman &amp; Company, antiga dona da Indy antes da aquisi&ccedil;&atilde;o da categoria pela Penske. Em entrevista ao site norte-americano &lsquo;Motorsport.com&rsquo;, o dirigente disse que n&atilde;o sabia nada sobre uma corrida no Rio, enquanto Jay Frye, presidente de competi&ccedil;&otilde;es e opera&ccedil;&otilde;es, afirmou que &ldquo;n&atilde;o h&aacute; nada para comentar&rdquo;.<br \/>\n\t\t\t<\/p>\n<div>\n\t\t\t\t<span style=\"font-size:20px\"><strong>As in&uacute;meras tentativas da MotoGP<\/strong><\/span><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\tA MotoGP tamb&eacute;m j&aacute; foi v&iacute;tima dos &lsquo;canos&rsquo; brasileiros. Em 13 de agosto de 2013, por exemplo, Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, a promotora do Mundial, desembarcou em Bras&iacute;lia para visitar o Aut&oacute;dromo Internacional Nelson Piquet e anunciar os planos de trazer o campeonato de volta ao pa&iacute;s j&aacute; em 2014, dez anos ap&oacute;s a &uacute;ltima corrida realizada no hoje extinto circuito Jacarepagu&aacute;.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\tAo lado do hoje ex-governador Agnelo Queiroz \u2015 que, inclusive, ganhou capacetes autografados pelos irm&atilde;os Marc e &Aacute;lex M&aacute;rquez \u2015, Ezpeleta revelou a proposta das autoridades brasileiras e tamb&eacute;m da promotora IMX, que falava de uma reforma no aut&oacute;dromo, prevista para o per&iacute;odo entre dezembro daquele ano e abril de 2014, para receber o Mundial na segunda metade do ano.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\tNa &eacute;poca, Carmelo classificou o Brasil como &ldquo;um dos mais importantes mercados de motocicletas do mundo&rdquo;. Al&eacute;m disso, o dirigente lembrou o momento de ebuli&ccedil;&atilde;o esportiva por aqui, com a realiza&ccedil;&atilde;o da Copa do Mundo e tamb&eacute;m da Olimp&iacute;ada do Rio.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"\/images\/20141271553617_MOTO06_II.jpg\" title=\"Odilon Fraz\u00e3o, Carlos Senise, Agnelo Queiroz e J\u00falio Cesar (Foto: Roberto Castro\/GDF)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t\t\t\t#iconeimagem Odilon Fraz&atilde;o, Carlos Senise, Agnelo Queiroz e J&uacute;lio Cesar (Foto: Roberto Castro\/GDF)<\/div><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t&ldquo;No momento, o Brasil est&aacute; envolvido em grandes projetos, como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Ol&iacute;mpicos, ent&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; muito importante para eles \u2015 n&atilde;o apenas para o Governo Federal, mas tamb&eacute;m para a promotora IMX, que &eacute; uma das mais importantes companhias do mundo e, claro, na Am&eacute;rica do Sul. Eles est&atilde;o comprometidos a fazer um fant&aacute;stico trabalho&rdquo;, garantiu.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\tO empenho, por&eacute;m, nunca saiu do papel. Em janeiro de 2014, o governo do DF anunciou o cancelamento da etapa sob a alega&ccedil;&atilde;o de que um estudo t&eacute;cnico para a reforma do aut&oacute;dromo apontou que &ldquo;n&atilde;o haver&aacute; tempo h&aacute;bil para receber a etapa de setembro do Mundial de MotoGP, em 2014, em raz&atilde;o da complexidade das obras para elevar o espa&ccedil;o atual a um padr&atilde;o internacional de competi&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\tNa &eacute;poca, o comunicado emitido pela ComCopa, a Coordenadoria de Comunica&ccedil;&atilde;o para a Copa, falava em seguir com as obras para receber o Mundial em 2015. Mas nada disso aconteceu.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\tAinda assim, a MotoGP n&atilde;o perdeu a f&eacute; na capacidade brasileira. Em 10 de outubro &uacute;ltimo, o Mundial anunciou que volta ao Brasil em 2022. O certamente firmou um contrato de cinco anos com a Rio Motorsports (RMS) para correr no Rio de Janeiro at&eacute; 2026, no inexistente circuito de Deodoro.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"\/images\/20168131410103_GEPA_full_5548_GEPA-13081643096_II.jpg\" title=\"Carmelo Ezpeleta (Foto: GEPA pictures\/ Mario Kneisl)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t\t\t\t#iconeimagem Carmelo Ezpeleta &eacute; o chef&atilde;o da MotoGP (Foto: GEPA pictures\/ Mario Kneisl)<\/div><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\tDe novo, Ezpeleta ressaltou a import&acirc;ncia do Brasil, um pa&iacute;s que tem &ldquo;uma hist&oacute;ria para se orgulhar no esporte a motor&rdquo;.