Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), ressaltou que o bom senso deve prevalecer e que não levaria a Fórmula 1 para um lugar que considerasse arriscado. Além disso, enfatizou que os GPs do Catar e de Abu Dhabi serão realizados, apesar do clima de tensão no Oriente Médio que fez a categoria transferir a etapa do Bahrein para a Malásia e cancelar o GP da Arábia Saudita.
Por conta do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, as corridas no Bahrein e na Arábia Saudita não foram realizadas no início deste ano e deixaram um hiato de mais de um mês no calendário da temporada 2026.
A proximidade do Catar e dos Emirados Árabes Unidos com as áreas de conflito colocou em dúvida a realização de ambas as provas e fez com que a F1 preparasse um plano B para a última corrida do ano, a substituição de Abu Dhabi por Ímola. No entanto, ainda não houve confirmação oficial.
Mesmo com tensão ainda rondando o Oriente Médio, as escuderias da MotoGP receberam um comunicado da Associação de Equipes confirmando a realização do GP do Catar, entre os dias 6 e 8 de novembro. Além disso, Bruno Michel, CEO da Fórmula 2, enfatizou que o campeonato vai terminar em Lusail e em Abu Dhabi. Seguindo a mesma linha de raciocínio, Ben Sulayem garantiu que se sente seguro em relação as duas etapas e explicou que não deixaria a família nos Emirados Árabes caso considerasse que eles estivessem correndo risco.

“Eles estão bem. Uma coisa eu diria: meus filhos estão lá — acha que eu os deixaria lá, enquanto estou aqui conversando com vocês?”, afirmou o presidente da FIA a alguns jornalistas.
“É preciso ter bom senso e se perguntar: ‘Será que teremos algum problema?’ O que lemos na mídia é bem diferente da realidade. Nós lemos e vemos na TV, mas isso não é real. Senão, por que eu ficaria lá? Por que eu deixaria minha família? Mas isso significa que nada vai acontecer? Só posso dizer hoje que não há nada de errado e que as duas corridas serão realizadas“, salientou.
O dirigente ressaltou que está feliz com o fato de uma equipe da FIA estivesse no Oriente Médio, mas pontuou que o cenário ainda não tem uma definição, usando o Rali Dakar como exemplo, que aguarda garantias de segurança da Arábia Saudita e definiu o retorno à África como plano B para 2027.
“Fico feliz [que a equipe da FIA vá para lá]. Não acho que sejam mais importantes para mim do que eu mesmo e minha família, mas se eu estiver lá, significa que me sinto seguro em relação a isso. Porém, por enquanto, não sabemos. Como disse, quanto ao Dakar, se tivermos alguma notícia deles, vamos nos adaptar. Estou me referindo à Federação de Automobilismo da Arábia Saudita — nos adaptaremos à situação e ofereceremos apoio”, reforçou.
“Como quando ajudamos com o Bahrein, quando houve um pedido para que o evento não fosse realizado na Arábia Saudita, então veio outra ligação do príncipe herdeiro barenita para transferir a prova para a Malásia. O relacionamento já existia e isso passa a mensagem de que, mesmo com tudo isso, ainda teremos corrida”, explicou.

Ben Sulayem destacou que o órgão regulador do esporte tinha medidas de contingência em vigor para o caso de qualquer interrupção nas viagens, como recorrer às federações de automobilismo locais para obter voluntários e oficiais que ajudassem a facilitar a realização dos eventos. Além disso, realçou que nunca iria realizar uma corrida em um local considerado arriscado.
“É claro que a FIA está sempre pronta. Disse a eles para terem outra equipe preparada caso nada acontecesse. Mas talvez alguns governos digam: ‘vocês não podem viajar’ — então, o que fazemos?”, ponderou.
“Se todos estiverem lá, as equipes estiverem presentes e a FOM estiver organizando o evento, e de repente dissermos: ‘Não podemos contar com nosso diretor de prova ou com nossos comissários’. É preciso estar preparado e ter outra equipe pronta para o caso de ser necessário. Também temos o bom senso de nunca levar nosso time, nossos pilotos ou qualquer oficial para um local que consideremos arriscado”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 23 a 25 de outubro em Austin, com o GP dos Estados Unidos. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 18ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP dos Estados Unidos da F1 2026
O GP dos Estados Unidos acontece de 23 a 25 de outubro, em Austin, com treinos livres, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sexta, 23/10 | Treino livre 1 | 14h30 | 18h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sexta, 23/10 | Treino livre 2 | 18h | 22h | 22h | 20h | 23h |
| Sábado, 23/10 | Treino livre 3 | 14h30 | 18h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sábado, 23/10 | Classificação | 18h | 22h | 22h | 20h | 23h |
| Domingo, 11/10 | Corrida | 17h | 21h | 21h | 19h | 22h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.