Josef Newgarden conquistou o décimo lugar no GP de Detroit, disputado neste domingo (31), e terminou a prova como o melhor piloto da Penske. Correndo com uma proteção na perna em decorrência do acidente sofrido na Indy 500, o norte-americano admitiu que competiu com dores e se esquivou de avaliar a decisão de ter participado da oitava etapa da temporada: “Se quisessem que eu não corresse, colocariam Felipe Nasr no carro”.
Por conta das sequelas da batida em Indianápolis, Newgarden chegou a ser dúvida para a corrida, a ponto de a Penske deixar Felipe Nasr de sobreaviso. Mesmo enfrentando dificuldades e se locomovendo de muletas, o norte-americano foi até o fim do GP de Detroit. Nas primeiras voltas, chegou a ser ultrapassado por Sting Ray Robb e caiu para a última posição, mas conseguiu se recuperar e, apesar de perder diversas posições ao longo da corrida, garantiu um lugar no top-10.
“Um top-15 já seria um milagre hoje. Aceito o resultado, com certeza. Eu me sinto mal porque o carro que a equipe preparou tinha potencial para lutar pelo pódio. Passei a maior parte da corrida apenas me defendendo. No fim, tentei proteger o carro mais do que qualquer outra coisa”, reconheceu Newgarden ao jornalista Bob Pockrass.
“A equipe fez um trabalho incrível. Simplesmente incrível para me colocar no carro e me permitir correr. A única razão pela qual terminamos onde terminamos foi por causa do trabalho deles. Tivemos uma ótima estratégia e ótimos pit-stops”, completou.
Newgarden admitiu que a dor sentida em Detroit foi maior do que a enfrentada em Road America, em 2016, quando correu apenas duas semanas após sofrer uma fratura na clavícula em um acidente no Texas Motor Speedway. Ainda assim, evitou entrar em detalhes sobre a intensidade do desconforto.

“Não quero falar muito sobre isso. As coisas são como são”, afirmou. “A equipe fez um ótimo trabalho. Sou muito grato ao time e aos nossos patrocinadores. Eles me ajudaram a seguir em frente depois de Indianápolis”, acrescentou.
Por fim, ao ser novamente questionado sobre as dores e a possibilidade de não ter disputado a prova em Detroit, Newgarden respondeu em tom de ironia.
“Havia uma chance [de eu não correr]. Esta é a equipe deles, não a minha. Se quisessem que eu não corresse, eu teria aceitado numa boa. Se quisessem otimizar as chances de vitória, colocariam alguém no carro, colocariam o Felipe [Nasr]. Estou dividido, porque adoraria ver o Felipe pilotando esse carro”, encerrou.
A Indy retorna no próximo fim de semana, entre os dias 6 e 7 de junho, para o GP de Gateway, o terceiro oval da temporada. A largada está marcada para domingo (7), às 22h (de Brasília, GMT-3).
Indy hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da IndyCar Series
A redação do GRANDE PRÊMIO selecionou as notícias mais importantes das últimas horas para você ficar por dentro de tudo que acontece na Indy.
Palou se sobressai no caos de Detroit e vence pela quarta vez na Indy 2026
Indy volta às origens em Detroit e entrega corrida eletrizante, mas sem frear Palou
Fittipaldi aproveita vacilo de rivais em Detroit e vence pela 2ª vez na Indy NXT 2026
Fittipaldi assume liderança da Indy NXT 2026 com vitória em Detroit. Confira classificação
Fittipaldi celebra vitória com asa danificada em Detroit: “Não há sensação melhor”
Palou desbanca concorrência em Detroit e crava 3ª pole seguida na Indy 2026
Palou celebra 3ª pole seguida na Indy e projeta “corrida maluca” no GP de Detroit
Malukas explica forte acidente em Detroit e admite: “Tenho receio com meus pulsos”
Presidente da Indy se esquiva sobre corrida no Brasil: “Não quero fazer previsões”