Marco Melandri aderiu à uma campanha pelo fim do uso de couro de canguru na fabricação dos macacões utilizados em corridas de moto. Em parceria com a Lega Anti Vivisezione [Liga Antivivisseccionista, em português], uma das maiores e mais importantes ONGs de proteção dos animais da Itália, o ex-piloto de MotoGP e do Mundial de Superbike defende a utilização de materiais alternativos na fabricação dos trajes de proteção.
Às vésperas do GP da Itália, a LAV está lançando a campanha ‘Ride Smart. Go Kangaroo-Free!’ [‘Pilote com inteligência. Livre-se do couro de canguru!’, em tradução livre]. Pelas redes sociais, a ONG fala em revelar a “verdade oculta e terrível sobre a MotoGP” e aponta que “todos os anos, milhões de cangurus são mortos para alimentar essa indústria, apesar de já existirem alternativas sem o uso de animais, tão seguras e de alto desempenho quanto”.
A ONG menciona diretamente duas das principais fabricantes de macacões, as italianas Dainese e Alpinestars, e convida o público a assinar petições online para pressionar as empresas para “acabar com esse massacre”.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Melandri diz que correu por anos sem saber que o macacão era feito de couro de canguru, mas agora quer ajudar a difundir essa informação.

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“Usei esses macacões durante anos sem nunca me perguntar do que eles eram feitos. Agora eu sei e quero que os demais pilotos e fãs também saibam”, disse Melandri.
O italiano defende que, em uma indústria que tanto evoluiu, não é possível que não exista uma alternativa ao uso do couro de canguru para os macacões dos pilotos.
“Trabalhamos na moto para melhorar o rendimento dela, trabalhamos muito em segurança, trabalhamos na nossa preparação física para sermos mais competitivos. Também é importante proteger os demais e, neste caso, aos animais, precisamente aos cangurus. Quando for à Austrália ver os cangurus, tente imaginar que o próximo macacão que vestir pode ser feito com aquele couro. Coloque a mão no coração e escolha materiais alternativos no lugar do couro animal”, defendeu. “Com a tecnologia que temos hoje, é impossível que não exista uma alternativa para contar com um material seguro, confortável e inovador”, ponderou.
“Às vezes, nos apegamos às tradições e temos medo de mudar. Mas o mesmo aconteceu com os air-bags, que no início eram vistos como pesados e quentes por não permitirem a passagem do ar, mas que hoje são imprescindíveis. Estou convencido de que é apenas uma questão de tempo até vermos uma marca adotar um caminho diferente”, encerrou.
A MotoGP retorna entre os dias 29 e 31 de maio, para o GP da Itália, direto de Mugello, na sétima etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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