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\tVale lembrar que esta n&atilde;o &eacute; a primeira vez que a MotoGP assina contrato de cinco anos para correr num circuito &lsquo;prometido&rsquo;. Em 2014, pouco depois do acordo com Bras&iacute;lia, o Mundial anunciou um acordo com o Circuito de Gales, que jamais saiu do papel.<br \/>\n\t\t\t\t<\/p>\n<div>\n\t\t\t\t\t<span style=\"font-size: 20px\"><strong>&Eacute; fake news brother!<\/strong><\/span><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tO campeonato dos carros el&eacute;tricos &eacute; jovem, mas o hist&oacute;rico de flerte com o Brasil j&aacute; &eacute; de gente grande. Enquanto a categoria crescia nos primeiros anos e mudava freneticamente os pontos do mundo por onde passava, n&atilde;o foram poucas as cidades do Brasil que voltaram seus olhos para a F&oacute;rmula E. Belo Horizonte, Bras&iacute;lia e Florian&oacute;polis mostraram interesse em diferentes momentos, mas Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo levaram as coisas a outro n&iacute;vel.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tA capital fluminense estava no primeiro esbo&ccedil;o de campeonato, divulgado ainda no segundo semestre de 2013 e que previa que a temporada que come&ccedil;aria em setembro do ano seguinte. Na oportunidade, Lucas Di Grassi, ent&atilde;o ainda sequer contratado pela Audi ABT, desenhou uma pista na Marina da Gl&oacute;ria, Zona Sul da cidade, e que caminhava na dire&ccedil;&atilde;o do P&atilde;o de A&ccedil;&uacute;car. 15 curvas, pouco menos de 3km de extens&atilde;o e um belo plano de fundo.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"\/images\/20131212164184_formulae_tracado_riodejaneiro_II.jpg\" title=\"Tra\u00e7ado criado por Lucas di Grassi para a F-E no Rio de Janeiro (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t\t\t\t\t#iconeimagem Tra&ccedil;ado criado por Lucas di Grassi para a F-E no Rio de Janeiro (Foto: Divulga&ccedil;&atilde;o)<\/div><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&quot;Numa pista de rua, voc&ecirc; n&atilde;o tem muito o que inventar, tem que respeitar os limites do lugar. Nossa preocupa&ccedil;&atilde;o neste circuito do Rio de Janeiro foi mexer o menos poss&iacute;vel na &aacute;rea, at&eacute; porque ali n&atilde;o pode derrubar &aacute;rvores, nada disso. Fiz o desenho b&aacute;sico no Google Earth e depois encaminhamos a uma empresa especializada, que apontou o que precisa ser feito em termos de &aacute;reas de escape, recapeamento, que &eacute; para receber o &ldquo;padr&atilde;o FIA&rdquo;. Este &eacute; um circuito que vai ficar semipronto, e que poder&aacute; ser usado tamb&eacute;m por outras categorias&quot;, disse ao Grupo Globo na &eacute;poca.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tEntretanto, a incerteza come&ccedil;ou rapidamente: o Rio sumiu, substitu&iacute;do por Punta del Este, no Uruguai, no rascunho seguinte; e voltou na divulga&ccedil;&atilde;o oficial. A data reservada era 15 de novembro de 2014, mas a reuni&atilde;o do Conselho Mundial da FIA, no Marrocos, em abril de 2014, voltou a retirar, agora definitivamente, o Rio de Janeiro do calend&aacute;rio.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tComo o campeonato estava em est&aacute;gios iniciais, n&atilde;o houve palavra oficial quanto ao cancelamento da corrida &#8211; da F&oacute;rmula E, da FIA ou do Rio de Janeiro. Posteriormente, o <strong>GRANDE PR&Ecirc;MIO<\/strong> confirmou que sequer foi realizado um estudo de viabilidade do local por meio da CET-Rio, &oacute;rg&atilde;o de engenharia de tr&aacute;fego da prefeitura da cidade. Com o Rio de Janeiro de cabe&ccedil;a nos Jogos Ol&iacute;mpicos de 2016, os planos foram abandonados.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tRecentemente, o imbr&oacute;glio envolvendo a F1 no Rio fez com que a cidade voltasse a se movimentar com rela&ccedil;&atilde;o ao esporte a motor. Sem aut&oacute;dromo e com o governo do estado rachado com a presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, a possibilidade da categoria de carros el&eacute;tricos vir ao Rio de Janeiro no futuro voltou a ser falada: seria numa pista montada no Parque Ol&iacute;mpico. Somente uma possibilidade, contudo.