Apesar da temporada 2026 ainda estar apenas engatinhando, as últimas semanas nos bastidores da F1 foram bastante agitadas e de muitas movimentações. A maior delas foi a saída imediata de Jonathan Wheatley do cargo de chefe da Audi, algo que se ligou a uma provável queda de Adrian Newey na Aston Martin. Agora, no entanto, a equipe de Silverstone se mostra mais distante de uma mudança, como explicou Pedro de la Rosa, que negou o nome do dirigente britânico como sucessor de Newey.

O ex-piloto da F1 e embaixador da Aston Martin explicou à Sky Sports em Suzuka, no Japão, que a equipe está comprometida com o projeto liderado por Newey e que é “preciso acreditar na estrutura e não trocá-la mais”. A declaração contradiz a própria saída de Wheatley da Audi, já que o nome do britânico ex-Red Bull estava fortemente ligado a Silverstone.

No entanto, uma semana depois, Wheatley segue sem emprego e longe da Aston Martin, que reforçou o compromisso com Newey através das declarações de De la Rosa nesta sexta-feira (27).

“Estamos felizes com o que temos e com a forma como estamos organizados. Estamos felizes com a equipe e com Adrian sendo o chefe da equipe, mas ele acaba sendo mais do que um chefe. Na verdade, ele é o sócio técnico diretor. Então, isso vai continuar igual”, assegurou De la Rosa.

“Jonathan saiu. Não sabemos por que saiu e a única coisa que sabemos é que temos um chefe de equipe, que é Adrian Newey, e isso permanecerá inalterado. Não devemos comentar sobre rumores e especulações porque precisamos respeitar o que Jonathan quer fazer no futuro”, encerrou o espanhol.

Nas últimas semanas, a conversa que rodou o mundo da F1 é que a Aston Martin considera contratar um chefe de equipe e deixar Newey concentrar esforços no projeto. Afinal, nunca tinha ocupado tal cargo antes. Wheatley, naturalmente, foi ventilado como candidato ao cargo. Logo após a saída do britânico da Audi, porém, a Aston Martin garantiu que segue com Newey.

Aston Martin garantiu continuidade de Adrian Newey como chefe de equipe (Foto: Aston Martin)

Apesar de a saída ter sido atribuída oficialmente a “motivos pessoais”, informações do portal PlanetF1 dão conta que Wheatley não se dava bem com Mattia Binotto, CEO do projeto e sucessor temporário na chefia. Segundo a publicação, o italiano estava satisfeito por ter controle total da equipe antes da chegada do britânico. Além disso, as contribuições trazidas por ele entraram em conflito com a forma como Mattia e Gernot Döllner — CEO da Audi — estavam trabalhando.

Portanto, a teoria de que Wheatley, de fato, deixou a Audi apenas por um conflito de poder com o restante da alta cúpula da equipe ganhou mais força nos últimos dias, principalmente com a falta de um movimento por parte da Aston Martin.

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SessãoBRA*CBVPOR
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Classificação03:0005:3007:0008:00
Corrida02:0004:3006:0007:00

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