Alan Jones, primeiro piloto a conquistar um título mundial pela Williams na Fórmula 1, com passagens também pelo endurance e pela Indy, morreu aos 80 anos após enfrentar uma “breve batalha contra uma doença”, conforme informou a família na noite da última quarta-feira (4). Conhecido pelo temperamento durão e pelas declarações diretas, o australiano também atuou como consultor dos comissários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

O contato com o automobilismo veio por influência do pai, Stan Jones, vendedor de carros que também foi considerado um dos melhores pilotos da Austrália durante a década de 1950. Stan, no entanto, optou por cuidar dos negócios da família e recusou propostas de BRM e Ferrari para competir na Europa.

Nascido em Melbourne, na Austrália, em 2 de novembro de 1946, Alan cresceu inspirado pelas conquistas do pai, que também o incentivou a iniciar a carreira nas pistas. Aos 15 anos, já havia conquistado um título no kart e, à medida que se destacava no esporte, começou a construir a trajetória no automobilismo. No entanto, os planos foram afetados quando Stan faliu durante a recessão econômica australiana. Foi então que, em 1967, aos 21 anos, Alan reuniu juntou um dinheiro e viajou para a Europa. Na ocasião, percebeu que precisaria buscar oportunidades no exterior para seguir carreira como piloto.

Em 1970, chegou a Londres e iniciou um negócio voltado a atender outros viajantes que chegavam da Oceania, comercializando minivans usadas. Aos poucos, conseguiu reunir recursos e, mesmo com um orçamento apertado, deu continuidade à carreira. Stan, que já estava divorciado, também se mudou para a Europa para continuar apoiando o filho.

Alan Jones começou na F1 em 1975 (Foto: Reprodução)

Alan, no entanto, enfrentou diversas dificuldades. Além de sofrer com um carro limitado na Fórmula Ford, quebrou a perna ao sofrer um acidente com um Lotus de Fórmula 3 em Brands Hatch. As coisas começaram a melhorar em 1973, com a GRD, em que ficou com o vice na F3 britânica.

Em 1974, andou bem na Fórmula Atlantic, o que lhe rendeu a primeira oportunidade na Fórmula 1 em 1975, quando disputou o GP da Espanha pela Custom Made Harry Stiller Racing, equipe que utilizava chassis Hesketh. A passagem pelo time, no entanto, durou apenas quatro provas. Depois disso, mudou-se para a Hill, do bicampeão Graham Hill, onde conquistou o quinto lugar no GP da Alemanha e marcou os primeiros pontos. Com dois tentos somados, encerrou a temporada na 17ª colocação no Mundial de Pilotos.

No ano seguinte, mudou-se para a Surtees, do campeão John Surtees, e, embora a equipe apresentasse resultados irregulares, teve boas atuações, que lhe renderam pontos nos GPs da Bélgica, da Inglaterra e do Japão. A primeira das 12 vitórias de Jones aconteceu em 1977, no GP da Áustria, quando defendia a Shadow. Alan ainda encerrou aquela temporada em alta, conquistando um pódio na Itália e terminando em quarto lugar no Canadá e no Japão.

Depois da boa campanha em 1977, Jones mudou-se para a Williams em 1978. Foi na equipe britânica que o australiano conseguiu colocar seu nome na história da Fórmula 1. Naquele momento, o time de Frank Williams ainda não era uma potência do esporte. Alan começou como único piloto do time e, inicialmente, concentrou os esforços no desenvolvimento do carro, embora tenha conquistado um pódio em Watkins Glen.

Alan Jones venceu 12 corridas na F1 (Foto: Reprodução)

Em 1979, a Williams continuou progredindo, e Jones venceu quatro corridas. A conquista do título, porém, veio apenas em 1980, quando venceu mais cinco etapas, superou Nelson Piquet e se tornou o primeiro campeão da equipe britânica.

Embora tenha apresentado bom desempenho em 1981, Jones deixou a categoria em 1982. No entanto, voltou a competir em 1983, em um projeto da Arrows. Sem um carro competitivo, abandonou o projeto após apenas uma corrida e ficou fora do grid em 1984, ano em que participou das 24 Horas de Le Mans.

Em 1985, disputou uma etapa da Indy em Elkhart Lake, substituindo Mario Andretti, e conquistou o terceiro lugar. Mais tarde, retornou à F1 com o projeto da Lola-Haas. Sem muito sucesso, teve como melhores resultados o quarto e o sexto lugares nos GPs da Áustria e da Itália de 1986. A última corrida na categoria aconteceu no GP da Austrália.

Depois de encerrar a passagem pela principal categoria do automobilismo, Jones voltou a disputar as 24 Horas de Le Mans em 1987 e competiu na Sports Sedan GT australiana até 2002. Em 2005, tentou voltar às pistas no Grand Prix Masters, categoria que reunia ex-pilotos de Fórmula 1, mas percebeu que não estava em condições físicas de disputar a primeira prova. Assim, encerrou a carreira no automobilismo.

A Fórmula 1 volta de 6 a 8 de novembro em Interlagos, palco do GP de São Paulo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1 AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além disso, o GP estará in loco com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.

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DIAATIVIDADEBRA*PORCBVANGMOZ
6/11Treino livre 112:3015:3014:3016:3017:30
6/11Treino livre 216:0019:0018:0020:0021:00
7/11Treino livre 311:3012:3013:3015:3016:30
7/11Classificação15:0018:0017:0019:0020:00
8/11Corrida14:0017:0016:0018:0019:00

*Horários de Brasília