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tJ&aacute; o flerte de S&atilde;o Paulo durou mais tempo e se concretizou, ao menos em tese, em 19 de junho de 2017. Foi nessa data que a categoria oficializou o calend&aacute;rio da temporada 2017\/18 com a inclus&atilde;o de S&atilde;o Paulo e uma pista no Anhembi &#8211; <a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/f-e\/noticias\/f-e-acerta-realizacao-de-corrida-em-sao-paulo-a-partir-de-2018-em-tracado-no-sambodromo-do-anhembi\">informa&ccedil;&atilde;o que o <strong>GP<\/strong> adiantara em 18 de mar&ccedil;o, tr&ecirc;s meses antes<\/a>. S&atilde;o Paulo era uma das tr&ecirc;s novidades anunciadas, ao lado de Roma e Santiago. E n&atilde;o foi surpresa quando apenas as outras duas foram adiante.<br \/>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tO acerto fora realizado em fevereiro de 2017, quando o chef&atilde;o da categoria, Alejandro Agag, visitou a cidade e se reuniu com Lucas Di Grassi e representantes da SPTuris &ndash; empresa de capital misto que tem a Prefeitura como s&oacute;cia majorit&aacute;ria e administra equipamentos como o aut&oacute;dromo de Interlagos e o complexo do Anhembi.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"\/images\/20161141833537_273604_571264_tracado_ibirapuera_II.jpg\" title=\"O tra\u00e7ado desenhado por Di Grassi visto pelo Google Maps (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t\t\t\t\t#iconeimagem O tra&ccedil;ado desenhado por Di Grassi visto pelo Google Maps (Foto: Reprodu&ccedil;&atilde;o)<\/div><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tO eP de S&atilde;o Paulo estava marcado para mar&ccedil;o de 2018, mas em novembro de 2017 surgiu a not&iacute;cia: o plano de privatiza&ccedil;&atilde;o do Complexo do Anhembi, parte do amplo plano de privatiza&ccedil;&otilde;es que o hoje governador Jo&atilde;o Doria (PSDB-SP) prometera ainda na campanha para se tornar prefeito paulistano, estava sobreposto &agrave; corrida. O eP de S&atilde;o Paulo estava cancelado. <a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/f-e\/noticias\/plano-de-privatizacao-do-anhembi-rifa-formula-e-e-poe-em-serio-risco-realizacao-da-corrida-em-2018\">A not&iacute;cia foi adiantada pelo <strong>GRANDE PR&Ecirc;MIO<\/strong>&nbsp;em parceria com o Blog do Rodrigo Mattar<\/a>.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tAo <strong>GP<\/strong>, a SP Turis afirmou que a data de 17 de mar&ccedil;o para qual a corrida fora confirmada sequer havia sido reservada.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tNovas conversas foram ventiladas desde ent&atilde;o e uma nova aproxima&ccedil;&atilde;o chegou a acontecer, mas o acordo foi desfeito antes do acerto. No &uacute;ltimo m&ecirc;s de junho, o agora <a href=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/formula-e\/noticias\/doria-promete-novidades-sobre-formula-e-em-sp-muito-em-breve-estamos-no-jogo-sim\">governador Doria prometeu novidades &quot;em breve&quot;<\/a> sobre a categoria, mas quase seis meses depois elas ainda n&atilde;o apareceram.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<span style=\"font-size:20px\"><strong>Quando nem o pr&oacute;prio Brasil escapa<\/strong><\/span><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tClaro que os &lsquo;canos&rsquo; dados pelo Brasil ficam famosos quando s&atilde;o em categorias estrangeiras &ndash; afinal, chamam a aten&ccedil;&atilde;o do mundo. Mas essa &eacute; uma cultura j&aacute; enraizada, ou banalizada, dentro do pr&oacute;prio pa&iacute;s. S&oacute; &eacute; necess&aacute;rio prestar aten&ccedil;&atilde;o nas categorias locais para perceber tal situa&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tA prova simples &eacute; que o principal campeonato do pa&iacute;s sofre com cancelamentos e trocas de aut&oacute;dromos todo ano em seu calend&aacute;rio. Inclusive com previs&otilde;es de mudan&ccedil;as: a Stock Car, para 2020, j&aacute; divulgou seu calend&aacute;rio oficial com um palco a ser confirmado, e com outro, Campo Grande, com asterisco, pois depende de reformas.