Nas últimas duas corridas da temporada 2022 da Fórmula 1 (Singapura e Japão), a Aston Martin deu um salto na classificação graças aos bons resultados de Sebastian Vettel e Lance Stroll e agora aparece em sétimo, a apenas sete pontos da Alfa Romeo. Mas a equipe de Silverstone tem sido bastante realista ao falar sobre as próximas corridas e lembrou que confiança é importante, mas os resultados não vão aparecer sem um carro rápido.
Após o ótimo sexto lugar de Sebastian Vettel em Suzuka, a Aston Martin chegou aos 45 pontos, consolidando a sétima posição no Mundial de Construtores que havia sido alcançada em Singapura e ainda viu a Alfa Romeo sair mais uma vez zerada. Mike Krack, chefe da Aston Martin, reconheceu o progresso do time, mas preferiu conter as expectativas.
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“Confiança não é tudo, você também precisa ter um carro rápido. Só com confiança, não conseguimos muito”, admitiu o dirigente. “Sabemos onde estamos com o nosso carro, fizemos alguns progressos esse ano. Mas, em corridas normais, ainda brigamos para terminar em sexto”, acrescentou.
“Precisamos ser realistas. Há ainda quatro corridas. Se continuarmos marcando pontos, há uma chance de melhorarmos a posição. Mas as coisas podem mudar muito rapidamente. Se alguns dos nossos rivais pontuarem significativamente, também podemos perder a nossa posição atual”, ressaltou Krack. Hoje, a Aston Martin trava uma luta direta contra Haas e AlphaTauri, que estão empatadas com 34 pontos. A Williams é a lanterna da temporada, com oito.
A Fórmula 1 ainda tem mais quatro corridas pela frente: os GPs dos Estados Unidos, México, São Paulo e Abu Dhabi, encerrando a temporada. Krack acredita, porém, que a Aston Martin pode não ter vida fácil, e isso porque os melhores resultados da equipe este ano foram conquistados em pistas de rua, o que não é o caso das provas restantes do calendário.
“As próximas corridas são todas bem parecidas, em termos de características. Não são pistas como Baku, Singapura ou Mônaco. Portanto, serão mais difíceis para nós do que essas que mencionei. Podemos ter chuva em São Paulo, teremos a sprint lá também, então são muitas oportunidades. Mas não há nenhuma pista vindo por aí que achamos que vá ser muito difícil para nós, então vamos ver”, disse.
“São quatro corridas, é longo, então precisamos manter nosso jogo em alta. Mas, certamente, acho que nas últimas 12 corridas, pontuamos dez vezes. Acho que é possível notar que tivemos um bom progresso”, salientou.
Krack também falou, por fim, sobre a estratégia que colocou Vettel novamente na zona de pontuação pela segunda corrida seguida. Ele explicou que a decisão de parar para trocar para pneus intermediários assim que o safety-car saiu foi feita em conjunto, mas o alemão deu a última palavra. “Falamos sobre isso, tivemos tempo para discutir isso, como seria abordado. E decidimos isso em conjunto. Em última análise, o piloto teve de tomar a decisão final, pois não vemos a condição total da pista.”
“Desse ponto de vista, ele tomou a última decisão. Estávamos prontos. E acho que esse foi o ponto-chave, mas também foi determinante termos passado [Nicholas] Latifi no pit-stop, pois, sem isso, não teríamos terminado à frente de Fernando Alonso. Basicamente, essas duas decisões foram cruciais”, concluiu Krack.
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