Diogo Moreira lamentou a queda que encerrou a participação na corrida principal do GP do Japão deste domingo (4), depois de conquistar o segundo lugar na sprint. O brasileiro perdeu a frente da moto na curva 9 e classificou o incidente como “muito estranho”, mas afirmou que a LCR Honda tinha ritmo para brigar pelo top-8 em Motegi.
Em entrevista a jornalistas após a corrida, Moreira explicou que ainda enfrenta dificuldades durante as primeiras voltas das provas e que costuma encontrar um ritmo mais competitivo conforme o combustível diminui. O brasileiro também ressaltou que não estava tentando extrair o máximo da moto no momento da queda.
“Na Curva 9, apenas toquei no acelerador e perdi o controle da moto. Foi muito estranho, porque não estava forçando o ritmo para a curva seguinte; estava sendo um pouco cauteloso nas curvas iniciais. O início de corrida é difícil, mas durante o restante das provas, com menos combustível, consigo atacar melhor. Tento não cometer erros logo no início”, analisou.
Apesar da frustração pelo resultado, Moreira avaliou de forma positiva o desempenho apresentado pela LCR Honda em Motegi. O brasileiro acredita que tinha condições de permanecer no grupo intermediário e disputar uma posição entre os oito primeiros caso tivesse completado a corrida.

“Tínhamos ritmo, e acho que poderíamos ter brigado pelo top-8, juntando-nos àquele grupo com o Pedro [Acosta]”, ressaltou.
O fim de semana japonês, portanto, terminou com sentimentos opostos para Moreira. Depois de conquistar o primeiro pódio da carreira na MotoGP ao terminar a sprint na segunda colocação, o brasileiro deixou a corrida principal sem pontuar. Ainda assim, o ritmo demonstrado ao longo das atividades reforçou a evolução do piloto na temporada de estreia.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 9 e 11 de outubro, em Mandalika, para o GP da Indonésia, 17ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.