Will Power deixou a Penske ao fim de 2025 após conquistar dois títulos, 42 vitórias — incluindo uma nas 500 Milhas de Indianápolis — e 71 poles, que o tornaram o recordista neste quesito na Indy. Depois de 17 temporadas de serviços prestados, a relação já não era das melhores e o australiano decidiu se transferir para a Andretti. Não faltou entusiasmo, já que mesmo na má fase do time, o bicampeão ainda era o piloto mais regular. Porém, o desempenho na nova equipe não correspondeu às expectativas, com o representante do #26 acumulando erros em momentos decisivos.
Power assumiu o #26 deixado por Colton Herta, que foi se aventurar na Fórmula 2 na esperança de conquistar os pontos necessários na superlicença e conseguir uma vaga na Fórmula 1. A primeira impressão de Will na Andretti não foi das melhores: teve dificuldades ao longo do fim de semana em St. Pete e abandonou a corrida após bater no muro sozinho.
Embora tenha batido novamente na classificação do GP de Phoenix, rapidamente escalou o pelotão e até se colocou na briga pela vitória por conta de uma estratégia alternativa. No entanto, exagerou na defesa do primeiro lugar contra Christian Rasmussen nas voltas finais e acabou provocando um toque, no qual ambos foram prejudicados.
O bicampeão aproveitou o bom ritmo da equipe em Arlington para conquistar o primeiro pódio do ano, mas parou por aí. Passou por uma sequência de etapas — acumulando diversas batidas nesse meio tempo — com resultados ruins, fosse por erros próprios ou do time. Enquanto isso, Kyle Kirkwood seguia sendo o principal nome da escuderia, e chegou até a liderar o campeonato.

Power fez uma segunda metade de temporada superior, subindo ao pódio quatro vezes, fruto também da evolução da Andretti. No entanto, voltou a vacilar em momentos decisivos, como no GP de Milwaukee 2, quando estava na briga pela vitória e recebeu um drive-through por exceder o limite de velocidade nos boxes.
No geral, o piloto do #26 até teve alguns brilharecos na temporada 2026, mas muito pouco para um bicampeão da categoria. Foi superado por Marcus Ericsson, considerado o ‘patinho feio’ da Andretti. Além disso, terminou em uma discreta 11ª colocação no campeonato, ficando logo atrás de Rinus VeeKay, que correu com o equipamento limitado da Juncos Hollinger.
Se Power chegou à Andretti com o status de possível líder, não chegou nem perto de corresponder às expectativas, sendo ofuscado principalmente por Kirkwood, que levou o vice-campeonato, e até por Ericsson. Após o divórcio, dá para dizer que a Penske saiu ganhando. Apesar de David Malukas não ter cruzado a linha de chegada em primeiro lugar, foi o piloto mais constante da equipe com o #12, superando Josef Newgarden e Scott McLaughlin.
A próxima etapa da Indy será apenas em 2027 — o GP de São Petersburgo abre a temporada do ano que vem entre os dias 5 e 7 de março.