MEXICO CITY, MEXICO - OCTOBER 30: Race winner Max Verstappen of the Netherlands and Oracle Red Bull Racing celebrates in parc ferme after the F1 Grand Prix of Mexico at Autodromo Hermanos Rodriguez on October 30, 2022 in Mexico City, Mexico. (Photo by Dan Istitene - Formula 1/Formula 1 via Getty Images)
MEXICO CITY, MEXICO - OCTOBER 30: Race winner Max Verstappen of the Netherlands and Oracle Red Bull Racing celebrates in parc ferme after the F1 Grand Prix of Mexico at Autodromo Hermanos Rodriguez on October 30, 2022 in Mexico City, Mexico. (Photo by Dan Istitene - Formula 1/Formula 1 via Getty Images)
A IMAGEM DA CORRIDA SÃO PAULO (pra cumprir tabela!) – A cobertura do GP do México neste blog foi claramente prejudicada pela concorrência com fato de importância infinitamente maior, mas não vou deixar vocês sem nosso rescaldão. No caso, hoje, um rescaldinho. Relendo o texto de domingo, escrito no calor da apuração, nem acho que […]
Publicado em 01/11/2022 às 22:32
Atualizado em
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A IMAGEM DA CORRIDA
A 14ª vitória de Verstappen em 2022: recorde histórico
SÃO PAULO(pra cumprir tabela!) – A cobertura do GP do México neste blog foi claramente prejudicada pela concorrência com fato de importância infinitamente maior, mas não vou deixar vocês sem nosso rescaldão. No caso, hoje, um rescaldinho.
Relendo o texto de domingo, escrito no calor da apuração, nem acho que tenha faltado alguma coisa no relato da corrida. Que como não foi grande coisa, não mereceu sequer um acabamento posterior com mais fotos e uma penteada no texto. Vocês compreendem, claro.
Escolhi a foto de Verstappen comemorando porque não tinha outra muito melhor e porque, de fato, é histórico quando um recorde importante é batido. Max chegou a 14 vitórias no ano. Ninguém venceu tanto numa temporada quanto ele. O holandês, bicampeão aos 25 anos, 34 vitórias no currículo, já é um dos maiores de todos os tempos, mesmo se parar de correr amanhã.
E pelo jeito vem mais.
O NÚMERO DO MÉXICO
1″98
Esse foi o tempo gasto pela McLaren no pit stop de Daniel Ricciardo, o mais rápido do ano e o mais rápido da história da equipe. Foi também uma das melhores provas do australiano no ano. Largou em 11º e chegou em sétimo, mesmo punido com 10s pelo incidente com Tsunoda. Norris, que anda constantemente na frente do parceiro, largou em oitavo e chegou em nono. Atuação convincente e combativa de Ricciardo, rara ultimamente. Mesmo assim, ele não estará no grid no ano que vem. E receio que nunca mais.
McLaren comemora parada: pelo menos isso…
E vamos ao breve noticiário dos últimos dois dias em caixinhas coloridas, que eu sei que vocês curtem.
RESERVA DO RESERVA – A Aston Martin, na terça-feira, anunciou a contratação de Stoffel Vandoorne como terceiro piloto para 2023. Ex-McLaren, 41 GPs no lombo, campeão da Fórmula E neste ano pela Mercedes, o belga, assim, deixará para Felipe Drugovich a posição de reserva do reserva. A equipe quer alguém mais experiente para ajudar a desenvolver os carros dos titulares Lance Stroll e Fernando Alonso. Em 2023, Vandoorne continua correndo na F-E, agora pela DS Penske — já que a Mercedes deixou a categoria.
SEGUNDONA – Falando nela, a Mercedes, a equipe alemã ainda sonha com o vice-campeonato entre os construtores. Nas últimas três corridas, marcou 74 pontos, contra 48 da Ferrari. A diferença é de 40 a favor dos italianos. Faltam duas etapas para o encerramento do Mundial, mas é bom lembrar que o GP de São Paulo oferece alguns pontinhos extras da Sprint no sábado.
Pérez persegue Hamilton: de volta à vice-liderança
SEGUNDÃO – A luta pelo vice entre os pilotos segue apertada. Com o terceiro lugar no México, Pérez voltou à segunda posição na classificação com 280 pontos. Leclerc, apenas sexto na corrida, tem 275. Um pouco mais atrás, Hamilton conseguiu passar Sainz e agora está em quinto com 216 pontos, quatro à frente do espanhol da Ferrari. Lewis ficou em segundo e subiu ao pódio pela oitava vez no ano. Tem um troféu a mais que seu companheiro Russell.
NICO LÁ – São cada vez mais fortes os indícios de que Nico Hülkenberg será o segundo piloto da Haas em 2023. Mick Schumacher está cada vez mais distante da renovação, vem errando muito e não entrega resultados. O anúncio oficial poderá ser feito em Interlagos. Onde Nico, hoje com 35 anos, fez sua única pole na categoria, pela Williams, em 2010.
A FRASE DO HERMANOS RODRÍGUEZ
“A Red Bull teve uma estratégia de pneus melhor que a nossa.”
