Assim como na Bélgica, George Russell voltou a ter problemas no GP da Hungria do último domingo (26). O motor Mercedes apresentou uma falha que fez com que as rotações ficassem fora de controle, o que acionou o anti-stall, culminando em uma largada ruim. Toto Wolff, chefe da equipe, admitiu que não está nada satisfeito com as falhas recentes.
A Mercedes foi obrigada a trocar o motor de Russell após a classificação por conta de um vazamento de água ocasionado por um impacto com uma zebra. Nem mesmo uma unidade de potência inteiramente nova impediu a falha, que fez o britânico cair para o penúltimo lugar na largada.
Inicialmente, a equipe indicou que poderia ter sido um erro de George, que possivelmente poderia ter tirado o pé durante o procedimento de largada enquanto o motor estava em alta rotação. O piloto do #63 até reduziu a aceleração de 30% para menos de 10% no momento em que as luzes vermelhas ainda estavam acesas, mas não foi a causa da falha.
“Parece que Russell acelerou cerca de 10% e o motor atingiu a rotação máxima — quando ele tirou o pé do acelerador, a rotação caiu de repente. Por isso, não estou nada satisfeito com os muitos erros que ocorreram. Esse foi o motivo, e, fora isso, pilotou muito bem,” declarou Wolff à Sky Sports após o GP da Hungria.

Russell explicou que, em determinado momento, percebeu que a rotação do motor estava subindo muito além do limite, e por isso tentou reduzi-la modulando o acelerador. O ajuste no pedal foi consequência da falha, e não a causa. “Estava com o pé no acelerador, mantendo a rotação, e de repente, uns 4s antes das luzes se apagarem, o motor começou a acelerar descontroladamente. E eu estava reagindo com o acelerador, mas não acontecia nada. Então, a unidade de potência não estava respondendo ao acelerador”, detalhou.
Os pilotos precisam manter uma posição precisa do acelerador para gerar o impulso necessário do turbo. Também é possível monitorar diretamente no volante, já que o procedimento de largada inclui um indicador no visor que mostra se as rotações do motor estão muito altas ou muito baixas, o que pode ser ajustado.
Durante o período extra de preparação de 5s introduzido este ano, tanto Andrea Kimi Antonelli como Russell atingiram cerca de 30% do acelerador, conforme o procedimento padrão. No entanto, enquanto a aceleração e a rotação do motor do italiano permaneceram perfeitamente estáveis em cerca de 12.300 rpm, a situação do britânico foi diferente.
No #63, o motor começou a subir acima de 12.700 rpm, chegando brevemente a atingir 12.800 rpm, um número bem acima do padrão. Foi exatamente por isso que George tentou modular a aceleração, tirando o pé quase completamente do pedal. Porém, não foi suficiente para estabilizar a situação. Segundo a telemetria, por um breve momento, a rotação do motor caiu bem abaixo de 12.000 rpm, para depois subir novamente para cerca de 12.600 rpm, mesmo com Russell aplicando menos de 10% de aceleração.
Foi quando surgiu a segunda parte da falha, pois quando o britânico largou, estava usando o acelerador a apenas 9% e não conseguia acelerar mais, enquanto Antonelli estava a 30% para gerar o impulso de largada. Quando Russell tentou sair do colchete, o motor perdeu repentinamente uma quantidade significativa de rotações, possivelmente porque estava largando com menos de 10% do acelerador. Enquanto a rotação de Kimi girava em torno de 5800 rpm no momento da liberação da embreagem, a de George caiu para 4500 rpm. Sem tração suficiente, o carro acionou o sistema anti-stall.
A Fórmula 1 agora entra de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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