CEO da Aprilia, Massimo Rivola adotou um tom pragmático ao comentar as expectativas em torno das novas motos de 850cc na MotoGP 2027, enquanto Gigi Dall’Igna, diretor-geral da Ducati, apresentou uma visão diferente sobre a mudança de regulamento.

Diante dos primeiros indícios de que os protótipos podem registrar tempos por volta próximos aos das atuais motos de 1000cc, o dirigente da Aprilia evitou questionar a decisão e resumiu a posição em uma frase: “É melhor olhar para a frente do que para trás, porque o que está feito, está feito”.

A divergência de perspectivas foi revelada durante uma entrevista coletiva especial realizada no fim de semana do GP da Indonésia. Rivola e Dall’Igna foram questionados sobre os investimentos no desenvolvimento dos novos protótipos e a capacidade da redução de cilindrada de cumprir o objetivo de diminuir a velocidade na categoria, especialmente diante dos primeiros sinais de que a mudança pode não produzir a diferença de desempenho esperada.

Os testes feitos até agora indicam que os pneus podem ter influência decisiva no desempenho em curva, independentemente da cilindrada do motor. Com isso, surgiu o questionamento sobre se a troca de fornecedora, com a saída da Michelin e a chegada da Pirelli, poderia produzir ganhos de segurança sem a necessidade de reduzir a capacidade dos propulsores.

Michele Pirro durante teste com Ducati de 850cc (Foto: Reprodução/GPone)

Rivola não respondeu diretamente se a mudança de pneus seria suficiente, mas ressaltou que a redução de potência deve diminuir a velocidade máxima. O dirigente lembrou que Marco Bezzecchi e Jorge Martín atingiram 368,6 km/h em Mugello e avaliou que a nova regulamentação terá efeito nesse aspecto.

“Pelo que estamos vendo, os tempos por volta continuam bastante rápidos. Ao mesmo tempo, os pilotos comentam que a moto é mais manejável. Então, talvez consigam controlá-la um pouco melhor e, ao mesmo tempo, economizar combustível”, afirmou.

“Não sabemos se o tempo será o mesmo ao longo da distância de uma corrida. Em uma volta, por enquanto, as motos parecem bastante rápidas. Talvez sejam muito rápidas em alguns circuitos, enquanto em outros a diferença em relação às de 1000cc seja maior”, acrescentou.

Dall’Igna, por sua vez, defendeu a mudança de regulamento e destacou que o principal objetivo não é necessariamente reduzir os tempos por volta, mas diminuir a velocidade com que os pilotos chegam às curvas.

Gigi Dall’Igna (Foto: AFP)

“Sinceramente, acredito que a principal razão pela qual queremos reduzir o desempenho não é o desempenho em si, mas a velocidade. A velocidade com que os pilotos chegam à curva. Por essa razão, quisemos reduzir a potência do motor e a cilindrada”, explicou.

“Acredito que, mesmo que os tempos por volta se aproximem bastante dos de 2026, podemos ganhar algo em segurança. Sinceramente, acho que é uma boa ideia”, concluiu o dirigente da Ducati.

A MotoGP volta a acelerar de 23 a 25 de outubro, em Phillip Island, para o GP da Austrália, 18ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

GP da Austrália de MotoGP: veja os horários no Brasil

DataAtividadeHorário
Quinta, 22/10Treino livre 1 20h45
Sexta, 23/10Treino1h
Sexta, 23/10Treino livre 220h10
Sexta, 23/10Q120h50
Sexta, 23/10Q221h15
Sábado, 24/10Corrida sprint1h
Sábado, 24/10Warm-up19h40
Domingo, 25/10Corrida principal0h

Horários de Brasília

GP da Austrália de MotoGP: veja os horários em Portugal

DataAtividadePortugal continental e Madeira
Sexta, 23/10Treino livre 10h45
Sexta, 23/10Treino5h
Sábado, 24/10Treino livre 20h10
Sábado, 24/10Q10h50
Sábado, 24/10Q21h15
Sábado, 24/10Corrida sprint5h
Domingo, 25/10Warm-up23h40
Domingo, 25/10Corrida principal4h

Horários de Portugal continental e Madeira