A sexta-feira (3) de GP da Inglaterra de F1 foi uma das mais surpreendentes de 2026. Lewis Hamilton finalmente acabou com a festa das Mercedes nas classificações, e com um canhão da Ferrari no terceiro setor, vai largar na pole-position da corrida sprint em Silverstone.
Apesar disso, a missão de Hamilton não foi das mais fáceis, já que bateu o líder do campeonato Andrea Kimi Antonelli por apenas 0s011. O italiano, por sinal, teve enorme vantagem sobre o companheiro de equipe George Russell, que largará em um distante quinto lugar.
No meio de tudo isso, a Fórmula 1 voltou a conviver com os incômodos a respeito do gerenciamento de energia em curvas de alta, o que deixou a missão e a pilotagem de alguns pilotos bem menos confortável.
O GRANDE PRÊMIO traz os principais aprendizados da sexta-feira.
Ferrari aparece em Silverstone do jeito que esperávamos em Spielberg
Lewis Hamilton em Silverstone é coisa séria, e a Ferrari finalmente dá as demonstrações de potência que todos esperavam na Áustria. O time basicamente tem um canhão no terceiro setor que foi decisivo para dar uma pole ao heptacampeão mundial, apesar de uma ameaça muito bem concreta de Andrea Kimi Antonelli.
O ritmo de classificação é suficiente para vencer a corrida? É uma boa pergunta. E só o asfalto vai responder, mas a realidade é que bater a Mercedes pela primeira vez em tomadas de tempo é o que todo mundo queria para apimentar mais este campeonato.
Antonelli volta a crescer em grande momento e coloca Russell nas cordas
Depois de vencer na Áustria, a expectativa era de que George Russell embalasse rumo ao título e para incomodar Andrea Kimi Antonelli. Não é? Mas o piloto inglês fez uma classificação horrenda, não encontrando ritmo algum no Q3 e ficando 0s3 atrás do pole Lewis Hamilton e de Antonelli.
George não sabe onde a Mercedes apresenta as dificuldades, e sem treinos livres adicionais, o piloto e o time vão ter de se virar em situações de pista para corrigir o que está errado. Uma derrota para Antonelli seria aceitável, mas o déficit foi assustador.
Verstappen faz o que dá e torce para Red Bull ser elemento surpresa

Depois da grande exibição na Áustria, Max Verstappen foi capaz de se meter na briga de Mercedes e Ferrari ao conquistar a terceira posição no grid da sprint de Silverstone. Porém, a distância para Antonelli e Hamilton, que são os grandes pilotos da temporada, é muito grande até aqui.
Sair à frente de George Russell, Charles Leclerc e até de Isack Hadjar é um ponto positivo, mas o neerlandês tem de torcer para a Red Bull resolver os problemas de gerenciamento de energia para virar um fator surpresa na corrida. Por enquanto, o pódio já seria uma grande conquista.
Racing Bulls abre distância, e missão da Audi fica mais difícil
Com a Alpine um pouco mais para trás, a Racing Bulls tem se consolidado cada vez mais como a quinta força da Fórmula 1. Mais uma vez, o time mostrou ritmo e conseguiu colocar a dupla formada por Liam Lawson e Arvid Lindblad no estágio final da classificação. Pontos na sprint não parecem reais, mas na corrida, serão.
De qualquer forma, isso exemplifica o quanto que a Audi perdeu em oportunidades ao longo do ano. As posições de Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg para o sábado não são ruins, mas bater a Racing Bulls tem virado uma missão cada vez mais difícil.
F1 volta a sofrer com pesadelos pré-Miami
Se a Fórmula 1 viu muitas reclamações cessarem após as sensíveis mudanças ao gerenciamento de energia e equilíbrio de potência antes do GP de Miami, a Inglaterra trouxe isso de volta.
O gerenciamento de energia em curvas de altas velocidade, como Abbey, Copse e Maggots trouxe uma diferença enorme nos tempos. A pole de Hamilton, por exemplo, é 3s mais lenta que a realizada por Max Verstappen em 2025.
A queda de velocidade volta a ser o problema visto em Suzuka. Será que esta é a tendência nas pistas rápidas mais clássicas? Como será em Monza e Interlagos? Difícil saber.