SÃO PAULO | Uma corrida boa na Austrália, interessantíssima na Malásia, relevante na China — estas duas últimas pela chuva — e mediana no Bahrein. As três que vieram depois foram pior que ressaca de porre de Sangue de Boi.
Barcelona, onde todo mundo treina. Mônaco, onde ninguém passa. E na Turquia, uma constatação: a de que, de fato, a mudança na aerodinâmica dos carros não produziu o resultado que a FIA queria, que era produzir mais ultrapassagens. E Kurtkoy não é propriamente um circuito com poucas áreas para tal.
Inegavelmente a melhor de todas foi a de Nelsinho sobre Hamilton. Vieram algumas de Barrichello pela disparidade de equipamento em relação aos demais. Outra que me lembro foi de Buemi sobre o mesmo Hamilton, coitado, que tinha de desacelerar para fazer a curva 8. Na frente, nada.
Todo aquele estudo para limpeza do carro em relação a aletas e afins e alterações drásticas nas asas mais serviu para alterar a ordem da F1, para jogar Ferrari para o segundo escalão e a McLaren, ao fundo. As intempéries em si trazem mais emoção ao espetáculo.
Já que a FIA anda numa fase daquelas, dela brotar uma ideia de irrigação das pistas durante as provas não seria algo tão impossível de se pensar. Que, tirando o absurdo de ver chuveirinhos em zebras e retas, seria algo mais útil do que sistemas de vitórias e tetos que promovem eventuais rachas na F1.