Jorge Martín relatou dificuldades com o pneu dianteiro e questionou a estratégia mais conservadora adotada pela Aprilia no GP da Indonésia, disputado neste domingo (11), em Mandalika. Após terminar a corrida em terceiro lugar e recuperar a liderança do Mundial de MotoGP, o espanhol afirmou que sofreu mais do que no sábado e que os problemas impediram uma aproximação maior de Marco Bezzecchi e Raúl Fernández.
Em entrevista à MotoGP após a corrida, Martín avaliou que atingiu o limite de desempenho possível diante das condições que enfrentou. O piloto explicou que tentou acompanhar o ritmo dos adversários, mas viu os dois rivais encontrarem novas margens de evolução durante a etapa.
“Tanto Marco [Bezzecchi] quanto Raúl [Fernández] foram um pouco mais rápidos do que eu durante o fim de semana. Estava acompanhando o ritmo, mas, sempre que conseguia, eles davam um passo à frente”, afirmou.
O espanhol também explicou que precisou administrar o esforço durante a prova. No início, procurou manter a calma e avançar gradualmente na classificação, mas encontrou dificuldades nas voltas finais por causa do desgaste dos pneus e da exigência física da corrida.
“Nas últimas voltas, tive dificuldades com os pneus e com o desgaste físico, mas consegui terminar no pódio — o terceiro consecutivo, então estou muito feliz. Seguimos na briga, estamos liderando… Este campeonato será duro, mas seguirei adiante”, completou.

Posteriormente, em entrevista ao canal espanhol DAZN, Martín foi questionado sobre os fatores que prejudicaram o desempenho dos pneus durante a corrida. O piloto apontou a pressão do pneu dianteiro como uma possível explicação e afirmou que sentiu a moto perder a dianteira desde o início da prova.
“A pressão do pneu dianteiro, talvez. Hoje, com certeza, não estava abaixo do limite, porque, desde a primeira volta, eu já sentia a moto saindo de frente”, explicou “Ontem, as sensações foram incríveis, mas é claro que, quando você está fora da janela ideal, não tem jeito. Hoje, certamente, minha equipe optou por uma estratégia mais conservadora, e sofri mais, mas acho que foi isso que faltou para eu chegar um pouco mais perto de Marco e Raúl”, concluiu.
Apesar das dificuldades em Mandalika, o terceiro lugar permitiu a Martín recuperar a liderança do campeonato que havia perdido para Marc Márquez. O espanhol valorizou o resultado e ressaltou que a disputa pelo título ainda exigirá regularidade diante de rivais capazes de evoluir ao longo das etapas.
O piloto reconheceu que Bezzecchi e Fernández foram mais rápidos durante o fim de semana, mas conseguiu limitar as perdas e terminar novamente entre os três primeiros. Com isso, deixou a Indonésia na liderança da classificação e reforçou a importância de seguir somando pontos em uma temporada que considera especialmente exigente.
A MotoGP volta a acelerar de 23 a 25 de outubro, em Phillip Island, para o GP da Austrália, 18ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.