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Ferrari líder, McLaren em 4º: F1 2025 fatura quase R$ 20 bilhões e paga prêmio recorde
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Ferrari líder, McLaren em 4º: F1 2025 fatura quase R$ 20 bilhões e paga prêmio recorde

Liberty Media apontou que F1 2025 gerou receitas de R$ 19,93 milhões, o que rendeu premiação recorde para equipes da categoria

Daniel Balsa

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A Fórmula 1 registrou faturamento recorde na temporada 2025. O relatório anual do Liberty Media apontou receitas de US$ 3,87 bilhões (R$ 19,93 bilhões na cotação atual), o que também significa um aumento do montante repartido entre as equipes da categoria — estimado em 45% do total, o que representa US$ 1,74 bilhão (R$ 8,96 bilhões), um acréscimo de US$ 134 milhões (R$ 690,1 milhões) em relação a 2024. Em decorrência de diversos fatores, a McLaren, bicampeã do Mundial de Construtores, foi apenas a quarta na lista das que mais receberam repasses da F1.

De acordo com estimativa do portal PlanetF1, a McLaren recebeu US$ 165,8 milhões (R$ 854,9 milhões) na temporada 2025. Como campeã, a equipe de Woking leva o maior valor referente à disputa do Mundial de Construtores, mas a premiação da F1 contempla outros fatores, como o desempenho nas últimas dez temporadas, que prevê bônus para quem ocupou as três primeiras posições nesse período, além de um bônus histórico ao qual a Ferrari, presente desde o campeonato inaugural, tem direito.

Por conta do desempenho nas últimas dez temporadas, por exemplo, a Williams teria recebido US$ 4,7 milhões (R$ 24,2 milhões) no ano passado por ter ficado em terceiro em 2015 — pelo regulamento, esse montante não será pago em 2026, a menos que a equipe volte a terminar no top-3 neste ano. Em compensação, a Mercedes, apesar de temporadas recentes mais discretas, tornou-se elegível para receber US$ 112 milhões (R$ 576,8 milhões) com base nos resultados acumulados na última década. Na sequência aparecem a Red Bull, com US$ 74,7 milhões (R$ 384,7 milhões), e a Ferrari, com US$ 70 milhões (R$ 360,5 milhões).

Tirando os dois últimos anos, a McLaren terminou na terceira posição apenas em 2020, o que lhe rendeu US$ 18,7 milhões (R$ 96,3 milhões) em bônus. Por essas razões, a equipe ficou apenas na quarta colocação geral de repasses.

McLaren reunida para foto de fim de ano em Abu Dhabi (Foto: McLaren)

A Ferrari lidera a lista. Além do terceiro lugar em 2025 e dos bônus recentes, estima-se que o time receba 5% adicional por estar na categoria desde 1950. Com isso, totalizou US$ 277,7 milhões (R$ 1,43 bilhão). A Mercedes aparece na sequência, com US$ 230,8 milhões (R$ 1,19 bilhão), enquanto a Red Bull ocupa o terceiro posto, com US$ 202,9 milhões (R$ 1,05 bilhão).

Depois da McLaren, a Aston Martin surge na quinta posição na lista da F1, com US$ 109,3 milhões (R$ 562,9 milhões), logo à frente da Alpine (US$ 99,9 milhões, ou R$ 514,5 milhões) e da Haas (US$ 91,5 milhões, ou R$ 471,2 milhões). A Racing Bulls ficou com a oitava posição, recebendo US$ 82 milhões (R$ 422,3 milhões), enquanto a Williams, com US$ 77,2 milhões (R$ 397,6 milhões), e a Sauber — agora sob a bandeira da Audi — faturaram US$ 63,1 milhões (R$ 325 milhões).

A partir de 2026, a previsão é que as 11 equipes da F1 passem a receber premiação, o que representa uma mudança no regulamento, já que um time estreante só teria direito à cota após três temporadas na categoria.

F1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.

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