O mundo do automobilismo perdeu, nesta quarta-feira (4), Alan Stanley Jones, campeão da Fórmula 1 pela Williams em 1980, e que morreu aos 80 anos. A morte ocorreu apenas três dias após o aniversário, em decorrência de uma “breve batalha contra uma doença”, conforme informou a família. O ex-piloto também teve passagens por outras categorias, com participações na Indy e nas 24 Horas de Le Mans.
Por meio de um comunicado divulgado pela versão italiana do portal Motorsport, Amanda Buter-Davis, esposa de Jones, confirmou a notícia.
“É com imensa tristeza que anunciamos o falecimento do nosso querido Alan após uma breve doença. Ele deixará muita saudade e será lembrado com carinho por seus entes queridos, assim como pelos muitos fãs cujo apoio ele sempre apreciou. Alan dedicou a vida ao automobilismo, construindo um legado que perdurará através das inúmeras pessoas que ele impactou ao longo do caminho”, informou Amanda.
“Por meio de suas conquistas, paixão e caráter inconfundível, dentro e fora das pistas, Alan deixou uma marca indelével no esporte, tanto nacionalmente quanto em todo o mundo. Como família, gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos que fizeram parte da jornada de Alan pelos muitos anos de amizade, amor e apoio”, concluiu.
Nascido em Melbourne, na Austrália, em 2 de novembro de 1946, Jones teve a primeira oportunidade na Fórmula 1 em 1975, quando disputou o GP da Espanha pela Custom Made Harry Stiller Racing, equipe que utilizava chassis Hesketh. A passagem pelo time, no entanto, durou apenas quatro provas. Depois disso, mudou-se para a Hill, do bicampeão Graham Hill, onde conquistou o quinto lugar no GP da Alemanha e marcou os primeiros pontos na categoria. Com dois tentos somados, encerrou a temporada na 17ª colocação no Mundial de Pilotos.
No ano seguinte, mudou-se para a Surtees, do campeão John Surtees, e, embora a equipe apresentasse resultados irregulares, teve boas atuações, que lhe renderam pontos nos GPs da Bélgica, da Inglaterra e do Japão. A primeira das 12 vitórias de Jones aconteceu em 1977, no GP da Áustria, quando defendia a Shadow. Alan ainda encerrou aquela temporada em alta, conquistando um pódio na Itália e terminando em quarto lugar no Canadá e no Japão.

Depois da boa campanha em 1977, Jones mudou-se para a Williams em 1978. Foi na equipe britânica que o australiano colocou o nome na história da Fórmula 1. Naquele momento, o time de Frank Williams ainda não era uma potência do esporte. Alan começou como único piloto do time e, inicialmente, concentrou os esforços no desenvolvimento do carro, embora tenha conquistado um pódio em Watkins Glen.
Em 1979, a Williams continuou progredindo, e Jones venceu quatro corridas. A conquista do título, porém, veio apenas em 1980, quando venceu mais cinco etapas, superou Nelson Piquet e se tornou o primeiro campeão da equipe britânica.
Embora tenha apresentado bom desempenho em 1981, Jones deixou a categoria em 1982. No entanto, voltou a competir em 1983, em um projeto da Arrows. Sem um carro competitivo, abandonou o projeto após apenas uma corrida e ficou fora do grid em 1984, ano em que participou das 24 Horas de Le Mans.
Em 1985, disputou uma etapa da Indy em Elkhart Lake, substituindo Mario Andretti, e conquistou o terceiro lugar. Mais tarde, retornou à F1 com o projeto da Lola-Haas. Sem muito sucesso, teve como melhores resultados o quarto e o sexto lugares nos GPs da Áustria e da Itália de 1986. A última corrida na categoria aconteceu no GP da Austrália.

Depois de encerrar a passagem pela principal categoria do automobilismo, Jones voltou a disputar as 24 Horas de Le Mans em 1987 e competiu na Sports Sedan GT australiana até 2002. Em 2005, tentou voltar às pistas no Grand Prix Masters, categoria que reunia ex-pilotos de Fórmula 1, mas percebeu que não estava em condições físicas de disputar a primeira prova. Assim, encerrou a carreira no automobilismo.
A Fórmula 1 volta de 6 a 8 de novembro em Interlagos, palco do GP de São Paulo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1 AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além disso, o GP estará in loco com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.
F1 2026: confira horários do GP de São Paulo no Brasil, em Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique
| DIA | ATIVIDADE | BRA* | POR | CBV | ANG | MOZ |
| 6/11 | Treino livre 1 | 12:30 | 15:30 | 14:30 | 16:30 | 17:30 |
| 6/11 | Treino livre 2 | 16:00 | 19:00 | 18:00 | 20:00 | 21:00 |
| 7/11 | Treino livre 3 | 11:30 | 12:30 | 13:30 | 15:30 | 16:30 |
| 7/11 | Classificação | 15:00 | 18:00 | 17:00 | 19:00 | 20:00 |
| 8/11 | Corrida | 14:00 | 17:00 | 16:00 | 18:00 | 19:00 |
*Horários de Brasília