<\/div>\n<div>\n<div class=\"imagem-noticia\">\n\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/20197291417898_40613441544_79900dd8f5_o_II.jpg\" title=\"Stock Car em Curitiba (Foto: Duda Bairros\/Vicar)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda-imagem\">\n\t\t\t\t\t\t#iconeimagem Stock Car em Curitiba (Foto: Duda Bairros\/Vicar)<\/div><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tEm 2019 o mesmo ocorreu &#8211; e pior, antes e mesmo durante a temporada. No caso do &ldquo;antes&rdquo;, a categoria esperava realizar sua prova de n&uacute;mero 500 na hist&oacute;ria em Tarum&atilde;, palco da primeira corrida, h&aacute; 40 anos. Mas o aut&oacute;dromo, pelo segundo ano seguido, foi retirado do calend&aacute;rio por falta de estrutura. Depois, a mesma pista foi retirada novamente, mas em novembro, por meses depois ainda n&atilde;o ter conseguido realizar as reformas necess&aacute;rias. A situa&ccedil;&atilde;o j&aacute; havia ocorrido em 2018.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tCuritiba foi outra pra&ccedil;a que ficou sem a categoria em 2019 &ndash; e assim seguir&aacute; para o ano que vem. O aut&oacute;dromo, que vem passando por dificuldades financeiras e perdendo categorias constantemente, corre risco de ser fechado.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tO ponto &eacute; que os cancelamentos internos em aut&oacute;dromos menores d&atilde;o os exemplos para os maiores, falta dinheiro e falta estrutura para campeonatos que nem exigem o que um WEC ou F1 exigem. Imagina quando se arriscam a&nbsp; tentar voos al&eacute;m da capacidade.<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\tPortanto, como a hist&oacute;ria mostra &ndash; e o epis&oacute;dio das 6 Horas de S&atilde;o Paulo refor&ccedil;a &ndash;,&nbsp;os fracassos, desmanches e abandonos s&atilde;o cada vez mais numerosos e se tornaram lugar comum das promessas vazias de terras tupiniquins.<\/div><\/p><\/div><\/p><\/div><\/p><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"embed-responsive embed-responsive-16by9\">\n\t<\/div>\n<table bgcolor=\"#add8e6<br \/>\n&#8221; border=&#8221;1&#8243; cellpadding=&#8221;1&#8243; cellspacing=&#8221;1&#8243; style=&#8221;width: 100%&#8221;><br \/>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n\t\t\t\t<span style=\"color:#000000\"><span style=\"font-size:18px\"><strong>Paddockast # 44<br \/>\n\t\t\t\tRETROSPECTIVA 2019: MUITO QUE BEM, MUITO QUE MAL<\/strong><\/span><\/span><br \/>\n\t\t\t\t<br \/>\n\t\t\t\tOu&ccedil;a: <a href=\"http:\/\/open.spotify.com\/show\/5OBbp8MzxQymoyneX4IviF?si=gYqPr53GSaa-AcxFpOzJHg\">Spotify<\/a> | <a href=\"http:\/\/podcasts.apple.com\/br\/podcast\/paddockast\/id1371540198\">iTunes<\/a> | <a href=\"http:\/\/www.subscribeonandroid.com\/www.central3.com.br\/category\/podcasts\/paddockast\/feed\/podcast\/\">Android<\/a> | <a href=\"http:\/\/player.fm\/series\/paddockast\">playerFM<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A semana come&ccedil;ou com o an&uacute;ncio de que a etapa brasileira do Mundial de Endurance, as 6h de S&atilde;o Paulo, n&atilde;o ser&aacute; mais realizada em fevereiro de 2020, no aut&oacute;dromo de Interlagos, devido a problemas com a promotora do evento. O cancelamento agora engrossa uma longa lista de corridas que foram riscadas do Brasil ao longo dos &uacute;ltimos anos, nas mais diversas categorias, sempre por falhas da organiza&ccedil;&atilde;o local. Por isso, o GRANDE PR&Ecirc;MIO traz um hist&oacute;rico de tudo que era para ser e nunca foi por aqui<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"42wp_featured_image_caption":"","42wp_featured_image_credits":"","42wp_featured_video":"","42wp_featured_image_hidden":false,"42wp_authors_list":[],"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[828,1945,621,1946,1102,85,377,147,379,103,180,93,124,1944,78,357,1943,833,356],"42wp_author":[47129],"class_list":["post-137231","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-endurance","tag-braslia","tag-cancelamentos","tag-cba","tag-dorna","tag-etapa-cancelada","tag-frmula-1","tag-frmula-e","tag-f1","tag-fe","tag-fia","tag-formula-1","tag-indy","tag-interlagos","tag-jacarepagu","tag-motogp","tag-mundial-de-endurance","tag-rio-de-janeiro","tag-so-paulo","tag-wec","42wp_author-felipe-noronha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137231\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137231"},{"taxonomy":"42wp_author","embeddable":true,"href":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/42wp_author?post=137231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}