A KTM entrou na temporada 2026 da MotoGP confiante de que tinha conseguido avanços com a RC16, mas, passadas as três primeiras corridas, a casa de Mattighofen agora entende que os ganhos também trouxeram perdas. Pedro Acosta e Brad Binder concordam que a moto evoluiu no campo da aerodinâmica, mas perdeu no que diz respeito à velocidade máxima.
No GP da Tailândia, a maior velocidade de uma KTM veio das mãos de Binder, que chegou a 336.4 km/h. O maior registro da corrida foi feito por Marc Márquez, que chegou a 339.6 km/h. No Brasil, Enea Bastianini chegou a 341.7 km/h, contra 346.1 km/h do #93. Nos Estados Unidos, o #23 bateu 352.7 km/h, contra 353.9 km/h de Marco Bezzecchi.
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“A moto funciona muito melhor nas curvas do que no ano passado”, disse Acosta. “Mas parece que um dos nossos maiores trunfos, a velocidade máxima nas retas, desapareceu”, seguiu.
“Os fabricantes trabalharam muito, porque dá para ver que a Ducati segue estando na frente, e a Aprilia deu um passo gigante. A KTM melhorou o comportamento nas curvas e o desgaste do pneu na corrida, mas, aparentemente, perdeu alguma coisa de velocidade máxima em troca”, ponderou.

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Companheiro de KTM, Binder acompanhou a avaliação do espanhol e entendeu que a RC16 ganhou desempenho em várias áreas, mas comprometeu o que tinha como ponto forte.
“Nós fizemos algumas mudanças fundamentais no pacote aerodinâmico para que a moto funcione melhor. Ela gira melhor, freia melhor e, no geral, faz melhor as curvas”, explicou Binder. “O equilíbrio é melhor, mas, de alguma forma, nós seguramente adicionamos um pouco de arrasto aerodinâmico. Então a velocidade máxima, definitivamente, é algo mais complicado do que nas temporadas passadas. Não é nada catastrófico, mas algo menor”, apontou.
“Sempre estivemos acostumados a recuperar tempo nas retas, esse sempre foi um dos nossos maiores pontos fortes. Perder isso torna a corrida um pouco mais difícil, porque você realmente tem de tentar planejar melhor as ultrapassagens”, justificou.
Maverick Viñales, por outro lado, não soube dizer se foi a KTM quem perdeu ou se as demais fábricas conseguiram ganhar nesse aspecto.
“Não tenho certeza. Mas no ano passado eu tinha a sensação de que podia ultrapassar as pessoas mais facilmente nas retas. Talvez os demais tenham melhorado. Não sei”, comentou o ‘Top Gun’. “Vamos tentar conseguir mais rendimento nas curvas e também mais estabilidade na freada para sermos mais precisos. Em algumas áreas, perdemos algo em troca. Isso, provavelmente, afeta mais as asas. Sabemos que perdemos algo em termos de velocidade máxima em relação ao ano passado, mas vamos tentar ganhar algo nas curvas e na freada. Sempre é uma questão de equilíbrio”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 e 26 de abril, para o GP da Espanha, direto de Jerez, para a 4ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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