Fernando Barrichello tem uma das campanhas mais difíceis de se avaliar na Fórmula 3 2026. Isso porque, além de ser um novato em um time que enfrenta diversas dificuldades para desempenhar bem com regularidade, a AIX ainda não conseguiu manter estabilidade com os pilotos do terceiro carro — o que, de certa forma, dificulta uma comparação direta com os companheiros de equipe. Porém, ainda que já tenha marcado pontos, fica claro que o brasileiro está lidando com adversidades e vai precisar mostrar uma reação na parte final da temporada.
Embora esteja fazendo a primeira temporada completa em 2026, Barrichello estreou na categoria pela AIX na última etapa do ano passado, realizada em Monza. O fim de semana foi discreto, com um 17º lugar na sprint e um abandono na corrida 2. O contato com o carro foi muito breve, e o tempo não foi suficiente para afirmar que Fefo havia compreendido completamente o equipamento para entrar na campanha do ano seguinte com o pé direito.
A AIX até já apresentou alguns lampejos na Fórmula 2, mas sofre na F3. Por isso, as dificuldades eram esperadas, principalmente por se tratar de um novato. Assim, as expectativas foram confirmadas logo no início da temporada, na Austrália, quando Barrichello figurou na parte de trás do grid e foi superado pelos companheiros Yevan David e Brad Benavides, este último responsável por um incrível sétimo lugar na corrida 2.
A sequência permaneceu difícil para Barrichello, que só conseguiu terminar entre os 20 primeiros na sprint da Catalunha, quando foi 17º. Se há algo de positivo a se tirar desse período, no entanto, é que o brasileiro era o mais rápido da equipe e estava com frequência à frente de David, Ricardo Escotto e Salim Hanna — os dois últimos, que substituíram Benavides após o americano fraturar três vértebras no fim de semana em Mônaco.
Um sinal de alerta, no entanto, se acendeu após o fim de semana na Inglaterra, quinta etapa da temporada. Foi em Silverstone que David teve um desempenho especial: além do pódio com o segundo lugar na sprint, foi sétimo na corrida, enquanto Barrichello, novamente, não ficou nem entre os 20 primeiros.
Desde então, o cingalês mostrou resultados mais consistentes. Andou na frente de Barrichello na Bélgica e passou perto de pontuar na sprint da Hungria. O brasileiro, por sua vez, voltou a ter algumas dificuldades, mas teve como ponto alto o nono lugar na prova curta em Hungaroring.

E é justamente no bom desempenho na Hungria que Fefo precisa se apoiar para mostrar alguma reação na parte final da F3 2026. Embora tenha andado à frente dos companheiros de equipe na maior parte do tempo, a sensação era de que Barrichello estava estagnado e tinha dificuldades até mesmo para ficar entre os 20 primeiros.
Porém, o resultado na Hungria — que colocou Fefo na 27ª posição na classificação com dois pontos — e a reação de David desde a Inglaterra mostram que há algo mais a ser extraído desse carro. Portanto, é essencial mostrar algo positivo nas últimas etapas, em Monza e Madri, para buscar melhores oportunidades em 2027.
Com a conclusão da etapa na Hungria, a Fórmula 3 parte para as férias de verão e retoma as atividades entre 4 e 6 de setembro, com a rodada em Monza. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do fim de semana.