A tensão entre os pilotos e a organização da MotoGP aumentou diante da possibilidade de boicote ao GP do Catar. Apesar das preocupações com a segurança na região, a categoria segue irredutível quanto à manutenção da etapa de Lusail no calendário e já alertou os competidores sobre possíveis consequências caso decidam não viajar ao país.

A informação é da versão espanhola do Motorsport deste sábado (31). Segundo a publicação, o grupo de pilotos contrários à realização da prova catari diminuiu consideravelmente nos últimos dias. Até semana passada, em Phillip Island, cerca de 75% do grid se posicionou contra a viagem. Já na reunião mais recente, realizada na sexta-feira (30), em Sepang, na Malásia, apenas três pilotos ainda mantinham essa posição.

Esse último encontro aconteceu em uma sala do departamento de comunicação da Yamaha, depois que os representantes dos pilotos tiveram negado o pedido para utilizar outro espaço no circuito, em mais um sinal do desgaste entre as partes, segundo a publicação espanhola.

Plano de evacuação e seguro de repatriação: as garantias do Catar

A preocupação dos pilotos está relacionada à instabilidade no Oriente Médio desde fevereiro, quando os Estados Unidos, apoiados por Israel, atacaram o Irã — que, em retaliação, começou a atacar bases militares norte-americanas em países vizinhos, sendo o Catar um deles.

A guerra, contudo, deu uma trégua, ainda que esteja longe do cessar-fogo. E apesar do período atual de relativa calmaria, os competidores temem uma possível escalada das hostilidades durante a passagem da MotoGP pelo país. A categoria é hoje promovida pelos norte-americanos do Liberty Media, o mesmo grupo que comanda a F1.

A situação também é agravada pelas recomendações de diferentes governos para que seus cidadãos evitem viagens ao Catar, mas essas orientações não representam proibições oficiais de deslocamento — uma distinção importante para eventual acionamento de uma cláusula de força maior que permitiria cancelar a etapa sem consequências financeiras para a organização.

Marc Márquez é o líder do Mundial 2026 (Foto: AFP)

Do outro lado, a organização da MotoGP, as equipes e a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) defendem a realização da corrida. Segundo o Motorsport Espanha, o governo catariano ofereceu garantias para assegurar a segurança dos integrantes do paddock. Entre as medidas estão um plano de evacuação, cobertura de despesas em caso de fechamento do espaço aéreo e seguro de repatriação.

Carlos Ezpeleta, diretor-adjunto da MGPSEG, esteve em Doha, capital do Catar, nesta semana e seguiu posteriormente para a Malásia. Uma integrante que acompanhou a delegação afirmou que o cenário “é de normalidade absoluta”.

Pilotos podem ser punidos se não comparecerem

A organização também deixou claro que a ausência no GP do Catar pode trazer consequências para os pilotos. Caso não apresentem uma justificativa considerada legítima e inequívoca, eles podem sofrer sanções de diferentes naturezas.

As equipes, por exemplo, poderiam repassar aos pilotos eventuais multas financeiras aplicadas pela organização. Além disso, a ausência poderia ser interpretada pela FIM como uma infração grave, com possibilidade de punições esportivas para o resto da temporada. A publicação espanhola afirma que os pilotos que não estiverem no Catar na sexta-feira para as atividades de pista correm o risco de serem impedidos de disputar as duas últimas etapas do campeonato, em Portugal e Valência.

Até o momento, a etapa do Catar segue prevista acontecer de 6 a 8 de novembro, em Lusail.

GP da Malásia de MotoGP: veja os horários no Brasil

DataAtividadeHorário
Sábado, 31/10Warm-up23h40
Domingo, 1/11GP4h

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GP da Malásia de MotoGP: veja os horários em Portugal

DataAtividadePortugal continental e Madeira
Domingo, 1/11Warm-up2h40
Domingo, 1/11GP7h

Horários de Portugal continental e Madeira