No limite das trocas de motor na temporada 2026 da Fórmula 1, Andrea Kimi Antonelli sabe que uma perda de, no mínimo, dez posições no grid é praticamente certa, por isso Toto Wolff já estuda as possibilidades para que a punição seja cumprida sem tantos prejuízos. E o GP da Itália, casa do líder do Mundial, pode acabar sendo a escolha por conta da chance maior de recuperação no circuito de Monza.
Wolff conversou com jornalistas e falou sobre a inevitável situação. Antonelli está no limite de baterias (3), central eletrônica (3), motor de combustão interna (4) e exaustor (4), o que significa que se precisar de outro novo de alguns desses itens, terá de pagar dez posições no grid por cada um trocado.
Vale destacar que o que conta são os elementos novos, e não as trocas. Se a Mercedes, por exemplo, substituir o motor por um já usado em 2026, não configura em infração ao regulamento.
Situação bem parecida viveu Lando Norris na Bélgica. A McLaren optou por trocar a central eletrônica do carro #1 em Spa-Francorchamps, pista de alta velocidade e com pontos de ultrapassagem, que permite a recuperação do piloto sem depender tanto de fatores externos. E das etapas do calendário, Monza é a que mais apresenta características semelhantes.
“Pode haver uma [corrida] muito especial para Kimi, mas que, no papel, será um bom lugar para cumprir uma punição por troca de motor”, admitiu em referência ao GP da Itália. “Portanto, precisamos conversar com Marco [Antonelli, pai de Kimi] quando quisermos cumprir a punição em Monza”, salientou, admitindo que o GP do Azerbaijão também é alternativa.
“Baku também é uma opção. É, talvez tirar a pressão de Monza e largar do fundo do grid”, salientou, emendando que “ainda espera não precisar sofrer tão cedo” uma punição.

A situação de George Russell é parecida, ainda que tenha mais uma troca de motor à disposição sem que isso o faça perder posições no grid. Os problemas do #63 são bateria e central eletrônica, que estão no limite.
Vice-chefe de equipe da Mercedes, Bradley Lord foi mais enfático ao afirmar que “será difícil chegar ao final da temporada com os componentes que temos atualmente”.
“Acho que, analisando quantos componentes usamos na primeira metade da temporada, é quase inevitável que, em algum momento, tenhamos de cumprir punições. Parte da equipe de estratégia e o pessoal de Brixworth [sede de motores da Mercedes] trabalharão para definir o melhor caminho a seguir para o restante da temporada”, continuou.
“Ainda temos metade da temporada pela frente. Kimi está usando o quarto conjunto de peças, então os próximos resultarão em punições, e George está no terceiro, logo na primeira metade do ano. As probabilidades e os cálculos sugerem que ambos, em algum momento, terão de sofrer algum tipo de punição — cuja extensão ainda será definida”, encerrou Lord.
Antonelli lidera o Mundial com 219 pontos, 50 a mais que Lewis Hamilton, segundo colocado, e com 59 de frente para Russell, que vem em terceiro. Restam 12 etapas até o desfecho da temporada.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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