A Meyer Shank anunciou nesta sexta-feira (18) que vai pausar o seu programa na classe GTP do IMSA SportsCar. Após o encerramento da parceria com a Acura, que se despede da categoria, a equipe não encontrou outra montadora disposta a formar uma aliança de fábrica e optou por dar um tempo no campeonato em vez de migrar de classe.

A tricampeã das 24 Horas de Daytona (2012, 2022 e 2023) — conquistas que contaram com pilotos brasileiros no grid, com Oswaldo Negri Jr. no primeiro triunfo e Helio Castroneves nos dois seguintes — recusou propostas para competir na LMP2 e na GT3. O foco da estrutura estará voltado para a preparação em relação ao novo chassis da Indy para 2027, além da ampliação da sede para operar o terceiro carro da equipe, com o charter da Honda, previsto para 2028.

“Definitivamente estamos dando uma pausa — e vamos continuar assim até que a oportunidade certa apareça”, declarou Mike Shank, coproprietário da equipe. “[As ofertas] estavam lá, duas ou three, mas nada que realmente valesse a pena relatar ou com interesse suficiente, sendo bem honesto”, admitiu.

“Se quiséssemos continuar nos carros de esporte, daríamos um jeito. Encontraríamos alguém disposto a bancar o programa para guiar nosso carro. Poderíamos correr na GTD se quiséssemos, e tive até um par de reuniões com o pessoal da LMP2. Mas, no fim das contas, sinto que já pagamos nossas dívidas no IMSA e acho que merecemos estar no topo. É lá que pertencemos. E se não for para estar lá — neste momento da minha vida, com mais de 50 anos —, eu simplesmente não quero fazer. Quero continuar com uma montadora parceira e no nível mais alto possível”, completou Shank.

O dirigente também demonstrou preocupação com o aumento de custos do campeonato, alinhando-se aos alertas feitos por David Salters, que deixou recentemente a presidência da HRC USA (Honda Racing Corporation).

Acura #93 operado pela Meyer Shank no IMSA (Foto: IMSA)

“Estamos gastando dinheiro demais e precisamos colocar isso sob controle. Sei que John Doonan [presidente do IMSA] e o Sr. Jim France [presidente do conselho da NASCAR/IMSA] estão trabalhando nisso, mas estamos fora de onde deveríamos estar financeiramente. Muitas empresas, especialmente após os baixes contábeis com veículos elétricos, estão pensando em cada centavo hoje em dia. É nesse ponto que estamos agora”, alertou.

“Acho que deram passos importantes, e o novo carro [protótipo unificado] que chega em 2030 pode ajudar muito. O que o John fez para os testes do ano que vem ajuda, mas precisamos de alívio agora, e conversamos sobre isso o tempo todo. Estou tentando ajudar o John nessa questão, quero somar”, continuou.

“Você precisa ter certeza de que está acordado para a realidade atual. Não estou dizendo que [o IMSA] está dormindo, só estou dizendo que isso é real e precisamos assumir o controle disso bem rápido”, encerrou.