F1
Audi admite dificuldades com motor “complexo” da Fórmula 1 em 2026: “Sabíamos que não seria fácil”
Diretor de corridas da Audi, Allan McNish reconheceu que a montadora tem encontrado problemas no início do ciclo, mas garantiu que obstáculos eram esperados e reforçou dificuldade de causar impacto imediato na Fórmula 1
Vivendo o primeiro ano na Fórmula 1, a Audi sente na pele a dificuldade de entrar com um novo motor em um esporte de marcas já acostumadas às particularidades da categoria. Acumulando problemas ao longo da temporada, principalmente de confiabilidade, o time admitiu por meio do diretor de corridas Allan McNish que vive um período desafiador no desenvolvimento da unidade de potência.
Para o ex-piloto, a Audi sempre teve a noção exata das dificuldades que encontraria em um mundo já ocupado por montadoras do calibre de Mercedes e Ferrari. Enquanto a Honda se juntou de novo ao grupo com um motor bem defasado, a Red Bull acertou na parceria com a Ford e trouxe ao mundo um equipamento competitivo desde o início. Para os alemães, o caminho tem sido mais complicado.
“Certamente, sabíamos que a primeira temporada do novo motor seria difícil, com a necessidade de construí-lo do zero”, admitiu McNish. “Acho que há áreas em que conseguimos trabalhar muito bem, definitivamente, além de melhorar a confiabilidade. É uma situação muito complexa, sabíamos que não seria fácil simplesmente surgir com a melhor unidade de potência de todas”, disse.
Até aqui, a Audi tem apenas dois pontos no campeonato, ambos somados por Gabriel Bortoleto na etapa de abertura do ano, na Austrália. Após mais um fim de semana decepcionante em Barcelona, em que Nico Hülkenberg apresentava ritmo para ao menos brigar no top-10, McNish negou que os problemas tenham tido relação com a unidade de potência.
Na verdade, o principal problema da equipe dessa vez foi o azar. Afinal, Hülkenberg estava a caminho de pontuar quando o carro foi acertado por uma brita jogada para trás por Liam Lawson. A pedra acertou justamente em uma trava de segurança que desliga o carro, o que efetivamente encerrou a corrida do veterano.
“No entanto, em relação ao nível que alcançamos agora, acho que não impactou em nossos problemas em Barcelona”, analisou. “Claro, estamos sempre analisando como melhorar isso, assim como todos os outros aspectos do carro e da equipe também”, finalizou o diretor da Audi.
A Fórmula 1 volta de 26 a 28 de junho no GP da Áustria, oitavo da temporada 2026, no Red Bull Ring.

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