Lewis Hamilton
Hamilton festeja o segundo lugar: erro de estratégia, mas bom resultado
Não teve conversa. Largando com macios e trocando para médios, a Red Bull andou sempre com pneus mais rápidos que a Mercedes, que partiu de médios e trocou para duros em sua única parada (Russell fez um segundo pit stop no fim só para garantir a melhor volta, com pneus macios).
Toto Wolff admitiu que essa combinação macios/médios nunca esteve no radar da equipe, que não acreditava que os mais moles durassem muitas voltas, correndo o risco de ter de chamar seus pilotos duas vezes para os boxes.
Errou.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS de ver Valtteri Bottas voltar aos pontos, ainda que apenas com um décimo lugar meio frustrante para quem largou em sexto. Mas está bom. Ele estava havia dez provas sem pontuar, desde o Canadá, e ajuda a Alfa Romeo na briga pela sexta posição entre as equipes contra a Aston Martin. O placar agora aponta 53 x 49 para o time ítalo-suíço.
Lá no fundo, bem atrás de Russell, as duas Ferrari: coadjuvantes no México
NÃO GOSTAMOS de ver a Ferrari tão longe da briga pelas primeiras posições. Seus pilotos chegaram em quinto e sexto, Sainz a 58s de Verstappen e Leclerc cruzando a linha 1min08s depois do holandês. Um desempenho pífio, como diria o Mauro Cézar. A desculpa da equipe é que já está pensando em 2023.
FLAVIO GOMES é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. (O negócio de dizer que sou professor é só para conferir certa nobreza a este perfil. Fui professor por pouco tempo, numa pós-graduação na FAAP. Três ou quatro anos, se tanto. Mas não renovaram meu contrato porque um dia umas alunas me chamaram para banca de avaliação de seus trabalhos de conclusão e dei notas muito ruins a todas, porque os trabalhos eram realmente péssimos.) Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet (como se vê, texto antigo: jornais e revistas nem existem mais), se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo” (1986-1994), revistas “Placar” (1988), “Quatro Rodas Clássicos” (não lembro quando) e “Revista da ESPN” (2011 ou 2012, não sei direito), rádios Cultura (1984-1986), fazendo programa de ciência para a SBPC), USP (1986), Jovem Pan (1994-2001, quando a Pan era uma rádio, e não um depósito de fascistoides como hoje, que nem rádio é mais), Bandeirantes (2001-2005), Eldorado-ESPN e Estadão ESPN (2007-2013). Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020, quando a emissora foi vendida e fechada pela Disney. Nesse período, morou quase quatro anos no Rio, de 2017 até o final do contrato com a Fox. No fim de 2021 se mandou para a Bahia, abriu um restaurante que deu errado e voltou para São Paulo em fevereiro de 2022.
Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o “Grande Prêmio” passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o “Esporte de Primeira” na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Foi nesse ano, também, que repassou o “Grande Prêmio” a seus funcionários — como bom comunista, entregou os meios de produção aos que produzem.
Em 2005, publicou seu primeiro livro, “O Boto do Reno”, pela editora LetraDelta (o livro teve mais quatro reimpressões pela editora Adelante, a partir de 2021). No final do mesmo ano, precisamente em 5 de dezembro de 2005, colocou seu blog no ar. Ele ainda existe, como uma espécie de peça arqueológica digital. De 1992 a 2019, escreveu o anuário “AutoMotor Esporte”, editado por Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, “Dois cigarros”, pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas “Gerd, der Trabi” (Gulliver, 2019). Em 2021, lançou o best-seller “Ímola 1994” também pela Gulliver — que teve uma segunda edição, revista e ilustrada, publicada em 2024. Em 2022, pela Adelante, mais um livro: “Os anos Schumacher em 334 textos” — uma coletânea de colunas para jornais escritas desde 1995.
Também em 2022 passou a fazer parte do time de colunistas do UOL e da nova plataforma digital de “Placar”. A brincadeira no UOL durou apenas um ano. Na “Placar”, quase três — saiu em 23 de maio de 2025, data que só lembra porque é nome de avenida em São Paulo (a demissão se deu porque o chefe novo disse que o indigitado, eu, “não sabia falar com os jovens”). Ficou quase cinco meses coçando e no dia 13 de outubro estreou como apresentador da rádio TMC, ex-Transamérica. Saiu quatro dias depois porque alguém na empresa concluiu que seus “posicionamentos” eram “incompatíveis”, com o jornal que estava apresentando.
Gomes é torcedor da Portuguesa, frequenta o Canindé e já foi presidente da Leões da Fabulosa. Quando fala de carros, começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. Seu último carro 0 km foi comprado em 1997 e continua com ele. Mas o mais novo é um Twingo 1998. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020. Em 2025 foi aposentado de novo por quebra de motor, trocado por um Gol bolinha 1996 que voltou a usar o número #96 (isso não tem a menor importância para o público em geral, mas para mim, tem).
Na vida pessoal, é casado com uma cearense arretada chamada Laêne e tem dois filhos de seu primeiro casamento. Ambos torcem para a Lusa. “Meu maior legado”, diz.