Dessa vez, Frédéric Vasseur não poupou palavras ao comentar o novo embate de pista entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc que custou para a Ferrari a chance de vencer o GP da Cidade do México, disputado neste domingo (1º). O francês afirmou que ainda vai conversar com a dupla, mas considerou a situação “uma falta de respeito” com a escuderia italiana.
Hamilton largou na pole, enquanto Leclerc alinhou em terceiro. Como a reta até a freada da curva 1 é longa, os pilotos que largam na segunda fila costumam aproveitar o vácuo gerado pelo carro da frente, e foi o que Charles fez, só que Lewis manteve a posição.
Acontece que, algumas curvas à frente, Leclerc voltou a jogar duro com Hamilton, que saiu da pista e ficou vulnerável ao ataque de Max Verstappen. O #16 também cortou a chicane e chegou a tomar 5s de punição por não devolver o posto após levar vantagem no lance.
Verstappen acabou vencendo a corrida, para irritação de Vasseur. “Não é o resultado que esperávamos, especialmente quando se está em primeiro e segundo lugar na primeira curva no México — um local onde não ocorre uma única ultrapassagem há 72 anos”, ironizou o dirigente. “Você não espera, portanto, terminar em segundo e quarto”, acrescentou, sendo ainda mais vocal na sequência.
“É difícil de engolir, porque considero uma falta de respeito. Falta de respeito com a marca, com todas as pessoas que trabalham na equipe e com os esforços que fazemos. Demos um passo importante em termos de desempenho, e é lamentável desperdiçar uma vitória dessa forma. Ainda não conversei com eles — teremos tempo para uma conversa a sós —, mas, no momento, estou realmente muito contrariado”, bradou.
Quando questionado se as críticas eram direcionadas a um piloto específico, Vasseur esclareceu que não apontaria para um único culpado — no caso, Leclerc, que foi quem fez o ataque para cima do companheiro de equipe.
“Não, não direcionei a crítica especificamente a Charles. Quero conversar com ambos. Lewis também fez uma curva muito aberta, mas precisamos ter em mente que representamos uma marca e patrocinadores. Temos 2 mil pessoas trabalhando por trás de nós. Os pilotos não correm apenas para si mesmos, eles correm por todas essas pessoas”, seguiu.
“A vantagem de ter 19 corridas em 11 semanas é que não teremos muito tempo para pensar nisso. Poderemos sentar hoje à noite ou amanhã de manhã, conversar, esclarecer tudo e, na sequência, já focar direto o Brasil. Acho que ter uma corrida na semana que vem é a melhor coisa que poderia nos acontecer”, encerrou Vasseur.
Agora, a Fórmula 1 retorna no próximo fim de semana para completar a rodada tripla no Brasil, com o GP de São Paulo. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, diretamente do Autódromo de Interlagos.