O GP da Cidade do México de 2026 teve marcações claras. A principal delas, claro, a consagração de Andrea Kimi Antonelli como campeão mundial de Fórmula 1. Mas a dupla da Ferrari se encontrou e causou uma dor de cabeça que vai ressoar por algum tempo, Max Verstappen venceu e os acidentes, sobretudo o de Valtteri Bottas, pontuaram bem os trechos da prova no Hermanos Rodríguez.
Com tanta coisa acontecendo, é bom lembrar o que cada um fez de bom e de ruim.
As notas do Ranking GP são distribuídas por Gabriel Carvalho, João Pedro Nascimento, Luana Marino e Pedro Henrique Marum.
1º) Max Verstappen – 9.5 – O que a Red Bull chamou de “a vitória mais difícil do ano” foi a primeira em que o ‘novo’ carro dos últimos tempos não tinha vantagem. A Ferrari estava melhor posicionada, no carro e na pista, para levar a melhor, mas bateu cabeça uma vez mais. Verstappen aproveitou e não largou o osso.
2º) Lewis Hamilton – 8.0 – Uma pole memorável, quebrando um jejum de mais de três ano, até ser novamente atrapalhado por um companheiro de equipe sem limites nos primeiros metros da prova. O que deveria ser uma vitória vermelha virou uma chaga talvez incurável na relação com Leclerc.
3º) Andrea Kimi Antonelli – 8.0 – Estava nervoso, como admitiu ainda no sábado, e nunca foi o mais rápido na pista. Nem precisava. Mesmo em meio aos problemas, deixou como última imagem do título uma ultrapassagem firme contra Leclerc e um espaço no pódio. O título chegou.
4º) Charles Leclerc – 2,5 – O absoluto descontrole apareceu de novo. Não há motivo para Leclerc se exceder da maneira que fez contra o companheiro de equipe em quatro curvas seguidas. Não é uma briga prudente ou inteligente. O toque veio, a corrida caiu nas mãos de Verstappen, e acabou até fora do pódio. O começo do fim na Ferrari.

5º) Lando Norris – 7,0 – Enquanto foi possível colocar a McLaren na conversa, fez isso. Infelizmente para ele, a equipe está visivelmente atrás das três rivais neste momento na temporada. Mesmo assim, terminou na frente de uma das Mercedes e uma das Red Bull.
6º) George Russell – 6,0 – Largou melhor que Antonelli e fez uma corrida tosca, tombando e sem nunca avançar nada. Só foi perdendo, perdendo e perdendo. Temporada inominável.
7º) Liam Lawson – 8.5 – O fim de semana começou com toque em Verstappen no TL1, passou por desclassificação na tomada de tempos e ainda terminou com Lawson como melhor do resto. Confiável ao extremo nesta versão de 2026.
8º) Gabriel Bortoleto – 8.0 – Saiu cabisbaixo porque a Audi, apesar de ter seus bons momentos, não tinha condições de oferecer mais que um 11º lugar a princípio. Mas, com o festival de punições distribuído, subiu para o oitavo posto e encerrou o jejum de pontos. É algo para elevar a confiança antes de voltar a São Paulo, onde bateu nas duas corridas em 2025.

9º) Isack Hadjar – 6,5 – O toque de Russell na largada atrapalhou, mas Hadjar estava nervoso demais para alguém tão jovem. Declarou que queria o fim do ano, empurrou fã — pelo que recebeu até advertência — e o que ganhou com isso? Nada, ainda ficou em situação péssima depois do toque da Mercedes.
10º) Ryō Hirakawa – 8,5 – Incrível! Apareceu no México para fazer o TL1 e acabou se valendo do fim do clima entre Haas e Esteban Ocon. No sábado de manhã, recebeu a informação de que faria classificação e corrida. Mesmo assim, manteve a compostura e pontuou.
11º) Alexander Albon – 6,0 – Nem mesmo com muitos abandonos e punições, a Williams reúne condições de ir aos pontos. Foi um dos poucos pilotos que escolheu uma estratégia de duas paradas.
12º) Carlos Sainz – 5,5 – Até que não fazia má corrida até a relargada pós-bandeira vermelha. Foi aí que tudo desandou de vez. Perdeu posições e ainda sofreu com superaquecimento até o final da prova.

