Um dos momentos mais importantes do último GP da Cidade do México foi a pancada de Valtteri Bottas, que veio após a suspensão dianteira direita explodir sozinha no fim da reta dos boxes. A pancada no muro fez Bottas abandonar a prova e chegar até a dizer para a equipe no rádio que não estava bem. Alguns dias depois, durante entrevista em Interlagos que contou com a presença do GRANDE PRÊMIO, afirmou estar recuperado e contou o plano da Cadillac para evitar que o incidente se repita.
De acordo com Bottas, o que realmente causou a dor que tinha ainda no carro após o impacto foi causada por uma batida do joelho contra o volante do Cadillac. Apesar disso, nada mais sério e a chance de seguir adiante com o restante da temporada.
“Bati de costas no muro e o volante estava na direção do joelho. Foi essa a dor inicial, mas tive um incômodo muscular também. Nada muito quebrado e agora já estou normal, mas precisei de uns dois dias”, comentou.
Questionado sobre os problemas sérios de confiabilidade que tem sofrido na temporada, a primeira da Cadillac na F1, foi instado a tratar também da falha de freios que sofreu no GP de Barcelona. E acabou relacionando os dois casos: o calor que tanta superaqueceu os freios da equipe durante boa parte da temporada escapa justamente para o trecho da suspensão que se partiu na Cidade do México.
“Essas coisas não deveriam acontecer, mas aconteceram. O mais importante é entender os motivos. Tínhamos alguns limites em relação a coisas como temperatura, mas revisamos tudo isso. Pudemos localizar o local exato da quebra e o motivo. Com isso, precisamos reverter o carro para partes mais antigas e mudar os limites de temperatura nos quais podíamos chegar”, afirmou.
A explicação para o Brasil e as próximas provas é que a Cadillac resolveu não usar mais a versão atualizada da suspensão e vai voltar à especificação anterior, mais antiga. Como as temperaturas em São Paulo não são tão altas, o perigo é bem menor.
“O calor dos freios precisa ir para algum lugar e, no momento, vai para o wishbone [parte da suspensão]. Mudamos a especificação do carro de volta para uma anterior nessa parte e diminuímos os limites, mas não deve ser um problema aqui. Estávamos num calor muito forte. Imaginamos que não teria problema, mas nunca tivemos a chance de testar num calor daqueles. Aqui vai estar com temperatura mais baixa no domingo, talvez chova, então tudo deve caminhar bem. Mas ainda estão testando na fábrica em Silverstone para entender o lado direito da suspensão. Estão fazendo teste de estresse e tentando entender perfeitamente os limites de temperatura”, colocou.
Garantiu que não vai sofrer para confiar no carro e acelerar sem pensar na possibilidade de acidentes.
“Se a gente não tivesse entendido o que quebrou, eu teria dificuldades com a confiança, mas entendemos e sabemos onde estão os limites. Não vai ter corrida mais dura que a do México pelo resto da temporada. Mas é claro que precisamos redesenhar bastante para o futuro”, finalizou.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de São Paulo, 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além disso, o GP está in loco em Interlagos com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.
F1 2026: confira horários do GP de São Paulo no Brasil, em Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique
| DIA | ATIVIDADE | BRA* | POR | CBV | ANG | MOZ |
| 7/11 | Treino livre 3 | 11:30 | 12:30 | 13:30 | 15:30 | 16:30 |
| 7/11 | Classificação | 15:00 | 18:00 | 17:00 | 19:00 | 20:00 |
| 8/11 | Corrida | 14:00 | 17:00 | 16:00 | 18:00 | 19:00 |
*Horários de Brasília