Lando Norris venceu um GP de Mônaco que bem que tentou, mas não pegou no tranco. Na realidade, a corrida deste domingo (25) até ensaiou ser um jogo de xadrez, mas funcionou apenas na ‘F1 B’: lá na frente, não teve bote tático que tenha feito sucesso e, o que se viu, e aí incluindo o pelotão todo, foi uma incrível falta de ultrapassagens.

Assim, a parte de cima da tabela foi todinha como na classificação: Charles Leclerc e Oscar Piastri completaram o pódio, com Max Verstappen em quarto. Lewis Hamilton chegou em quinto, evoluindo na posição depois da estratégia de defesa da Racing Bulls que abriu mão do top-5 de Isack Hadjar para poder garantir o sexto.

O top-10 ainda teve, atrás do francês: Esteban Ocon, Liam Lawson, Alexander Albon e Carlos Sainz, os três últimos protagonistas da controversa tática da lentidão proposital para ajudar o companheiro a ir aos boxes com calma e sem perder posições. A Mercedes, em meio a esse nó, nem pontuou.

E o GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP de Mônaco, oitava etapa da F1 2025.

Lando Norris e Oscar Piastri estão cada vez mais próximos no campeonato (Foto: AFP)

Norris encerra trabalho bem iniciado e respira na F1 2025

Não tinha como ser diferente: para reagir de verdade na F1 2025, Norris precisava não apenas da pole, mas de uma vitória com autoridade. O fim da seca veio em Mônaco, onde os nervos tinham de estar mais no lugar do que qualquer outra coisa. Lando executou tudo direitinho e foi paciente quando Verstappen tentou atrapalhar segurando o ritmo nas voltas derradeiras. Boa vitória e grande injeção de confiança. Para Norris, sabendo como o inglês funciona, tem um significado enorme.

Piastri passa batido em Mônaco e já precisa vencer na Espanha

Piastri faz uma temporada muito boa e tem demonstrado uma interessante postura mais fria, especialmente quando comparado a Norris, mas tem hora que precisa ter mais sangue na veia. O australiano passou o fim de semana muito conformado para alguém que veria o companheiro grudar assim na pontuação e, na ponta do lápis, são duas provas sem vencer e sem convencer. Urge uma reação na Espanha para que não deixe Lando ainda mais confiante, mas que também não permita que Verstappen sonhe para valer com o penta.

Max Verstappen mira reação imediata para sonhar na F1 2025 (Foto: AFP)

Verstappen volta ao padrão de danos minimizados. Mas ainda é pouco para ser campeão

Mais uma corrida em que Verstappen e a Red Bull falam em “minimizar danos”, hein? Quantas foram assim desde o ano passado, aliás? A real é que Max precisa de muito mais para desafiar de verdade a dupla da McLaren pelo título e, pelo menos em Mônaco, não teve condição alguma de fazer algo diferente de atrapalhar o ritmo de Norris no fim. Tudo bem, não era uma pista agradável para o carro taurino, mas por isso também é crucial que voltem aos trilhos na semana que vem. Uma derrota em Barcelona dificultaria bem os planos da remontada.

Ferrari confirma bom fim de semana em Mônaco e ganha alívio na F1 2025

Aqui é meio que o oposto da situação da Red Bull: a Ferrari precisa provar que o que rolou em Mônaco não foi exceção, mas uma evolução real que vai se tornar padrão daqui para frente. E é curioso como a sequência abaixo de Kimi Antonelli e o ano medonho de Yuki Tsunoda fazem a Ferrari parecer ter um 2025 digno: os italianos estão grudados na Mercedes e na Red Bull na batalha pelo vice do Mundial e Construtores. Ainda assim, falta regularidade e corridas convincentes em pistas mais normais, digamos assim. E tudo começa com uma nova classificação boa em Barcelona, uma das mais normais do mundo.

George Russell ficou preso nas Williams em Mônaco (Foto: Mercedes)

Mercedes leva nó tático da Racing Bulls e da Williams. E fica maluca

Cuidado: você caiu no nó tático da Racing Bulls e da Williams. Pois é, a Mercedes ficou completamente de mãos atadas em Mônaco e não teve como reagir depois do desastre que foi aquela classificação com quebra e com acidente. O resultado foi uma corrida sem pontos, com os prateados totalmente dominados pela sagacidade de Laurent Mekies e de James Vowles. Foram três momentos: quando Lawson segurou a turma para ajudar Hadjar e depois quando Sainz fez isso por Albon e o tailandês retribuiu na sequência. Para a Mercedes restou reclamar e ficar de cabeça inchada de tanto ver a traseira dos carros da Williams em velocidade de F2 na frente. Ninguém passou ninguém, afinal, de novo.

Fórmula 1 volta de 30 de maio a 1º de junho em Barcelona, que recebe o GP da Espanha, nona etapa da temporada 2025.

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