13º) Oscar Piastri – 3,0 – Dono de ritmo estarrecedor ao longo do fim de semana, coroou os dias no México com um acidente e punição. É bem verdade que a nota ruim é até mais pelo ritmo, porque o acidente com Arvid Lindblad foi de corrida e dá até para discutir se Piastri foi mesmo o culpado.
14º) Nico Hülkenberg – 4,0 – Não conseguiu fazer o carro andar muito por conta do superaquecimento — com os quais Bortoleto sofreu também —, mas o pior de tudo foi a abalroada que deu em Bearman e acabou tirando o piloto da Haas de circulação.
15º) Franco Colapinto – 5,5 – Era dono de fim de semana muito forte e recebeu a bandeirada na sétima posição. Mas punição por exceder o limite de velocidade durante bandeira amarela é algo que abaixa a nota da mesma maneira que jogou a posição de final da corrida lá para baixo com os 10 segundos acrescidos.
16º) Sergio Pérez – 7,0 – Fez largada meteórica e chegou a levar esse carro da Cadillac a um 14º lugar na corrida de casa. A realidade foi se impondo e jogando Pérez para trás, mas não sem antes e própria equipe aprontar com um pit-stop terrível.
17º) Pierre Gasly – 4,5 – Não fazia dias tão bons na Cidade do México quanto o companheiro, mas tinha conseguido pontos. Aí, foi punido pelo mesmo motivo, mas outra velocidade, tomou uma penalidade gravíssima e terminou como o último colocado entre os que terminaram a prova. .
18º) Arvid Lindblad – 7,0 – Vinha bem e defendia o posto de melhor de resto quando se envolveu num enrosco com Piastri, quase levantou voo e abandonou. Oscar acabou punido pela participação, mas a sensação assistindo novamente é a de que os dois dividiram a responsabilidade muito bem dividida.
19º) Oliver Bearman – 6,0 – Provavelmente eria pontuado caso não tomasse um ‘pula, pirata’ de Hülkenberg.
20º) Valtteri Bottas – 5,0 – Não fez a mágica de Pérez na largada, mas tampouco pode muita coisa. A suspensão dianteira da frágil Cadillac explodiu do nada e causou batida muito forte de Bottas contra a barreira.
21º) Lance Stroll – 4,0 – Quase não correu por conta de um problema na bareira. Leva nota pior que Alonso porque teve o Q1 inteiro para superar a única volta rápida do companheiro e não conseguiu. A Aston Martin tinha carro para ir ao Q2 dessa vez.
22º) Fernando Alonso – 5,0 – Teve problemas com menos de 5min de classificação e nas primeiras voltas da corrida. Um pesadelo e justamente quando achou que tinha carro para andar mais na frente.
GP da Cidade de México – 6,0 – A explosão da Ferrari e o título de Andrea Kimi Antonelli monopolizaram o GP da Cidade do México. Como de costume, a corrida não foi das melhores, mas também não foi uma perda de tempo.
Melhor GP – GP do Canadá – 8.5
Pior GP – GP da Espanha – 1.5
Média: 6.1
MÉDIA DA TEMPORADA:
1º) Andrea Kimi Antonelli – 8.1
2º) Max Verstappen – 7.7
3º) Lewis Hamilton – 7.1
4º) Liam Lawson – 7.1
5º) Lando Norris – 7.1
6º) Pierre Gasly – 6.9
7º) Arvid Lindblad – 6.8
8º) Isack Hadjar – 6.8
9º) George Russell – 6.3
10º) Charles Leclerc – 6.3
11º) Nico Hülkenberg – 6.2
12º) Gabriel Bortoleto – 5.9
13º) Fernando Alonso – 5.9
14º) Franco Colapinto – 5.8
15º) Oliver Bearman – 5.6
16º) Oscar Piastri – 5.6
17º) Esteban Ocon – 5.4
18º) Carlos Sainz – 5.4
19º) Sergio Pérez – 5.0
20º) Alexander Albon – 4.6
21º) Lance Stroll – 4.2
22º) Valtteri Bottas – 4.0
RESERVAS
Ryō Hirakawa – 8,5 (em uma corrida)
Yuki Tsunoda – 6.3 (em três participações)