Valtteri Bottas revelou que voltou a ser assombrado pelo problema nos freios da Cadillac durante o GP de Singapura do último domingo (11), embora tenha mostrado otimismo ao dizer que a situação está “praticamente resolvida”. Além disso, explicou o motivo de ter terminado quase uma volta atrás de Sergio Pérez, o próprio companheiro de equipe, alegando que o carro “estava muito ruim” em Marina Bay.

Ao largar da 18ª posição, uma vez que George Russell foi punido por troca de componentes do motor e Fernando Alonso, Lance Stroll e Isack Hadjar tiveram de começar do pit-lane, o finlandês sofreu bastante desde os primeiros momentos da corrida. Um dos motivos, de acordo com ele, foi a necessidade de fazer lift and coast — manobra em que o piloto tira o pé antes do ponto ideal nas curvas e deixa o carro rolar — muito cedo para controlar a temperatura dos freios.

Os incêndios causados pelo componente, inclusive, foram responsáveis por quatro abandonos da Cadillac na temporada 2026. A equipe até introduziu algumas atualizações nos GPs da Hungria e do Azerbaijão na tentativa de eliminar de vez o problema, o que ainda não parece ser o caso.

“Tive de começar a fazer lift and coast já na segunda volta. Depois, a situação se estabilizou e consegui ficar um tempo sem precisar fazer, mas o problema voltou”, começou Bottas em entrevistas pós-corrida, antes de ser questionado se o GP de Singapura foi um bom teste para os freios.

“Conseguimos terminar com os dois carros. Foi preciso administrar a situação, mas imagino que a maioria das equipes também precise fazer algum tipo de gerenciamento aqui. O problema está praticamente resolvido. Devemos ficar bem no restante do ano e, obviamente, o projeto do carro do próximo ano deve ser bem diferente”, continuou.

O lift and coast por si só não justifica o fato de ter finalizado a prova com uma desvantagem de 96s em relação a Pérez — perda similar a 1s6 por volta. Desta forma, o finlandês explicou que manteve contato o tempo inteiro com a Cadillac para saber em quais curvas poderia extrair mais desempenho, ainda que tenha sinalizado que não havia nada a ser feito na maioria dos casos.

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Valtteri Bottas ainda explicou falta de ritmo em comparação com Sergio Pérez (Foto: Cadillac)

“Não tivemos ritmo nenhum no primeiro stint, perdendo cerca de 1s por volta. Foi praticamente a mesma coisa durante toda a corrida. A equipe me passava informações sobre onde eu poderia tentar ganhar tempo de volta, e eu fazia tudo o que podia. Se estou perdendo tempo na entrada ou no meio da curva, consigo tentar corrigir isso, mas acabo perdendo na saída ou em outra fase da curva. Então, foi um pouco estranho”, pontuou.

“A única coisa que posso dizer é que o carro estava muito ruim em termos de comportamento, como se tivesse ocorrido uma mudança brusca em relação ao que vínhamos tendo. Vamos analisar o que aconteceu”, acrescentou Bottas, que não mostrou qualquer esperança para o GP dos Estados Unidos.

“Sabemos que será mais uma corrida difícil, mas esperamos ter um desempenho melhor do que aqui. De alguma forma, sinto que ficamos um pouco abaixo do que poderíamos ter feito aqui, já que nosso ritmo de corrida ficou muito aquém do esperado”, encerrou.

A Fórmula 1 tira uma folga neste fim de semana e retorna entre os dias 23 e 25 de outubro, para a disputa do GP dos Estados Unidos. A etapa de Austin será a 18ª da temporada 2026.